Notas iniciais
Oi Oi Gente!!Boa Leitura!

Mesmo não sabendo ao certo se é o Damen que conheço tudo me apavora. E se for ele? E se for o que procuro? E não me recordo bem da última vez que o vi. Ele pode ter mudado muito. Ou talvez não. O elixir me deixou do mesmo jeito desde que o tomei. Será que para ele é o efeito foi o mesmo? São perguntas e perguntas sem respostas. E sempre que há uma pergunta desde que cheguei aqui, há um nome envolvido. Riley. Estou aqui por causa dela. Tudo bem que Roman também tem sua culpa, mas Riley me fez vir até aqui. Dizendo que sou sua missão e que vou descobrir toda a verdade. Mas por quê?

– Você um dia entenderá.

Eis que ela surge novamente. E parando para notar, ela está sempre com uma roupa diferente. Desta vez ao estilo Avril Lavigne: tênis preto com meias que vão até o joelho, com uma saia quadriculada rosa, uma blusa branca e uma coroinha rosa-pelúcia na cabeça, além dos longos cabelos loiros lisos com algumas pontas pretas.

– Tem que parar de ficar se perguntando isso.

– Porque você vive trocando de roupa?

– Eu gosto já que pra mim tudo é possível.

– Avril Lavigne? Não tem algo melhor?

– Vai ficar questionando minhas roupas agora?

– Claro que não. Então, porque preciso parar de ficar me perguntando isso?

– Porque precisa. Já ouviu falar na palavra destino?

– Já, mas acho que não se aplica em alguém como eu que não se perde no tempo.

– Você verá que sim. Mas então. O que está achando de Jude?

O nome dele soa como acusador da boca de Riley.

– Ele é um cara legal.

– Sei. E o calor? A química que rola entre vocês?

Acho que ela não tem idade suficiente para perguntar algo como isso. E porque diabos estaria perguntando?

– Para. Eu sou meio intrometida, e não estava tendo nada pra fazer. Então fui ler seus pensamentos. E sim, sei do calor que sente quando ele te olha.

– Isso é invasão de privacidade sabia?

– Sabia, mas agora já era.

De repente Jude entra na sala falando sobre a brisa da noite, de como está um tempo bom, e então para. Olha para o lado do sofá em que Riley está e então a cumprimenta.

– Riley! Quanto tempo.

O olho apavorada, não entendendo como ele pode conhecê-la ou vê-la. Tudo bem que ele vê auras, e tudo mais, mas como ele pode vê-la. Olho para ela, que está ao meu lado, com a pergunta nos olhos. Porque diabos ele te vê? Mas ela nada diz. Apenas acena para ele e desaparece rapidamente. E fico sem ação. Devo contar que também a vejo? Ou perguntar por que e como ele a vê?

Ele me olha confuso, e eu já lendo seus pensamentos, espero a pergunta vir.

– Você a viu?

Preciso escolher as palavras certas, ou ele descobrirá sobre o que sou.

– Vi quem? Vi um espaço vazio e você chamando o nome de alguém.

– Riley. O nome dela é Riley.

– A sim. Mas o que ela é? – Digo quase expressando a mentira nas palavras.

– Bem, além de ver auras, vejo algumas pessoas que morreram. Riley era irmã de Ever.

Porque isso seria coincidência? É claro que a missão de Riley tem haver com sua família. E não com o meu passado ou coisa parecida.

– Sério? – meu tom de voz parece desapontado.

– Sim. Desculpe por não ter falado antes.

– Não, tudo bem.

– Mudando de assunto, porque não vamos lá fora? A brisa está incrível.

– Claro.

Ao sairmos, constato que Jude dizia a verdade. A brisa está incrível. Vamos até a beira da praia, que não fica muito longe.

.

.

– Não acredito que isso é verdade. Jude não tinha como ter sido mais bobo.

– Eu sei. – ele dizia em meio as nossas risadas.

Jude contava seus fatos e bobeiras da escola. E o fato de ele ter pulado em uma piscina só para a garota vê-lo, e depois a garota não ver e ainda o afogar. Como não rir disso?

– Aqui pega mais.

Ele havia feito chocolate para comermos com morango. Parece insano, mas eu estava com vontade de comer e ele estava com vontade de fazer algo para a hospede dele. Então...

– Obrigada.

– Porque não me conta algo de engraçado que já tenha acontecido com você?

Ele me olha esperando uma resposta e enquanto isso aproveito a onda de calor que seu olhar provoca em meu corpo, enquanto como um pedaço do morango, aproveitando ao máximo o sabor, até me virar para ele.

– Não aconteceu nada de engraçado comigo. Ainda. – nesse momento me arrependo, pois ainda estou com morango na boca.

Ele então ri de leve e se aproxima mais, fazendo com que sua boca fique a poucos centímetros da minha.

– Será mesmo?

– Sim... – sorrio de leve enquanto limpo o canto de minha boca que está cheia de chocolate. E aquela onda de calor continua a me percorrer. E ao olhar direto em seus olhos, me parecem familiares. Muito familiar. E uma saudade cresce em meu peito.

– Espera. Está sujo aqui.

Ele então leva sua mão até meu rosto e limpa o local onde diz estar sujo. Então seu dedo indicador, passeia pelo meu rosto, até que seu olhar se concentra em minha boca e então vejo que não consigo negar a vontade de beijá-lo. E ele parece ler meus pensamentos porque logo que o olho novamente, sua boca já está colada na minha.

Notas finais
Esperando reviews ok? BJssss