Call Me When You're Sober
1 Capítulo único
Notas iniciais
Música do Evanecesnce: Call Me When You're sober
Should I let you fall And lose it all? So maybe you can remember yourself Can't keep believing We're only deceiving ourselves And I'm sick of the lies And you're too late A peça mau começara, e já sentia aquele frio na barriga, as primeiras falas o fizeram ficar vermelho. Nenhum tropeço até ali. Uma decisão a ser tomada tão logo. Ela estava caindo. Estava para morrer, e tinha que segurá-la. Chorava. Gritava por ajuda. Ninguém viria? Estava sofrendo de verdade. Não sabia o que fazer. Ela o olhava nos olhos, e via seu desespero. Mas tudo o que tinha que fazer era soltá-la. Deixá-la cair, e nunca mais mentir um pro outro. Ele encontraria outra, se enganaria de novo e, quem sabe, quando pensasse em se matar, seria a outra quem o seguraria. Don't cry to me If you loved me You would be here with me You want me, come find me Make up your mind A decisão estava em suas mãos. Não, não iria deixar ela cair, jamais! Era o grande amor de sua vida, iria trazê-la de volta. Estava com ela naquele momento. Sua voz, cantando, era a melodia perfeita. Não iria chorar, ela pedia por isso. Queria ela ali do seu lado, e iria ter. Não iria deixar que ela caisse. A puxou com toda sua força, e quando se equilibraram em cima do penhasco, seus olhares se encontraram e, como se fosse mágica, um momento que duraria apenas dois segundos, se tornou horas, dias, meses. Todos ali viam o quanto se amavam, e quase choravam pela cena romântica. Couldn't take the blame Sick with shame Must be exhausting to lose your own game Selfishly hated No wonder you're jaded You can't play the victim this time And you're too late Naquele noite feliz, em que se amaram assim como outras tantas noites, alguma coisa novamente acontecia, se surpreendeu quando outro homem entrara no quarto. Quem era ele? Perguntou à ela, sem resposta, não compreendia por que aquele estranho estava ali. Deveria sentir vergonha de si mesmo por aparecer em sua casa, em seu quarto e falar coisas desconexas, sem sentido... Olhava dela para ele, ele falava aquilo tudo para ela, o que acontecia, afinal de contas? Não tinha notado nada de diferente na expressão dela, mas o estranho, estava agitado e, agitado, retirou sua espada da bainha e o desafiou. Ali, no seu quarto, ele não pôde recusar tal desafio. Não seria vitima de uma afronta igual a essa, ele faria o outro ter vergonha de si mesmo, não iria matá-lo, iria fazer ele sofrer, sofrer não externamente, mas sim internamente. Iria fazer seu coração em pedaços, e nunca mais ele iria aparecer... So don't cry to me If you loved me You would be here with me You want me, come find me Make up your mind A briga estava feia, tinha um corte profundo no braço direito, e quase não conseguia levantar sua espada. Chorava, sabia que iria morrer perante aquele ser que aceitou seu desafio. Sabia que não tinha chances, mas se a amava tanto quando dizia amar, teria que vencê-lo, fazê-lo sofrer, ou então matá-lo. Sabia que ele não a amava de verdade. Sabia que ele não queria ela de verdade e agora que a encontrou, não ia ser vencido por ninguém. You never call me when you're sober You only want it cause it's over It's over Não sabia o que fazer. Estavam lá, brigando, parecendo dois bebados, não sabia pra quem torcer, ou melhor, não sabia o que ambos queriam, quem a amava de verdade? Quem a queria de verdade? Estava tudo acabado? Nenhum dos dois a queria? Eles estavam lá, se matando por nada? Chorava, chorava muito. Não poderia parar seus corações determinados, teria que esperar, sentada e chorando, pelo final daquele embate. How could I have burned paradise? How could I? You were never mine Não sabia se ela era sua ou daquele que o desafiava e perdia vergonhasamente. Como ele pode deixar isso acontecer? Seu paraíso, o paraíso que demorou a construir estava desmoronando, estava caindo, acabando. Não se perdoava por deixar aquilo acontecer, tinha que pôr um fim nisso. Tinha que acabar com ele, mandá-lo para o inferno e se ela chorasse por sua morte, também a mataria. Não tinha mais como ficar com aquela traidora. Não a amava mais. A odiava, do fundo do seu coração. Agora sabia que devia ter deixado ela cair naquele dia. Não iria sofrer como está sofrendo agora. Iria estar feliz, isso sim. Iria acabar com aquilo agora! Sabia que há muito tempo, ela já não era mais dele, nunca mais fora desde quando a salvou. Agora sentia o doce sabor do ódio.
So don't cry to me If you love me You would be here with me Don't lie to me Just get your things I've made up your mind Estava decidido, decidiu por ele mesmo e por ela. Se fosse morrer, morreria ao seu lado, protegendo-a. Salvando-a daquela loucura toda. Um último golpe, daria um último golpe e, com sorte, mataria aquele louco ser à sua frente que lhe apontava perigosamente sua espada. Via ela chorar, chorava por quem? Por ele ou pelo seu antigo amado? Não sabia dizer. Talvez, se ela o amasse não estaria nessa indecisão, estaria com ele, lutando bravamente pelo seu amor. Então ela não o amava? Assim era melhor. Melhor que ela não o ame, que ame ele, ele quem a merecia, já que perdia a luta, deixou a espada cair, e deixou seu peito à mostra, simbolizando a desistência. Uma lágrima escorreu de seu olho. Chorava pelo quê? Por ela? Por sua vida que iria embora? Ou por amor? Achou melhor não se indigar tanto. Sentiu seu coração se partir em dois quando a afiada espada entrou em seu peito. Rapidamente a escuridão tomou seus olhos e sentiu seu corpo gelar por inteiro. Sentia o sangue tingir suas veste de vermelho vivo. Tombou pro lado, e ali ficou, pelo resto de sua vida. "Saia daqui, vá embora, está decidido, não te amo mais!" Palavras duras, mentia para si mesmo, mas esse era o certo a se fazer, não tinha mais que aguentar aquilo. Estava tudo acabado, não a amava mais e sabia que ela não o amava também. Deixou ela lá, sozinha, chorando em cima do corpo de seu verdadeiro amado. Não percebeu, mas mesmo que não parecesse, por dentro seu coração se enchia de angústia e chorava. Mas já tinha se decidido, não amaria mais ninguém, nunca mais! Fim!
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