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20 Capítulo 20: Professor


Notas iniciais
EU TO TREMENDO MUITO, EU TO PIRANDO. É A PRIMEIRA VEZ QUE ALGUEM ESCREVE UMA RECOMENDAÇÃO PARA UMA hISTÓRIA MINHA E EU QUERO DEDICAR ESTE CAPÍTULO À Sophia Black Mandenson,por me fazer escrever em caps lock.
Pra voê ter uma ideia eu tava ouvindo isso: http://www.youtube.com/watch?v=FkPkl2nAMqo na hora que eu li, e eu to até agora histérica.
DOMO ARIGATO GOSAIMASU!! ♥

_______ No dia seguinte... ____________

POV Juliana ON

Cheguei na escola e sentei no mesmo lugar de antes. Eu ainda estava meio confusa sobre o que havia acontecido no dia anterior, e o rosto do Davi ainda estava na minha mente. Seu cheiro parecia ser uma memória nítida. Suspirei até que a Christiane chegou. Ela estava linda naquela segunda-feira infernal, e o sorriso dela, a animação dela, até que eram bastante agradáveis.

Ela não tinha muito amigos, na verdade sua única amiga era de outra turma e ela vivia falando coisas comigo. Sempre sobre o colégio, mas eu acho que dava para considera-la uma amiga.

- Então, Juli, onde você morava antes¿ — Ela me perguntou virando de costas na cadeira no intervalo das aulas.

- Hm, eu não lembro o nome da cidade. – Eu disse pensativa olhando para a janela.

- Ahh¿¿ — Ela parecia muito surpresa. – Como assim¿ Você morava lá! – Falou.

- É... Mas foi só por dois meses. – Eu dei de ombros. Ela suspirou.

- Espero que você não passe só dois meses aqui. – Ela falou sorrindo e virou-se para frente quando o professor entrou. Era aula de artes, e o professor era bastante jovem.

- Qual o nome dele¿ — Perguntei para Chris.

- Felipe, ele só tem 22 anos, acredita¿ — Ela respondeu enquanto ele organizava seus materiais no birô. Para as garotas da nossa série, ele devia ser um partidão. A maioria das alunas do segundo e terceiro ano têm entre 17 e 18 anos.

- Hm... – foi a minha resposta. Ele não era alto, tinha cabelos castanhos e olhos da mesma cor. Mas seu rosto tinha um formato agradável, e parecia ser macio.

- Temos uma nova companheira. – Ele falou quando me viu olhar para ele. Se ele pensa que eu ia ficar babando, mil perdões, eu continuei fitando ele do mesmo jeito. – Pode nos dar o prazer da sua apresentação¿ — Perguntou meio sarcástico.

Ele acha mesmo que eu iria me derreter¿ Sinto muito, mas eu cheguei na cidade há menos de uma semana e já fiquei com um garoto como o Bruno. Esse professorzinho não era nada.

- Meu nome é Juliana, tenho 16 anos. – Eu disse ficando de pé e encarando ele.

- Onde você estudou antes, Juliana¿ — Ele perguntou.

- Não lembro o nome da escola. – Dei de ombros e todos riram.

- E porque mudou de escola perto do final do ano¿ Você não acha que pode ter dificuldades para se acostumar¿ Como... notas por exemplo. – Ele falou ainda num tom sarcástico. Os alunos agora pareciam um pouco surpresos, e algumas garotas me olhavam raivosas.

- Mudei porque meu pai é Tenente e precisa se mudar a cada dois à três meses. E se acha que não vou me acostumar, podia olhar minhas notas antes, professor. – Eu falei seriamente, sem tom de brincadeira ou sarcasmo.

- Sente. – Foi a resposta dele. Ele começou a copiar um assunto sobre o Realismo no quadro, e passou um trabalho em dupla para fazer um slide sobre artistas realistas famosos.

A Chris acabou fazendo dupla com outra garota, uma pequenininha e tímida. Achei que realmente seria melhor assim, eu não era tão tímida assim. Uns três garotos que eu nunca tinha notado me chamaram para fazer dupla, e eu dei um sorriso amarelo e neguei cada um. Até que vi o Davi negando uma dupla com uma garota. Em seguida ele olhou para mim e deu um meio sorri tímido. Eu sorri de volta, acho que foi um sorriso muito bobo porque ele riu de volta, mas foi só uma pequena risada.

Ele fez um gesto apontando para mim depois para ele freneticamente e eu ri um pouco fazendo que sim com a cabeça. Ele levantou a banca em cima da cabeça e trouxe para o meu lado. Estava rindo um pouco.

- Comece assim Srta Nogueira, desafiando um dos professores mais amados da escola. – Ele brincou.

- Fala sério... – Resmunguei. Ele riu um pouco. – Esse cara é um idiota. Como ele manda uma pesquisa pra ser feita em classe¿ — Bufei e o Davi riu mais.

- Tá rindo do que, sua anta¿ — Brinquei empurrando ele com o ombro e rindo também.

- Desculpa, por favor não me desafie também! – Ele falou brincando dramático escondendo o rosto com as mãos e eu mostrei a língua para ele sorrindo.

O resto das aulas seguiu até rápido. O Davi passou o resto do dia sentado ao meu lado, já que ninguém ali ligava para quem mantinha as bancas no fundo da sala.

Voltamos juntos para casa, afinal ele morava no outro lado da rua, literalmente. Assim que cheguei em casa o Bruno me ligou. Sim... o Bruno.

- Alô¿

- Oi, sou eu, Bruno. – Ele disse.

- Eu sei, você vive me ligando, acho até que se apaixonou. – Brinquei e ele riu um pouco.

- Então minha amada... – Ele falou sarcástico. – Porque a gente não vai naquela sorveteria de novo¿ — Convidou.

- Hãn, depende. – Eu falei.

- Depende do quê¿

- Depende de quando. – Eu falei sabendo que ficou um pouco sem sentido.

- Hm, amanhã quando você sair da aula está bom¿ — Perguntou e eu dei graças a Deus por ver o Davi na janela olhando para mim.

- Deixe-me consular minha agende, senhor. – Falei imitando uma secretária. Peguei um papel daqueles coloridos (por algum motivo meu pai adora comprar isso pra mim, e acabam ficando inúteis... digo, quase inúteis.) e escrevi “Amanhã vai fazer algo¿”

- Nossa, você tá alegre hoje. – ele disse sorrindo.

“Não, porquê¿” Eu suspirei aliviada.

“Quer fazer algo¿”

“Claro.”

- Então, Bruno... – Eu comecei fazendo um sinal de “espera” com a mão para o Davi. – Não vai dar...

- Ah, e que tal na quarta¿ — Insistiu ele.

- Daqui pra lá eu te falo, tá¿ Preciso desligar. Tchau tchau! – Falei em seguida desligando. A verdade é que eu não queria me envolver com ninguém, e o Bruno já estava ficando bastante “íntimo”.

Voltei para a Janela. “facebook” eu escrevi e mostrei para ele. Logo o Davi sumiu da minha vista e eu fui ligar o monitor. Abri o facebook e encontrei a solicitação de amizade dele. Aceitei. “Então, o que foi aquilo do nada¿” Perguntou no chat. “Ah, preciso agradecer, salvou minha vida.” Eu falei. Conversamos mais um pouco e eu lhe disse que era um ex-namorado meu. Eu não podia falar que tinha deixado de sair com o Bruno pra ir pra “qualquer lugar” com ele.

Mas enfim, como o Bruno disse, eu estou alegre hoje.

Dormi rápido nesta noite. E quando adormeci tudo permaneceu escuro, eu só ouvia uma música, na verdade, um ritmo, e só no final eu pude ouvir uma voz conhecida cantarolar “me toca, me faz sentir...”.

Acordei tendo calafrios. Era a voz do Bruno cantando a música que o Davi cantou para mim. Cocei os olhos com força e fui tomar banho.

Mal percebi e comecei a cantarolar aquela música. Não parei. Era só uma música, não queria dizer nada.

Notas finais
Mais uma vez, muito obrigada Sophia-san, é muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, (acho que deu pra entender, mas por via das dúvidas...) muito, muito, muito, muito muitíssimo importante pra mim! ♥