Call me!
1 U: call me any day or any night
Notas iniciais
mais uma vez, um beijo pras lindas adms!! prongs, noora, red & violet hood, eu amo ser parte desse projeto. um beijo um abraço o mundo pra todas as fanfoqueiras que me apoiaram nesse lacre!!
e Foster, coisa mais linda, muito obrigada por ter feito a capa!!!!!!!!! eu fiquei apaixonada por cada detalhe dela, ficou perfeita (e eu agradeço ao universo por ter te dado paciência pros meus pedidos kkkkkkkkkkk) beijo amiga
essa história tá bem levinha e eu coloquei a classificação +13 por conta de alguns palavrões e umas baixarias que os personagens soltam ao longo dela. e tá curta, acho que estou doente!!!!!!!
(não tá betado, então perdoem os possíveis erros, juro que reviso)
anyway, boa leitura!! e por favor tenham piedade não me matem
Destarte, há a necessidade de destacar...
— Vamos, Al, me dá um pouco de atenção!
Albus respirou fundo, segurando-se para não pedir — pela milésima vez — que Scorpius calasse a boca. Ao seu lado, o loiro parecia empenhado em impedir que o Potter terminasse sua dissertação sobre antropologia forense aplicada. Isso vai ser impossível, pensou ele.
Os dois estavam em uma cafeteria perto da universidade onde Albus realizava seu mestrado. Ele gostava da livraria café instalada ali; como bom antropólogo, defendia que observar a conduta e as interações humanas era sempre interessante. Quando precisava de silêncio, escolhia a mesa mais afastada do lugar: do mezanino, podia ver todo o movimento, o balcão e a saída sem ser atrapalhado.
Albus já era um freguês do lugar e, portanto, conhecia todos ali. Na última semana, porém, permanecera no lugar pelo dobro do tempo, desesperado para finalizar seu artigo. Os funcionários eram gentis e o enchiam de refis de café o tempo todo. Sua conta deveria estar astronômica àquela altura, considerando a quantidade de vezes que almoçava e jantava lá também.
No último dia do prazo de entrega da dissertação, Albus estava sentado em seu lugar de costume, no alto do mezanino, concentrado enquanto digitava incontáveis parágrafos no documento aberto em seu computador. Vez ou outra, conferia as referências nos livros ao seu lado ou nos vários websites e artigos em janelas do navegador. Estava confiante que terminaria aquilo tudo naquele mesmo dia, podendo entregar o ensaio pronto e formatado no fim da tarde.
Até que Scorpius apareceu.
— Eu preciso muito terminar isso hoje, cara — disse Albus, cansado de se repetir.
— Al, você precisa se desligar de vez em quando — apontou o amigo.
— Você pode, por favor, ficar em silêncio? E, se possível, se afaste.
Scorpius Malfoy era um jornalista alto, loiro e ridiculamente bonito que pegava no pé de Albus desde a infância. O Potter não se importava com nada daquilo; acreditava já ter passado o tempo que o perfume e a proximidade do Malfoy lhe incomodavam, mas Albus percebeu que era impossível se concentrar daquela forma. Scorpius estava sentado ao seu lado, com o braço ao redor de sua cadeira, dizendo milhares de bobagens em seu ouvido — às vezes, até sussurrando. Inferno, pensava ele por vezes seguidas.
De repente, o loiro se aproximou mais ainda. Desconcertado, Albus tentou sorrir quando o garçom se aproximou com o refil, enchendo sua caneca com vários mililitros de café.
— Você sabia que não é saudável se enfiar em trabalho todas as vinte e quatro horas do dia, nos sete dias da semana? — perguntou Scorpius, aos sussurros, divertindo-se com o incômodo do moreno.
Albus esperou até que o funcionário se afastasse. Assim que o homem se afastou, o Potter empurrou Scorpius que tentava, em vão, reprimir uma gargalhada. Albus ofegava, sentindo seu rosto esquentar com a irritação.
— Você quer parar com isso, Malfoy? — pediu — O que pensa que está fazendo?
— Estou ajudando você.
— Não tenho a menor ideia do que você está dizendo.
— Termina esse café — mandou, afastando-se e direcionando sua atenção para um romance policial que havia escolhido antes de subir as escadas.
Albus preferiu não argumentar, contente com o surpreendente silêncio que tomou conta do local. Voltando sua atenção ao que estudava, notou que precisava revisar o restante da escrita, garantindo que não seriam encontrados erros de digitação ou informações incorretas. Sabendo que não poderia se aprofundar mais enquanto Scorpius não fosse embora, afastou os volumes que havia emprestado de outra biblioteca e deu início ao processo de revisão, bebendo alguns goles de café.
Já estava na metade das páginas quando Scorpius, em um salto, fechou o livro que o acompanhava e se aproximou de novo, refazendo seus passos de momentos mais cedo: cadeiras grudadas, braço ao redor de Albus, sussurros desprovidos de sentido algum.
— Já conseguiu entender ou pretende que eu lhe faça um desenho? — ironizou Scorpius, deixando seu sorriso torto aparecer.
Albus pensou que fosse explodir, mas Scorpius se afastou outra vez como que estivesse fazendo algo muito errado; antes que o Potter pudesse dizer alguma coisa, o garçom que havia lhe servido apareceu outra vez, dessa vez com biscoitos recém saídos do forno, acompanhado de um refil de café fresco. Quando reparou em Scorpius outra vez, o Potter viu que ele fingia estar alheio ao que acontecia, observando o andar de baixo.
— Você está aí há um tempo — disse Ronan, o garçom, entregando-lhe o pão antes de limpar a mesa — Como vai o artigo?
— Está bem encaminhado, acredito — respondeu Albus, tentando afastar a mão de Scorpius de seu joelho por baixo da mesa — Mas poderia estar mais adiantado.
— Boa sorte, Al — desejou o homem, sorrindo ao se afastar — Chame se precisar de mais alguma coisa.
Ronan Thomas-Finnigan, antigo colega de faculdade de uma das primas de Albus, acenou ao se afastar, atendendo outras mesas no caminho de volta para o andar inferior. O Potter não o conhecia muito bem; já se viram antes em bares e festas, além da livraria café. Albus não entendia porque Ronan ainda trabalhava lá, já que era dono do lugar. Ainda assim, a mera lembrança dos sonhos nada inocentes que o estudante já teve com o Thomas-Finnigan faziam seu corpo estremecer — e Scorpius sabia da enorme queda que seu amigo tinha pelo dono do café.
— E então? — perguntou Scorpius, voltando a prestar atenção no amigo.
— Então o quê?
— Ele já passou aqui umas três vezes na última hora, cara.
— É a seção dele, Scorpius — explicou Albus, pressionando o nariz entre o polegar e o indicador — Ele está só trabalhando.
— Ah, então você já até sabe a seção dele? Por isso senta aqui todas as vezes?
Sua cabeça latejava. Não aguentava aquilo por muito mais tempo e o Malfoy sabia ser insistente quando queria. Albus resmungou um “cale a boca”. Ou, talvez, um “vá se foder”. Não soube ao certo, já que havia dito as duas opções mais vezes do que poderia se lembrar. Antes, estava apenas incomodado com a presença — e a insistência, a proximidade, a inconveniência — de Scorpius. Agora eu estou puto até os ossos, pensou ele.
— Não é possível! — exclamou Scorpius, irritado com o silêncio de Albus — Se ele não pegou essa seção de propósito, então você quem escolheu a mesa sabendo que ele passa por aqui.
— Não tem nada a ver, Scar.
— Ele estava dando em cima de você esse tempo todo, Potter!
— Já chega, Scorpius! — exclamou Albus, assustando-se com a altura da própria voz e diminuído o tom ao notar que algumas pessoas se viraram para onde estavam — Por favor, cale a porra dessa boca por cinco minutos!
Inesperadamente, Scorpius acatou seu pedido e ficou em silêncio. Albus só rezava para que aquilo durasse. Aproveitando os minutos que tinha, decidiu retornar para a conclusão do parágrafo sobre o reconhecimento de ossos em investigações criminais. Releu o que já havia escrito para, enfim, dar seguimento à dissertação.
Destarte, há a necessidade de destacar a relevância da determinação do sexo, idade e raça do conjunto de ossos encontrados, a fim de…
— Cinco minutos — disse Scorpius — Agora, como eu ia dizendo, Ronan, o seu garçom preferido, já veio aqui e-
— Scorpius, que droga — disse Albus, suspirando em sinal de cansaço — Se está tão crente que Ronan quer alguma coisa comigo, por que você não desgruda?
— Já disse, estou te ajudando.
— Ó mente brilhante — ironizou — Me diga, então, como colar no meu pescoço é me ajudar.
— Ele ficou com ciúmes, é claro — explicou, finalmente, dando de ombros — Além do mais, estou entediado. Minha moto quebrou e estou esperando a Rose me buscar.
Como se tivesse sido invocada, a prima de Albus cruzou as portas de vidro na entrada da livraria café, observando o lugar e sorrindo ao vê-los no andar de cima. Rapidamente, a ruiva subiu as escadas que levavam ao mezanino e se aproximou de Scorpius, que havia se levantado ao vê-la.
— Desculpa a demora, precisei deixar o Hugo na faculdade — explicou, beijando-o ao ser abraçada — Oi, Al! O que fizeram até agora?
— Seu namorado deu em cima de mim — acusou Albus, vendo Rose sentar-se a sua frente e suspirando quando Scorpius retomou o lugar ao seu lado.
— Foi sério? — perguntou ela.
— Não mesmo, Ross — garantiu Scorpius — Sabe que só tenho olhos para você.
— Eu sou mais gostosa, não sou?
— Sem dúvidas.
— Vocês são péssimos — reclamou Albus, voltando-se para o computador — Quando vão embora?
Minutos depois, Ronan apareceu com uma caneta e um bloco de papel em mãos, além de um belo sorriso no rosto. Prontamente, dispôs a anotar o pedido da nova cliente, apesar de ter ficado um pouco confuso quando o loiro sentado à mesa segurou o riso quando o funcionário perguntou:
— Posso trazer alguma coisa?
Albus estava cansado de passar tanta vergonha por conta de seus amigos e primos. Scorpius já havia explicado a situação para Rose, então o cenário piorou quando ela respondeu à pergunta:
— Sim, por favor — disse ela — Um café para mim e seu número de telefone para o Albus aqui. Ah, e um croissant para o loiro. Para a viagem.
Consumido pela vergonha, Albus procurava lugares onde pudesse se enterrar e desaparecer dali o mais rápido possível. Quando Ronan retornou com o pedido, Rose e Scorpius — finalmente— foram embora, deixando-o para trás com o sentimento horrível de não poder se livrar daquelas péssimas circunstâncias.
Porém, nada o preparou para o aconteceu a seguir. Assim que os amigos se afastaram, Albus observou Thomas-Finnigan lhe empurrar um pedaço de papel por cima da mesa, com uma expressão brincalhona em seu rosto. No guardanapo rasgado, era possível identificar um número de telefone e, logo depois, o pedido rabiscado fez Albus sentir algo diferente em seus ossos.
me liga! :)
— Boa sorte com o artigo, Al — disse Ronan.
Albus não conseguiu evitar o sorriso que se formou em seus lábios no mesmo instante. Ronan se afastou, dando a ele o tempo, a paz e o silêncio que tanto precisava para que terminasse seus afazeres.
Em tempo recorde, o Potter encontrou a inspiração que precisava e, finalmente, terminou o parágrafo que estava faltando. As referências estavam corretas e averiguadas, bem como as informações inseridas em seu texto. O artigo estava feito e ele pôde enviá-lo ao seu orientador, fechar o computador e guardar seus pertences, contente ao sentir o peso em seus ombros ser retirado e aproveitando a sensação da preocupação dando lugar ao alívio.
Já estava do lado de fora da livraria café quando registrou o número em sua lista de contatos. No instante seguinte, selecionou a opção de chamada de voz e esperou; a antecipação lhe causava borboletas no estômago até que, finalmente, foi atendido. De dentro do estabelecimento, Ronan o encarava através do vidro.
— Meu turno acaba em dez minutos — disse ele.
Albus conferiu seu relógio, ajeitou a bolsa em seu ombro e sorriu, retribuindo o olhar do Thomas-Finnigan.
— Fico feliz de ter ligado, então.
Notas finais
fiquem à vontade pra me seguir no twitter: @roxannewealy.
semana que vem tem mais. beijos, black ❣
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