Call
1 Barulhos
Notas iniciais
Boa leitura e é pequena e bestinha mesmo, heh~
O som calmo do jogo atari enchia o quarto de aura preguiçosa. Os dois menininhos sentados ao chão, um jogando seu bom e velho videogame e o outro folheando um mangá que encontrara embaixo da cama de seu dono.
Eram as tão merecidas férias, relaxar durante o dia todo, brincar e se divertir mesmo sem fazer nada, como duas crianças completamente felizes com suas vidas simples.
Era quase 6h00m quando o menino encostado á cama desistiu de ler o mangá surrado, jogando-o no chão e bufando entediado.
– Ah Kouyou... Eu estou com tédio.
– Hm... – resmungou o menino estirado ao chão, sem dar muita atenção ao amigo atrás de si, mesmo que o jogo já tivesse perdido a sua graça há algum tempo.
– Nós podemos ir ao festival aqui perto amanhã! Minha mãe disse que vai ter muita gente, o que quer dizer que vai ter muitas barracas com comida!
– A gente pode ir então! Faz tempo que eu quero comer um mochi de chá-verde, mas a ‘kaa-san nunca faz... – suspirou, desistindo finalmente de jogar, colocando o controle no canto e desligando o aparelho.
– E podemos tentar pescar kois...
– Você NUNCA conseguiu pegar um koi, muito menos eu! Tem que ter muita habilidade...
– Habilidade uma pinóia! São aquelas redinhas finas que quebram logo que o peixe cair dentro delas! É um roubo! – cruzou os braços e fez birra, inflando as bochechas.
– Então vamos só comer.
– Você vai pagar?
– Eu pensava que você que iria...
E depois de um pequeno silêncio, suspiraram juntos, concluindo que ficariam mais um dia presos em casa.
– Filho, venha cá!
Uma voz surgiu fraca do andar de baixo, ecoando pelos corredores e chegando aos ouvidos dos dois pequenos moreninhos ao chão juntamente com barulhos estranhos, fazendo ambos se virarem para a porta aberta do quarto do pequeno Takashima.
– É a minha mãe. Vem!
Levantou-se e saiu pelo corredor, com o melhor amigo no encalço. Desceram as escadas em pulos, e viraram á direita, seguindo o corredor para a cozinha...
Até que de repente a pequena porta do quarto embaixo da escada se abriu com um ruído baixo e uma mão rápida agarrou a camiseta dos dois meninos, puxando-os para dentro e fechando silenciosamente.
Os corpos pequenos e magrelos caíram de bunda no chão, os olhinhos arregalados enquanto viam a sombra escura á sua frente, até que com uma iluminação melhor, notaram que se tratava de Takashima Yoki, mãe do pequeno Kouyou e “tia” do grande Suzuki Akira, como este mesmo se chamava.
– Mãe?
– Tia? – perguntaram os dois em uníssono á mulher parada em frente á eles.
O rosto bonito pálido, as pupilas dos olhos amendoados arregaladas e as mãos apertando uma a outra, num gesto nervoso.
Ela respirava baixo e olhava os dois meninos com um misto de medo e alívio.
– Eeh.... Mãe...? – insistiu o pequeno Kouyou a sua mãe, estranhando a sua expressão. – O que houve? Eu e o Aki estávamos...
– Não.
Foi interrompido pela voz energética da mãe, ainda que sussurrada. Os dois meninos não entendiam nada ali.
O cômodo parcialmente iluminado impedia-os de enxergaram a mulher totalmente, mas notavam sua expressão assustada e seu tom de voz vacilante. O que estava acontecendo ali?
A mulher respirou profundamente e agachou-se até estar à altura do rosto dos dois garotinhos ainda sentados no chão e claramente sem entender o que se passava. Olhou os olhos de cada um rapidamente antes de dizer em um sussurro completamente assustado:
– Não vão até a cozinha... Eu também ouvi...
Arregalaram os olhos antes de ouvirem passos de algo ou alguém que não deveria estar naquela casa.
"Se você ouvir um barulho estranho e o som da voz da sua mãe te chamando da cozinha; não vá. Não é a sua mãe."
Notas finais
Ah, e obrigada desde já aos que leram! E antes de irem, por favor, verifiquem se a porta está trancada...
Boa noite? *le musiquinha de terror*
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