Calypso - goddess of sea.
5 De volta ao Pérola Negra.
Notas iniciais
Neste capítulo, Calypso pensa que está finalmente livre de Jack, pena que ela estava errada, a tripulação vai buscá-la para ir atrás do Kraken, ou simplesmente esperar a terrível besta atacá-los, usando Calypso como defensora... Em meios a triângulos amorosos, discórdias, e brigas aqui está o quinto capítulo.
– Onde está Pégasus? – Interpôs Calypso assustada ao notar a ausência do cavalo, que não estava mais esperando-os no cais.
– Ótimo... Obrigado Zeus. – Ironizou Davy Jones. — Será que a senhorita tem um plano?
– Desculpe? Eu? – A voz dela aumentou um pouco ao passo que controlava sua fúria, incrédula. – Você é que é o senhor dos planos mirabolantes, não eu. – Seu sorriso cessou ao vê-lo erguer-se do seu esconderijo.
– Você está louco, assim ainda nos vão descobrir. Baixe-se… – A morena puxou o braço dele para que Jones se baixasse.
– Hm... – Murmurou ele franzindo o cenho. – Você distrai os soldados e eu vou atrás de Pégasus. – Disse ele decidido empurrando Calypso para sair do esconderijo onde estavam.
–Obrigada. – Agradeceu com um beijo na bochecha. Ainda meia atrapalhada, caminhou descontraidamente até ao guarda, como se fosse uma nobre donzela delicada, perdida. Ao vê-la aproximar-se, o guarda abandonou a sua pose e fitou-a de cima abaixo, com um olhar de interesse. Para ser mais provocante, Calypso acabou por abanar mais os quadris à medida que se achegava.
– Nobre cavalheiro, pode-me ajudar? Acho que me perdi. – Numa risada discreta, ela prosseguiu: – Será que me poderia indicar o caminho para... para... uma pequena vila aqui perto? Disseram-me que ficava perto do porto, mas até agora não a encontrei. – Fez uma expressão desolada.
–Indicaram-na bem, senhorita. Agora é só descer esta rua, depois ir sempre em frente e contornar aquela grande casa… – Jones ia aproximando-se da entrada, ao mesmo tempo que Calypso distraía o guarda, nervosa ela mordia seu lábio inferior a medida que Jones aproximava-se do cais. – Percebeu?
–Oh que desgraça a minha, que terei de ir sozinha! – Queixou-se, colocando a mão sobre o peito do guarda.
– O que ela pensa que está fazendo? Era SÓ distrair o guarda, não se atirar para cima dele! – Resmugou ele apoiando-se nas caixas para facilitar sua engatinhada. Ao presenciar aquela amostra de sedução Jones atrapalhou-se e caiu sobre umas caixas fazendo um barulho estrondoso, rapidamente deteve-se e levantou a sobrancelha, indignado, e voltou a rastejar pelo chão atrás do majestoso cavalo.
– Mas o que… — Rapidamente Calypso segurou o rosto do homem com as mãos trêmulas para que ele não virasse para trás e visse Jones atirado no chão, e então timidamente voltou a sorrir para o guarda.
– Pégasus... Vem cá garotão, não faz isso comigo... – Chamou Jones tateando o chão, até topar-se com os enormes e polidos cascos do cavalo branco a sua frente, ele logo alargou um imenso sorriso.
– Lamento, minha cara senhorita, adoraria acompanhá-la, mas infelizmente não posso abandonar o meu posto. – retrucou o guarda à medida que uma mão voava até ao cabelo da jovem, acariciando. – Mas se não tiver pressa, nós podemos conversar um pouco, o que acha?
– Porque não? Não tenho tanta pressa quanto pensava. — Á medida que se erguia num pulo, e resmungava pela a má sorte que tinha, Jones ficou à vista do guarda, que enrugou o cenho. Instintivamente, o guarda puxou Calypso para trás das suas costas, de modo protetor e sacou a pistola do coldre, apontando-a para o Jones, que ainda jurava-se corsário, porem, tantos atos que estavam fazendo, o tornavam um pirata.
– Quieto! Davy Jones não é? O fugitivo da forca... Bem, escapou da forca não de mim.– Antes que o guarda disparasse contra Davy Jones, Calypso puxou sua calça um pouco para cima, retirando um punhal que sustentava sua coxa. Ao respirar fundo aproximou-se do guarda, abraçou-o por trás, murmurando: “ Obrigada, imbecil “, e cortou-lhe o pescoço diante de Jones, que parecia estar em choque. Vê-lo cair no chão foi algo chocante, já que Calypso matava para sua sobrevivência ou para salvar a vida daqueles que mais amava.
– Você…você…você matou um homem! – Gaguejou Jones, ainda incrédulo.
– Se não tivesse o matado, neste exato momento ele estaria com uma bala encravada no peito, disparada por você. – Protestou ela, limpando as mãos ensanguentadas no solo verde e fofo. Ao levantar-se limpou o punhal na farda do guarda que acabara de matar. – Agora vamos... – Pediu Calypso segurando na mão de Davy Jones preparando-se para subir no cavalo.
–EI VOCÊS, QUIETOS AI! – Berrou um guarda lá do fundo. – ESTÃO PRESOS!
– Deixe comigo. – Num gesto hábil Jones sacou sua arma, e atirou no pobre guarda, que instintivamente caiu morto no chão. Depois de tal ato vândalo dos dois, saíram voando montados no cavalo como se nada houvesse acontecido.
– COMMODORE! COMMODORE! HOMEM FERIDO! – Berrava um soldado que passava por ali rondando o local, rapidamente soldados chegaram correndo, inclusive o Commodore.
– Aquele maldito... – James Norrington parecia trincar os dentes de tanto ódio, como se não bastasse Jack Sparrow escapar, e agora Davy Jones fugir da forca com a maior facilidade possível. – Preparem os navios, vamos procurar Davy Jones e quem com ele estiver... Direito a forca suspenso... A guilhotina o aguardará, eu quero a cabeça daquele verme. – Exigiu o Commodore semicerrando os cílios fitando o horizonte.
– Para onde estamos indo? – Quis saber Jones mal conseguindo falar de tanta velocidade pelo qual o cavalo voava pelos céus.
– Caribe... – Respondeu ela com um sorriso matreiro, á cada vez que ela segurava na cintura de Jones.
Os dias para que Jack alcançasse Calypso passavam de forma lenta. Tal como ele previra, nutrir sentimentos por alguém o tornaria fraco, sobretudo se os seus inimigos usassem esse ponto a seu favor. E isso, bem, era o que estava acontecendo naquele preciso momento, deixando Jack sem espaço de manobra possível.
– O MEU MACACO IÇA AS VELAS MAIS RÁPIDO DO QUE VOCÊS SEUS ABUTRES! – Berrava Barbossa rondando o convés dando ordens aos tripulantes, enquanto seu macaquinho: Jack, estava apoiado em seu ombro empoleirado. Barbossa revirava os olhos à medida que descia a escotilha para caminhar até ao porão. De repente, mesmo antes de entrar nessa divisão abafadiça, já era possível ouvir o barulho de vidro a ser quebrado no chão, sentia o cheiro de bebida de longe.– SPARROW! EM VEZ DE ENCHER A CARA COM O RUM, POR QUÊ NÃO VAI FAZER SEU TRABALHO? – Repreendeu o pirata mais velho tomando a garrafa de rum das mãos de Jack que parecia estar extremamente bêbado.
– Parece que você esgotou quase o stock todo em uma semana, meu caro. – Escarneceu Barbossa ao exibir seu melhor sorriso, ironizando: – Isso vai-lhe fazer um bem terrível, Jack…
– Capitão, capitão Jack Sparrow. – Corrigiu ao se erguer num pulo com a garrafa a balancear entre os seus dedos, ao mesmo tempo que gesticulava a Barbossa para sair da frente do seu caminho. – Isso não é problema, atracamos a qualquer cidadezinha e abastecemos o stock, e quem sabe saborear algumas mulheres salgadas em cada porto. – Retrucou Jack cambaleando para levantar-se.
– Depois que acharmos Calypso... – Orientou Barbossa revirando os olhos ajudando Jack a levantar-se. – Nem bêbado você tem jeito não é Sparrow? – Murmurava Barbossa á medida que ele o levava para a cabine.
– Eu não preciso de sua ajuda seu velho ranzinza. – Protestou Jack alargando um sorriso amarelado retomando os sentidos. Ao sair do porão, a claridade do convés logo o cegou, porém, rapidamente acostumou-se com a claridade e prosseguiu: — VAMOS LOGO, SEUS CÃES SARNENTOS! DEVEMOS CHEGAR AO CARIBE O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL! – Depois da tal reclamação á tripulação, Jack foi rumo ao timão apoderar-se do leme.
– Desculpe, “capitão” mas este é o meu cargo, eu sou o capitão deste navio. Então, por gentileza, peço que retire-se já daí.– Reclamou Barbossa enxotando Jack de perto dele, que logo espantou-se com a aparição do pirata mais velho.
– Você é o capitão do Pérola? Ora... Faça-me o favor Hector... – Bufou Jack ainda apoiado ao leme. – Deixe-me em paz, já disse que os barquinhos estão ali para você brincar com eles... – Ironizou Jack apontando com os dedos indicadores para os botes.
– SAIA JÁ DAÍ SPARROW! – O sangue de Barbossa, já estava fervendo, nada era mais insuportável do que Jack Sparrow: Sempre cheio de desculpas e piadinhas.
– Pois venha tirar-me. – Desafiou Jack em um tom irônico pronto para sacar sua espada.
– CHEGA! – Gritou Pintel. – DESTE QUE ESTAMOS ABORDO DESTE NAVIO VOCÊS ESTÃO BRIGANDO. POR TUDO QUE SEJA MAIS SAGRADO, CHEGA! – Os dois olharam pasmos para ele, e logo encararam-no com os cílios semicerrados, prontos para pular em cima do pobre marujo.
– Saia do meu caminho palerma. – Pediu Barbossa dando um tapa na careca do marujo que parecia apreensivo com a situação, agilmente Jack soltou o leme fazendo com que este girasse descontroladamente batendo em Barbossa que logo voou em cima de Jack para batê-lo por tanta falta de atenção.
– CHEGAMOS! – Berrou Gibbs que estava acenando para todos os tripulantes no castelo da proa, deixando o movimento do convés mais intenso, foi o suficiente para Barbossa esquecer do tal estrangulamento que estava prestes á cometer com Jack.
– Finalmente... Estava enlouquecendo com este aqui... – Disse Barbossa apontando para Jack com o queixo, exibindo seu melhor sorriso.
– Obrigado Gibbs, livrei-me de um ato covarde de um homem infeliz com sua própria vida. – Remoeu Jack massageando seu pescoço dolorido. Muito lentamente, o navio aproximou-se da encosta arenosa da ilha, não se atrevendo a avizinhar demasiado para não encalhar. Todos apreciavam a distância ser reduzida, com grande expectativa. Especialmente Jack, que se mantinha inquieto. Já em terra firme, os marujos que haviam se disponibilizado para procurar Calypso,vasculhando cada recanto daquela extensa praia, com semblantes incógnitos. Em passadas largas Barbossa foi o primeiro a pisar naquele pedaço de terra deserto, o solo era fofo e úmido, a praia parecia estar morta, sem nada, apenas coqueiros ao redor da ilha paradisíaca. Barbossa cessou ao ver Jack afastar-se cada vez mais dele, esbracejando os braços no ar. – Aproveite o sol quente do Caribe e beba. Beba até cair para o lado…isto se ainda houver rum. — Jack logo revirou os olhos delineados, não estava nem ligando para aquele velho ranzinza queria achar Calypso, era o que estava em mente, apenas isto.
– E foi assim que fugi com o medalhão... – Narrava Calypso todas as suas aventuras vividas até agora. Uma aragem fez suas trançinhas esvoaçarem à frente do rosto de Jones quando virou-se notando a presença de Jack.
– Mas que diabos... – Davy Jones parecia não crer, aquilo só poderia ser uma maldição, lá estava Jack Sparrow fazendo pose como sempre, cambaleando para os lados tentando achar algo de valor.
– Ora... Por que fui dar aquela maldita bússola á Jack... – Queixou-se entre dentes a morena.
– AHÁ, ali está ela. – Cantarolou Jack apontando para a direção de Calypso, que havia notado sua desagradável presença. – E vejo que está com Jones... – Disse ele diminuindo o tom de voz. Ao notar a presença de todos aqueles homens Pégasus retomou seu rumo, e voou ao céus desaparecendo como fumaça, deixando um imenso brilho pelos céus.
– Tia Dalma... — Disse Jack fitando-a intensamente de cima para baixo com seus olhos castanhos.
– Se veio aqui atrás do medalhão, perdeu seu tempo. – Retrucou ela em tom voraz, sem medo do que á esperava.
– Também... Mas, precisamos de você... Só a rainha do mar pode parar o Kraken. — Intercalou Barbossa intrometendo-se na conversa empurrando Jack para longe dele.
– E porque ela iria com vocês? – Indagou Jones erguendo uma das suas sobrancelhas levantando-se do chão, ficando cara a cara com Barbossa.
– Eu estou com a mancha negra... – Gracejou Jack desenrolando o pano enfaixado em sua mão. Ao ver aquela cena, Gibbs, Pintel e Ragetti pareciam incrédulos.
– A MANCHA NEGRA! – Exclamaram os três ao mesmo tempo, rodando três vezes abanando as mãos, como uma espécie de quebra-maldição.
– Oh Bugger.... – Suspirou Barbossa revirando os olhos.
– Fiquem sabendo que a minha visão continua ótima... – Jack apenas soltou um sorriso contrafeito.
– Por quê eu salvaria você?... Pelo amor de Deus Sparrow, como foi que....
– Ela simplesmente surgiu... Savvy? Só vim notar que era a mancha negra, depois de uns dois dias, eu estava ocupado de mais com o rum. – Esclareceu Jack sorrindo mostrando um de seus dentes de ouro, e então devagar ele foi achegando-se por trás da moça e colocou as mãos no bolso da blusa dela, ao sentir aos mãos bobas de Jack, ela o repreendeu dando um tapa nas mãos de Jack, que logo recuou ao ver a cara zangada de Jones. Porém, Jack já estava com o medalhão em suas mãos.
– DEVOLVA-ME! – Exigiu ela indo para cima dele, apontando o punhal em sua face.
– Por que todas as mulheres que eu conheço tentam me matar? – Quis saber Jack arregalando os olhos delineados.
– Por quê você é um cretino.
– Vamos Love, quando você parar o Kraken eu decido o que fazer com este medalhão... Talvez devolva-lhe, ou posso ganhar a vida eterna e todos os poderes dos oceanos.– Gabou-se Jack afrontando-a.
– Eu não vou com você, quantas vezes tenho que dizer, NÃO VOU! – Respondeu Calypso decidida apoiando-se em Jones.
Abismados com aquela pequena discussão, a tripulação assistia sem ter coragem de os interromper. Já Calypso mantinha o dedo indicador a roçar no nariz de Jack, que dava um curto passo atrás para fugir das investidas da jovem. Gibbs pigarreou e tomando a coragem que ninguém teve, ele intrometeu-se:
– Desculpem!
– O que é? – Afrontaram os dois ao mesmo tempo, com semblantes irritados virados para o primeiro imediato.
– Sem querer interromper a conversa, já interrompendo… – Gibbs engoliu seco, antes de prosseguir. – Por quê vamos levá-la conosco se o Kraken está atrás do Jack?
– Gibbs.. Esta droga de medalhão vai nos levar até o holandês, oferecendo-nos a vida eterna certo?– Interpôs Davy Jones erguendo um de seus dedos indicadores movendo-o até o medalhão.
– Errado! Oferecendo-nos? O holandês só tem apenas um capitão...– Rebateu Jack aproximando-se dele.
– Não sei porquê, mas começo a ter medos dessas mirabolantes surpresas… — Sussurrou Ragetti á Pintel.
– Chega desta ladainha! Me dê isto. – Com toda agilidade que ainda sobrara em Barbossa, ele arrancou o medalhão das mãos de Jack, tomando para si o medalhão. – Agora, por Poseidon vamos logo embora daqui, peguem a moça. – Exigiu Barbossa alargando um sorriso soberbo guardando o medalhão em seu bolso. Antes que os piratas fossem para cima de Calypso e a pegassem de qualquer jeito, levando-a de qualquer jeito á bordo do Pérola, mas ela parecia debater-se enquanto a amarravam, e logo exigiu:
– EU NÃO VOU SEM O JONES! – Davy Jones estava prestes a segurar a mão da amada, quando foi puxado por Jack que parecia apontar uma arma para a cabeça de Jones.
– Ótimo! Levem o patife para o porão, será nosso mais novo prisioneiro. – Respondeu Barbossa em um tom de voz seca.
– Não vamos matá-lo? Eu sou o capitão esqueceu? – Quis saber Jack que estava animado para cometer tal ato.
– Tem certeza Jack? – Barbossa mostrou-lhe então o medalhão que agora estava sob o comando dele.
– Pode ser do holandês talvez... Mas, o Pérola é o meu navio. – Resmungou ele soltando o pobre coitado do Davy Jones que estava com os braços doloridos de tanto Jack contorcê-los. – E vigie bem esta droga deste medalhão, antes que eu o tome. – Jack parecia esfregar as mãos, como se estivesse bolando algo, como sempre.
– Maldita sorte a minha que ainda tenho que aturar a sua desagradável presença! – Retrucou Barbossa cruzando os braços.
– Veja pelo lado bom Barbossa, com a “minha” mancha negra o Kraken estará atrás de mim... E achando o Kraken acharemos o holandês, e quem sabe você poderá engolir este medalhão infernal. — Rebateu Jack seguindo a tripulação até á bordo do Pérola.
Saíram de lá arrastando Calypso e Davy Jones, agora, eles deveriam apenas aguardar o ataque do Kraken sob eles, era como esperar a morte... Já que o Kraken não era um bichinho de estimação tão agradável, porém, eles tinham Calypso.
– A mocinha, podem deixa-la perambulando pelo convés... Já o namoradinho dela, joguem-no no porão. – Reordenou Barbossa segurando o medalhão em suas mãos ásperas.
– Não se preocupe Love, eu estou aqui. – Consolou Jack á Calypso abrindo os braços esperando vê-la em seus braços.
– Jack... Eu não estou bem, por favor... Deixe-me só. – Respondeu ela, sem mesmo para olhar o imediato dando um tapa nos braços de Jack.
– Você precisa de rum... – Indicou o pirata. – Quantas vezes vai fingir que não me ama? – Perguntou o pirata com um sorriso.
– Eu não amo você Jack Sparrow... – Respondeu ela finalmente descendo até o porão, para pegar rum. Jack então seguiu seu rumo, e foi andando até o timão para poder apreciar o horizonte e apoderar-se do leme enquanto Barbossa não estava enchendo-o.
– Mulheres... Mulheres.. – Resmungou debruçado no leme.
Calypso foi se arrastando pela parede do porão. A única luz ali vinha fracamente de um lampião, mas balançava tanto que parecia prestes a cair a qualquer momento. Estava atrás de rum, e atrás de Davy Jones, mas, foi interrompida por alguém.
– Calypso? – Ela reconhecia aquela voz, era a voz de Bootstrap, soava como música em seus ouvidos, ele era delicado, diferente dos outros piratas tinha uma certa higiene.
– Ah... Olá Bootstrap, aqui estou eu de novo... Desta vez, prenderam Jones... – Disse ela sorrindo apanhando das mãos deles uma garrafa de rum. – E obrigada pela garrafa de rum.
– Trouxeram-te por conta do medalhão? – Quis saber o rapaz.
– É... – Suspirou ela. – Mas, o medalhão agora está com Barbossa, estão me aprisionando neste navio infernal por conta de meus poderes absolutos sobre o Kraken. – Contou a morena abrindo a garrafa de rum com cuidado.
– Deixe-me abrir... – Pediu Bootstrap abrindo a garrafa para ela, entregando-a em suas mãos. — Catherine enviou-me uma carta... Disse-me que está grávida... – Os olhos de Bootstrap brilharam ao contar á noticia para Calypso.
– Parabéns papai! – Bootstrap riu.
– Mas, não conseguirei ver meu filho á tempo... A vida de pirata não é nada fácil... – Disse ele baixando os olhos.
– Irá sim, eu prometo... – Incentivou a jovem. – Se me dá licença... Eu preciso falar com Jones... – Ele assentiu balançando a cabeça, e então retirou-se do porão, subindo ao convés. Ela então continuou sua trilha, por aqueles corredores apertados do porão, porém, bem no fim do porão haviam celas totalmente podres e enferrujadas. E então correu o mais rápido que pôde ao encontro do seu amado.
– Jones... – Sussurrou ela entregando-lhe o rum. – Vou te tirar daí, o mais rápido possível. – Disse ela beijando-lhe entre as celas.
– Não me importo de estar preso... Eu estou perto de você, isso que me importa. – Soprou Davy Jones no ouvido da moça que logo sorriu com as belas palavras.
– Só não consigo entender por que eles querem se aproveitar tanto de mim... Eu quero ser livre... Viver com você... – Calypso fechou os olhos, vendo suas esperanças evaporarem. – E ainda tenho que aturar as chantagens de Barbossa e ainda por cima o atirado do Sparrow. – Ao ouvir a palavra Sparrow, Jones parecia estar zangado, chateado, algo do tipo.
– Sparrow não presta... Fique longe dele. – Pediu-lhe apertando com força as grades da cela, antes que Jones falasse algo a mais Calypso simplesmente o calou com um delicado beijo.
– Pirata safado, conseguiu nos enganar até ao último segundo. – Murmurou Barbossa comendo uma maçã, aproximando-se de Jack que estava concentrado fitando o horizonte.
– Desculpe... O que disse?
– Ora... Não se faça de santo, que de santo você não tem nada. Calypso não irá dar bola para você, está estancado na cara dela que ela não te deseja, aliás, ninguém te suporta. – Zombou Barbossa exibindo seu melhor sorriso, afinal de contas ele adorava rir da cara de Jack.
– Isto é uma falsa fidelidade que ela tem por Jones... Anote o que estou dizendo Barbossa, eu irei tê-la em minhas mãos, novamente. – Soltou um sorriso e então olhou para Barbossa com um ar de exibido: — Ninguém resiste ao capitão Jack Sparrow...
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