Camille, Um Outro Passado De Xena
4 Capítulo 3 - O esconderijo de Plaucius
– Então, acho que também tenho direito a algumas atualizações, não acha?
– Sobre? — questionara.
– Por exemplo, como você soube que essa vila estava sendo saqueada.
– Bom, eu e Gabrielle estávamos em uma aldeia vizinha, e um simpático aldeão nos alertou, de modo que decidimos vir aqui ajudá-los. Mas até chegar aqui eu não fazia idéia que você ainda estaria aqui.
– É, eu sei.
– Por que você não foi? Foi aquilo mesmo que você me disse?
– A verdade é que depois que você foi embora, eu desisti de partir, Xena. Você sabe, eu tinha aqueles planos idiotas de ir com você.
– Não eram idiotas, Camille. Mas simplesmente não deram certo.
Camille silenciara, amarga. Aquele passado a magoara demais. Era tão bom rever Xena, mas fora tão ruim o que ela a fizera passar. Sentimentos confusos se misturavam dentro dela.
As duas continuaram andando, em silêncio, mas Camille não conseguiu evitar a curiosidade.
– Bom, isso tudo me leva a outra atualização. Quem é a loirinha irritante?
– Gabrielle? — Disse Xena, encarando a jovem rapidamente, não disfarçando um sorriso — Ela tem me acompanhado nessa jornada há 6 anos. É minha melhor amiga, minha família.
– Como eu. — comparou, amarga.
– Sim, como você.
Um silêncio mortal se instalou entre as duas, que continuaram andando, mudas.
Uma hora de caminhada depois, Xena e Camille chegaram ao esconderijo de Plaucius. Xena desarmou o guarda frontal, e o prendeu à uma árvore mais distante.
– Será que ele está em casa?
– Só tem um jeito de descobrir.
– Você fique aqui. — disse, segurando no ombro de Camille, a proibindo de movimentar-se. — Esconda-se embaixo da moita. E se ouvir qualquer movimento estranho, fuja.
– De jeito nenhum, não a deixarei sozinha.
– Camille. Você já me ajudou me trazendo aqui, e ainda vai me ajudar mais uma vez, porém mais tarde. Agora só vou entrar para fazer a ivestigação do terreno. Depois voltarei aqui, para te atualizar de tudo. Me espere aqui, porque se você for pega, isso só vai atrapalhar a gente. E eu to acostumada a entrar em lugares vigiados.
– Está bem.
– Até porque aquele rapaz ali precisa de vigilância também, — disse, com desprezo, apontando para o guarda preso na árvore.
Xena fora se afastando, passo a passo, em direção à caverna, quando Camille lhe chamou baixinho.
– Xena.
– Diga? — virou, com uma expressão séria e preocupada.
– Eu senti sua falta.
Xena sorriu, emocionada. Ela não costumava lidar muito bem com a emoção, bom, pelo menos na grande parte das vezes, então virou-se e simplesmente continuou o seu destino sem olhar pra trás.
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