Calafrios

1 Te peguei!


Notas iniciais
Tentativa de deixar vocês com medo. Talvez eu não tenha me saído muito bem, então mandem reviews para me falar se deu certo ou não [:

— Corra Elliot!

Era a voz infantil de uma garota que gritava.

— Rose, é impossível correr mais rápido! – Rebateu o garoto, já cansado.

Seus cabelos loiros estavam molhados devido ao suor que fora causado pela corrida. Grudavam em seu rosto formando uma perfeita moldura, porém eram afastados insistentemente por Elliot.

-Te peguei! – Exclamou outra voz masculina, tão infantil quanto às duas anteriores. Nesse momento o dono da voz segurava Elliot por um dos braços.

— Tá bom, eu estou cansado agora, Frank – Disse Elliot já impaciente.

— Está é irritado porque eu peguei você!

— Elliot não está irritado. Certo, Elliot? – Perguntou Rose estreitando os olhos.

— Que seja. Agora vamos para casa – Elliot respondeu, segurando as mãos de Rose protetoramente que aceitou sem hesitar.

— Eu só estava brincando – Frank desculpou-se.

Conhecia bem o amigo, e ele realmente havia deixado Elliot chateado ao insinuar que este era um mal perdedor.

Elliot maneou a cabeça, como se não fosse importante. E realmente não era.

— Tchau, Frank. Nos vemos por aí – disse Rose tentando quebrar o clima.

Frank acenou sorrindo, enquanto os gêmeos loiros faziam o caminho de casa.

— Ele estava mesmo brincando, Elli – Rose tentava inutilmente conversar com o irmão, mas este nem sequer lhe dava ouvidos.

— Já imaginou que a brincadeira dele pode ter passado dos limites?

— Elliot, você está fazendo tempestade em copo d’água!

— Não estou nada – bufou ele irritado.

— Sim, você está. Nem parece que você é o irmão mais velho.

— Mas eu não sou o irmão mais velho! Rose, nós somos gêmeos! – Bradou Elliot soltando a mão da irmã e postando-se em sua frente.

— Você está certo... Mas mesmo assim, Elliot, quem passou dos limites foi você!

Tudo bem que Elliot sempre fora irritado, mas nunca deixara um jogo ou uma brincadeira como fizera minutos antes.

— Sinto muito – Elliot murmurou de cabeça baixa.

— Não é para mim que você deve desculpas.

O caminho para casa foi silencioso. Nenhum dos dois ousou a falar alguma coisa na presença dos pais, mas ambos sabiam que a conversa não tinha acabado.



Notas finais
Assim como a conversa, a fic ainda não acabou. Será curtinha, talvez eu irei adaptar esse capítulo para que a história inteira fique nele. Para deixar claro, o que aconteceu foi um sonho. Na verdade uma lembrança, mas ela veio em forma de sonho e... Vocês entenderam.
Se quiserem que eu continue mandem uma review. Irei postar ainda hoje, mas eu preciso escrever o resto.