Califórnia Aí Vamos Nós
1 Califórnia ai vamos nós
Notas iniciais
Espero que gostem....
Califórnia, ai vamos nós.
Meu Nome é Fredward Benson e moro em Seattle, no estado de Washignton, nos Estados Unidos da América. Recém completei minha maioridade e não sei se é do interesse de quem está lendo, mas sabe o que estou fazendo agora? Estou deitando na minha cama, olhando para o teto com vários envelopes lacrados espalhados pela cama. O porquê disso? Bem acontece que hoje é o dia da minha formatura. Este é um dos dias mais importantes para nós americanos. Para os pais o dia da formatura dos filhos, significa quase que em todos os casos, que este é o primeiro dos últimos dias que seus filhos estarão morando em suas casas, já que, segundo o nosso famoso e mundialmente conhecido “American way of life” (estilo americano de viver), os filhos se formão na “High School” (colegial), fazemos milhões de provas, mandam milhões de pedidos de faculdade onde alguns são recusados e outros aceitos (ao menos que você seja um grande atleta, aí você é disputado como uma joia pelas grandes universidades, sem precisar fazer nenhuma prova, mas este não é o meu caso), e se você tiver sorte, e um pouco de competência, consegue escolher a faculdade que quer ou ao menos a melhor ou a que seus pais acham melhor. Se não você fica obrigado à única que te ofereceram ou então desiste de fazer faculdade. Mas em certos casos como o meu está não é uma opção.
Para nós formandos têm outros significados. Primeiro que iremos sair de casa e provavelmente mudaremos de cidade e estado. Segundo teremos que deixar para trás tudo o que conquistamos até hoje. No meu caso, seria o nosso, sim nosso pois apresentado juntos aos meus melhores amigos: Carly, que dá nome ao programa, iCarly, e que além de minha melhor amiga foi uma paixonite que até hoje ainda me trás algumas dúvidas e problemas. Dúvidas? Bom há alguns meses tive uma recaída dessa paixonite, e meio que sem querer, além de não conseguir nada, acabei magoando a que realmente amo “do jeito bom” se é que me entendem. Problemas? Por causa dessa recaídas estúpidas acabei me afastando um pouco mais de quem eu realmente queria... Mas continuando as apresentações tem também o irmão esquisito da Carly, o Spencer, que acabou virando uma espécie de “Amigo-Irmão-mais-velho-que-não-tive-conselheiro-esquisito”. Eu sei parece meio confuso mais quem conhece o Spencer sabe que confusão é a sua maior e pior “qualidade”. E já que falei esquisito, não posso esquecer-me do Gibby. O Gibby é um ser indecifrável, e a palavra que melhor lhe descreve é “Gibbeh”. Não entendeu? Normal, entender o Gibby é algo que transcende tudo o que o homem conhece neste mundo. Bom e por último, e longe de ser o menos importante, aliás justamente do contrario para mim ela é o principal motivo de estar aqui, Sam. Bom qualquer palavra que eu diga será pouco para dizer sobre Sam. Para bem ou mal. Sam é meu porto seguro e ao mesmo tempo meu furacão. Sam tem o poder de bagunçar minha vida com suas ações mais com apenas um sorriso, um simples e singelo sorriso direcionado a mim, acalma meu mundo.
Sam e eu já namoramos por um tempo. Carly e eu também, mas este nem se pode considerar um namoro, afinal ela ficou comigo mais por piedade do que qualquer outra coisa. Mas não a culpo, pois vivia a ilusão de ama-la e pro isso não enxerguei isso de inicio. Precisei ouvir um conselho da Sam para abrir meus olhos. Sam, apesar de tudo, mesmo que desde quando nos conhecemos temos uma relação de gato e rato, sempre nos cuidamos e ajudamos um ao outro. Lembro até hoje quando ela me pediu para ajuda-la com a Missy. Nossa aquele dia sacrifiquei uma oportunidade única para vê-la feliz. E não fiz questão de chegar nela e dizer: “Sam te fiz um favor e agora você me deve uma”. Não, aliás, nunca contei a ela sobre o que fiz, pois fiz aquilo apenas para vê-la feliz novamente. E faria de novo, de novo e de novo.
Bom, falei muito e não disse nada. É que não sei se tenho muito a dizer. Sam irá para a Califórnia, surpreendendo a todos ela conseguiu uma bolsa parcial, o que significa que ela terá que trabalhar para se sustentar lá, para a Universidade da Califórnia, no Campus da UCLA, em Los Angeles. Recebi um convite de lá, vi pelo selo da faculdade em um dos envelopes, mas como disse ainda não abri. Não sei se seria uma boa ir pra mesma faculdade da Sam. Não separado dela. E isso que me afligi. Quero voltar com Sam, mas não sei se a mesma quer voltar comigo. Sonho com este dia desde o dia que terminamos e a vi sair daquele elevador. Naquele dia entrei em uma espécie de “estado de hibernação”. Mas acho que acordei meio tarde e simplesmente não sei o que fazer.
Queria apenas que alguém estivesse realmente lendo isso para poder me ajudar a decidir o que devo fazer. Pensando nisso adormeci com o envelope da UCLA nas mãos e um pensamento na cabeça: “Quero a Sam de volta, mas será que ela me quer?”.
Depois de uma pequena soneca, fui acordando aos poucos abrindo os olhos devagar para que os mesmo se acostumassem com a claridade. Assim que consegui abri-los em definitivo vejo meu notebook aberto e minha mãe me olhando com uma cara de pensativa. Vendo que tinha acordado minha mãe, sem nem ao menos deixar me falar algo, falou de supetão:
- UCLA é uma grande faculdade, uma das melhores. E ela o ama e nunca duvide disso. Sei por que sou mãe e fui sogra. Dizem que nós sogras sentimos quando nossas noras realmente amam nossos filhos e por isso parecemos não gostar delas, pois elas parecem que surgem apenas para disputar o amor de nossos filhos conosco, e sei lá de uma maneira rouba-los de nós. Mas agora percebo que isso é uma idiotice, pois no fundo não criamos nossos filhos para nós, nós apenas o protegemos para que um dia eles possam aprendam a tomar suas próprias decisões e assim partir. Desculpe pelo que fiz para tentar lhe separar da Samantha, mas só agora percebo que o que eu estava fazendo só estava te magoando, então de algum modo não estava fazendo o meu dever, que é garantir sua felicidade.
Assim que ela acabou fiquei sem reação. As palavras da minha mãe vieram como uma tijolada no meu peito. As lágrimas que escorreram dos olhos de minha mãe me veio como uma chuva de meteoros em meu peito. Nunca em minha vida, imaginei Marisa Benson em uma cena destas, mas de um modo confesso que gostei e resolvi não desaponta-la. Nem irei ler os outros convites, Universidade da Califórnia, aí vou eu.
Abracei minha mãe e a agradeci por tudo que ela disse a mim. Resolvi tomar uma atitude. Mas não hoje. Hoje quero apenas curtir (se é que isso será possível) o nosso último programa e depois o Baile de formatura da nossa escola. Poderia até aproveitar o baile para conversar com Sam, mas seria clichê de mais. Sem contar que o baile de hoje é o dia da Carly. Parece que finalmente, após anos irá rever seu pai. Fico feliz por ela, ela é uma grande amiga e merece tudo de bom em sua vida. Carly irá para Yale, graças à influência do Sr. Shay, fazer Direito. Parece que finalmente teremos um Shay advogado.
As horas se passaram rápido e já é de manhã e ainda não dormi. O baile foi muito legal, regado a muito choro e rock roll. Tive alguns momentos com a Sam. Até dancei com ela, mas como disse resolvi não cometer o clichê de pedi-la em namoro no baile de formatura.
Saí de casa e fui ver alguns detalhes burocráticos para garantir minha ida a faculdade. Então de lá resolvi ligar para Sam. Sei que essa não é uma conversa típica de se ter pelo telefone, mas eu e Sam nunca fomos o caso, mas normal de todos. Mas não tive tanta sorte, pois ela não atendeu e resolvi então ligar pra Carly e pedir pra mesma deixar recado com ela que me ligasse assim que acordasse. Fiquei rodado pela cidade, passando por parques, sorveterias, o shopping, o Pinny’s e minha saudade de Sam só foi aumentando. Cheguei a uma empresa especializada em indicar republicas para os jovens de Seattle em outras cidades. Quando ia falar algo para a atendente meu telefone tocou, e vi a foto da Sam no visor. Fui ficando mais nervoso e pedi licença a atendente para ir atender o celular em um canto.
- Eae nerd, Carly disse que queria falar comigo?
- Sim eu queria?
- Também queria. Tenho algo importante pra lhe dizer?
- O que? Que quer que a gente volte? – Não sei de onde tirei está coragem. Mas agora que tinha dito não voltaria atrás?
- O que? – Ela disse como se eu estivesse doida.
- Não era isso? – disse um pouco decepcionado com a reação de Sam.
- Não, eu só ia te dizer que parto hoje a noite para LA e queria fazer uma festa, mas to meio sem grana e queria saber se você pode me ajudar com isso? – ela me perguntou um pouco constrangida.
- A claro sim te ajudo – disse derrotado.
- Mas essa história de voltar eu...
- Olha Sam esquece. Vamos apenas comemorar sua despedida ok? – disse mais para encerrar o assunto.
- Ah Ok... Então depois nos vemos?
- Ok, Tchau – nem ao menos ouvi sua resposta, apenas desliguei o telefone e fui para o melhor lugar que poderia imaginar para ficar a sós e refletir. A escada de incêndio.
Lá meus pensamentos foram longe voltaram a anos atrás, na imagem do meu primeiro beijo. Aquele beijo foi muito mais que apenas “bom”, foi o melhor. Não pelo beijo em si, mas por que foi a primeira vez que senti o viciante gosto do seu beijo. Estava extasiado com meus pensamentos quando ouvi uma voz me chamando.
- Que dizer que você banca a festa, mas não aparece nela? Por quê? Não acha que precisa despedir-se de mim? – Era Sam, mais linda que o normal, o que era muito, pois para mim ela sempre estava maravilhosa.
- Não é isso. Já estava indo para lá eu apenas, sei lá gosto daqui, me trás boas lembranças e também vou partir logo então...
- Lembra-se do nosso primeiro beijo? – Ela disse encarrando o céu.
- Claro. Essa é a minha melhor lembrança.
- A minha também. Sobre de manhã no telefone que história foi aquela de voltar?
Eu pensei em fugir, porém resolvi encara-la. Ou era agora ou nunca.
- Bom na verdade esse é o meu melhor desejo desde que terminamos. E agora que iremos para a faculdade acho que é a hora perfeita de voltarmos.
- Como pode ser perfeito se iremos para lugares diferentes?
- Na verdade também irei para a Universidade da Califórnia, estaremos próximos, poderemos ficar juntos.
- Mas na faculdade você poderá conhecer outras garotas melhores do que eu então pra que você quer voltar?
- Não preciso de ninguém mais. Apenas você? – Dizendo isso fui até ela e a beijei, como nos velhos tempos. E ela correspondeu. Quando o ar voltou e nos separamos não precisávamos dizer mais nada apenas:
- Califórnia, ai vamos nós.
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