Camille, Um Outro Passado De Xena

9 Capítulo 8 - As Tentativas Levam a Perfeição


Notas iniciais
Ainda estou pensando se continuarei essa história, por isso gostaria que vocês me desse suas opiniões, para que me ajudem nessa decisão.

Sem saber o que fazer ou dizer, Camille simplesmente puxou Xena para um abraço apertado, enquanto outra lágrima escapava de seus olhos. Gabrielle, que olhava tudo à distância, sentira o sofrimento da ruiva, deixando de lado pela primeira vez a antipatia que sentira pela moça, trocando-a por um sentimento de compaixão. Xena limpou as lágrimas de Camille, e a olhou.

– Você tinha razão. Em tudo que disse.

Camille lhe deu outro abraço, enquanto Xena continuara falando:

– Eu não devia ter feito aquilo com você, e com certeza você teria me ajudado muito estando do meu lado. Quem sabe até eu não teria passado por tudo aquilo. — fez uma pausa amarga, lembrando de seu passado assassino — Mas eu passei, e aprendi com todos os meus erros, e eu quero que você saiba que abandonar você foi um deles.

Camille a soltou do abraço, quando percebeu a aproximação de Gabrielle.

– Desculpa por qualquer coisa. Ela é toda sua. — Disse, tentando afastar-se ao máximo de Xena, embora seus braços pediam desesperadamente por um outro abraço.

– Não se preocupe. Pode tomar ela pelo tempo que quiser — disse, expondo um sorriso fake no rosto e fingindo não estar com ciúme. A verdade é que Gabrielle se preocupara tanto com a moça, que queria ajudá-la de algum modo. E percebera que naquele momento ela precisava de Xena.

Xena a olhou com cara de "Bom, já que está permitido", e voltou a abraçá-la em despedida.

Depois olhou para Gabrielle, propôs, sorrindo:

– Bom, nós estávamos pensando em te fazer um convite. — Disse Xena sorrindo para Camille.

– "Nós?" — Gabrielle repetiu baixinho o que Xena dizia, confusa, estando totalmente por fora do assunto. E pelo visto a Camille também estava.

– Hum? — questionou, surpresa

– Nós queríamos convidá-la seguir viagem até o norte. — Uma pausa de susto percorreu o ambiente,no qual Camille e Gabrielle pareciam totalmente surpreendidas. — O que nos diz?

– "Nós"? — Repetiu baixinho novamente, dessa vez com raiva na voz, e aproximando-se do ouvido de Xena, que não pôde deixar de ouvir, mas quem em resposta apenas sorrira, divertindo-se ainda mais. Os sussurros de Gabrielle, no entanto, não estavam sendo escutados por Camille, que ainda processava o que acabara de ouvir.

– Você sempre quis ir para o norte, e nós conhecemos as aldeias de lá muito bem. Então pensamos em te ajudar a se estabelecer. Obviamente garantimos uma viagem segura... E te traremos de volta sã e salva, se você não gostar.

Gabrielle olhou pra Xena, totalmente petrificada. Fingiu um sorriso de satisfação para as palavras da guerreira, enquanto só pensava em como matá-la. Embora o mais engraçado, era que diante de toda a proposta surtada que acabara de ouvir, o que mais a incomodava era: Se ela não estava pensando em se separar de Camille, para que tanto abraço?

– Eu... eu não sei. — respondeu, em dúvida.

– Vamos, Camille. Será divertido. — Disse Xena, divertindo-se com a idéia de ter duas ajudantes, e apreciando observar o cômico sorriso fake de Gabrielle, que mantinha-se em silêncio.

Continuara em sua missão de convencê-la:

– De um modo ou de outro acabará sendo bom, já que valerá como experiência.

– Eu teria que arrumar as minhas coisas, e...

– Arrume! Nós esperamos. — decidira, abrindo um largo sorriso de satisfação.

Gabrielle pigarreou, enquanto observava Camille entrar em sua casa para fazer as malas. Olhara para Xena, que divertia-se.

– Você ri? — disse baixinho ainda com o sorriso fake nos lábios — Você ri? — repetiu já séria, fuzilando-a com o olhar — Xena, eu vou te matar. — ameaçou pausadamente, enquanto tentava jogar o bastão em Xena, que desviava dele com grande facilidade, mesmo se acabando de rir.

– Não foi você que disse que ela podia me tomar pelo tempo que quisesse? — disse, sarcástica, levantando as sombrancelhas para a baixinha que tentava atingí-la a todo o custo com seu bastão.

– Nem pense nisso! — a proibiu firmemente.

– Não era isso que você queria mais cedo, Gabrielle? Que eu falasse por nós duas, ao invés de por mim? — questionou, incrédula.

– Eu queria participar da decisão, Xena! — concluíu revoltada, enquanto Xena pensava sarcasticamente no como as mulheres eram difíceis de agradar.

– Bom, eu achei que tinha entendido, e tentei te fazer uma surpresa. Mas vejo que fui eu quem me surpreendi.

- E eu e Camille, certamente. — disse, irritada.

- Mas você sabe, Gabrielle, assim como os erros nos levam ao aprendizado, as tentativas nos levam a perfeição. E eu tenho muitas habilidades. — disse a guerreira, sarcástica.

Gabrielle suspirou, imaginando o que teria feito aos deuses, para gostar tanto de Xena. Até mesmo profundamente irritada, não conseguia deixar de apreciar o seu senso de humor.

- Bom, seja como for, ela só vai com a gente até o norte. Qual o problema? — sinicamente, com um sorriso inocente nos lábios.

Gabrielle se controlou, e bateu a ponta do bastão no chão. Olhou para Xena, ainda irritada, e garantiu, com uma segurança até então nunca percebida por Xena.

– OK. Mas você ficará todo o tempo perto de mim.

Xena se afastou sorrindo, enquanto socializava com os outros aldeões. Gabrielle a observava, ainda em choque. Seu choque só passou realmente quando avistara Camille voltando de mala e cuia em direção a elas.

Gabrielle, internamente, pensara em um grande chingamento para pronunciar naquele momento. E no quanto gostaria de jogar Xena contra uma árvore e socá-la bem lentamente.

Notas finais
Como eu disse nas notas da história, a mesma foi baseada em um sonho que tive na noite de 24/01. Porém, o sonho termina exatamente na última cena descrita nesse capítulo, por isso, quero que saibam que se houver continuação, a história será uma página em branco, ou seja, tudo pode acontecer...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.