Cahier de Les Dernières Lullaby's
1 Onde morrem as moscas
Caiam meus céus e esmaguem minha alma
Deleite-me com sua obscura e sufocante caligem
Seu cheiro de pétalas queimadas me acalma
E envenena os pensamentos que me afligem
Minha encruzilhada amaldiçoa a indulgência
Repudia a castidade e preenche minha pele com luxúria
Para que a escória se alimente de minha aparência
E para que a língua dos vermes me encha de injúria
Minhas engrenagens já estão todas quebradas
Pisoteiem-na com as malicias de vossas intenções
E apunhalem-me com suas palavras amarguradas
Para que eu saboreie a destruição de minhas emoções
Abraça-me o manto da noite e me afogue no sereno
Conduza-me até o abismo de minha insanidade
Esconda-me no fundo de um rio ou num poço pequeno
Para decompor minha fachada e saciar a infelicidade
Se entupam de fezes e morram, larvas repugnantes
Devorem minha carne pútrida e vivam miseravelmente
Permaneçam fétidos meus queridos amantes
E possuam a garota que assassinou a própria mente.
Fale com o autor