Camille, Um Outro Passado De Xena
7 Capítulo 6 - Duas teimosas em sua vida
Tudo não durou mais do que um segundo. Xena aproveitou-se de um pequeno momento de confusão mental do antigo amigo para atacá-lo.
Xena jogou seu Chakram que abateu Plaucius, e em seguida no guarda, que bateu a cabeça e desacordou. Rapidamente, vendo que o Chakram retornava, correu em direção à Camille, para protegê-la, já que o Chakram estava se batendo de parede a parede até chegar até suas mãos.
Xena foi até ao guarda baixinho, até o presente momento sem nome, e o prendeu com uma corda que havia guardado entre os seios na capa de couro.
– Você vai me matar? — questionou Plaucius, arrependido.
– Eu nunca mataria um irmão. — garantiu Xena
Aproximou-se de Plaucius que estava chorando compulsivamente. Sabia que no fundo ele ainda tinha um lado bom. Só era uma pena que agora ele teria alguns crimes para pagar. Repousou a mão direita em seu ombro, e dera pequenos tapinhas, em sinal de consolo. Depois olhara para Camille que tinha uma lágrima nos olhos.
Camille a olhava à distância. Era bom por vê-la tão diferente, e ao mesmo tempo tão igual. Embora sentisse uma antipatia por Gabrielle ter tomado o lugar que deveria ser dela no coração e na vida de Xena, sabia que a amazona realmente era uma boa influência à guerreira, já que fora capaz de trazer de volta a Xena carinhosa e compassiva que ela conhecera no passado.
– O que foi que eu fiz? O que foi que eu fiz? — continuou repetindo isso baixinho, em silêncio.
– Vou te fazer um favor.
– O que?
– Aliviar a sua dor... Pelo menos por um tempo.
Xena tocou na nuca do rapaz em um determinado ponto de pressão que o fez desacordar.
– Bom, depois disso nunca me diga que nunca te fiz nada.
Voltou a dar um tapinha de consolação no ombro do amigo desacordado.
Prendeu ele também, e as duas moças saíram da caverna carregando os corpos desmaiados.
Chegando na frente da caverna:
– Gabrielle. — Disse Xena, sorrindo, ao dar de cara com a sua amiga. Ela como sempre não a obedecia 100%.
– Vejo que agora já são duas teimosas em sua vida, Xena. — brincou Camille, referindo-se a ela e Gabrielle, que não achou muita graça.
– Vim com alguns camponeses, imaginei que fosse precisar de ajuda.
– Imaginou corretamente. — Xena se aproximou de Gabrielle, e encaixou seu braço direito nos ombros de Gabrielle, em um abraço de lado. Camille que observava incomodada cada mísero movimento, decidira ajudar os camponeses.
Os camponeses e Camille colocaram os presos na carroça e seguiram viagem de volta à aldeia. Lá os dois criminosos receberiam um julgamento justo, e uma pena seria determinada. Porém, Xena conversaria com eles, declarando que no final Plaucius se arrependera por seus atos, e que nem sequer tentou machucá-las, mesmo tendo a chance com Camille. Isso com certeza seria abatido de sua pena.
Gabrielle aproximou-se de Xena novamente, e lhe deu dois tapinhas nas costas. A morena virou-se para ela, com expressão sarcástica:
– Desculpa, Xena, mas eu estava tão preocupada lá sem notícias, e... Quando a jovem voltou, eu imaginei que você pudesse precisar de ajuda...
Xena abraçou Gabrielle em um estranho impulso afetivo. Teria sentido sua falta por toda a tarde, então naquele momento ela conseguia entender o que trouxera Gabrielle até ali, e o que sempre a trazia, mesmo desobedecendo suas ordens expressas.
Após a manifestação gratuita de carinho, Gabrielle apressou-se seguindo em direção à carroça já bem lá na frente, e Xena parou por um segundo e olhara para Camille, que se aproximava pela direita.
– Então... Você conseguiu salvar a aldeia e prender mais um crimonoso. E agora o que? — indagara, Camille.
Xena a olhou em uma expressão terna, e Camille pôde notar em seus olhos um brilho triste.
– Estarei de partida da aldeia no mais tardar ao cair do sol de amanhã... Só esperarei o julgamento e...
– Com Gabrielle?
Xena olhara para frente, enquanto via sua pequena barda seguindo a carroça, acompanhada do seu querido bastão de amazona. Gabrielle olhara para trás, levemente desconfiada pela demora, e Xena apenas acenou, indicando que já estavam indo. O suficiente para ela continuar sua caminhada.
– Sim. Ela está sempre comigo. — Disse Xena, começando a andar, enquanto Camille, ainda parada, fechava os olhos e dava uma boa respirada pelo que acabara de ouvir.
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