Caminhos Cruzados
18 Maya, NÃO!
Notas iniciais
(Trilha Sonora: Fly High — The DNC)
.P.O.V. Merida.
Aquela Maya parecia ser bem legal, enquanto andávamos até nossa casa, ela ia contando uma história de quando ela tinha vindo pra Berk pela primeira vez.
– Eu descobri que te um garoto chamado Gabriel aqui, ele gosta da Lílian, mas ela não sabe. — Maya sussurrou para mim. — Estou tentando juntar os dois.
De repente, nós passamos por um garoto moreno de olhos castanhos-claro, Maya sussurrou um "é ele" pra mim e deu um empurrão "sem querer" na Lílian, que caiu bem do lado do garoto.
– Você tá bem? — perguntou o garoto, estendendo a mão para Lílian.
– Sim, eu tô bem. — disse Lílian, recusando a mão do garoto e levantando sozinha.
– Então, tchau! — ele disse, indo embora.
Lílian não respondeu, só virou para a Maya e eu vi seus olhos ficarem vermelhos.
– SERÁ QUE DÁ PRA VOCÊ PARAR DE FAZER ISSO? — gritou Lílian, pegando fogo... ESPERA AÍ, A GAROTA ESTAVA PEGANDO FOGO!
Olhei para o resto do pessoal e a única pessoa que não parecia espantada era o Soluço, comecei a me perguntar por quê, mas deduzi que tinha a ver com "garota-dragão" que foi como ele chamou a Lílian mais cedo.
– "Isso" o quê? — perguntou Maya, tentando soar o mais inocente possível.
– Você sabe MUITO BEM do que eu estou falando! — disse a Lílian, um pouco mais calma. — Toda vez que a gente passa por aquele garoto você faz isso, além do mais, eu ouvi o que você disse pra Merida.
– Como... COMO ASSIM, VOCÊ OUVIU?
– Digamos que os dragões também ouvem muito bem, então, posso dizer que herdei isso deles também.
– Essa é nova... — disse Soluço, calmo, calmo demais para a situação em que nós estávamos.
Decidimos que ninguém ia se meter na briga das duas, quando notamos, nós estávamos na porta da casa da Lílian, convidamos os garotos para entrar e quando estavam todos lá dentro nós fechamos a porta.
– A casa está maior do que da última vez que eu vim aqui! — gritou Maya, correndo pela casa inteira.
– Eu fiz umas reformas! — disse Lílian, que já tinha voltado ao normal. — NÃO SOBE AÍ!
Maya tinha feito uma coisa meio impossível, ela tinha se pendurado de cabeça para baixo em uma das tábuas do teto e estava se balançando como se fosse a coisa mais normal do mundo.
– Olha o que a Fifi me ensinou a fazer! — exclamou Maya, rindo.
Ela se desprendeu e caiu em pé na nossa frente, sem um arranhão!
– Quem quer tentar? — ela perguntou sorrindo.
– Eu! — gritou Punzie, desfazendo a trança e amarrando o cabelo em uma das tábuas, depois, ela começou a ESCALAR O PRÓPRIO CABELO!
– Eu vou dar comida para os dragões, não quero ver a morte das duas! — eu disse, indo em direção a floresta onde os dragões estavam.
– Ei, me espera! — gritou Soluço, correndo atrás de mim.
– Eu vou ficar, se acontecer alguma coisa eu pego elas. — disse Jack, convencido.
Eu dei de ombros e continuei andando, até que me lembrei da pergunta que eu queria fazer pro Soluço.
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