Caminhos do Coração
13 Com você.
Notas iniciais
Julie se arrumava com a animação visivél nos olhos, quando sua mãe entra no quarto.
– Filha, nossa, aonde você vai linda desse jeito?- perguntou a analisando da cabeça aos pês.
– Vou encontrar com um amigo mãe.- respondeu com um caracteristico brilho nos olhos, sua mãe percebeu.
– Hm, pode ser apenas amigo, depois desse encontro talvez não continue assim não é.- sorriu maliciosa.
– Para mãe!- repreendeu a morena corando- ele é apenas um amigo, pelo menos por enquanto.- sussurrou a ultima parte para si mesma.
Dona Héloisa saiu e Julie terminou de se arrumar rapidamente, e como o café não era muito longe, logo chegou, Daniel já estava lá. Se aproximou dele um pouco envergonhada e ambos não esconderam a admiração.
– Oi, te fiz esperar muito?- disse ela o abraçando
– Não, imagina, eu que cheguei cedo, na verdade estava ansioso pra te ver.- admitiu lhe dando um beijo na bochecha demorado, Julie sorriu fechando os olhos.
– Digo o mesmo.- foi apenas o que ela conseguiu responder, e quis se bater por isso, mas não conseguia controlar o mar de sensações que Daniel lhe provocava. O loiro apenas sorriu .
–Então, aonde vamos?- perguntou curiosa olhando para fora.
– Calma, você faz pergunta demais.- disse o loiro com um sorriso caracteristico.
Ele puxou o seu braço, e logo já estavam na rua, andavam lado a lado, e conversavam sem pressa, quando de repente, a chuva os surpreendeu novamente, se olharam de relance, sorriram e começaram a correr sem rumo na rua, e brincando, quem os visse poderia jurar que eram um casal, e dos mais apaixonados. Já cansados de correr e totalmente encharcados, Daniel avistou uma casinha abandonada, Julie não queria entrar, mas o loiro a convenceu.
– Vamos Julie, ou você quer pegar uma pneumonia?-
– Mas é perigoso ai Dan, pode ter um bicho ai dentro.- justificou se encolhendo entre os fortes braços de Daniel, ele riu fracamente.
– Anda, vem, eu te protejo.- afirmou lhe dando uma piscada de canto, Julie se derreteu toda.
Ele a puxou e foram para dentro da "cabana", ambos estavam todos molhados da chuva, Julie tirou a sua jaqueta, já que por baixo vestia outra blusa, essa era um pouco decotada, Daniel não tirou os olhos dela, até que percebeu algo que ilhe chamou atenção, era a marca do transplante.
– Você já foi operada?- o loiro não resistiu a curiosidade e perguntou.
– Já, desde pequena eu tinha um grave problema de coração, e de uns tempos pra cá, piorou bastante e eu precisei de transplante, mas agora já ta tudo bem.- explicou dando um longo suspiro triste.
Daniel apenas assentiu, não quis se aprofundar no assunto, pois percebeu que a morena não se sentia confortável com isso.
[..]
Daniel encontrou algumas madeiras, e como o dia estava bastante frio, imaginou que seria bom fazer uma fogueira, e fez, chamou Julie, e agora estavam sentados em volta da fogueira meio que abraçados.
– Sabe, desde que a minha esposa morreu, eu nunca tinha me sentido tão bem ao lado de alguém, como quando estou com você.- afirmou apertando de leve o queixo da morena, que corou.
– Que bom que eu sou essa pessoa.- disse se aproximando, o loiro foi se aproximando também, já podiam sentir suas respirações proximas e descompensadas.
Daniel acabou com o pouco espaço que existiam entre eles e selou seus lábios em um selinho lento, que aos poucos se transformou em um beijão de cinema.
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