Caminhoneiros&Greves (ou histórias para meu filho)
4 Capítulo IV: Pai e Filho
Notas iniciais
— Dito tudo isso, preciso te contar uma coisa.
— Outra história? — Sorriu Álvaro. — As coisas realmente foram interessantes nessa seus tempos de adolescência, pai.
— Pois é, realmente foram, mas... As histórias que eu te contei não são verdadeiras. Pelo menos as partes emocionantes.
— Como assim? — Ficou boquiaberto.
— Eu realmente ficava com Natália e conheci um caminhoneiro chamado Zé, mas não interagi com eles da forma como acabei de te falar.
— E por que não me contou a verdade desde o início? — Bateu as mãos na mesa, enraivecido. O pai caminhou para perto do filho.
— Porque assim você acharia sem graça e não prestaria atenção, rabugento. — Ajeitou novamente os suspensórios. Álvaro estava decepcionado. — Mas isso não significa que eu te contei uma mentira.
— Portanto...?
— Portanto, significa que existem alguns pontos verdadeiros que estão aí para te ajudar a estudar. — Pegou o livro de história em cima da mesa. — Posso citá-los para você, ou você pode abrir esse livro e conferir por si próprio. — Deu o objeto ao filho.
Álvaro suspirou profundamente, e então sorriu cabisbaixo. Seu pai era sempre assim, dava seu melhor para criá-lo, mesmo com métodos esquisitos.
— Eu tenho quase certeza que já sei que pontos são esses, mas agora eu não confio mais em você e vou conferir por conta própria!
— Bom começo, matemático.
— Pensando em talvez ser economista.
— Bom começo. — E riram juntos.
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