Scorpius amava Albus.

E naquela manhã fria de dezembro, teve certeza de que aquilo era o mais real possível. Albus, vestindo um suéter verde, uma calça de moletom, pantufas, sem nem ter tentado arrumar o cabelo, com suas olheiras maiores do que o rosto e um café quente nas mãos, parecia a coisa mais linda que já havia visto em sua frente.

Seu namorado, seu melhor amigo, seu amor para toda a vida. Sua família.

—-Por que está me olhando com cara de bobo?

Scorpius suspirou, prestando atenção nos traços presentes naquele rosto amassado. Inconscientemente, ele apertou o suéter em seu corpo.

—-Porque eu estou perdidamente apaixonado por você.

Albus corou com aquelas bochechas lindas, morenas e grandes.

—-Eu também estou perdidamente apaixonado por você, Scorpius.

Sim, ele sabia. Como não saber? Albus deixava isso claro a cada manhã, a cada selinho, a cada sorriso, a cada suspiro. Albus e Scorpius, Scorpius e Albus, eles eram um só, não? Sempre havia sido assim.

—-Eu te amo.

Albus riu, levando o café aos lábios.

—-Eu sei.

Scorpius sorriu. Ouvir aquilo era melhor do que escutar um “eu também te amo” e Albus o conhecia o suficiente para dize-lhe exatamente o que queria.

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