Caia Sobre o Inferno
3 Capítulo 3: Lilith
Notas iniciais

Lilith sempre foi uma boa garota. Quando pequena, era pobre, por isso não tinha condições de ter o que queria, e era ridicularizada pelas outras crianças da vila.
Lilith não tinha amigos, era órfã, pobre e sozinha. Sua responsável era a sua avó, mas ela morreu de uma doença desconhecida quando Lilith tinha 17 anos.
Ela fugiu de casa com todos os poucos pertences que tinha e tentou viver em boas condições, pelo menos por algum tempo.
Um dia, Lilith ouviu sobre forças do mal que vinham a atacar o país em várias regiões. Ela foi tomada pela curiosidade, e vagou por centenas de lugares para tentar encontrar a tal força do mal.
Depois de alguns anos, quando Lilith tinha 26 anos, ela encontrou um homem atraente, albino.
Seus cabelos eram brancos, sua pele, branca como mármore, e seus olhos, vermelhos como o mais puro sangue. Lilith se apaixonou no mesmo instante.
Logo, o homem disse quem era, porém Lilith estava perdidamente apaixonada, e não se importava de seu amado ser um demônio, desde que eles ficassem juntos.
Logo, então, eles se casaram, e o primeiro filho nasceu. Anúbis nasceu com um pouco de cabelo preto e olhos pretos opacos. Lilith se tornou a rainha da escuridão, junto de seu marido, Satan.
Depois de alguns anos, nasceu Bianca, uma garotinha de cabelos pretos, olhos vermelhos e pele branca como farinha.
Lilith estava tremendamente feliz, mas queria mais filhos. Ela deu à luz a uma outra garota, Lizbeth, que era metade garota e metade raposa. Foi então que Satan descobriu que Lilith estava o traindo. Satan ficou furioso, e Lilith, com medo, pediu perdão, de joelhos, e disse que teria mais um filho com Satan se poupasse a vida de Lizbeth. Como prometido, Lilith teve mais um filho, chamado Lúcifer. Mas dessa vez, Lilith não aguentou e acabou por falecer.
Satan, mesmo que estivesse furioso por ela tê-lo traído, sabia que ela não faria aquilo com o propósito de machucá-lo. Satan a perdoou, e cuidou de seus últimos presentes e lembranças.
Lilith, mesmo depois de morta, continuou a ser odiada pelos filhos, que nunca acreditaram que a mãe fosse realmente forte.

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