Caminho de Lágrimas
11 Capitulo especial: A recuperação,POV´s Snape
Notas iniciais
POV´s Snape
Eu senti minha marca arder enquanto conversava com Katherine,ela parecia cansada,triste,por um momento senti pena dela,mas não deixei transparecer.Tinha que sair dali para encontrá-lo,e rápido.
Eu já estava me preparando para me levantar e sair quando ela disse:
_Eu que pergunto o que foi agora? – Ela olhava para mim,parecendo encabulada,percebi então que estava encarando ela,me esforçando para ver o que havia por trás daqueles olhos verdes que me faziam me lembrar dela. Continuei encarando-a,antes de responder.
_Nada. Por que você acharia que alguma coisa em você me interessa? – Disse eu,frio e soturno,sustentando a mascara de desprezo milimetricamente trabalhada no meu rosto.Ela suspirou.
_Você pode,por favor,parar com isso? – Ela me olhou com uma expressão cansada.Senti novamente aquela pontada de pena que só ela conseguia despertar em mim.Parecia ter envelhecido e amadurecido anos no tempo que esteve comigo.E apesar de ela sempre ter me tratado com gentileza,tentando se aproximar de mim eu continuava á me dirigir á ela como se ela fosse indigna da minha presença.Eu sabia o quanto isso á machucava,podia ler nos seus olhos.– Por que você precisa ser tão desagradável? – Ela perguntou olhando para mim,parecendo desconsolada.Ela não deveria ter perguntado isso,no mesmo segundo senti uma pontada de raiva crescer no meu peito,sufocando a compaixão que sentira para com ela á pouco.
Levantei-me da poltrona de repente, como se tivesse levado um choque. Aproximei-me dela rapidamente, olhando-a do topo da minha arrogância, enquanto ela sem perceber se encolhia no sofá. Ela sentia medo de mim.
_Escuta aqui. Eu não sou seu amiguinho, não sou seu pai e nem faço parte da sua vida. Se não fosse pelo Lorde das Trevas eu jamais estaria aqui conversando com uma trouxa nojenta como você. Eu sou um Comensal da morte e espero que você entenda que caso me for mandado torturar ou matar você eu não hesitarei um instante. Alias, se você continuar se dirigindo á mim dessa forma desrespeitosa eu vou começar com a tortura agora – Minha voz saiu baixa, dura e assustadora. Ela se encolheu mais, evitando olhar-me nos olhos. Por um momento eu senti vontade de atacá-la, a forma como ela tentava fugir da minha fúria apenas a fazia aumentar. Respirei fundo me controlando para não fazer alguma besteira. A marca ardeu novamente me avisando de que deveria me apressar. Olhando com desprezo para ela me dirigi até a uma mesa de centro e pousei meu copo vazio nela antes de me virar e ir até a porta, parei.
_Vou sair. Nem pense em tentar nada, se eu voltar e você não estiver aqui, vou te caçar até a morte.Entendeu? – Dizendo isso eu irrompi porta afora, deixando-a encolhida no sofá,parecendo apavorada.
O vento da noite fria e escura como breu me recebeu como á um velho amigo.Quando já estava longe o suficiente da casa aparatei para a mansão Malfoy,que era onde as reuniões aconteciam geralmente.Eu estava atrasado,isso não ia passar em branco.
Com um suspiro pesaroso eu atravessei o portão.A porta estava aberta e sem cerimônias eu entrei .Os comensais estavam sentados em uma mesa comprida.
Fui até o Lord das Trevas e lhe fiz uma reverencia profunda.
_Desculpe meu atraso Milord.Tive problemas com a arma. – Me referi á Katherine da forma como o próprio Lord costumava fazer quando falava sobre ela,o que no fundo,eu detestava.
_Severo,eu entendo que deve ser difícil controlar algo daquele tipo,mas não vou tolerar mais atrasos da sua parte. – O homem cobra apontou sua varinha para mim.Engoli em seco sabendo o que me esperava. – Crucius.
A dor insuportável e infelizmente já conhecida por mim apoderou-se do meu corpo.Cai sem forças para ficar em pé,me esforçando para não gritar.Então de repente tudo acabou e eu estava ofegante no chão enquanto o Lord me observava.
_Apenas um pequeno castigo para te lembrar o que vai te acontecer caso continue á me desobedecer.Agora sente-se Severo e vamos começar á reunião.
Ainda ofegante e sentindo dor nos meus músculos cheios de câimbras eu me dirigi ao meu lugar em um dos lados da mesa e me sentei,já desconfiado do que aconteceria a seguir.
O Lord andou ao redor da mesa,olhando nos olhos de todos os Comensais que tentavam ao máximo não chamar atenção para si próprios.Parou encarando Lúcio.
_Draco tem demorado muito á cumprir sua tarefa,estou começando á me perguntar se não deveria estimulá-lo mais para que se apresse.Não acha Lúcio? – O Lord olhava displicentemente para o homem muito loiro,que parecia magro e cansado,completamente derrotado e ainda sim eu podia sentir o pavor que emanava dele.
_Se me permite Milord,Draco tem dito que está se saindo bem.Só mais um mês ou dois e eu tenho certeza que ele estará... – O homem falou,sua voz saia esganiçada e ele parecia á beira de um ataque.Com um aceno de mão o Lord fez com que ele se calasse.
_Como eu disse á Severo á pouco, eu não vou tolerar desobediências. Draco tem mais um mês para cumprir sua tarefa. Mas enquanto isso é melhor lembrá-lo de que ele precisa se apressar, não é mesmo? – Dizendo isso ele apontou a varinha para o homem,que caiu no chão se contorcendo em mais pura agonia.
Ao contrário de mim o Lord manteve Lúcio sob tortura por vários minutos,antes de parar e olhá-lo como se a visão do homem encolhido e ofegante ao seus pés lhe desse nojo.
_Levante-se Lúcio,e diga o que houve aqui é Draco,para que eu não tenha que fazer isso com ele pessoalmente.Quero resultados rápido.Preciso tirar aquele velho do meu caminho,ele vivo prejudicaria meus planos mais do que eu posso me dar ao luxo.
Muito lentamente e se apoiando na mesa Lúcio se levantou,parecendo um fantasma,ele já era naturalmente branco mas agora sua palidez era incrivelmente doentia.Ele se sentou,tentando se acalmar.
_Sim Milorde . – Sua voz tremia,mas eu não senti nenhuma pena dele.Era um idiota arrogante e mesquinho,merecia o que acontecia com ele.Mas eu também não sou?Pensei,ironicamente.Eu era exatamente como ele,e também merecia o que eu já sabia que aconteceria comigo.Mais cedo ou mais tarde.
O Lord rodeou novamente a mesa,e como eu já esperava,parou olhando para mim.
_Como vai a arma?Ela tem progredido?Investi tanto nela,seria uma pena caso fracassasse. – Sua voz saiu ameaçadora,deixando bem claro que o fracasso dela seria o meu também,engoli em seco mantendo minha mascara de indiferença impecável.
_Ela vem se saído bem Milord.Anda progredindo muito,nunca vi uma criatura,seja bruxa ou não,tão poderosa quanto ela.
_Pode me dar exemplos disso Severo?–Ele disse displicentemente,a voz fria porém educada.-Logo teremos de prepará-la para me servir como deve.Ela será á chave da nossa vitória.
Me mexi desconfortável na cadeira.A forma como ele falava de Katherine parecia desumana demais até mesmo para mim.Mas ele não é humano,afinal.
_Quer provas Milorde?Pois bem,semana passada ensinei o Patrono para ela.Ela o dominou na primeira tentativa.Se me permite nem eu mesmo consegui fazer algo com tanta destreza e tão rapidamente. – Os Comensais ao meu redor soltaram exclamações de surpresa.O Patrono é um dos feitiços mais difíceis que existem,aposto que nem o Lord o dominou tão rápido.Ele olhou para mim,estreitando os olhos amarelos.
_Apenas isso que tem á dizer Severo?Me parece fraco demais...Poderia me dizer qual é a forma do Patrono dela?
_O Patrono dela não é um animal como o da maioria dos bruxos.É um dragão,não é tão grande quando um dragão verdadeiro mas suponho que seja a melhor descrição para aquela fera. – Mais exclamações de surpresa foram ouvidas.O Lord deu um sorriso parecendo satisfeito,suspirei aliviado.
Eu havia ficado incrivelmente chocado quando ela conjurou o patrono.Ela não entendeu á minha reação mas eu expliquei á ela o motivo.Acho que foi um dos dias em que ela esteve mais feliz.Não parava de sorrir e tentar acariciar a névoa que formava a criatura brilhante de uma beleza de tirar o fôlego que olhava para ela com visível carinho.É algo nunca antes visto.Simplesmente magnífico.
_Também tenho observado algo estranho quanto á ela Milorde. – Comecei dizendo,atraindo olhares para mim. – Parece-me que ela pode mudar sua aparência física de acordo com á sua vontade.Por enquanto isso necessita de um espaço grande de tempo para acontecer.Mas algo me diz que conforme ela for melhorando suas habilidades mágicas ela se tornara algo como uma metamorfoga.
_Mais alguma coisa Severo? – Perguntou o Lord,parecendo levemente satisfeito com o que eu havia dito.Esperei me decidindo se deveria contar isso agora ou esperar um pouco mais.Decidi contar.
_Ela não precisa de varinha para realizar feitiços.Ela consegue lançar feitiços complicados diretamente da ponta dos dedos ou da palma das mãos.O próprio corpo dela consegue canalizar a magia,e ela não parece ter problemas com isso.Apenas me diz que com a varinha é mais fácil para ela mirar em determinados objetos.
_Que tipo de feitiços ela consegue lançar sem o auxilio da varinha? – O Lord parecia levemente impressionado,mas eu sabia que ficaria ainda mais quando eu lhe dissesse.
_Qualquer tipo de feitiço Milorde.Até mesmo o Patrono ela consegue convocar sem auxilio de varinha,e ela adquiriu a mania irritante de pegar coisas sem chegar perto delas.Quando ela fica muito agitada os objetos começas á flutuar e a tremer.
Os bruxos do recinto olhavam para mim meio boquiabertos.A expressão do Lord era a da mais profunda satisfação.
_Muito bem Severo.Quero que você ensine á ela as maldições imperdoáveis,legilimencia e oclumência,depois explore o tipo de magia dela.Quero que á ensine á matar e torturar com a mente,e faça tudo na prática – Estremeci de leve pensando em como seria ensiná-la essas coisas.Obrigá-la á torturar e á matar pessoas inocentes.
_Mas agora – Disse o Lord,se sentando á ponta da mesa,em uma cadeira adornada em prata. – Temos que planejar á invasão ao Ministério.A morte de Dumbledore os enfraquecerá e eu pretendo me aproveitar disso ao máximo.Mas por enquanto vamos continuar com os ataques aos trouxas,isso vai ocupá-los o bastante para que possamos nos infiltrar pelas brechas. – E se virando para uma bruxa alta e morena,que tinha entrado no circulo intimo do Lord á poucos meses,disse – Como tem ido com ministro Joanne?
A mulher que era muito bonita,e encarava o Lord séria,deu um sorriso de escárnio transbordando arrogância antes de responder com seu sotaque francês.Isso era preocupante,o Lord estava aliciando bruxos de outra nacionalidade também.Joanne Burdroke era Inglesa mas viveu a maior parte da vida na França.Trabalhava no Ministério,como secretária pessoal do Ministro.
Ela começou então á narrar,de um jeito arrogante e confiante,todos os planos do qual tinha ciência que o Ministro usaria para tentar defender os ataques.O Lord ouviu atentamente e quando ela terminou eu estava muito preocupado com a extensão dos conhecimentos dela,enquanto o Lord parecia satisfeito.Dumbledore havia dito que era melhor não entregá-la ainda,pois ela não prejudicaria muito o ministério.Mas eu comecei á pensar se não era melhor fazer isso,as informações dela estavam comprometendo o Ministério.
O Lord continuou interrogando diferentes comensais por mais de uma hora.Eu tinha que me encontrar com Dumbledore ainda antes de voltar para casa.
Finalmente a reunião foi encerada eu me dirigi até Hogwarts para encontrar Dumbledore.Minha cabeça fervilhava com as informações que eu tinha que passar para ele.
Tentei ser o mais breve possível para poder retornar á minha casa e ficar um pouco sozinho,bebendo.Eu estava sem dormir á mais de 24 horas,mas a insônia me perseguia,tinha certeza que não conseguiria pregar o olho.
Aparatei diretamente para rua da minha casa,o mais próximo possível dela.
Andei á passos apresados até a porta e entrei olhando ao redor.Meu copo vazio de wiske ainda estava em cima da mesa e eu,fui até ele e procurei em volta de mim a garrafa.Não á achei,e já ia pegando a varinha para pega-la usando um Accio quando uma luz vinda do corredor me chamou a atenção.
Fui até lá,a porta do quarto de Katherine estava aberta e era de lá que saia a luz.
Empurrei-a e vi que a luz vinha do banheiro,também aberto.Tudo que eu podia ver de onde estava era a pia e a banheira,que parecia estar vazia.Me aproximei e vi a faca suja de sangue.
Com o coração aos pulos me perguntando o que Katherine teria feito entrei no banheiro.
A água da banheira estava vermelha,cheia de sangue e Katherine estava deitada no fundo,nua.Rapidamente ajoelhei no chão frio e tirei seu corpo da banheira,esperando que ela ainda não estivesse morta.
Encostei meu ouvido no peito dela tentando ouvir seu coração.Nada.Seus lábios estavam roxos e eu pude ver os cortes fundos no pulso.
Rapidamente saquei minha varinha murmurando vários feitiços tentando tirar a água dos pulmões dela,mas ela não havia respirado nada,seus pulmões estavam limpos.
Debrucei-me sobre ela tampando seu nariz com uma das mãos enquanto tinha a outra na sua nuca.Encostei minha boca na dela tentando forçar o ar á entrar no seu corpo.Senti o coração dela bater fraco,uma única vez contra o meu.
Procurei nos meus bolsos pela poção que era minha ultima esperança de salva-la. Ainda segurando a nuca dela com uma mão eu usei a outra para abrir o frasco com a poção e derramar o líquido branco e aparentemente inofensivo por seus lábios arroxeados e entreabertos.
Por um momento eu achei que nada iria acontecer,mas então ela respirou fundo.Depois começou a gritar em agonia se contorcendo no chão.Me debrucei sobre ela tentando impedi-la de bater a cabeça e se machucar mais gravemente.
Então ela parou.Seus olhos se abriram,mas estavam brancos,sua pelo continuava arroxeada mas eu podia sentir a respiração dela e seu coração batendo debaixo de mim.
Quando o ataque passou eu peguei-a no colo,tentando não prestar muita atenção ao seu corpo desnudo em contato com o meu.Coloquei-a sobre a cama e á cobri.Depois fechei os cortes nos pulsos dela e peguei uma poção para repor sangue que estava no meu estoque e dei á ela.
Deixei-a dormindo e fui imediatamente mandar uma coruja para Dumbledore.Ela precisava de cuidados 24 horas.Não dava mais para usar o vira-tempo e dar aulas em Hogwarts.
Por um momento eu considerei a idéia de usar o vira-tempo e tentar impedi-la de tentar suicidar-se.Mas eu sabia que não podia,era muito perigoso,um risco que eu não podia correr.Escrevi rapidamente uma carta e despachei-a usando uma coruja negra que eu tinha á alguns anos.
Depois voltei ao quarto dela e conjurei uma poltrona.Me sentei nela e esperei,era tudo que eu poderia fazer.
Aqueles dias foram terríveis.Ela acordava a cada uma hora gemendo e gritando.Eu dava a poção para ela com bastante freqüência,na esperança de que isso á ajudasse a se recuperar mais rápido,mas não estava dando certo.Ela parecia á cada dia pior,a cada dia mais perturbada.
Eu não conseguia dormir ou comer,ficava apenas sentado ao lado da cama dela,tentando ler e esperando pelo próximo ataque.Era assustador,a forma como ela gritava e se debatia me fazia crer que a dor era insuportável.
Depois de um tempo,vendo que ela não melhorava,eu parei de dar a poção com tanta freqüência e para minha surpresa e alívio um dia enquanto estava tentando ler eu levantei os olhos e á vi me observando.
Coloquei o livro na mesinha de cabeceira e me aproximei dela aliviado,repousei a mão em sua testa e senti o quanto ela estava quente.
_Como você esta?Consegue me entender? –Meu tom de voz quase gentil.Eu jamais admitiria nem para mim mesmo mas me sentia imensamente grato por ela estar acordada,não podia suportar mais ver á sua dor,ouvir os seus gritos,estava enlouquecendo junto com ela.
Katherine me olhou,seus olhos estavam confusos,como se ela não conseguisse me entender por mais que se esforçasse para isso.Parecia incrivelmente vulnerável.
Tentei novamente,esperando que dessa vez ela respondesse.
_Gostaria de saber o que houve aqui.Estava esperando você melhorar para perguntar mas parece que isso não vai acontecer tão cedo,acho que vou ter que fazer do jeito difícil então.
Dizendo isso me se afastei dela e puxei a varinha das vestes ,apontando-a para ela,que continuava me olhando com aquela expressão confusa.
_Legiliments
Procurei entre as lembranças dela á que eu procurava.Meu estomago se embrulhou quando eu passei pelas lembranças da infância dela,de quando o pai á maltratava,isso me parecia dolorosamente familiar.Até que encontrei a lembrança que eu queria e vi o que houve naquela noite.
Ela havia realmente tentado se matar.Por culpa de quem?Minha é claro.O remorso,um sentimento que eu não sentia desde Lilian,me sufocou por completo.Eu ainda queria saber por que ela parecia não conseguir me entender e invadi a mente consciente dela.
A dor que eu senti foi inexplicável,era quase pior que uma cruciatus.Era por isso que ela não me entendia,a dor era forte demais,eu não podia ficar ali.
Assim que sai da mente dela cambaleei e cai ofegante na poltrona.Olhei para ela e seus olhos estavam vazios,como se ela estivesse em outro lugar.Senti uma pena enorme dela tomar conta de mim.Ela vinha passando por essa dor ininterruptamente pelos últimos meses.Eu tinha que achar uma forma de aliviar o sofrimento dela.
Sai rapidamente do quarto,procurando por uma poção que eu relutava em usar mas que se fazia necessária.
Voltei algum tempo depois carregando o frasco com o liquido azul.Acordei-a e lhe dei a poção.
Seus olhos já vazios ficaram totalmente desfocados.Ela já estava fora.A poção que eu lhe dera fazia a pessoa entrar em uma espécie de torpor.Ela ficava como um vegetal,não pensava,não fazia absolutamente nada,mas andava e respondia á estímulos.Detestei ter que usá-la,deixava a pessoa extremamente vulnerável,mas os ataques de Katherine seriam menos fortes e ela não sofreria tanto.
Katherine continuava tendo febres altas e convulsões,me forçando a ficar perto a maior parte do tempo para saber quando deveria acudi-la.O único aviso que tinha era quando o chão começava a tremer e qualquer coisa feita de vidro no raio de um quilometro quebrava.
Já fazia mais de uma semana que ela estava assim e tudo que eu podia fazer é esperar que ela melhorasse e dar as poções na hora certa.
Mas havia um problema.Eu não podia mais tocá-la.O cheiro dela,a pele dela,a aparência,tudo me fazia querer abraçá-la e tela junto á mim.Começou á ficar insuportável quando eu era obrigado á banhá-la e via seu corpo nu á mercê de mim,dos meus desejos,delicada e vulnerável.
A tentação era muito forte.Um dia quando eu estava á banhá-la ela acordou de repente.Eu sabia que ela não se lembraria de nada que acontecesse ali,e também sabia que ela não estava consciente de verdade mas só de vê la olhando para mim,com seus olhos verdes profundos, eu já me sentia inegavelmente atraído por ela.Eu me sentia nojento e horrível por querer me aproveitar dela naquela situação.Mas não conseguia me impedir de ao menos observar sua beleza.
Sua pele tinha um tom levemente dourado,era macia e cheirosa,me fazia querer tocá-la.Seus lábios rosados estavam entreabertos,o ar passava por entre eles,a vontade de beijá-los e sentir sua textura foi quase incontrolável.Seu cabelo loiro e longo era macio era brilhante e exalava um cheiro doce de frutas e mel,irresistível.E seus olhos verdes, antes cheios de inteligência e ternura,agora vazios e levemente desfocados.
Eram eles que me impediam de fazer alguma besteira,eles que em lembravam onde eu estava e o que eu estava fazendo quando me pegava acariciando o rosto dela,louco de vontade tocá-la.Eu me afastava de repente ,a culpa me consumindo,tudo que eu queria era que isso acabasse e a tortura de te-la tão perto e não poder tocá-la acabasse.
Parei de dar ambas as poções quando percebi que o físico dela estava recuperado.Katherine melhorou rapidamente e em dois dias já estávamos prontos para recomeçar as aulas e eu deveria voltar á lecionar em Hogwarts,depois de duas semanas inteiras longe,supostamente doente.
Eu realmente não sabia como iria ensiná-la á usar as maldições imperdoáveis,então comecei pela oclumência.
A única coisa que eu não esperava,era que ao invés da atração que eu sentia por ela diminuir,ela iria aumentar.
Notas finais
Beijoss
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