Camille, Um Outro Passado De Xena

6 Capítulo 5 - O confronto com Plaucius


As duas entram na sala e está tudo estranhamente silencioso. Sem movimentos, sem rastros. Xena olha em volta, preocupada, enquanto Camille mantem-se perto da porta, como Xena havia ordenado.

– Isso é uma armadilha. — afirma Xena, olhando em volta, preocupada.

– Você acha? — questiona Camille, confusa — Talvez ele tenha ido até a vila.

– Não sem antes liquidar minhas velhas amigas — Ameaçara, chegando rapidamente por trás, e prendendo Camille a si com sua sua espada, sem que ela pudesse reagir. Por de trás dele, apareceu o guarda baixinho, que provavelmente teria avisado-o do que acontecera.

– Plaucius. — Virou Xena, na mesma hora, fuzilando-o com os olhos, e passando um disfarçado olhar em volta, já planejando técnicas de salvamento e fuga.

– Não queria enfrentar vocês duas, Xena, mas a situação me obriga. A aldeia me pertence. E as jovens de dentro dela, também. Inclusive você, Camille. — Disse, tocando no rosto de Camille com a espada.

– Você está mentindo. Você não me faria mal.

– Realmente, eu não te jogaria no navio de escravas. Não... — fez silêncio. Xena observa-os a cada movimento, com a expressão de nada amiga — Te farei a minha escrava particular. Assim nós ficaremos juntos pra sempre. O que acha disso, Xena? Quer nos fazer companhia?

– Acho que a pergunta não seria bem essa, Plaucius. — sorrira, confiante.

– Ah, é mesmo? E como seria? — disse, sentindo-se vitorioso.

– Se você quer o perdão ou a morte.

Plaucius riu, divertindo-se com a vantagem que possuía entre seus braços. Sabia que Xena nunca arriscaria Camille. A amizade que as uniu no passado fora muito forte.


– Nós somos amigos, Plaucius. Por que você está fazendo isso? Aquela aldeia é sua família. — continuou Camille, tentando desviar sua atenção, enquanto Xena avaliava qual seria sua próxima ação.

– Não seja emocional, Camille. Eu não tenho mais família, e nenhuma pessoa daquela aldeia me ajudou. Ninguém ajudou o meu pai, quando estava sendo assassinado nas florestas. Pelo contrário, fugiram os covardes.

– Não fizeram por mal, Plaucius. Eles estavam desesperados, fugiram por suas vidas. Você teria feito o mesmo, se ele não fosse o seu pai. — alfinetou Camille, enquanto Xena colocava a ponta dos dedos, bem disfarçadamente, em seu Chakram. Agora ela também tinha uma vantagem. Agora só precisava esperar o momento certo.

– Não, não teria! — rosnou, irritado. — Nunca deixaria um irmão morrer!

– Ah, é mesmo, Plaucius? E você está fazendo o que agora? — indagou Xena, finalmente entrando na discussão, e levantando a sombrancelha, enquanto atraía a sua atenção.