Notas iniciais
Terceiro capítulo galera! Espero que gostem!

— Tark! Tark!

Um homem grande acorda assustado e agarrado em sua maça.

— O que foi, Lug? – Ele se estica no pequeno tecido onde está deitado, no chão.

— Eles venceram o Devorador!

Tark olha para o rapaz desconfiado.

— Como assim?!

— Eles venceram! – Lug aponta para os dois homens que estão adentrando o forte de pedra onde pessoas estão abrigadas.

— Não é possível... – Tark diz se levantando e indo até eles.

Bryan e Lucian entram devagar e esperançosos de que nem tudo são más notícias. Pessoas os saúdam e comemoram a vitória sobre o tirano monstruoso que vivia ao lado de fora das paredes do forte, impedindo as pessoas de sair, impedindo as pessoas de morrer...

No meio da comemoração Tark aparece abrindo espaço entre as pessoas e encara os dois salvadores.

— Como chegaram a esta terra amaldiçoada?

— Tark! – Uma garota o repreende. – Estamos extremamente gratos pela sua vitória sobre o Devorador!

— Só fizemos o que precisava ser feito. – Bryan sorri para os olhos verdes da moça.

— Fizeram... fizeram o que nenhum outro antes conseguiu... – Tark diz com voz pesada e séria. – O único problema é o que pode vir agora já que vocês conseguiram matar o monstro. O que pode acontecer agora?

Uma sombra enorme voa acima deles levantando poeira e criando um vento devastador, enquanto as pessoas mais íntimas se abraçam e temem pelo que está por vir.

Lug o pequeno garoto olha para aquilo e ergue os braços com notável desapontamento.

— Tark e sua boca enorme!

O homem lhe dá um tapa na cabeça.

— Ai! Isso dói! – O garoto reclama enquanto repara na expressão de Tark olhando para a ponta de uma das paredes do forte onde uma silhueta negra está parada.

Um ser de cerca de dois metros de altura fica de pé na parede quebrada e olha para todos, embora poucos, seres humanos que estavam presentes no meio do forte. Ao lado esquerdo do pequeno aglomerado de pessoas uma fogueira tremula e próximo a ela um mural com folhas e abaixo do mural um baú revestido por madeira.

O incrível espécime bate suas quatro asas apagando a fogueira e empurrando o aglomerado para trás enquanto ele ascende aos céus e desce com tamanha força que o chão ao redor se fende criando rachaduras profundas.

À luz do luar é possível ver com mais clareza um ser de armadura negra com uma máscara branca de feição única, de seus antebraços emana uma luz roxa e nos ombros a armadura esculpe dois rostos iguais à máscara que ele veste, na frente de seu corpo ergue-se o braço direito com uma foice de tamanho igual ao do grande ser, a ponta da foice tem o formato da cabeça de um dragão e a empunhadura tem curvas suaves e foi esculpida em camadas de onde emana, nas divisões, uma luz roxa igual à da armadura.

— Quem é você? O que faz aqui? Por que veio? – Tark grita tomando a dianteira e empunhando sua maça de madeira e pregos de ferro.

Silêncio!— A criatura não muda sua postura simplesmente diz com voz imponente e sibilante. – Caso não saiba eu sou aquele que a morte desconhece, aquele que venceu a própria morte e agora domina toda esta terra. Sou o único que existe somente quando quer existir. Eu sou o Devorador de Almas.

As pessoas perplexas ouvem aquilo, as poucas crianças que estão no local deixam lágrimas rolarem pelos seus rostos sem produzir som algum de choro, os adultos temem pelo pior e os guerreiros, somente os três no local, se preparam para a batalha.

Não desejo lutar com vocês. – Ele diz se movimentando vagarosamente. – Vim até aqui apenas para recolher as almas de seus mortos já que agora tenho permissão para isso uma vez que a maldição do Devorador foi cessada por aqueles homens. – Ele aponta a foice para Dormen e Lucian.

— Não permitirei que leve essas pobres almas. – Tark se coloca a frente de uma pequena entrada no meio do forte onde uma escada submerge na escuridão de onde uma estranha luz branca emana em pulsos fracos.

E o que vai fazer humano? – Ele ergue sua mão e Tark magicamente é levado para perto do Devorador de Almas onde ele sente frio conforme se aproxima do ser. – Se eu quisesse... já estaria morto. – Com um movimento de sua mão Tark é lançado contra uma parede e cai desacordado.

O poderoso ser lança uma risada infernal e as luzes na foice e na armadura começam a brilhar e pulsar, do fundo da entrada do submersa do forte, pequenos círculos brancos voam em direção aos braços e ombros da criatura e a foice começa a arder em chamas roxas que brilham nos olhos de todos ali no local. Depois de algum tempo os gritos começam a emanar da abertura e mortos-vivos saem do círculo com a intenção de estraçalhar e matar todos ali.

Tenham uma ótima noite! – O Devorador de Almas alça voo e se vai pela noite após uma gargalhada macabra.

— Atenção! Todos se protejam na praia! – Bryan grita pegando uma maça de madeira com uma pedra na ponta. – Lucian cuide de alguns enquanto eu pego o cara ali. – O homem assente e parte para o ataque estraçalhando cabeças e quebrando crânios.

Bryan ergue Tark sobre seus ombros e o carrega até a entrada do forte por onde todos tiveram que sair e deixa sentado de costas apoiado na parede e olha para mais alguns mortos que vem sobre ele tentando agarrá-lo para rasgar sua pele e comer seus órgãos. Ele de impulso golpeia os seres demoníacos acertando apenas um direto em sua fonte fazendo com que sua cabeça seja partida e o sangue escorra pelo lado do pescoço.

Lucian carrega socos de energia luminosa e estraçalha os seres decrépitos abrindo barrigas e destruindo órgãos, partindo os seres mortos em pedaços.

Ao final do combate os dois cansados sentam perto da fogueira enquanto as pessoas entram aos poucos no forte e deparam-se com os mortos partidos por todos lados e sangue que escorre pelo chão do local. Um homem esguio no meio das pessoas indica que devem começar a retirar os corpos e queimá-los fora do forte e as mulheres e crianças deveriam começar a limpar tudo o que fosse possível.

A garota de olhos verdes chega perto dos dois homens.

— Querem comer algo? – Ela os olha com afeição. – Não temos muito, mas podemos dividir.

Bryan olha para o pouco de pão assado que ela lhes oferece.

— Dê para as crianças, ele e eu pescaremos algo para comermos.

A moça sorri e o rapaz volta a descansar um pouco.

Tark chega perto da moça que dividia o pão como podia entre as crianças e os velhos.

— Você oferece nosso alimento para eles? – O homem sente um desconforto na cabeça.

— Você deveria ser mais grato.

— Nessa! – Ele olha para ela. – Não temos como alimentar mais pessoas! A comida está acabando, não podemos pescar...

— Agora podemos. – Ela retruca.

— Não podemos caçar.

— Peça que eles matem o homem da prisão e poderemos sair daqui e ir para a floresta depois da prisão. – Ela o olha com carinho. – Tenha calma, confie neles e por favor, seja gentil. – A garota sorri e lhe acaricia o rosto.

O homem respira fundo e concorda.

— Bryan, Lucian!

Os dois levantam e olham para o homem.

— Eu acho que devo me desculpar com vocês, eu sequer lhes conheço e disse o que eu disse.

— Tudo bem. – Lucian sorri e agradece cordialmente antes que Bryan tivesse tempo de dizer algo. – Qual o nome desse forte?

— Olho de Leão. – Olhando em volta o homem acrescenta. – Ou pelo menos o que sobrou dele. – Um sorriso aparece no rosto do homem.

Bryan o olha.

— Como estão de suprimentos?

— Muito mal.

— Como estão de combatentes?

— Pior ainda. – Ele fica sério. – Não vou lhes dizer que estamos bem, porque não estamos... precisamos ir para a floresta além da prisão.

— Por que não foram? – Lucian questiona.

— A prisão.

— O que tem ela? – Bryan fica confuso.

— Mortos, necromantes, gritos, gemidos, fantasmas, caveiras vivas. – Ele respira fundo. – Eu já tentei chegar até lá uma vez, fiquei dias sem voltar e muitos pensaram que eu estava morto. Atravessei a praia, o lamaçal e as piscinas fedorentas, mas nunca descobri o segredo de como chegar até a prisão.

— Como sabe o que tem lá então? – Lucian fica confuso.

— Dois anos atrás um homem apareceu por aquela entrada. – Ele aponta para um pequeno portal de pedra com lanças sobre ele. – Ele estava totalmente ferido e doente. Nós cuidamos dele e ele nos contou sua história. Ele era um fugitivo da prisão ou pelo menos era o que ele pensava.

Bryan respira fundo.

— Como podemos ajudar?

Lucian se espanta.

— Mas Dormen...

— Lucian, olhe em volta essas pessoas não tem nada e nem ninguém que lhes dê esperança, dentre todos você acha que não há injustiças nos motivos por eles estarem aqui?

O homem concorda.

Tark observa a conversa e pensa o mesmo, aquilo era algo que ele ainda não tinha pensado sobre o local onde ele estava.

— Tark? – Bryan o retirou de seus pensamentos. – Como podemos ajudar?

— Teremos que matar o que quer que seja que vive na prisão... – Ele para e pensa.

— Qual o problema? – Lucian questiona.

— Só teremos uma coisa a fazer antes, encontrar a passagem submersa até as piscinas fedorentas e matar o monstro submarino que existe na passagem submersa.

— Então vamos afinal você sabe como chegar lá.

— Iremos amanhã. Hoje descansamos e comemos. – Ele sorri e coloca uma mão no ombro de cada um deles. – Quem quer pescar tubarões?

Notas finais
E aí pessoal! Gostaram? Se gostaram espero que continuem acompanhando e Nerd Power pra todos! Abraço!!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.