Café

1 Amada Bebida


Notas iniciais
Nada como sumir por dois anos e aparecer repentinamente com um mini conto sobre café.
Mais um dia normal nesse mundo chamado Terra.

Romeu foi acordado pelo habitual berro de sua tia avisando que o café estava pronto.

Ele foi ao banheiro, lavou o rosto e desceu as escadas de pijama acompanhado pela preguiça e a sonolência.

—Vejo que alguém dormiu muito bem essa noite — Comentou Endívia, sua tia, ao vê-lo se arrastar e sentar na mesa — Ou será que continua dormindo?

O Sol tinha acabado de nascer, a terra ainda estava fria, o tempo nublado e o ar úmido. Mas Endívia agia e falava como se já estivesse no calor do meio-dia. Como ela conseguia se acordar tão fácil?! Romeu sentia inveja de sua tia.

Ele piscou forte pra tirar as pesadas nuvens de sono que ainda insistiam em embaçar a sua visão. E só então notou uma figura ainda estranha atrás do balcão da cozinha.

Era Elias, um jovem e belo rapaz, o mais novo, e, provavelmente, o último aprendiz de sua tia na arte de cozinhar.

Elias saiu de trás do balcão trazendo consigo uma chaleira ainda fumegante.

Ele se sentou ao lado de Endívia e colocou a chaleira na mesa.

O cheiro de café tomou conta de todo aposento. Um cheiro que Romeu sempre amou. Era um cheiro de energia, um cheiro de calor. Era um cheiro... confortável. Como se o odor abraçasse todo o seu corpo e o envolvesse com a energia e o calor do Sol.

Se sentindo renovado apenas pela maravilhosa fragrância, Romeu apressou-se e pegou a chaleira e uma xícara grande de porcelana.

Os sons da mesa diminuiram, o ar ao seu redor pareceu esquentar. Romeu sentia seu sono se agarrando desesperadamente ao seu corpo, tentando resistir à pressão que o café fazia em cada poro de sua pele.

Ele derramou o líquido preto na xícara como num ritual antigo, com calma e naturalidade, apreciando cada sensação que aquela simples ação causava em seu ser.

Endívia olhava para seu sobrinho orgulhosa. Ele já havia aprendido o valor das pequenas coisas, e, principalmente, o valor do café.

Romeu pôs a chaleira no lugar e levou a xícara pra mais perto do rosto. Sua boca não salivana na ansiedade de provar, ele não tinha pressa. Aspirou profundamente o vapor branco de sua xícara e suspirou de prazer com aquela maravilhosa fragância.

Num movimento flúido, levou o copo de porcelana à boca e tragou a tão amada bebida.

Estava quente, muito quente, mas não queimou seus lábios ao passar por eles, não assou sua língua ao tocá-la e não rasgou sua garganta ao descer por ela. A única coisa que Romeu sentiu ao engolí-lo foi calor.

O confortável calor que já o envolvia antes, agora parecia absorvê-lo, penetrar na sua alma espantando todos os frios e males.

O café estava fantástico. Romeu sorriu. Elias estava aprendendo muito bem.

Notas finais
E é isso. Gostaram? Espero que sim.
Sumi por esses anos e tals. Mas não fiquei sem escrever, muito pelo contrário.
Não prometo me tornar mais ativo, mas prometo TENTAR fazer isso.
E eu ainda não desisti da fic de Naruto de trocentos anos atrás. A ideia dela ta guardadinha, bem no átrio direito do coração. Só falta a coragem e a vergonha na cara pra escrever.
Era só isso mesmo.
~bye
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!