Caminho das Centelhas

13 Um Lugar Feliz e a Cowgirl


Depois que Sword voltou ao normal Luise o carregou até o local que o Bardo havia indicado antes. Assim como eu disse, ela tirou o máximo de sobreviventes dos escombros, entre esses sobreviventes, uma garotinha ao que aparentava. Ela não falava muito e nem gesticulava o que queria, apenas seguia sem pestanejar Sword, não entendemos o porquê disso, mas a trouxemos junto. O bardo tinha conhecido um piloto de dirigível na noite em que estávamos no bar, fomos até ele e o piloto que havia perdido uma aposta contra o bardo, e graças a isso acabou nos pagando da melhor maneira possível. Ganhamos um transporte via dirigível até a ilha da alegria onde iriamos nos encontrar com a equipe A e depois seguirmos até Zetsuen. Quando o piloto viu o estado de Sword, ele nos deu uma ideia, disse que os contrabandistas normalmente tinham uma capsula de recuperação para melhorar o estado dos escravos que seriam vendidos, acabamos achando uma num galpão que ficou abandonado depois do que ocorreu. Sword agora está descansando nessa capsula, espero que funcione.

-Já se passaram dois dias que estamos viajando e você ainda não acordou. Você está bem né Sword? Vai se levantar e continuar a lutar como sempre, não é? – indaga Garrias a Sword que está dormindo dentro de uma cápsula de recuperação
-Se existe alguém que pode superar isso, é o Sword.
-Luise? Não vi você aí – Garrias reponde um pouco corada
-Desculpa ter interrompido seu momento com o Sword
-Não, que isso, momento? Não, é só que...
-Tá tranquilo, só estou te zoando. Pra alguém que se considera sem amigos, o Sword já tem bastante amizades.
-Acho que ele atrai pessoas. Todo mundo quer ficar perto dele.
-É, é verdade.
-Desculpa perguntar Luise, mas, porque você não queria o Sword na missão?
-Eu e o Sword não nos conhecemos muito sabe, só começamos a nos falar depois do evento de combates. Mas nessas últimas semanas que passei com ele, eu entendi que o Sword, acima de tudo, quer provar algo pra ele mesmo. Eu senti que se ele voltasse a se transformar naquele monstro que vimos nos aquedutos, ele pudesse mudar sua forma de pensar. Ele não liga em ser julgado como um fraco pelos outros ou coisa do tipo, mas se as pessoas começarem a chamá-lo de “besta assassina” ou como chamaram em Thunderbird, “cachorro louco”. Ele com certeza iria perder o brilho que tem. Eu não queria que ele perdesse esse brilho
-E o que te fez mudar de ideia?
-Ver você gritando com ele Garrias, isso mudou minha opinião. Se você, uma princesa herdeira de um dos maiores Reinos da atualidade entendeu o lado do Sword, talvez existam outras pessoas que possam entender.
-Eu não sei o que dizer – Garrias já diz estando completamente vermelha
-Bom, e quanto a ela? – Luise aponta para a “garota” no canto do local
-Ela ainda não falou nada desde que veio conosco, ela acorda, observa o Sword por um tempo e depois volta a dormir. Não come, não bebe nada, eu realmente não sei como essa garota ainda está viva.
-Não tem o que fazer né, parece que vamos ter que esperar o Sword acordar para nos dizer quem é ela. Enfim, vou para a ponte de comando, estamos chegando a Ilha Júbilo, a tão famosa ilha da alegria. Logo vamos nos encontrar com a equipe A, melhor se aprontar também Garrias.
-Certo, vou Jajá .
Apesar de eu querer ser a primeira pessoa a ver o Sword acordar, tenho que ajudar a equipe, pelo que eu fiquei sabendo, sou a única curandeira do grupo.
-Oi, garotinha, eu não sei quem é você, mas tenho certeza de que não quer fazer nenhum mal ao Sword. Eu sinto que você está tão preocupada com ele do que eu. Cuida dele até voltarmos.


‘QUERIDOS PASSAGEIROS, EM BREVE ATERRISAREMOS NO PORTO DE AVIAÇÃO DE JÚBILO. NÃO QUERIA DIZER NADA, MAS FIQUEI SABENDO QUE TEMOS UM MEMBRO DA FAMÍLIA REAL ENTRE NÓS. SERIA DE GRANDE AJUDA QUE ESSE MEMBRO MOSTRASSE O SELO REAL PARA QUE NÃO PAGASSEMOS PELO COMBUSTÍVEL E NEM PELO ESTACIONAMENTO DA NAVE... AGRADEÇO’


Através dos rádios dentro do grande dirigível o capitão e piloto passa essa mensagem, claramente dirigida a mim.
-Bom, mais do que nunca agora tenho que ir. Cuida bem dele por nós garotinha – diz Garrias saindo do quarto
Depois de pegar meu equipamento, desço do dirigível, em direção ao guarda que estava responsável pelo estacionamento, após apresentar o selo real, ganhamos liberação para aterrissar a nave de graça no porto e não iriamos pagar pelo reabastecimento da mesma. Luise era nossa líder até decidirmos quem seria o líder da expedição por um todo. O ponto de encontro com a outra equipe era numa guilda. Me junto ao bardo e aos outros. O bardo como sempre adora me incomodar.
-Querida amiga, a que lugar vamos? Éste Guildá – pergunta Thomaz
-Não é Guildá bardo, é Guilda. Bom, como vou explicar. Existe a União da Rosa certo?
-Si, este lo se
-A muito tempo, a União da Rosa criou a Grande Guilda, um grupo de pessoas extremamente fortes que reunia os melhores de cada uma das grandes nações da guerra. A ideia foi tão boa e tantos outros talentos começaram a aparecer por causa disso, que divisões da Grande Guilda foram criadas em cada um dos grandes reinos da guerra, elas foram denominadas de apenas Guildas. Essa Guildas são lugares onde aventureiros podem ir para buscar missões, resgatar recompensas de missões ou registrar sua pária.
-Pária?
-Párias são equipes formadas por aventureiros para cumprir missões, no começo eram só grupos temporários, mas depois de um tempo, perceberam que era melhor você estar em um grupo que já está acostumado a lutar com vocês do que com desconhecidos, assim nasceram às párias. Aposto que quando você pisou em Aúdases viu algumas pessoas usando roupas combinando como uniformes ou pessoas com tatuagens e marcas iguais.
-Si lo veo
-Bom, essas pessoas provavelmente pertenciam a mesma pária. Algumas párias têm isso de usar uniformes para identificar de onde o aventureiro é ou mesmo tatuar o símbolo da pária no corpo.
-Porque no existen párias de donde yo vengo?
-Bom, para ter uma Guilda em seu reino ou país. É preciso ser filiado ao código da União da Rosa, nesse caso, a ilha de Júbilo apesar de ser uma ilha livre entre os grandes reinos da guerra, escolheu se filiar ao código, enquanto Zetsuen escolheu apenas respeitar o código. Como Zetsuen respeita o código ela pode pedir pelos serviços da Grande Guilda, mas ela não pode ter em seu território uma base da Guilda.
-Aún no entiendo la ventaja de tener una base da Guilda en mi país
-Bom, a vantagem é que os aventureiros estariam a disposição mais cedo, olha só o perrengue que estamos passando só para chegar ao local. Com os recursos certos da Guilda, poderíamos chegar lá horas depois do incidente começar ao invés de chegar lá dias depois com uma chance de sucesso mínima.
-Creo ahora entiendo
Seguimos caminhando pela cidade, e ao que parece ela realmente faz jus ao nome, não existe se quer uma pessoa nessa ilha que não esteja sorrindo. Tem algo muito estranho aqui, todas as pessoas estão realmente sorrindo de orelha a orelha. Mesmo dentro da Guilda, até os trabalhadores de lá estavam sorrindo muito, que coisa esquisita.
Subimos para o andar de pesquisa da Guilda, era uma biblioteca com uma infinidade de documentos, prateleiras e montanhas de documentos e livros que não tinham fim, alguns livros flutuavam de volta aos seus lugares na estante após uso, ao que parece era um andar encantado por magia. Pegamos uma mesa distante das outras assim como dizia para fazer no memorando e ficamos no aguardo do grupo A. Ficamos ali por um tempo, parece que viajar de dirigível é mais rápido que de navio mesmo. Depois de algumas horas, um grupo chegou, assim que nos viram na mesa alvo começaram a andar na nossa direção. O mais alto deles era um Kini Dõbutsushorei, ele era bem alto e carregava consigo um escudo maior que ele, suas orelhas pareciam de um touro assim como seus enormes chifres, seu rosto era humano, assim como a maioria de seu corpo, exceto claro pelas orelhas e chifres. Havia outro Kini também, uma garota, ela tinha o corpo todo coberto por penas, claramente sua outra parte era uma ave, suas unhas eram um pouco maiores, quase se assemelhavam a garras, mas ainda não eram e seu rosto era bem humano. Ao lado dela estava um homem todo coberto, com mantos e capa, usava também uma máscara cobrindo toda a parte inferior do rosto, suas orelhas eram muito longas e pontudas e sua pele escura, mas com tom acinzentado, esse cara com certeza era um elfo negro. Havia dois humanos, um garoto e uma garota. A garota estava usando um chapéu de vaqueiro, assim como suas roupas se pareciam também de vaqueiro, uma cowgirl? Enfim, na frente dos outros quatro um cara sorridente, portando uma espada enfaixada em mãos. Esse idiota sorridente provavelmente é o líder.
Eles vêm direto até nós, arranjamos alguns lugares para que todos pudessem se acomodar. Depois de um curto período de tempo se encarando, o cara sorridente se apresenta como líder do grupo A, Dante é seu nome. Ele disse que tinha informações sobre a missão, essas informações estavam num lugar que só funciona após às 18 horas, e devido a isso teríamos que esperar.
-Até lá, sugere que façamos o que? – pergunta Luise impaciente
-Que tal, definirmos quem vai liderar de vez essa missão – já responde Dante de imediato
-Então, como vai ser... – Antes de terminar de falar, Dante corta sua fala
-Seguinte, eu aceito que o líder do seu grupo mande na missão, mas com a condição de que a Lara seja sua supervisora
-Bom, eu sou a líder do meu grupo, e quem é Lara?
-Ela – aponta Dante para a garota com chapéu
-Certo, podemos discutir então como vamos executar a missão?
-Isso é coisa entre os líderes, já que eu não sou, então você e Lara deem seu jeito, eu vou ver a cidade – Dante diz com uma felicidade nos olhos, como se o plano dele, fosse o tempo todo se livrar da responsabilidade de liderar
-Pues, como dijo el señor voy a ver la ciudad – Thomaz diz também se levantando e arrastando Garrias e Sans consigo

-Parece que sobramos só nós duas aqui, então, como quer começar a fazer isso
-Bom, parece que sim né... acho que nois deve se conhecer mio pra poder pensar melhor sobre o que vamo fazer – diz Lara ajeitando o chapéu

Lara é uma adolescente de 16 anos de idade, com cabelos loiros e olhos castanhos escuros. Ela tem uma beleza natural e simples que complementa perfeitamente sua personalidade tranquila e modesta.

Ela se veste com roupas simples e confortáveis, geralmente usando um par de jeans desbotados, uma camisa de botão e um chapéu de cowboy. Ela usa botas de couro resistentes que são ideais para andar a cavalo e se movimentar em terrenos difíceis. Lara carrega consigo uma pequena bolsa de couro.

-Bom, acho que você está certa, eu sou Luise Mazenta, Aspirante a cavaleira da academia preparatória de Thunderbird.
Eu continuo explicando sobre mim, sobre como eu agia, meu estilo de combate, falei até das minhas relações familiares para Lara.
-Então, você mencionou um tal de Sword, cadê esse cabra?
-Sword ficou muito ferido por causa da nossa última batalha contra os traficantes em Port Seanesse, no momento ele está numa capsula recuperadora no dirigível, mas ele ficará bem até a missão. Agora, me fala um pouco sobre você Lara.
-Ara, claro sô
Antes que Lara começasse a falar, um relógio toca, suas badalar pode ser ouvido por toda a ilha, de imediato todas as pessoas começam a entrar em casa, a bibliotecária simplesmente sai e deixa tudo aberto, provavelmente ela também estava indo para casa. A alegre ilha se transforma em instantes uma ilha fantasma
-Ué sô, o que rolou? Esse negoço nessa ilha rearmente não é bento, parece que os fuxico era tudo verdadi
-Fuxico? Tem alguma coisa sobre esse lugar que eu deveria saber Lara?
-Bom, aposto que até ocê reparou que todo mundo nesse lugar ri de uma maneira estranha uai, com as cara tudo torta, cê besta sô, parecendo inté paiaço. Tinha uns papo aí, que essa aligria toda era farsa e que tinha algo escuro por trás de tudo. Tô começando a achar que é verdadi
-Ok, vou ligar para os outros para ver onde estão.
Pego a tela em meu bolso e início uma chamada com Garrias, não consigo, a mensagem é de que está fora de alcance, tento com Sans e a mensagem é a mesma. Nem o bardo que vive paquerando mulheres pela tela, não atende a chamada
-Droga, nenhum deles atende a tela. E você, alguém te atendeu?
-Nadinha sô... será que aconteceu alguma coisa com eles?
-Não dá pra saber, não dá nem pra saber onde estão. Por acaso você sabe onde é o ponto de encontro que o Dante falou?
-Sei nada sô, Dante não me disse nada, aquele preguiçoso malandro
-Acho que vamos ter que procurar por aí então.

Eu e Lara saímos pela vazia cidade a procura dos outros, mas nem sinal deles. Em certo momento, dava para ver as pessoas nos observando através de suas janelas, com aqueles sorrisos que me dariam pesadelos por bastante tempo. Chegamos a uma parte da ilha que não existia se quer um morador, era um local abandonado. Casas caindo aos pedaços, ratos por toda parte. A noite já estava caindo, a decisão mais inteligente a essa altura seria voltar para o dirigível e esperar amanhecer, e quando estávamos prestes a ir embora, algo começou a fazer barulho no escuro, risadas começaram a ecoar pelos cantos. Na nossa frente uma mulher, no momento que a vimos, tanto eu quanto Lara nos arrepiamos por inteiras. Tinha uma aparência estranha e um pouco assustadora. Ela usava um vestido branco longo e seus cabelos castanhos estavam soltos e bagunçados. O que mais chamava atenção, no entanto, era seu sorriso eterno e macabro, que parecia estar fixado em seu rosto. Seus olhos eram intensos e pareciam brilhar no escuro, e ela flutuava ao invés de andar como um ser sobrenatural. Seu aspecto causava arrepios, mas éramos uma aventureira e uma aspirante a cavaleira, podíamos simplesmente acabar com aquela coisa
—Técnica Secreta de Cavaleiro, corte vertical, corte horizontal!
Uma crescente onda de corte na vertical e horizontal destruía tudo a sua frente, como uma corrente de ar afiada como o fio de uma navalha recém forjada. Mas aquilo simplesmente passou direto pela aparição. Lara sacou seu revólver pessoal, alguns disparos foram feitos, mas nenhum fez efeito, simplesmente atravessaram a aparição também
-Por acaso, cê sabe como que luta com fantasma?
-Fico te devendo essa informação Lara.
-Entendo, ocê também não teria água benta aí não né?
-Coloca naquela listinha das coisas que eu estou te devendo Lara
-Eita lasqueira, agora a boca ficou escura sô. Danou-se

A aparição avança em direção as duas, tocando suas cabeças e invadindo suas mentes, ao que parece, aquela coisa está se alimentando dos pensamentos das duas. Cada memória delas começam a ser extraída, à medida que as memorias vão saindo um sorriso começa a aparecer no rosto das duas! Mas Lara, por algum motivo está mais resistente que Luise, tem alguma condição diferente que está ajudando-a.

“Era uma vez uma garota chamada Lara, que vivia em uma pequena fazenda no meio do nada. Desde jovem, ela sempre foi apaixonada por cavalos e aprendeu a montar com sua mãe, que também era uma cowgirl habilidosa. Lara era uma menina corajosa e determinada, que nunca se contentava em ficar parada por muito tempo. Ela estava sempre procurando novas aventuras e desafios para superar.

Enquanto crescia, Lara ouvia histórias sobre os grandes aventureiros que vagavam pelo mundo em busca de glória e riqueza. Ela admirava esses heróis e sonhava em se juntar a eles um dia. Mas ela sabia que, como uma cowgirl, seu lugar era na fazenda. Então, ela se dedicava a treinar com seus cavalos e aperfeiçoar suas habilidades de combate com a aura.

A aura era uma energia misteriosa que apenas alguns poucos tinham a habilidade de utilizar, os tão famosos causadores de dano. Lara era uma dessas pessoas. Ela treinou duro para controlar e aprimorar sua aura, transformando-a em uma arma poderosa que podia causar danos devastadores aos seus inimigos.

Lara sempre foi uma garota solitária, mas ela não se importava. Ela estava feliz em passar seus dias cuidando dos cavalos e praticando suas habilidades com a aura. No entanto, tudo isso mudou quando um grupo de aventureiros passou pela sua fazenda.

Eles estavam em busca de um guia para levá-los através do deserto para uma antiga tumba, onde um tesouro lendário estava escondido. Lara ficou fascinada pela ideia de encontrar tesouros e descobrir novas terras. Então, ela se ofereceu para guiá-los.

Os aventureiros ficaram impressionados com a habilidade de Lara com a aura e sua capacidade de se comunicar com os cavalos. Eles perceberam que ela era uma cowgirl com um talento especial e a convidaram para se juntar a eles em sua jornada. Apesar de recusar a proposta, anos mais tarde Lara iria ingressar na academia Eden, se tornando uma de suas melhores alunas.

Lara é uma pessoa reservada, mas leal aos seus amigos. Ela é corajosa e nunca tem medo de enfrentar um desafio, mesmo que pareça impossível. Ela é muito habilidosa em montaria, especialmente com cavalos selvagens e difíceis de controlar. Ela é uma excelente causadora de dano com a aura, capaz de derrotar seus inimigos com golpes precisos e poderosos.

Lara é uma garota que prefere a vida no campo à agitação da cidade. Ela gosta de passar tempo sozinha com seus cavalos, ouvindo o som dos pássaros e sentindo o vento em seu rosto. Ela é uma pessoa simples, com valores sólidos e uma compreensão profunda do mundo ao seu redor. Lara é uma cowgirl com uma aura forte e um coração ainda mais forte.”

O que é que fazia ela ser tão especial a ponto de resistir ao poder dessa aparição? Era simples, ela já se achava especial! Num salto para trás, Lara a afasta e Luise da coisa que as atacou. Ela saca sua pistola novamente. A arma de Lara é uma pistola de ferro forjada à mão, com detalhes em prata e um cabo de madeira polida. É uma relíquia de família que foi passada por gerações, e que Lara herdou de seu pai, que a recebeu de seu avô. A pistola é uma obra de arte rústica, com gravuras de flores e folhas no metal e um cano longo e fino que é perfeito para tiros de longa distância.

O uso único da arma em junção com a aura de Lara é que cada bala disparada pela pistola é carregada com uma pequena quantidade de sua aura. Quando atirada em um inimigo, a aura de Lara é liberada, causando danos significativos e enfraquecendo a resistência do alvo à aura. Isso torna seus tiros letais, mas também significa que a pistola precisa ser recarregada com a aura de Lara antes de cada disparo.

Para carregar a aura na pistola, Lara precisa concentrar sua energia e canalizá-la através de sua mão na arma. Ela pode recarregar a pistola com uma quantidade limitada de aura, então precisa ser cuidadosa ao usá-la em batalha. Mas quando a aura é combinada com a precisão de Lara, a pistola se torna uma arma incrivelmente poderosa, capaz de derrubar até mesmo os inimigos mais fortes com apenas um tiro.

-Que merda aconteceu agora?
-Acho que foi isso que aconteceu com os habitantes desse lugar, enquanto as coisas eram tiradas da minha cachola, eu senti que estava mais filiz, mas não era o tipo de felicidadi que eu gosto.
-Então essa coisa é responsável por tudo nessa ilha? Certo, então precisamos matar ela, mas como se mata um fantasma? Ainda não temos essa resposta Lara
-Foi bom essa coisa remoer minha cachola, agora eu sei como se dá cabo de um fantasma
-Como?
-Com ortro fantasma! Você já mostrou a sua, agora deixa eu ti mostrar minha habilidade!
Lara começa a erguer seu revólver, aquela aparição talvez tenha sentido o perigo que Lara representava agora, das casas abandonadas ao nosso redor, pessoas sorridentes começaram a sair um por uma, e como eu imaginei, nenhuma estava viva, todos eram fantasmas.
-Seja o que for Lara, melhor ser rápida!
-Chega mais perto de eu, não quer que ocê seja pega no que tá por vir.... Fogo Expurgador do Fantasma do Oeste!

A habilidade especial de Lara é chamada de "Fogo Expurgador do Fantasma do Oeste". É uma técnica que combina sua habilidade de tiro precisa, sua aura forte e um fantasma lendário do oeste.

Quando Lara ativa essa habilidade, ela se concentra em sua aura e a canaliza em sua pistola, criando uma aura ardente que envolve a arma. Em seguida, ela invoca o fantasma lendário do oeste, um guerreiro feroz e implacável que foi morto em batalha há muitos anos.

O fantasma se manifesta ao lado de Lara, segurando um laço feito de aura. Lara atira sua pistola no laço, e o fantasma começa a girá-lo acima de sua cabeça, criando um redemoinho de aura em chamas que engole os fantasmas. Os inimigos queimam em chamas, recebendo danos enormes da aura ardente e do laço de energia.

Essa habilidade é extremamente poderosa, mas também consome uma grande quantidade de energia e concentração de Lara. Ela só pode ser usada em situações de emergência, quando Lara precisa derrotar um grande número de inimigos de uma só vez.

Mas quando a habilidade é ativada, é um espetáculo incrível de se ver, com o fogo fantasma e a aura ardente iluminando o campo de batalha e incinerando tudo em seu caminho. É uma técnica que poucos aventureiros têm coragem de enfrentar. E Lara é uma das poucas que possuem o conhecimento e a habilidade para controlar essa técnica mortal.

-A coisa, e as outras coisas, fantasmas, já eram... você conseguiu Lara
-Claro que consegui, eu falei que ia intão eu fui!
-Acho que agora eu me lembro de você, esse poder, o fantasma ao seu lado

Era impossível não lembrar dela, a aluna prodígio da academia Eden. Lara tornou-se uma lenda no mundo dos aventureiros mesmo nem sendo uma ainda. Sua aura forte e habilidades de tiro precisas são conhecidas em todos os reinos. Mas a lenda de Lara não é apenas sobre sua habilidade em batalha, mas também sobre sua origem e jornada. Segundo a lenda, a família de Lara sempre foi uma linhagem de cowboys e cowgirls famosos por suas habilidades de tiro, mas nenhum deles possuía uma aura tão forte quanto Lara.

A partir daí, Lara tornou-se uma lenda em todos os reinos, conhecida como a "Cowgirl da Aura" e "A Portadora do Fogo Fantasma". Sua habilidade em batalha e aura forte eram temidas pelos inimigos, mas sua história e origem eram igualmente admiradas pelos aventureiros.

-Bem na minha frente, uma lenda viva, A Portadora do Fogo Fantasma!
-É um prazer dimais da conta sô – diz Lara com a mão no chapéu reverenciando Luise