Notas iniciais
E ai gente boa!? Como estão? Voltei com mais um cap. fresquinho, espero que gostem! Comentarios, criticas (construtivas é claro), ameças de morte e elogios são bem vindos! Afinal são vocês que fazem com que essa fic seja escrita! Beijos e até a próxima!

Calaleão O Mundo Perdido

Cap. 21. Gestar

Uma vez quando era criança, Sakura lembrava que se perdera da sua mãe no parquinho há algumas quadras a sua casa, estava andando com ela e Hinata quando Haiana avistou uma amiga do tempo de escola e as duas animadas começaram a conversar.

Ela estava entediada e cheia de energia para gastar, avistou um trepa – trepa e vendo que o negocio ali iria demorar (A tal mulher tinha um bebe nos braços e tanto a sua mãe quanto a sua irmã mais velha faziam festa pra ele) resolveu brincar um pouco e saiu correndo para o brinquedo, pulou, grudou – se nas barras e se pendurou como um legitimo macaco, cada vez mais contente com sua brilhante ideia.

Pouco mais de dez minutos depois, ficou com sede e desceu do brinquedo pronta para ir até a sua mãe e pedir um pouco de suco, mas não a encontrou em lugar algum, foi quando olhou ao redor e percebeu que estava sozinha.

Sakura naquela época tinha um pouco mais de seis anos, sempre passeara muito junto da sua família e conhecia grande parte dos arredores de sua casa, mas raramente iam para aquele bairro em especifico, pois só havia condomínios por ali.

Sua primeira reação (como a de qualquer criança naquela idade) foi começar a chorar, correu de um lado para o outro tentando em vão encontrar alguma pista de onde estava a sua mãe, mas de nada adiantou. Desesperada e achando que nunca mais a veria, ela recostou no tronco de uma arvore e chorou ainda mais.

Não sabia ao certo quanto tempo ficou naquela posição, mas lhe pareceu uma eternidade até que um toque molhado na sua mão a fizesse despertar. Ergueu o rosto encoberto por lágrimas e surpreendeu – se por encontrar aquele olhar carmin a sua frente.

– Haru? – Chamou e seu coração pareceu explodir de alivio ao ver a cauda peluda balançar em reconhecimento. – Eu... Eu me perdi...

Recebeu uma lambida no rosto como resposta e se levantou para abraçar o pescoço dele. O lobo ficou quieto por alguns segundos, mas depois de um passo a frente levando – a junto. Ela soltou – o e no mesmo momento ele parou olhando – a com expectativa.

– Você... sabe voltar pra casa? – Indagou, lembrando que já havia visto algo parecido na televisão alguns dias antes.

Haru afocinhou sua mão e mordiscou o seu mindinho antes de voltar a andar parando depois de poucos passos e olhando pra trás a cauda abanando.

– Ta, vou confiar em você. – Disse e se adiantou a pegar a coleira azul dele, desse modo não se separariam.

Naquele dia eles andaram por quase meia hora antes que ela enfim começasse a reconhecer as coisas ao redor, muitas pessoas olhavam curiosas para ela andando grudada a aquele lobo que volta e meia mostrava os dentes, afastando homens que se aproximavam demais.

Quando enfim dobraram a esquina de sua casa, ela o soltou e se pôs a correr desesperada para seu pai que havia acabado de estacionar o carro.

– Papai! – Berrou voltando a chorar, dessa vez de alivio.

– Sakura! Eu não acredito! – Seu pai podia ser muito controlado e sério, mas aquela foi a primeira vez que o viu chorar e quando ele a abraçou forte beijando a sua testa com carinho ela enfim se sentiu em casa. – Por onde você andou!? Andávamos loucos atrás de você! Menina levada!

– Desculpa... – Pedia entre soluços sendo confortada pelos braços fortes e acolhedores de seu querido papai.

Mais tarde quando sua mãe e irmã voltaram da busca que estavam fazendo e a amassaram até não poder mais, a rosada contou o que acontecera, todos ficaram tão agradecidos a Haru por tê – lá trazido de volta em segurança, que lhe deram uma cama nova dentro do quarto de Sakura, liberando assim o seu acesso livre dentro da casa (já que antes ele dormia em uma casinha no quintal).

Às vezes ela sonhava com esse dia, foi assustador estar sozinha no meio do nada, mas graças a lealdade de Haru tudo acabou bem. Por isso naquele momento acreditava que podia fazer aquilo, afinal não só estava mais crescida como também contava com um guardião muito parecido com ele, tanto em aparecia quanto em personalidade.

– Acho que ainda estamos no Veraneio... – Comentou para si mesma, observando o lobo andar ao seu lado com as orelhas atentas a qualquer sinal de perigo.

Sasuke havia lhe explicado sobre o labirinto que era Gestar, ele se estendia por quilômetros e se dividia em quatro partes, cada qual ‘governada’ por uma estação do ano, vegetação e animais típicos do habitat, como parte do Rito de passagem era indispensável que ela passa – se por todas as partes em no máximo trinta dias do contrario estaria reprovada e não seria aceita como uma ‘adulta’ entre os membros do reino.

Suspirou, sentindo a mochila pesada nas costas, ali estava os seus ‘viveres’ para duas semanas, depois que a comida e agua terminassem ela teria que se virar para conseguir mais.

“Vou economizar o quanto der... ainda bem que não peguei um guardião que come muito.” Pensou lembrando como o lobo aceitou apenas duas tiras de algo que parecia com bacon e um pouco de agua.

– Hum... – Resmungou olhando para uma bifurcação a sua frente, havia algumas trepadeiras na sebe pelo lado direito e o esquerdo tinha o mato levemente curvado, sinal de que alguma coisa ou alguém havia passado por ali há pouco tempo. – E agora?

Olhou de uma pra outra indecisa, sabia que tinha apenas um caminho, o outro apenas a atrasaria e apesar de já ter feito um bom pedaço desde que cruzara o ponto de partida, não devia se dar ao luxo de perder – se por ali. Precisava terminar o Rito o mais rápido possível, pois sabia que além da fome e sede, outras coisas poderiam mata – lá, de modo bem mais rápido e doloroso.

“Sinceramente... um teste escrito de aptidão já seria mais do que suficiente, mas não, esse povo tem que levar tudo aos extremos.” Pensou lembrando — se de uma garota pequena que vira entrar em Gestar um pouco antes dela própria, se Sakura estava assustada, aquela quase criança se encontrava em pânico, branca como papel e suando de nervoso. “Coitada, espero que esteja bem...”.

Voltou a olhar para os dois caminhos a sua frente, suspirou e espalmando a mão direita bem no meio da bifurcação pronunciou decidida:

– Sagasu! (Procurar) – Linhas vermelhas saíram debaixo de sua pele e serpentearam por ambos os lados, mas apenas as que foram pela esquerda vingaram por mais do que dois metros formando a seta de três pontas que precisava. – Yoshi! Vamos nessa!

Mais animada por ter conseguido usar o feitiço de orientação que Sasuke lhe ensinara há poucos dias ajeitou a mochila nas costas e recomeçou a caminhar seguindo a indicação da seta que aos poucos desaparecia, o mato amassado roçava em apenas um dos lados de seu corpo pois no outro seu guardião a acompanhava grudado a suas pernas como estivera desde que entraram naquele lugar cerca de dois dias atrás.

Torceu a boca ao lembrar daquilo, Codan seu pai biológico estava ao seu lado e mesmo que disfarçadamente tentou apoia – lá, mas Sasuke que prometera estar lá, nem havia se dignado a dar as caras. Agora ficaria um tempão naquele Rito sem nem fazer ideia de por onde o moreno estava.

“Ele tinha prometido...” Pensou, cerrando os punhos com raiva. Por que aquele Uchiha a deixara de lado quando mais precisara de seu apoio? Iria esgana – lo quando o visse novamente. “Mais uma motivação para sair viva daqui! Ele não perde por esperar...”.

E com isso em mente a princesa de Calaleão continuou andando, atenta a qualquer sinal dos inimigos que não tardariam a aparecer...

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Estão querendo me matar por demorar tanto? Ou a raiva foi redirecionada ao Sasuke? Comentem! Beijos!!!