Notas iniciais
Desculpa a demora, estive muito ocupada ultimamente e não tive muito tempo para escrever :( Mas de qualquer modo, aqui está... Espero que gostem!

Ontem à noite parei para pensar em como costumo fazer listas. Listas de objetivos, memórias, pessoas, frases, lugares... Eu as faço mentalmente, na maioria das vezes, mas quando sinto que vou esquecê-las procuro passá-las para um papel ou qualquer coisa que sirva como registro. Não tem uma razão certa para tal atitude, mas eu só me sinto bem depois de ter a certeza que todo o pensamento solto foi listado, e de vez em quando, passo meu tempo mudando cada item de acordo com o meu humor. Tenho uma lista que não costumo alterar muito e é uma das minhas preferidas por isso vou descrevê-la aqui.

Lugares que eu mais gosto:

1. Casa da Zoe.

2. O Cinema e Museu da cidade.

3. A Estação de metrô no bairro da minha avó

4. A Biblioteca em que trabalho

5. O Corvina

Acho válido justificar minha preferência por cada. Primeiramente, a casa da Zoe é meu lugar preferido porque a Zoe é a minha pessoa preferida. Depois entram os adicionais, como a casa dela é extremamente e perfeitamente linda. Seus pais são canadenses e adoram o clima daqui do interior, tanto que a Abbie, a mãe dela, projetou a casa com uma decoração rústica voltada a janelas e vidraçarias que penetrassem muita iluminação. A casa tem 7 cômodos, a Zoe é filha única e sou considerada da família. Também tem uma larga piscina em que passamos o dia inteiro se duvidar. Mas o que mais gosto lá é o quarto dela, com Vinis pendurados na parede, muitos travesseiros, uma estante de dvd's com clássicos e séries, duas camas (eu não saio de lá) e uma TV gigante.

O Cinema e Museu são tipo, a melhor atração que existe aqui na cidade, em minha opinião. Os shoppings e bares enchem nos finais de semana e eu não tenho muita paciência para filas, sem contar que a programação cult é muito mais interessante para quem procura paz. Já com a minha avó é o contrário, ela vive na capital. Não que eu ache isso ruim, gosto de ir para lá nas férias, mas é que quem está acostumado com ar limpo e sossego dificilmente aguenta uns 15 dias em metrópole. Mas existem muitas coisas que me agradam por lá, como o metrô, que desde criança é o meu fascínio e durante temporada não enche muito. Mas não posso reclamar do meu transporte favorito que é a minha bicicleta, pois é ela que me leva todos os dias após a escola para a Biblioteca do município, que é uns dos lugares mais bonitos da lista. Eu simplesmente adoro trabalhar lá porque tenho a possibilidade de aumentar meu conhecimento a cada pequeno livro que leio ou auxilio alguém. E todos os livros que você imaginar estão em alguma estante daquelas grandes salas, então eu nunca tenho tédio em horário de serviço.

Em último lugar vem o Lago Corvina, que fica uns quinze minutos da minha casa e é extremamente incrível. As águas cristalinas revelam vários peixinhos e o Sol é alto por lá. Seria o primeiro lugar da lista se não fosse tão profundo e cheio de buracos, mas mesmo assim, é o meu lugar favorito para um domingo solitário regado a muita natureza e músicas no fone de ouvido.

Tem um lugar que também deveria estar incluso, mas acho que listas devem terminar com números ímpares então não colocarei por lá, mas vale salientá-lo. Eu adoro o apartamento do meu irmão e seus amigos. O Bernado tem 21 anos e divide um Flat de 3 quartos com 4 amigos tão doidos quanto ele, então imagina a baderna. Toda vez que vou lá é sempre a mesma coisa, roupas jogadas no chão, uma louça enorme, cabos de playstation e xbox enrolados, som old school no último volume e um cheiro de maconha e cerveja inegável. E eu não consigo não gostar disso, acho que na verdade quando vou para lá percebo uma outra parte de mim que ri de tudo, bate na cabeça do meu irmão, fica nervosa quando perco no pes e que fala palavrões ao monte. O mais engraçado disso tudo é que quem costuma ser exatamente assim é a minha melhor amiga, não eu, mas deve ser por isso que ela e os meninos se dão tão bem quando ela também vai lá. Eu acho até que a Zoe e o Bernado se sentem meio próximos demais, mas os dois não se sentem prontos para admitir ainda...

O único problema que enche tudo isso é o fato de meu irmão não se dar nem um pouco bem com meu pai, que é administrador de empresas de eventos e queria que meu irmão seguisse o mesmo caminho, porém tudo que ele consegue são alguns bicos e alguns empregos temporários. O meu irmão só aparece lá em casa em feriados extremamente importantes, isso quando não tá viajando, e nem sequer olha na cara do Augusto, que só sabe criticá-lo e apontá-lo como a decadência em pessoa e bla bla. Ainda bem que a minha mãe é sempre o anjo dessas brigas e termina tudo com sua voz calma, e faz de tudo para deixar o ambiente mais controlado, o que acaba funcionando já que cada um segue no seu canto. Mas eu daria muita coisa para que fôssemos uma família mais unida, como costumava ser antes dele desistir da faculdade. O fato é que eu estou no último ano de colegial e ainda não sei o que quero ser da minha vida, e tenho medo de ser pressionada a fazer algo que não quero. Eu sei que se depender da minha mãe eu vou ter total liberdade, mas geralmente meu pai enche o saco e acho que com a minha "carreira" não vai ser muito diferente. Quando eu tinha 14, decidi que assim que terminasse a escola ia embarcar com a Zoe para um mochilão de um ano para descansar de vez antes de entrar naquela pressão pré-universidade e essas coisas... Era uma ideia meio idiota, mas não merecia todo o sermão que tive de ouvir a semana inteira do meu pai, dizendo que eu estava no caminho do meu irmão e que a culpa era da minha mãe que não sabia impor limites e etc. Mas eu acho que o que tiver de ser será, não que eu acredite em destino, mas se eu sentir que não devo me formar tão cedo, não me formarei. Vou fazer uma lista das possibilidades, e quem sabe incluo o mochilão.

Agora relendo isso acredito que passei uma impressão um pouco exagerada do meu pai. Não que o Augusto seja a pessoa mais fácil de conviver, mas de vez em quando é quase impossível de relevar suas qualidades. Eu acho que a personalidade dele é compatível as nossas necessidades, sei lá, de alguma forma a minha mãe é legal demais e tinha que haver alguma estabilidade, então acredito que meu pai é o equilíbrio. Ele nem sempre é tão chato assim, na verdade meu pai trabalha o dia inteiro e sofre muita pressão no escritório. Mas ele sabe ser muito legal quando quer e como minha mãe diz, esse jeito de reclamar das coisas é o seu próprio modo de demonstrar que ele se importa com a gente apesar de todo esse foco no emprego.

Acho que é isso por hoje. Eu pensei que seria mais interessante se eu falasse um pouco mais sobre mim e minhas listas, mas acho que é difícil nos descrever sem falar daqueles que nos cercam.

Isadora

Notas finais
Esse saiu com um pouco de pressa, para ser sincera. Vocês acharam muito curto? Eu geralmente prefiro capítulos com mais de 2 mil palavras, mas tem muita gente que acha cansativo demais. De qualquer modo, críticas e sugestões são suuuper bem vindas.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.