Notas iniciais
Último capítulo! Comemorações!

— Dito tudo isso, preciso te contar uma coisa.

— Outra história? — Sorriu Álvaro. — As coisas realmente foram interessantes nessa seus tempos de adolescência, pai.

— Pois é, realmente foram, mas... As histórias que eu te contei não são verdadeiras. Pelo menos as partes emocionantes.

— Como assim? — Ficou boquiaberto.

— Eu realmente ficava com Natália e conheci um caminhoneiro chamado Zé, mas não interagi com eles da forma como acabei de te falar.

— E por que não me contou a verdade desde o início? — Bateu as mãos na mesa, enraivecido. O pai caminhou para perto do filho.

— Porque assim você acharia sem graça e não prestaria atenção, rabugento. — Ajeitou novamente os suspensórios. Álvaro estava decepcionado. — Mas isso não significa que eu te contei uma mentira.

— Portanto...?

— Portanto, significa que existem alguns pontos verdadeiros que estão aí para te ajudar a estudar. — Pegou o livro de história em cima da mesa. — Posso citá-los para você, ou você pode abrir esse livro e conferir por si próprio. — Deu o objeto ao filho.

Álvaro suspirou profundamente, e então sorriu cabisbaixo. Seu pai era sempre assim, dava seu melhor para criá-lo, mesmo com métodos esquisitos.

— Eu tenho quase certeza que já sei que pontos são esses, mas agora eu não confio mais em você e vou conferir por conta própria!

— Bom começo, matemático.

— Pensando em talvez ser economista.

— Bom começo. — E riram juntos.

Notas finais
História concluída, ufa! Vamos ver agora como que realmente se concluirá essa greve dos caminhoneiros.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!