Calm and Storm
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Para você, Gabi *-*
Hope you like it!

Os olhos azulinhos de Ginny encontravam-se manchados pelo rímel desbotado, com lágrimas grossas que caiam de seus olhos, mas sua fúria era ainda visível e a raiva aumentava a cada cinco minutos, cada vez que se lembrava do que havia acontecido.
Conforme ela caminhava pelas ruas de Hogsmeade sem um rumo especifico, ignorando facilmente, os olhares de espanto, ao verem a Sra.Potter, mulher de Harry Potter , o herói do Mundo Mágico e grande prodígio do Quidditch, artilheira da Seleção Inglesa e jogadora do Holyhead Harpies, naquele estado, não era algo natural .
Agradecia a Merlin, que seus filhos estivessem com sua mãe, porque com certeza, Lily iria chorar só de a ver assim.
O que era irónico de se pensar, já com três filhos, porque ela ainda reagia assim?
Era angustiante.
Normalmente, ela era luz e vivacidade, sempre eléctrica e sempre vivida, como seu marido já havia dito, parecia um furacão sempre em movimento de tão remexida que era, ela sempre ria e achava um exagero, descartando com um beijo em seus lábios, o que ele queria dizer.
Ele sempre sorria subtilmente, sempre com a sua mesma calma e tranquilidade, como a doce brisa primaveril que acariciava e acolhia com o seu frescor, deviam de ser por isso que eram tão compatíveis e se davam bem.
Eram diferença radical, muitos achavam eles um casal interessante, por se manter junto, mesmo em meio a tanta diferença, até aquele dia.
Naquele dia, ele ou ela conseguira estragar tudo, de todas as pessoas do Mundo, porque Harry James Potter tinha que ser o que ajudava Cho Chang? Porque?
Ela não tinha nada contra a garota japonesa, mas por amor de Merlin, aquele sentimento amargo que lhe subia a cima, era exasperante demais, ela odiava esses ciúmes, sim, porque eram, irracionais que lhe subiam á cabeça e ela perdia a razão.
E fora o que havia acontecido, ela havia visto os dois, ele colocando a sua mão sob as mãos dela, até ai tudo bem, mas ao ver o olhar da Chang, ela não podia conter-se, era um olhar saudoso, podia não saber qual o assunto, mas era sem dúvidas.
Harry sentira com certeza alguém olhando e quando a vira, perdera a cor do rosto, ficando mais pálido do que era e quando ia chamá-la, ela simplesmente dera a volta, deixando-os lá e estava naquele estado que parecia paranóico, ela não sabia de onde vinha tanta insegurança mas ela não podia evitar, era demais sentir aquilo, ela odiava e por isso reagia ainda mais agressivamente.
Nesse momento, começara a chover e ela deixara que á água lhe banhasse o corpo e refrescasse a alma e seu espirito, Merlin sabia que ela estava precisando e não soubera quanto tempo havia passado, quando sentira que as cutículas da chuva já não lhe embatiam na pele mas continuava a chover, franzira o cenho, até que sentira um toque no seu ombro.
— Gin…- E era ele, com o mesmo tom calmo e sem alterar-se, ela voltara o olhar a ele, vendo-o com a varinha que tinha feito um feitiço impermeável que imitava um guarda chuva.
—Porque não te irritas? Porque sempre reages assim? Não entendo…Harry…- Ela expressara seus temores de uma assentada, porque essa era Ginny, sempre impulsiva e sempre sincera ao que Harry simplesmente sorria, tocando-lhe o rosto e puxando-a para si, ao que com isso molhara-lhe as vestes e o manto que ele portava, e ele alisara o rosto dela, colocando o longo cabelo ruivo para trás.
—Porque conheci-te assim… e com todas as tuas qualidades e com todos os teus defeitos, aceitei-te e quis –te assim, porque eu amo-te…e está na hora, Ginny de acreditares nisso de uma vez…
Ela engolira em seco, quando ia provavelmente retorquir o que ele iria dizer, Harry simplesmente beijara-a, não permitindo que se afastasse dele nem por um segundo, e sempre assim era, bastava um toque, um beijo que a tempestade cessava, porque sem ele, Ginny era a tempestade eterna á deriva, mas com ele, a calma era pura e absoluta.
—Amo-te Harry….Obrigada por seres assim…
E ele alongara seu sorriso, voltando-a a beijá-la com mais vontade e enchendo de pequenos beijinhos, por todo o seu rosto, ao que ela sorrira imenso, rindo ao ouvir que ele dizia entre intervalos, em que parava de beijá-la, “minha ciumenta…”, “Te amo…”.
Ginny comprovava que era verdade, entrelaçando suas mãos com Harry, voltaram juntos para a Toca, mesmo sabendo que provavelmente aquela cena iria repetir-se de futuro, não só por ciumes, mas por muitas coisas em geral.
Se não fosse isso, seria o stress que a sua vida agitada lhe trazia, ou a tensão antes de um jogo de Quidditch e outras coisas ás vezes, bobas, mas a ruiva já não tinha tanto medo, afinal Harry amava-a e ela o amava.
E no final de tudo, ele sabia ser calmaria quando ela era tempestade e por isso, sempre ficariam bem.
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