Draco não poderia se importar menos com a opinião alheia. Tinha consciência de seus atos, da inevitabilidade do destino, e sentia a própria mente sucumbindo à uma torturante punição todos os dias, sem trégua. Aprender a conviver com uma constante dor de sectumsempras não era uma tarefa fácil, e ter a vida estagnada parecia um grande lucro. Ainda tinha vida, graças à própria habilidade de fracassar por inúmeras vezes sucessivamente.

Encontrou-se com Blaise e Theodore na Baker Street, como combinado, uma semana depois.

— Sabe jogar pôquer, Malfoy? — Zabini perguntou, frente à uma das dezenas de portas negras daquela rua.

Notas finais
A partir de agora estaremos mais por dentro dos pensamentos do Draco sobre si mesmo. Pensamentos depressivos e ideações suicidas serão tópicos recorrentes, e bem sei que podem servir de gatilho. Portanto, deixo meu aviso. Obrigada a todos que estão acompanhando e, também, pelos comentários! ♥