Call Girl
1 Call Girl - Parte 1
Notas iniciais
POV Bella
Quanto tempo faz que não o vejo?
Ou ao menos tenho notícias suas?
Muito tempo é o que posso dizer, mas a lembrança daquela noite inesquecível nunca me deixou.
E hoje tudo é diferente em minha vida...
Finalmente consegui me formar e nunca mais precisarei me submeter aquilo tudo de novo, apesar de que se fosse para vê-lo nem que seja uma última vez...
Eu voltaria.
Afinal foi onde tudo começou, ou melhor, onde tudo ocorreu, pois começo remete a uma continuação e foi algo que nunca tivemos e claramente não teremos mais.
Assim continuo somente com as lembranças de uma noite inesquecível...
— Bella hoje você está com sorte, hein moça?
Victória disse assim que entrou em meu quarto.
— Por quê?
— E ainda pergunta? Já viu como os homens gritaram em sua apresentação?
— Ah, isso não é sinal de sorte, só quer dizer que terei que atender muitos e sairei daqui mais cansada do que o normal.
— Mas significa também que terá mais dinheiro e poderá continuar pagando sua faculdade e se mantendo até o dia em que arrumar um emprego melhor do que esse.
— É só por esse motivo que aguento tudo isso.
Suspirei cansada.
— Eu sei querida, mas não se preocupe no final tudo valerá a pena. – Assenti concordando. – Vou lá fora ver como serão as coisas e depois volto para avisar o número.
Ela saiu e fiquei sozinha, sentada em frente ao espelho olhando meu rosto com a maquiagem pesada, roupas tão provocantes, para dizer o mínimo...
Quando podia imaginar que teria que trabalhar assim para sobreviver?
A vida é uma montanha russa e infelizmente sempre tive medo delas desde pequena, mas a mesma não me largou e agora estou aqui na parte mais baixa que poderia estar...
Parei de pensar em coisas tristes quando ouvi uma batida na porta.
— Entre.
Autorizei.
— Quando falo que é sortuda você não acredita... – Victória falou animada.
— Fala Victória, quantos são hoje? Cinco, seis...
— Não queridinha, apenas um.
— Um? Como assim? Desde quando isso é sorte? Estou vendo que até aqui já não está dando mais para mim. Em uma noite como essa só consegui um cliente!
— Bobinha não é nada disso. A fila estava enorme, mas o seu senhor de hoje fez questão de pagar por todos os homens que lhe queriam, para tê-la apenas para ele. – Abri a boca em choque. – Pode ficar espantada mesmo e além de tudo, ele é um pedaço de mau caminho, um pedaço só não, ele é o mau caminho inteiro e está esperando por você na nossa melhor suíte. Falei que iria apenas se aprontar e logo estará lá.
Informou e assenti, mas antes de começar a me aprontar ela ainda complementou.
— Bella querida, só direi uma coisa. Sei que sempre dá o seu melhor, mas esse parece ser um cliente importante. Talvez se conseguisse fazer com que ele fidelizasse, seria um bom ganho para nós e principalmente para você, que não teria que continuar atendendo todos, você me entende, não é?
— Sim, não se preocupe, vou fazer o melhor que puder.
— Certo. Agora se arrume e suba. Você sabe que qualquer coisa é só pedir que levamos e boa sorte... Ah, o que estou dizendo? Com um homem daquele a sorte já está ao seu lado. Beijinhos e nos vemos de manhã.
Ela saiu enquanto permaneci parada tentando colocar a mente no lugar.
Não é muito comum deixarem que fiquemos com um único homem a noite toda, provavelmente esse senhor deu um bom abono, além de tudo o que pagará pela noite.
Vic está certa, tenho que fazer o meu melhor e aproveitando que não terei que fazer com mais ninguém essa noite poderei dar o máximo de prazer a ele...
Vesti uma lingerie nova que comprei essa semana, um hobby azul e calcei as sandálias. Só retoquei a maquiagem onde achei necessário, borrifei um pouco de perfume e sai.
Peguei o elevador apertando o botão para o último andar onde está localizada a suíte, não demorou muito já que o prédio não é tão alto possuindo apenas seis andares, sendo que só quatro são para os quartos, enquanto os outros dois funcionam com a boate e administração.
Sai e caminhei até a porta, hesitei um momento antes de abrir e quando o fiz tive que me segurar na maçaneta porque Victória estava equivocada.
Ele não é um mau caminho, é a personificação do mal e da luxúria bem a minha frente...
— Entre Sweet. Estava esperando por você.
Respirei fundo entrando e fechando a porta atrás de mim.
— Espero que o senhor não tenha esperado muito.
Agradeci por conseguir falar sem gaguejar.
— Claro que não, além do que, por você esperaria até um pouco mais.
Seu olhar parece soltar faíscas em minha direção, enquanto estou como uma idiota parada sem saber como agir.
Anda Bella, ele está esperando que você faça o seu trabalho...
Como não falei nada, ele prosseguiu.
— Já te achei deslumbrante no palco, mas vendo-a assim mais de perto noto que é ainda melhor. Tem um corpo espetacular, verdadeiramente de mulher, entretanto, também tem um rosto doce de menina fazendo um contraste perfeito com o conjunto. Sinto quase como se estivesse violando umas regras a mais...
Pela sua expressão entendi a que se referia e tratei logo de deixá-lo despreocupado.
— Não se preocupe, sou maior de idade e o senhor não terá problemas em estar aqui. É a primeira vez que vem a Charming, não é?
— Sim e me arrependo de não ter vindo antes. Se soubesse que você estava aqui...
— Mas hoje o senhor veio e é o que importa. Gostaria de beber alguma coisa?
— Um uísque seria bom.
— Claro.
Fui até o bar servindo uma dose.
Virei para lhe entregar, mas notei seu corpo já atrás do meu quase colado a mim.
— Aqui está senhor.
Estendi o copo.
— Obrigado.
Pegou o copo da minha mão sorvendo a bebida toda em um gole só.
— O senhor quer mais? – Ofereci.
— Talvez daqui a pouco. Quando puder fazer algo melhor com ele.
— Como o senhor quiser.
— Geralmente não gosto muito que me tratem como senhor, como pode perceber não sou tão velho assim, mas com você falando soa tão sensual. É quase como se fosse totalmente submissa a mim Sweet.
— É o que serei hoje senhor, totalmente submissa a você.
Disse próximo ao seu ouvido, enquanto passo a mão em seu peito que mesmo por cima do terno deu para perceber o quanto é definido.
— Huuum doce e atrevida. Realmente gostei de você.
Ele me puxou para seus braços me pegando no colo, passei minhas pernas ao redor da sua cintura e ele nos conduziu até a cama deitando-me delicadamente e vindo por cima.
— Você tem uma pele muito macia Sweet. — Ele cheirou meu pescoço e depois beijou. – Além de cheirosa, é saborosa, uma combinação perfeita.
Ele subiu os beijos pelo meu pescoço, mandíbula e queixo, mas quando chegou perto dos meus lábios parou.
— Sei que existe alguma regra para que façam só o serviço, mas sem beijos.
— Nós que escolhemos quem beijamos na boca ou não. – Respondi sussurrando.
— E eu poderia ser um dos privilegiados a tocar sua boca rosada? – Ele lambeu apenas o lábio inferior e completou. – Rosada e doce.
— Sim...
Nem precisei dizer mais nada para ter sua boca atacando a minha com uma fúria até então contida, agarrei seu corpo e aproveitei o momento.
Sua língua é experiente e sabe bem o que fazer junto a minha, não deixei por menos também, afinal quem está aqui para servir sou eu e não ele.
Prosseguimos com beijos não sei por quanto tempo até nos soltarmos em busca de ar.
— Ainda bem que tive passe livre com você, pois não sei se conseguiria resistir a essa boca maravilhosa. – Falou.
— Nem eu. O senhor realmente sabe o que faz, mas estou aqui para satisfazê-lo em tudo o que estiver ao meu alcance, por isso fico feliz em ter agradado. – Respondi.
— Você me agradou desde que te vi dançando. Se bem que gostaria muito de uma dança particular também.
— Como o senhor quiser.
Fiz menção de levantar, mas ele me manteve na cama.
— Talvez mais tarde, temos a noite toda, não? – Questionou de modo retórico, mas, ainda sim, assenti. – Agora quero matar o desejo que me assolou desde que te vi, depois resolvemos os outros pontos...
— Claro. Deixe-me dar o prazer que veio procurar comigo...
— Não. – Citou.
— Não? – O encarei confusa. – O senhor não quer que eu faça o programa?
— Sweet... Sexo bom, a meu ver, é quando os dois sentem prazer, pois sei como uma mulher pode ser muito melhor na cama quando já está extasiada de prazer e é isso que pretendo fazer essa noite, enlouquecer a nós dois. Porque tenho certeza que você será ainda melhor quando estiver delirando de prazer em meus braços.
Nem consegui responder, pois sua boca atacou a minha novamente, suas mãos afoitas vieram para o meu hobby abrindo o laço e explorando meu corpo só com a lingerie.
Aproximei-me ainda mais puxando seus cabelos sedosos e macios enquanto tentei tirar pelo menos o terno que está vestindo.
Ele levantou para ajudar na função, aproveitando para tirar junto à gravata, comecei a abrir os botões da camisa, abri tudo e fui descendo beijos por seu peitoral definido, arranhando os pontos estratégicos, me deliciando ao mesmo tempo em que ele.
— Chega. Se você é a submissa, quer dizer que estou no comando e agora quero te provar toda.
Ele me deitou de volta na cama e sentado em cima de mim começou a passar as mãos de novo pelo meu corpo.
— Você é muito mais linda de perto e que seios perfeitos, devem caber direitinho em minhas mãos.
Ele abriu o fecho do sutiã, que era frontal e pegou meios seios em suas mãos enormes. Começou a acariciá-los e passei a me contorcer embaixo de seu corpo.
— Estava certo, eles são perfeitos para mim, mas ainda nem comecei a verdadeira brincadeira.
Dizendo isso colocou a boca em um e continuou tocando o outro com a mão, mexendo no biquinho, apertando e com a boca chupando e me marcando toda, fazendo a expectativa aumentar mais. Então passou ao outro, depois ficou nesse revezamento entre os dois.
Geralmente os homens nem dão muita atenção a essa parte e querem logo chegar à penetração, às vezes até prefiro que seja assim, mas com ele está sendo diferente, poderia ficar a noite inteira só nisso que não me importaria de modo algum.
Quando notei, uma de suas mãos começou a descer em direção a minha intimidade e ao tocar por dentro da calcinha constatou o quão molhada já estou para ele, por ele...
— Huuum molhadinha, lisa, escorregadia, preciso ver a fundo o quão boa é.
Ele desceu os beijos por minha barriga, ainda de forma carinhosa, então ao chegar a minha peça íntima a puxou para fora do meu corpo e a cheirou, após se livrar da calcinha abriu minhas pernas e observou minha feminilidade que pulsa por seus toques e por ele.
— Você tinha que ver como está brilhando. Será que é esperando por mim?
— Sim senhor, só pelo senhor.
— Que menina boa você é Sweet. Vamos ver se é tão saborosa como penso é.
Assim me tocou com sua língua, onde estou literalmente delirando por ele.
Começou a lamber, brincar com meu clitóris, senti sua língua rodear por todos os lados e tudo melhorou quando ele introduziu um dedo. Ficou nessa brincadeira enquanto só consigo gemer e pedir por mais.
Sua língua não parou um minuto sequer de trabalhar em meu centro pulsante e logo ele estava com dois dedos em mim, comecei a sentir que estou prestes a chegar ao orgasmo.
— Sweet, você é tão apertada, parece uma virgenzinha que estou prestes a deflorar, mas antes quero sentir seu prazer derramado na minha boca. Você vai gozar para mim Sweet?
Quando sua língua voltou a me lamber e seus dedos continuaram trabalhando, eu vim...
Nem tinha como tentar me conter, eu queria e ele também.
Gozei derramando meu prazer em sua boca conforme pediu e ele chupou tudo, até mais do que já tinha liberado continuando a brincar comigo me deixando molhada e acessa novamente.
— Perfeita. Sinta como você é doce.
Ele subiu até ficar com o rosto rente ao meu e me beijou.
Pude sentir meu gosto em sua boca, mas notei também como ele já está afoito e é minha hora de entrar em ação e retribuir tudo o que recebi até agora.
— Minha vez de mostrar do que sou capaz.
Disse e ele assentiu deitando-se na cama.
Puxei sua camisa e fui descendo os beijos por seu corpo másculo, porém ele me trás de volta toda hora para beijar minha boca e apesar de estar adorando o fiz me deixar continuar.
Desci com as carícias até chegar a sua calça que está a ponto de explodir, tirei o cinto e puxei a calça junto com a cueca já que não precisaremos da mesma durante um bom tempo.
Olhei para seu membro enorme e até me assustei um pouco.
Foi como ele disse, mesmo não sendo mais virgem tenho certeza que ainda sim ele vai me deflorar...
Mas ao constatar isso me senti ainda mais molhada na expectativa para ter tudo isso dentro de mim.
Comecei a acariciá-lo com as mãos e se possível ele cresceu ainda mais, finalmente coloquei a boca chupando a cabecinha. Fiquei chupando aos poucos só vendo-o enlouquecer, mas logo coloquei tudo o que coube em minha boca tratando do restante com as mãos.
— Oh Sweet. Que boquinha macia. Você realmente sabe o que fazer com ela, assim continue...
Ele gemeu enquanto continuei a me deliciar.
Realmente a me deliciar como poucas vezes fiz na vida, além de dar prazer a um homem também sentir prazer em fazer tudo isso.
Continuei os movimentos e vi que ele logo chegará lá.
Aprontei-me para receber tudo o que ele dará, mas me surpreendi ao ser puxada em direção ao seu rosto e ser recepcionada com um novo beijo, bastante afoito que me deixou ainda mais inebriada.
— Não quero perder esse primeiro gozo em sua boca e sim com você.
Falou quando nos separamos.
— Mas eu estou louca para prová-lo também.
Não me contive em protestar.
— Você terá tempo para isso, mais tarde, agora quero me afundar em você.
Ele sorriu e não me contive em segui-lo.
Peguei uma camisinha na gaveta do criado mudo, abri e coloquei em seu membro, assim que ficou devidamente pronto ele me puxou de volta a um novo beijo e me penetrou!
Nossa realmente doeu um pouco.
Ele é enorme e apesar de bem excitada ainda foi difícil à primeira passagem.
— Desculpe Sweet, eu não aguentei, mas porra você é tão apertada que minha vontade é me afundar mais e mais.
— Tudo bem. É só que o senhor é muito grande e não estou acostumada com tudo isso, mas veja. – Comecei a mexer sobre seu colo. – O encaixe fica muito melhor.
— Sim!
Praticamente rugiu.
Então voltou a mexer também, no começo ainda devagar, mas como estou por cima comecei a ditar um ritmo mais rápido, subindo e descendo, deixando-o entrar e sair, colocar tudo dentro, apertando-o e soltando novamente.
— Você quer realmente forte, não é? – Perguntou.
— Sim! Quero o senhor todo dentro de mim. Socando forte e fundo!
— Então é isso o que terá.
Ele aumentou a velocidade das investidas fazendo meu corpo pular sem controle.
Ele está segurando meus seios apertando-os em movimentos constantes e pegando-me desprevenida nos virou na cama ficando por cima. Assim puxou minhas pernas para perto da cabeça me deixando mais aberta e pronta para ele.
Continuou socando forte num ritmo constante muito bom, agarrei seu cabelo e o puxei para mais dentro do meu corpo, ao nos aproximarmos do orgasmo ele me beijou e durante o beijo gozei pela segunda vez na noite, mas agora junto com ele...
Senti a camisinha preencher enquanto seu corpo suado e quente caiu finalmente sobre o meu.
Arrumei minhas pernas em uma posição confortável enquanto ficamos um tempo tentando nos recuperar.
— Estava certo, você é puro fogo na cama. Mal acabei e sinto que quero mais.
Falou próximo ao meu ouvido.
— Sinto a mesma coisa. Mas poderíamos tomar um banho agora, o que acha? – Sugeri.
— Ótima ideia.
Ele me beijou e quando acabamos levantei pegando meu hobby vestindo-o ao caminhar até o banheiro.
Coloquei a banheira para encher adicionando alguns sais de banho para tudo ficar melhor e voltei ao quarto.
Ao entrar no cômodo vi toda sua beleza esparramada na cama.
Como Vic disse, sou uma sortuda mesmo...
Ainda da porta do banheiro fiquei admirando-o por um tempo, ao notar a banheira já terminando de encher me aproximei da cama para chamá-lo.
— Senhor. – Ele abriu os olhos, verdes penetrantes, que me deixaram até com falta de ar... – O banho já está pronto.
— Maravilha. – Ele levantou e me puxou para junto de si tirando o robe. – Não se esconda de mim, você é muito linda para isso, além do mais, não precisaremos disso lá, não é mesmo? – Assenti. – Agora venha me acompanhar nesse delicioso banho.
Ele me pegou no colo e me beijou.
Seguimos para o banheiro e quando ele me colocou no chão fechei a torneira e verifiquei a temperatura da água, no ponto.
Ele entrou primeiro e já sentado estendeu a mão convidando-me para sentar em seu colo.
Ficamos um tempo em silêncio apenas aproveitando o banho e o momento juntos.
Estou gostando é claro, mas também estou estranhando, pois em nenhum programa que já fiz tive um momento assim, sempre foi à coisa toda seca e um tchau simples depois.
Nunca ninguém me tratou com tanto carinho como ele está fazendo agora.
— Como é seu nome Sweet?
Fui desperta dos pensamentos pelo som da sua voz.
— Bella.
Respondi simplesmente.
— Bella é muito bonito, mas tenho certeza que esse não é seu nome real. – Pontuou.
— É Isabella, mas prefiro Bella. E desde que vim trabalhar aqui uso apenas o apelido. – Expliquei.
— Entendo, mas de qualquer forma são bonitos, o nome e o apelido, combinam perfeitamente com você Sweet Bella...
— E eu posso saber o nome do senhor?
Arrisquei a pergunta.
— Me chamo Edward. Edward Cullen, ao seu dispor.
— Que honra. O seu nome também é muito bonito. – Comentei.
— É um nome velho, veio do meu avô, assim como o sobrenome.
Assenti e voltamos ao silêncio por alguns instantes.
— Diga uma coisa Bella. – Estremeci.
Se já estava delirando apenas em ouvi-lo falar Sweet no meu ouvido, agora com o Bella saindo de seus lábios ficou ainda melhor...
— Se contenha Sweet ainda tenho umas perguntas a fazer... – Me repreendeu, mas não de modo sério, mas ainda sim resolvi me concentrar. – Mas voltando, por que você trabalha aqui?
Estremeci novamente, mas dessa vez por um sentimento diferente, medo talvez.
— Não se preocupe, não te julgarei ou nada do tipo. Só quero saber um pouco mais sobre você.
Olhando em seus olhos encontrei uma sinceridade tão impressionante que não me contive em ser sincera e contar minha história.
— Eu morava com minha mãe e seu marido, meu pai já tinha morrido há muitos anos. Nunca me dei muito bem com esse marido da minha mãe, mas sempre fiquei na minha e o respeitei para que pudéssemos ter um convívio bom em casa. Quando tinha 17 anos minha mãe morreu, foi um completo choque, a partir daquele instante me vi sozinha no mundo. Não tínhamos outros parentes próximos, alguém com quem pudesse ficar, então pela lei teria que permanecer com meu padrasto, acabei aceitando, faltava pouco tempo para fazer 18 anos, poderia aguentar e depois me mudar para algum lugar, só que infelizmente não deu para esperar... – Estremeci recordando-me dos fatos.
— O que houve?
Edward muito carinhosamente me puxou para virar e sentar de frente olhando em seus olhos.
— Ah, o que você deve estar imaginando. Logo ele começou a beber demais, chegava sempre tarde e um dia tentou coisas a mais comigo. Não deixei, fiz de tudo para me proteger e consegui me trancar no banheiro. Quando tive certeza que ele estava dormindo, sai. Peguei as coisas o que pude levar e fugi de casa, sai sem rumo ou sem saber para onde ir. Andei até que cheguei aqui perto e sentei na calçada esperando pelo amanhecer. Só que para minha imensa sorte, para não dizer outra coisa, começou a chover, nessa hora Victória passou, ela vinha de um programa e me viu ali.
— Victória é a moça que tratou comigo?
Perguntou interrompendo a narrativa.
— Ela mesma. Vic foi um anjo na minha vida. Ela me trouxe aqui para dentro, me deixou ficar em um quarto e no outro dia conversamos. Contei minha história, ela falou que não tinha muito que fazer, ela não é dona daqui só ajuda a administrar, além do mais, eu era menor. Então ela falou com o dono, ele simpatizou comigo e disse que teria futuro quando crescesse, assim me contrataram apenas para servir mesas e ajudar no bar, eu aceitei. Morei por um tempo em um quartinho nos fundos do primeiro andar, consegui terminar os estudos e continuei trabalhando no bar.
Percebi que ele estava curioso em saber mais, porém não interrompeu, com isso continuei.
— Quando completei 18 anos disseram que deveria começar a dançar, que tinha talento e era um modo de crescer. Sempre quis fazer faculdade e com um dinheiro a mais poderia quem sabe realizar esse sonho. Então comecei a dançar, enquanto isso, corri atrás de uma bolsa, consegui 50%, o que para mim já foi um alívio muito grande e com o dinheiro que ganhava dançando conseguia pagar o restante da mensalidade. Só que eles foram espertos admito, mas sabia também que já estava abusando, morava aqui de graça, o meu dinheiro era somente para minhas despesas pessoais e eles viam que nós poderíamos ganhar muito mais se começasse a fazer programas.
Engoli em seco mais uma vez imersa nas recordações daquela época, mas não protelei em terminar de contar.
— No começo tentei adiar, mas foi inevitável e comecei com os programas também. O dinheiro aumentou, lógico, fiz sucesso como eles previam e estou aqui até hoje. Após aceitar a proposta minha vida também mudou um pouco mais, passei a morar em um pequeno apartamento, não é grande coisa, mas é perfeito para mim, pago a faculdade, minhas contas e guardo um pouco para o futuro. – Conclui.
Ele ficou em silêncio, olhando-me, mas sem nada dizer.
Merda!
Agora está me dando vontade de chorar.
Além da Vic ninguém mais sabe da minha história.
Só o que falta é ele me achar problemática e sei lá, parar o programa, dando prejuízo não só a mim, mas ao clube também, fazendo com que ainda seja recriminada.
Em meio aos meus surtos internos ouvi novamente sua voz.
— Você é uma menina muito corajosa. Enfrentou tudo isso sozinha. – Disse fazendo um carinho no meu rosto. – E tenho certeza que vai sair dessa vida logo. Encontrará um lugar melhor para você no mundo. Afinal de contas, quem luta sempre alcança, não é? Ao menos acredito que seja algo assim. – Falou e sorrimos.
— Obrigada por me ouvir e não me achar uma louca, sei lá. – Falei.
— Nada disso bobinha. Quando te vi mais cedo não nego que fiquei cheio de desejo, mas senti também que você era diferente, que de algum modo precisava te conhecer.
Ok, esse homem gentil não existe e estou sonhando...
Acho que para confirmar que está realmente aqui, me beijou.
Seu beijo é quente, intenso, diferente dos demais que ganhei na vida.
Tem algo terno e doce, como se ele estivesse me confortando ou algo assim, me sinto bem ao seu lado e sei que isso é errado, afinal de contas estamos juntos só por essa noite e não vai passar de um programa para nós dois...
— E poderia saber que faculdade você faz?
Perguntou quando finalizamos o beijo.
— Faço letras, com especialização voltada à escrita.
— Que interessante. Por que escolheu essa área?
— Eu sempre gostei de ler e me aventurar no mundo da leitura, com o tempo vi que era nisso que realmente gostaria de trabalhar, estou estudando para ser escritora, redatora e corretora.
— Muito bem, pelo menos agora você já está correndo atrás do que quer. – Assenti.
— Mas e você? Estamos falando muito de mim, quero saber sobre você, se puder contar é claro.
Me refreei no fim da frase.
— Claro que pode não tem nada demais afinal. Sou o filho mais velho de dois irmãos. Emmett, meu irmão mais novo, já é casado e sua mulher espera o primeiro filho deles, eu moro com meu pai. Minha mãe morreu há alguns anos e desde então somos só nós dois.
— Sinto muito pela sua mãe. – Falei sinceramente.
— Obrigado, mas já faz algum tempo, já lidamos melhor com tudo agora. A família Cullen é dona de uma das maiores redes de construtora e imobiliária do país e estamos expandindo pelo mundo também. Eu nunca tive outra escolha de profissão, sempre soube que seguiria os passos da família, mas assim que entrei no ramo não quis sair mais, hoje em dia vivo pelo trabalho e só.
— Sério? Você não tem outra família além do seu pai e irmão? Outro alguém?
Questionei realmente chocada.
— Não, claro que não. Você acha que estaria aqui se tivesse alguém? – Rebateu.
— Eu não sei, só... Me desculpe.
— Tudo bem. Entendo que você deve estar acostumada com homens que fazem isso, mas quando estou com uma pessoa fico somente com ela. Hoje dei sorte por estar sozinho e ter encontrado você, tão linda e sedutora, mas também doce e autêntica, uma mulher completa. Que posso conversar, contar minha vida e ainda ter um prazer imensurável. Agora acho que podemos voltar à parte do prazer, não acha? – Apenas balancei a cabeça concordando. – Ainda bem, pois sentir você assim sentada no meu colo não foi uma coisa muito fácil de aguentar.
— Não precisa se controlar mais, porque também já estou louca para sentir você outra vez.
Acabei de falar e Edward agarrou meu pescoço puxando de encontro a sua boca.
Beijamo-nos intensamente, grudei meu corpo ao seu, meus seios sendo esmagados pelo seu peitoral forte, desci as mãos para seu membro que já está ficando bem animado e comecei a acariciá-lo.
— Ahhh, Sweet você me deixa louco, ainda não decidi que parte sua é a melhor.
— Podemos continuar até que chegue a uma conclusão. – Provoquei.
— Ótima ideia. E você pode continuar fazendo tudo desse jeitinho para que decida melhor.
Com seu pedido aumentei o ritmo das mãos em seu membro e ele colocou a boca em meus seios, nos deixando loucos em sincronia.
Uma de suas mãos também seguiu em direção ao meu ponto de prazer.
— Huuum.
Gemi quando ele começou a me penetrar com os dedos.
— Vamos nos enxaguar, quero me liberar em você e não aqui na banheira. – Falou.
Edward me pegou no colo e fomos para o chuveiro, o liguei e logo me vi encostada à parede fria contrastando com meu corpo quente a minha frente, nos beijamos e em meio ao beijo ele me penetrou.
— Porra Sweet, muito apertada vou sair esfolado daqui.
— Não tenho culpa que seja tão grande e grosso, e não proporcional a minha menininha...
— Não fala desse jeito inocente que vou explodir... – Praticamente rosnou.
— Que jeito?
Fiz uma carinha de menina inocente, gostando de provocá-lo afinal de contas.
— Ah Sweet. — Gemeu.
Em seguida aumentou a pressão das estocadas e mesmo sabendo que seria uma tortura ainda maior comecei a comprimir mais a passagem de seu membro dentro de mim, deixando tudo ainda mais excitante.
— Eu vou...
— Eu também. Estou quase lá. – Respondi.
Edward continuou por mais um tempo com as estocadas vigorosas, depois passou a morder, lamber e chupar meus seios, era o que faltava para meu orgasmo vir.
Senti meu líquido escorrer em volta de seu membro e só ai me toquei que estamos sem camisinha...
Rapidamente dei um jeito de descer do seu colo, ele me olhou confuso, mas só o encarei bem nos olhos e abocanhei seu membro dando umas poucas sugadas até ele gozar em minha boca e saciando minha vontade engoli tudo.
Após deixá-lo limpinho fui colocada de pé novamente e nos beijamos.
— Por que disso? – Perguntou.
— Porque você estava me devendo uma e estávamos sem camisinha. – Expliquei.
— Caramba não acredito que me esqueci, desculpa.
— Relaxa, eu gostei.
— Isso é tudo culpa sua.
Disse passando a mão na minha bunda.
— Minha?
— Sim. Fica me deixando louco e paro de pensar com a cabeça de cima e deixo a de baixo me controlar. Sua pequena provocadora, Sweet.
Tomamos finalmente o banho e voltamos ao quarto.
Nesse meio tempo continuamos conversando, sobre amenidades, coisas que gostamos em comum, etc.
Jamais tive momentos assim, quase não converso com ninguém de fora, imagina com um cliente!
Edward é realmente especial, me tratou como nenhum outro, pensou no nosso prazer e não só no dele e ainda ouviu minhas histórias, nunca conseguirei esquecê-lo...
— Hey Sweet, o que está passando por essa cabecinha?
Disse enquanto tira alguns fios do meu cabelo que caíram sobre o rosto.
— Nada importante, besteiras. Mas você não quer alguma coisa? Algo para comer? Beber?
— Por enquanto não, mas estou em suas mãos. Você pode fazer comigo o que achar melhor.
Ok, com o olhar que ele está me lançando não dá para controlar muita coisa, mas tive uma ideia do que fazer...
— Certo. O senhor disse que está em minhas mãos, então vou levar isso ao pé da letra. Deite-se de bruços na cama que vou lhe fazer uma massagem.
— Huuum massagem, mal posso esperar isso. Ainda é parte da minha análise para saber que parte sua é a melhor, com certeza vou adorar.
— Espere um minuto só vou pegar uma coisa.
Fui ao banheiro e pegar um creme para massagem e rapidamente voltei encontrando Edward deitado e lindo só com a boxer, caminhei de volta a cama subi sentando em cima de sua cintura.
— Se já for começar assim não sei se aguentarei até o fim da massagem. – Falou.
— Espero que aguente, pois estou fazendo especialmente para o senhor. – Enfatizei.
Assim passei o creme em minhas mãos, às esfreguei e comecei a passar em suas costas, fazendo movimentos ritmados, às vezes um pouco mais forte e outras mais suave.
Desci para seu quadril, pulei sua deliciosa bunda e continuei pelas pernas sempre pressionado e ouvindo sussurros de aprovação que só me incentivam mais a continuar.
Assim que cheguei aos seus pés levantei o corpo e pedi para que ele vire para continuar a massagem na parte da frente, enquanto ele virou passei um pouco mais de creme e passei a fazer o processo inverso, novamente quando cheguei a sua boxer pulei o percurso e subi para a barriga.
— Isso é maldade Sweet.
— Relaxe, feche os olhos e apenas sinta. – Pedi.
Quando ele fechou os olhos resolvi ousar um pouco, espalhei o creme pelo seu peitoral, mas ao invés de massagear com as mãos, abri o roupão que vesti assim que saímos do banho e comecei massageá-lo com meios seios.
Comecei os toques e vi como seu corpo reagiu ao novo contato, mas mesmo assim ele continuou de olhos fechados, fiz o percurso até seu colo indo e voltando. Quando subi mais uma vez encontrei seus olhos abertos me olhando intensamente.
— Acho que tem um lugar que você ainda não massageou Sweet. — Informou.
— Qual?
— Aqui.
Ele me puxou um pouco mais para cima e imediatamente sua boca se apossou dos meios seios, de uma forma faminta como se fosse algo que não tinha há meses e não apenas há minutos desde a última vez em que meus seios estiveram em sua boca.
Ele nos virou na cama e continuou brincando sem nunca deixar de dar atenção a nenhum, seja com a boca ou as mãos.
— Acho que agora vou aceitar outra dose de uísque. – Comentou.
— Eu vou pega...
— Não. – Me interrompeu. – Vai ficar quietinha nessa posição, já volto.
Ele levantou caminhando até a bancada e pegando a garrafa, então voltou para cima de mim, tirou meu roupão me deixando só com a calcinha, abriu a garrafa e tomou um gole direto do bico.
— Muito bom, mas tenho certeza que pode ficar melhor.
Quando vi ele começou a derrubar uísque em meu corpo.
Passou pelos seios, barriga e umbigo, colocou a garrafa no criado mudo e veio passou a me lamber saboreando a bebida em meu corpo. Após tirar qualquer vestígio de uísque de mim subiu e me beijou deixando que sinta o gosto forte da bebida e seu hálito delicioso junto.
— Nada melhor do que um Blue Label a lá Bella, você não acha?
— Uhum.
Foi tudo que consegui responder.
— Pronta para mais Sweet?
— Para o senhor estarei sempre pronta.
Voltamos a nos beijar.
Edward logo se livrou da minha calcinha e sua boxer e continuamos só por um tempo nos amassos pouco antes de me penetrar profundamente e nos entregarmos um ao outro mais uma vez naquela noite.
Com ele me fazendo entender tantas coisas das quais não tinha ideia que existiam até esse momento.
Na manhã seguinte ao nos despedirmos senti um enorme peso no coração finalmente constatando que tinha sido apenas uma noite e como em um sonho devia acordar no final, mas sua última frase, dirigida a mim na porta do quarto, jamais foi esquecida.
— Não se preocupe Sweet, ainda vamos nos encontrar de novo pode apostar, não se esqueça de mim, porque jamais esquecerei você...
Pelo menos cumpri a promessa de nunca esquecê-lo...
E como uma menina boba por muito tempo o esperei voltar e me procurar, mas dia após dia a esperança se esvaiu do meu coração e restou-me apenas seguir a diante com minha vida...
Há exatos dois anos parei de trabalhar na Charming, ainda mantenho contato até hoje com Vic, que sempre foi uma grande amiga.
Conclui a faculdade há um ano e meio e desde então trabalho em uma editora cumprindo parte do meu sonho, como corretora de textos e fazendo pequenos artigos para livros, revistas, jornais e afins.
No entanto, meu grande sonho de escrever um livro ainda está pendente, mais sei que é só questão de tempo para que ele se realize também, já esperei por tantas coisas, posso esperar um pouco mais para isso também.
Dispersei das lembranças apenas quando ouvi o barulho do meu celular indicando uma nova chamada.
— Alô.
Atendi de pronto sem olhar o visor.
— Bella! Você não vai acreditar.
— Oi para você também Vic, como está?
Respondi irônica.
— Se continuar falando comigo desse jeito não vou te contar com quem falei hoje, além do mais, estou ótima e você se não estava, vai ficar.
— O que foi agora Vic? Aquele homem casado, James, não é? Disse mais uma vez que vai largar a esposa para ficar com você?
— Olha, não sei por que ainda me preocupo contigo sua ingrata! Mas vou falar mesmo assim porque ele me pediu.
— Ok desculpe, agora diga. Com quem falou que era tão importante para estar tão eufórica assim?
— O nome Edward Cullen representa algo para você?
Fiquei muda imediatamente.
Não tenho o que dizer, ou melhor, tenho muitas coisas, mas não sei o que falar.
Apesar de nunca tê-lo esquecido, falar seu nome em voz alta e com outras pessoas não é tarefa fácil.
— Bella? Bella você está ai? Droga, só falta ela ter desmaiado. Vou ter que sair daqui correndo para vê-la.
— Estou aqui ainda Vic.
Consegui responder por fim.
— Ah, graças a Deus, não faça isso outra vez. E você não vai perguntar o que ele veio fazer aqui não?
— Procurar uma mulher, não é? O que mais um homem como ele faz em um lugar como esse?
— Valeu mesmo, hein? Mas para sua informação ele veio sim procurar uma mulher e antes que sua cabecinha débil fique pensando besteiras, ele veio aqui procurar você!
— Hã?
— Isso mesmo sua tapada! Edward Cullen veio aqui pessoalmente procurar por você, à sorte foi que eu o vi, porque a mulherada já estava louca em cima dele. Mas quando ele me viu veio direto perguntar de você. Me fiz de séria e desentendida no começo e um pouco irritada claro. Porque, mais de quatro anos para aparecer é um pouco de tempo demais, não acha?
— Vic não enrola...
Pedi já aflita.
— Ok! Eu não fui tão boba a ponto de dar seu endereço, telefone, nem nada. Dei uma de desentendida dizendo que quando saiu daqui perdemos o contato e só você me liga de vez em quando. Mas como boa samaritana que sou, disse para ele me dar o telefone que quando ligasse eu diria que ele te procurou. E tenho algo para falar. Fiz isso para te preservar e deixar a escolha em suas mãos, mas eu acho que você deve procurá-lo. Eu sei que se passaram quatro anos, mas ele voltou e quem volta para nós? Ninguém, nunca! E se ele está fazendo isso é por algum motivo, assim não custa nada saber, não é mesmo?
— Entendi. Você poderia passar o telefone dele?
— Claro. Ele deu o celular e o fixo, para você ver como ele está interessado, porque para um homem daqueles dar o telefone da casa para uma estranha como eu, a coisa é séria. Agora anota ai.
Vic passou e anotei os dois telefones rapidamente na agenda.
— Você vai ligar para ele?
— Não sei ainda Vic vou pensar, mas obrigada mesmo assim, depois te falo o que decidir.
— Tudo bem. Se cuida e qualquer coisa estou aqui hein? Sempre.
— Obrigada, boa noite.
— Boa noite, beijos.
Desliguei o telefone e fiquei não sei quanto tempo olhando para os dois números na minha frente sem saber ao certo o que fazer.
Se passaram minutos ou horas não sei, mas minha cabeça continua uma confusão só.
Resolvi tomar um banho para relaxar e pensar melhor, mas o mesmo só serviu para trazer lembranças de volta e me deixar ainda mais confusa.
Terminei o banho, vesti só uma camisola e fui para cama. Peguei a agenda com os números e resolvi ligar, que mal pode fazer afinal? Além do mais, ele me procurou primeiro.
— É isso. Bella você é uma mulher forte e decidida, não se deixe abalar ou se precipite antes de saber as coisas.
Pensando comigo mesma tomei a decisão final.
Resolvi ligar no celular, não ligaria na casa dele essa hora da noite, olhei o relógio e vi que passa um pouco das dez horas, é, com certeza não ligarei na casa.
Disquei os números com a mão tremula, começou a chamar, um, dois, três, quatro, cinco...
Já estava pensando em desligar quando aquela voz aveludada atendeu.
— Alô.
Congelei...
O que tenho que dizer mesmo?
— Alô. Tem alguém ai? Olha se for...
— Edward Cullen?
Soltei por fim.
— Sim. Sou eu. Quem gostaria?
— É que você me procurou mais cedo e estou ligando para saber o que queria.
— Desculpe, mas não estou lembrando. Poderia dizer seu nome para me situar no assunto que temos em comum?
Ok, para que liguei mesmo? Ele já nem lembra que foi me procurar hoje.
— Senhorita...
— É Isabella. – Respondi. – Isabella Swan é meu nome.
Silêncio...
Ok, agora ele que parece ter deixado o telefone cair ou sei lá o que.
— Alô. Você está ai?
— Sweet? É você?
CONTINUA.
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