Wade tentou não sorrir de maneira estranha, mas obviamente falhou nessa missão. Estava tão nervoso que no canto de seus lábios, tremiam. Peter achou engraçado aquela expressão que o mais velho carregava, sorriu com isso.

Como se tivesse se tocado da realidade em que vivia, abriu espaço para o acastanhado. “Entre”, disse, coçando a nuca.

“Obrigado.” Peter sorriu ainda mais e entrou. “Aqui.” Mostrou para o maior um saquinho, este que ficou confuso tentando adivinhar o que tinha no conteúdo; Peter sorriu de canto antes de dizer: “Rola um café com donuts? Sobraram ontem, e como eu sei que você gosta resolvi trazer”, explicou por fim, deixando o estômago do mais velho ainda mais revirado. Wade definitivamente achava ele fofo.

“Vou preparar o nosso café”, disse, fechando a porta. “Por favor, fique à vontade.” Peter agradeceu e sentou-se no chão, em frente a mesinha de centro; Wade tinha deixado tudo preparado enquanto tentava deixar a casa levemente organizada. Conforme Wade preparava o café, Peter já foi ajeitando os erros.

O mais velho estava nervoso, seu crush estava ali em sua casa de forma tranquila. Ele ainda por cima lhe trouxe seu doce preferido. Céus, como não ter uma queda por alguém gentil como ele? Quando retornou com o café, depositou próximo dele e sentou-se ao seu lado. Peter sorriu para si antes de agradecer, deixando-o encabulado. Wade estava pior do que um adolescente.

“Muito erro?”, questionou, sorrindo de canto.

“Mais ou menos” Sorriu, dando uma sútil risada. “O donuts está bom?”

“Perfeito” Devorou ainda mais. Peter tinha que admitir que se sentia confortável ao lado de Wade, mesmo não o conhecendo, dificilmente Peter conseguia gostar rapidamente de alguém, principalmente quando se tratava de clientes, mas desde a primeira vez que atendeu ele, achou-o deveras interessante.

“Você realmente gosta de donuts”, apontou calmamente, retornando a ler o trabalho do outro.

“Definitivamente”, balbuciou, devorando outro. O tempo foi passando lentamente, com Peter corrigindo os seus erros, Wade aproveitou em estudar. Vez ou outra conversavam sobre banalidades, normalmente voltadas para o trabalho de Peter e o de Wade.

O mais velho já poderia dizer que não estava mais ansioso, estar na mesma presença que Peter era definitivamente relaxante. Ou era até a sua máquina parar de trabalhar e Peter lhe olhar.

“Quer ajuda pra estender a roupa?” Era uma simples pergunta que o fez quase se afogar com a saliva.

“Não” Deu uma sutil risada. “Não precisa, eu vou estender depois…”

“Tem certeza? Já acabei de ajeitar o seu trabalho”

“Tenho”, respondeu apressadamente. Céus, Peter definitivamente queria lhe deixar envergonhado. Sabia que não tinha problema dele estender as suas roupas, mas ainda assim. Para ele simplesmente se oferecer assim, significa que ele se sentia confortável em sua presença, né? Os circuitos do Wilson estavam pifando.

“Ok” Deu de ombros, sorrindo de canto. “Então eu já vou indo, também tenho que estudar” Levantou-se, juntamente com o Wade, que ficou triste com a saída dele.

“Claro, eu te vejo Segunda?”

“Com toda certeza”

Assim que ele foi embora, Wade pode respirar fundo. Coçou a cabeça e foi direto para a lavação estender a sua roupa. Sobre o dia de hoje, Wade pode concluir que, definitivamente, Peter sentia-se confortável em sua presença. O que para si era um ótimo sinal. Talvez pudesse chamá-lo para sair, mas a questão era se ele aceitaria. Mal se conheciam, todavia o atendente ainda assim lhe ajudou e veio até em sua casa. Quais as chances de levar um fora?

Arregalou os olhos ao pensar naquela possibilidade. “É o pior dos cenários”, balbuciou, pendurando a sua cueca do varal, logo em seguida a sua blusa. Wade definitivamente sabia que poderia levar um grande fora, mas talvez se aproximasse mais do menor suas chances aumentasse.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.