Caminhos Cruzados
16 Reviravolta
Notas iniciais
P.O.V Soluço.
Espero que a Merida não se afaste de mim de novo depois do que leu na carta, ela é importante para mim, e eu tenho certeza de que ela sabe disso. Eu estava arrumando a sela do Banguela, pois mais tarde iríamos para uma das ilhas que encontramos, eu não sabia bem qual era, a gente escolhe na hora. Continuando, eu estava nervoso, tremia tanto que não estava conseguindo fechar a sela, depois de muito esforço, consegui parar de tremer um pouco e fechei a fivela, de repente, eu ouço passos vindo na minha direção, quando eles param eu ouço a voz da Merida:
– É verdade? — ela perguntou.
– O quê?
– O que está escrito na carta.
– O que eu ganharia te enganando com uma coisa dessas? — eu perguntei, ainda de costas para ela.
Ela não respondeu, então ficamos em um silêncio constrangedor por longos três minutos, até que ela quebra o silêncio com outra pergunta:
– O que você faria se eu dissesse que também gosto de você?
– Se fosse realmente sério?
– Sim...
Eu me virei para olhá-la e percebi que ela estava bem próxima de mim, era a minha chance, e eu não iria desperdiçá-la de novo.
– Isso. — eu disse, puxando-a para um beijo, foi a melhor sensação que já senti.
– Bem... — ela disse, quando nos separamos. — Então, eu gosto de você, sim!
Eu a puxei para outro beijo, que foi interrompido pelo Banguela, que enfiou a cabeça entre nós dois, fazendo um barulho parecido com uma risada, Merida abraçou o Banguela e nós voltamos a rir, confesso que devia ser uma situação estranha, uma garota abraçada com um dragão, um garoto rindo da situação dela e um dragão caído no chão de barriga para cima.
De repente, eu vi uma moita se mexer, acenei com a cabeça na direção da moita, para que Merida entendesse o que eu quis dizer, ela notou que estávamos sendo observados e nós fomos para dentro da casa, eu já tinha um plano em mente, peguei um balde com água e fui junto com ela de volta para o jardim.
– Acho melhor a gente regar essas moitas, elas estão horríveis! — eu exclamei, virando o balde de água na moita.
De trás da moita saíram o Jack e a Punzie, eles estavam vendo tudo! Eu e Merida começamos a rir e eles ficaram totalmente corados, então eu me toquei, se eu achava que aquela cena anterior era estranha, eu estava errado, ESSA cena era estranha. Dois adolescentes todos molhados e cheios de folhas, um garoto rindo com um balde na mão, uma garota caída no chão de tanto rir e um dragão assistindo tudo com uma cara de "eu mereço".
– Qual o problema de vocês? — gritou Jack.
– Toma essa! Quem mandou prender nós dois naquela casa e ainda por cima ficar espionando? — disse Merida, tentando parar de rir.
O dia já começou incrível, eu espero que ele termine assim também, mas, a maior novidade no momento, é que amanhã a Lílian, a garota dragão, volta de viagem.
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