Caminho de Lágrimas
6 Beco Diagonal
Notas iniciais
_Acorde – Vi-me sendo balançada enquanto uma voz conhecida me chamava – Acorda,nós temos que ir logo se não eu não vou poder fazer tudo que eu quero. – Disse Snape impaciente.
Me virei na cama gemendo.Me sentia incrivelmente cansada e não queria acordar mas acabei abrindo os olhos e vendo um Snape irritadiço organizando os livros em cima da cômoda.Fechei novamente os olhos mas quando eu estava quase dormindo novamente senti alguém me descobrir e puxar meu pé.
_Para que quero dormir – Gritei pra ele mas me calei assim que vi sua expressão.Acho que ‘’assassinato’’ é uma boa palavra para definir o que ele iria fazer caso eu não me levantasse logo.
_Que horas são? – Perguntei meio grogue me esforçando ao máximo para me manter alerta enquanto puxava a coberta para me cobrir novamente.
_6:00 da manhã – Ele respondeu e eu gemi. –
_Por que tão cedo? – Ultimamente eu havia voltado a dormir e acordar na hora normal mas eu havia ido dormir depois da meia-noite no dia anterior graças ao nosso querido ‘’visitante’’ e me sentia incrivelmente sonolenta .
_Por que sim,tenho um monte de coisas para resolver – Ele disse rude,agora parecendo muito bravo,eu sabia que estava a um fio de ser arrastada para fora da cama e suspirei vencida tentando me levantar e falhando miseravelmente.
Ele me apoiou e me ajudou a sentar novamente na cama.Sem dizer uma palavra me entregou um frasquinho com um líquido branco conhecido.Bufei cheia de raiva pela dor que eu sabia que me esperava,mas em um movimento rápido bebi e tentei não fazer uma careta muito horrível enquanto sentia minha garganta sendo rasgada.Por mais estranho que isso possa parecer Snape riu ao ver minha expressão.Tive vontade de matá-lo.
_Ta rindo do que?Só sorri assim por que não é você que tem que agüentar essa dor horrível a cada seis dias – Disse emburrada,ele riu mais alto e eu me levantei pronta para atacá-lo com um belo soco de direita mas antes que eu pudesse fazê-lo ele empurrou uma trouxa de roupas.
Com uma cara de desentendida eu perguntei:
_Pra que isso? – Ele me olhou como se eu fosse retardada antes de responder com uma expressão novamente séria.
_Você esperava ir para o Beco Diagonal como? – Ele perguntou impaciente apontando para mim,que usava um vestido branco sem graça até os joelhos. – Ande se vista logo que eu tenho pressa — Ele acrescentou terminando de organizar as coisas e metendo tudo numa bolsinha que parecia pequena demais para levar tudo aquilo.Anotei mentalmente para perguntá-lo sobre isso mais tarde já que naquela hora ele parecia prestes a me matar se eu não fizesse logo o que ele mandava. ‘’Ele deve estar de TPM’’ pensei feliz,rindo do meu próprio pensamento.Snape olhou para mim com raiva como se tivesse ouvido isso.
_Não vai vestir isso logo? – Ele perguntou irritado,eu olhei-o meio na dúvida se devia dizer-lhe que tinha vergonha de me vestir na frente dele. ‘’Que se foda’’pensei’’Ele já me viu nua umas 50 vezes’’ e dando de ombros eu tirei meu vestido e comecei a por as vestes azuis que ele me entregou,enquanto este continuava me fitando visivelmente impaciente.
_Pronto – Acrescentei enquanto tentava pentear com os dedos meus cabelos loiros que deviam estar de pé e falhando horrivelmente.Ele me olhou com raiva e num aceno de varinha fez meu cabelo ficar perfeito.Sorri satisfeita.
_Você tem que me ensinar como fazer isso! – Ele olhou feio pra mim e eu ri da cara dele.Revirando os olhos ele tirou uma espécie de venda das vestes e se aproximou de mim.- Pra que isso? – perguntei me afastando dele.
_O Lord das Trevas não quer que você saiba onde esteve esse tempo todo,apartir de agora você vai morar comigo em outra parte da cidade – E com uma cara de profunda insatisfação com a notícia ele se aproximou novamente de mim e prendeu a venda sobre meus olhos.
Segurando minha mão ele me guiou pela primeira vez para fora do meu quarto,no que seria a Mansão Malfoy(mesmo que eu ainda não soubesse disso) e visivelmente impaciente com os tropeções que eu dava nas varias escadas,tapetes e móveis espalhados pela casa ele praticamente me arrastou para fora da Mansão.
_Ai – Reclamei quando bati com tudo a ponta do meu pé no que eu pensei ser o batente de alguma porta.Sem se alterar Severo continuou me puxando sem se importar com as minhas reclamações.
Depois de uns cinco minutos andando eu senti o chão mudar de um piso liso para grama e em seguida para terra.Ele então parou de repente e passou o braço pela minha cintura grudando o corpo dele ao meu.
_ O que esta fazendo ?- Perguntei erguendo a mão para tirar a venda mas senti ele segurar meu pulso onde estava a Marca Negra me impedindo de fazê-lo.Depois ele meio que rodou e eu senti como se estivesse entrando dentro de uma mangueira sem ar e sendo puxada para as todas as direções.
Quando eu achei que não ia mas agüentar a falta de oxigênio meus pulmões se encheram ar e eu ouvi várias vozes em volta de mim.Me soltando como se tivesse levado um choque Snape se afastou e soltou meu braço dizendo:
_Chegamos.O Beco Diagonal... – Num movimento rápido eu tirei minha venda e olhei em volta deslumbrada.
Várias pessoas conversavam e andavam por ruinhas feitas de pedras e com lojas cheias de produtos estranhos e desconhecidos que se espalhavam de ambos os lados.Algumas tinham cartazes enormes com fotos que se mexiam falando algo sobre fuga de prisioneiros de Azkaban?E a volta do Lord das Trevas?Coisas das quais eu nada sabia na época mas não deixaram de me deslumbrar quando fiquei parada por quase cinco minutos observando a foto de uma fugitiva chamada Belatriz Lestrange...
Ele começou a me guiar pelas ruas tortuosas enquanto eu insistia em ficar parada fitando uma vitrine ou outra e ignorando a impaciência dele.Quando nós passamos na frente de uma Sorveteria chamada Florean Fortescue onde havia sorvetes coloridos e que se mexiam e que nunca derretiam sendo exibidos em uma espécie de vitrine.
Me virando para Snape que continuava tentando me fazer andar eu propus um trato.
_Se você me comprar aquele sorvete colorido ali – Disse eu apontando para um sorvete de casquinha muito brilhante e com cores que se mexiam enfeitado com morangos – Eu prometo que te sigo na sua velocidade sem ficar parando e sem reclamar – Presenteei ele com o meu melhor sorriso e com um muxoxo impaciente ele entrou na sorveteria sendo seguido de perto por mim.
_Você poderia me dar um sorvete cor alegre por favor? – Disse Snape e eu ri com o nome do sorvete,principalmente quando foi pronunciado pela boca de Severo Snape que tinha uma expressão assassina.
O homem atrás do balcão era um senhor alegre e enérgico que nos cumprimentou e preparou o sorvete entregando-o á mim pois mesmo que Snape não tivesse dito era impossível o sorvete ser para ele.depois pegando algumas moedas cobres ele pagou o sorveteiro e seguiu para fora da sorveteria.
Impaciente ele ignorou minhas perguntas sobre as tais moedas e a foto que se mexia,dentre outras coisas, ele começou a me guiar pelas ruas até uma construção branca e imponente bem no final onde havia um letreiro em ouro escrito:’’Gringotes o Banco dos Bruxos’’.
Com o queixo caído ele me levou para dentro da construção,onde nas portas dois bruxos empunhavam um tipo da varinha que usavam para revistar as pessoas antes que elas entrassem no banco.Assim que fomos revistados Snape e eu entramos e fazendo um sinal para que eu ficasse calada ele se dirigiu á uma bancada onde havia uma espécie de anão com orelhas e nariz grandes e com dentes afiados o qual eu fiquei encarando por um bom tempo,completamente maravilhada com ele.
_Preciso entrar no meu cofre – Disse Snape olhando friamente para o anão que lhe respondeu de forma educada:
_É claro Sr. Snape.queira me acompanhar – O anão disse se dirigindo para parte da frente da bancada onde pegou uma luminária e me olhou com um olhar inquisidor – E essa é...? – Ele perguntou fitando Snape.
_Uma amiga – Eles respondeu de forma desagradável – Srt. Katherine,veio apenas me acompanhar.
_Prazer em conhecê-la Srt. Katherine– Disse o anão encarando descaradamente o sorvete colorido que eu lambia de forma alegre e levando a mim e a Snape para dentro de duas portas enormes de ouro onde haviam vários carinhos.Entrando em um deles o anão esperou enquanto Snape me ajudava a se sentar e se acomodava ao meu lado.
O carinho então começou a andar muito rapidamente e antes da primeira volta a bola do meu sorvete colorido berrante já estava nas minhas vestes azuis e se espalhando pelo meu pescoço.
_Droga – Eu reclamei e o anão e Snape se viraram para mim.O anão com uma expressão desaprovadora e Snape com uma cara divertida,dando o seu segundo sorriso do dia.
O carinho então acelerou e eu segurei nas barras de ferro então ele deu um luping completo e quando eu achei que ia cair ele voltou a posição normal.Sem ligar para a presença do anão no carrinho e para as minhas vestes agora coloridas de sorvete eu me agarrei á Snape que me olhou como se eu fosse louca mas não tentou me afastar.
_Eu tenho horror á altura –Expliquei pra ele que revirou os olhos como se achasse meu medo idiota e assim que eu disse isso o carinho entrou numa caverna tão grande e escura que eu não podia ver o fundo.Me agarrei mais forte as vestes de Snape e enterrei meus rosto nelas.Para minha surpresa ele não tentou me afastar.
Depois do que me pareceram horas e quando eu sentia meu estomago tão ruim que estava prestes a vomitar o carrinho finalmente parou e eu me afastei de Snape.
O anão olhava feio para mim como se eu estivesse vestida inadequadamente ou tivesse acabado de atacar Snape e tascar um beijo na boca dele enquanto o próprio me olhava com um sorriso irônico e divertido no cantos dos lábios,com as vestes negras manchadas de sorvete colorido.Eu ri da cara dele e a expressão dele se fechou.Eu ri então mais alto quanto ele e o anão saíram do carrinho sem se importar comigo que me esforçava ao máximo para não vomitar com a visão da queda enorme abaixo de mim enquanto tentava sair do carrinho.
Quando por fim consegui sair do carrinho e me aproximei deles que estavam parados na frente de um cofre enorme cheio até quase o teto de moedas de ouro e algumas de prata e umas poucas de bronze.Snape já tinha as vestes limpas e se virou para mim que encarava o cofre com o queixo caído.
_Minhas economias – Ele disse para mim pegando um pouco do ouro e da prata e colocando em uma bolsa de couro para depois voltar rapidamente para o carrinho e esperar por mim e pelo anão que fechava o cofre usando a unha?!
Me aproximei do carrinho olhando para ele com receio.Com muita dificuldade entrei nele e me sentei do lado de Snape e atrás do anão que já se encontrava acomodado depois de entrar com agilidade enquanto eu ainda tentava passar minhas pernas tremulas de medo por uma barra de metal .Segurei novamente com força nas vestes de Snape e o carrinho arrancou.
A viagem de volta foi tão ruim quanto a de ida e dessa vez eu não agüentei : na metade da viagem eu botei minha cabeça para fora do carrinho e vomitei tudo que eu tinha comido e o que eu não tinha comido também.Senti uma mão gentil colocando meus cabelos para trás da orelha e quando eu me sentei novamente Snape me perguntou se eu estava bem.Fiz que sim tentando não abrir a boca pois tinha certeza que se abrisse iria vomitar mais ainda.
Com um estrondo o carrinho parou em frente as portas de ouro e segurando na minha cintura Severo me ajudou a sair dele pois sabia que eu estava tonta demais para fazer isso sozinha.Depois com um aceno da varinha ele fez minhas vestes e as dele ficarem limpas do sorvete e mexendo um pouco em um dos bolsos dele e tirou um frasquinho com um liquido amarelo.
_Vai ajudar com o enjôo – Ele disse me entregando e eu bebi rapidamente me sentindo instantaneamente melhor enquanto seguíamos para a entrada do banco e logo após novamente para o Beco Diagonal.
_Está com fome? – Ele perguntou olhando para mim.Fiz que não,apesar de não estar mais enjoada ainda achava que meu estomago não estava pronto para tomar café-da-manhã. – Então acho que podemos comprar a sua varinha.
Ele me guiou pelas ruas até a última loja que era estreita e feiosa. Letras de ouro descascadas sobre a porta diziam Olivaras Artesãos de Varinhas de Qualidade desde 382 A.C. Havia uma única varinha sobre uma almofada púrpura desbotada, na vitrine empoeirada. Um sininho tocou em algum lugar no fundo da loja quando Eu e Snape entramos . Era uma lojinha mínima, vazia, exceto por uma única cadeira alta e estreita.Eu tive uma sensação esquisita quando entrei,como se estivesse em uma biblioteca muito exclusiva, engoli um monte de perguntas novas que tinham acabado de me ocorrer e fiquei espiando as milhares de caixas estreitas arrumadas com cuidado até o teto. Por alguma razão, senti um arrepio na nuca. A própria poeira e o silêncio ali pareciam retinir com uma magia secreta.
Snape de repente se virou para mim e disse muito próximo ao meu rosto:
_Para todos os efeitos você é uma amiga minha estrangeira que quebrou a varinha durante um duelo e decidiu comprar uma nova aqui em Londres.Okay? – Fiz que sim com a cabeça,a proximidade do rosto dele com o meu me deixava tonta e eu achei melhor não me arriscar a falar.Ele então se afastou de mim e caminhou até o balcão,depois de alguns segundos eu o segui.
Um senhor de olhos muito azuis e expressão enérgica apareceu atrás do balcão e cumprimentou Snape.
_Sr.Snape como vai? – Ele disse alegre e depois olhou para mim- E você Srt. O que deseja?
Eu abri a boca para responder que precisava de uma varinha mas Snape me interrompeu.
_Minha amiga Srt.Katherian é Americana e quebrou a varinha em um duelo,eu consegui convencê-la a aceitar uma de presente. – Ele olhou de forma desagradável para mim enquanto o Sr. Olivaras se aproximava de mim munido com várias fitas métricas.
_Você poderia me dizer Srt. Como era sua antiga varinha?E qual o braço que você usa? – Ele perguntou,na falta de uma resposta para primeira pergunta eu indiquei meu braço direito e ele começou a medir.
Ele passou vários minutos medindo meu braço,depois meu ombro então minha cabeça e a minha altura,perna e cintura.Depois de todas essas medições ele se afastou um pouco de mim e enquanto eu e Snape observávamos ele foi para trás do balcão e buscou uma caixinha roxa empoeirada da qual tirou uma varinha longa e rústica,que parecia mais um galho.Entregando-a ele disse:
_35 cm. Teixo feita com pelo de unicórnio. – Ele me entregou a varinha e me olhou aguardando,eu olhei dele para Snape me perguntando o que deveria fazer quando Olivaras acrescentou – Experimente.
Apontando ela para uma gaveta eu fiz um aceno e a gaveta voou para o outro lado da loja espalhando vários papéis.Assustada devolvi a varinha para Olivaras que me olhava desconfiado.
Nós ficamos lá por mais de uma hora e meia enquanto Olivaras me fazia experimentar centenas de varinhas diferentes.quando já estávamos quase desistindo Olivaras se afastou de mim e me observou com um olhar concentrado.
_Talvez funcione... – Ele disse mais pra si mesmo do que pra mim – Eu só fiz isso com um cliente que demorou mais de 4 horas para achar a varinha perfeita mas acho que também de para fazer isso com a Srt.Sabe a varinha escolhe o bruxo mas talvez você consiga localizar a varinha perfeita para você se você mesma escolhe-la – Depois fazendo um sinal para que eu me aproximasse da estante cheia de caixas com varinhas ele completou – Escolha uma.
Me aproximando da estante eu olhei meio em dúvida para Snape que me observava com uma expressão curiosa.Depois me pus a observar as milhares de caixinhas á minha frente.Depois de mais de quinze minutos de observação eu vi,mais em cima,no canto da prateleira uma caixa azul com uma camada grossa de poeira,me dirigi para lá e me puis na ponta dos pés tentando alcançar a caixa com o braço esquerdo e deixando sem querer minha marca Negra a mostra.Olivaras olhou para mim com uma expressão séria e com as bochechas quentes de vergonha puxei a caixa azul.
A varinha que havia dentro dela era longa e flexível,com um marrom arroxeado e desenhos florais subindo do punho até a ponta.Assim que a varinha tocou minha pele eu senti os cabelos da minha nuca se arrepiarem e os papéis a minha volta voaram.
Olivaras se aproximou de mim e tomando com gentileza a varinha de minhas mãos disse:
_Essa é uma das varinhas mais antigas que tenho.Desde meu bisavô ela esta aqui sem nunca encontrar um dono.29 cm feita de salgueiro com cerne de Fibra de Coração de Dragão.Boa para duelos e Feitiços,levemente flexível.
Depois me devolveu a varinha com uma expressão triste.Eu não sabia mas essa foi a última varinha que Olivaras vendeu antes de desaparecer naquela mesma noite.
_Custa sete Galeões – Ele acrescentou olhando para Snape que se apressou em pagar o ''presente'' e saiu da loja acompanhado por mim,que analisava a varinha deslumbrada pela beleza dela e pela sensação de poder que segura-la me proporcionava.
Nós andamos por mais algumas ruas mas quando estávamos quase na entrada Snape parou de repente me fazendo bater contra ele com força e cair no chão.Com a raiva visível em seus traços ele me estendeu a mão me ajudando a levantar e disse:
_Você não deveria ter deixado sua Marca visível para Olivaras,ele sabe agora que você é uma Comensal,a sorte é que ele não vai poder espalhar isso... – ele parou de repente de falar como se tivesse dito demais e quanto eu perguntei o por que disso ele me ignorou seguindo até um murro de pedras vermelhas.
_Vamos comer,já esta quase na hora do almoço e eu estou faminto – Ele então tocou alguns tijolos do muro que começou a se abrir até deixar uma passagem exposta.Com a boca aberta eu segui Snape para dentro de um bar com aparência suja chamado Caldeirão Furado.
_Bom-dia Tom – Snape cumprimentou um homem que limpava copos atrás do balcão cheio de bruxos estranhos vestidos de diversas formas,alguns tinham vários olhos e outros vários braços e outras deformidades.Eu observei-os fascinada. – poderia servir dois almoços e dois sucos para nós?Essa é uma amiga minha America,Srt. Katherine esse é Tom,proprietário do Caldeirão Furado. – Cumprimentei Tom que me olhava com interesse depois segui Snape que se acomodava em uma mesa no canto,cumprimentando vários bruxos do bar.
_Você é famoso ein – Disse rindo dele.Ele fechou a cara e não abriu a boca até um garçom trazer á nossa mesa duas sopas de galinha com pão,suco e um pudim estranho que eu não sabia dizer do que era.
Comemos rapidamente e em silêncio e depois Snape voltou comigo até o Beco Diagonal e passou em várias lojas comprando poções,animais,plantas estranhos e algumas roupas bruxas novas para mim,até que ele passou na frente de uma loja chamada ‘’Floreios e Borrões’’ eu puxei a manga das suas vestes e apontei para lá,ele bufou.
_Vamos fazer assim,eu ainda preciso ir na Botica e na Travessa do Tranco.Você me espera aqui e escolhe três livros que depois eu volto e compro para você.
Sorri feliz para ele e fiz que sim antes de entrar correndo na loja como uma criança e me sentir tonta com a quantidade de livros que haviam á minha disposição.
Snape demorou umas duas horas para voltar mas eu nem vi o tempo passar pois quando ele voltou eu havia escolhido apenas dois livros e estava na dúvida entre outros dois.Impaciente como só ele é ele decidiu comprar os quatro para podermos ir logo para minha ‘’nova casa’’ pois já escurecia.Ele sorriu de um jeito estranho ao ver os títulos dos livros que escolhi: Poções muy Potentes , Animais Fantásticos e onde habitam,Mil Ervas e Fungos Mágicos e por fim Livro Monstruoso dos Monstros ,mas comprou todos sem discutir.Na verdade eu queria o ultimo livro mais pelo fato de que ele rosnava e isso me deixou fascinada do que pelo assunto já que eu não consegui abri-lo para poder ler.
Depois voltamos ao Tom e jantamos antes de Snape aparatar comigo para uma rua escura e suja no subúrbio da cidade,que ficava incrivelmente perto do meu antigo apartamento,para o qual eu não podia mais voltar pois este provavelmente já tinha sido alugado novamente e minhas coisas deviam estar descansando em alguma lata de lixo por ai.Sem falar do fato de eu não ter nenhum dinheiro.
Segui Snape até uma casa que parecia abandonada em uma das ruas.ele entrou a acendeu a luz.Eu olhei em volta,a casa tinha um ar de abandono como se não fosse usada com regularidade e o item de enfeite mais bonito era a pintura de uma maçã sem graça pendurada em uma parede.
Me indicando um quarto,o único da casa,Snape me ajudou á me acomodar e colocou em um canto as vestes que havíamos comprado para mim mais cedo,depois me desejou boa-noite e se acomodou no sofá-cama que havia no quarto.
Extremamente cansada depois do dia exaustivo adormeci em segundos embalada pelo som suave de Snape dormindo no sofá-cama dentro do quarto.
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