Cadeia dos espíritos
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Will acorda desesperado, mas não consegue se mover demais. Seu corpo está bastante dolorido. Ele olha em volta e vê que está em um teatro. Não há portas e ele não sabe como chegou ali. Sua pele está gelada e sua cabeça dói. De repente, dois bichos com asas quebradas caem no chão. Will se arrasta atrás de uma das cadeiras para ver o que estava acontecendo. Um dos anjos sobe até o palco e se contorce como se acabasse de iniciar um ritual.
– Ache-o – diz para o outro anjo que se levanta com suas asas cheias de fogo e passa a farejar o chão procurando por Will. Ele passa por espaço e espaço e nada, então olha para seu mestre com uma forma dizendo que precisava de ajuda.
– Hazazel, ajude-o – Disse o mestre que já não se contorcia mais no palco e sim arranhava as paredes com suas próprias unhas e jogava o sangue de seus pulsos no chão.
Outro anjo cai no chão. Hazazel. Ele se levanta, estende seus braços e puxa o ar com toda força. Ele solta um pequeno sorriso como se acabasse de concluir um trabalho bem feito.
– Ribeliuns fogu – Estende as mãos em direção a ultima fileira, que logo em seguida começar a pegar fogo.Will dá um salto para trás e tenta correr. Hazazel voa até ele, segurando-o pelo pescoço e o sufocando.
– Traga-o até mim, Hazazel – Gritou o mestre de cima do palco.
Hazazel o arremessa da última fileira até o palco, fazendo com que batesse com as costas na parede e desabasse no chão.
Ainda acordado Will tenta se levantar para fugir.
– Quiet doriuns– Falou o mestre, com uma voz tão calma e mansa, deixando-o imóvel.
Na outra ponta do teatro, Hazazel estava olhando para seu mestre até que resolve falar com ele.
– Posso voltar ao meu lar mestre? – Perguntou.
– Sabe, Hazazel, quando eu mando uma tarefa a um anjo, eu gosto que ele a cumpra.
– Respondeu – Como você pode ver nosso amigo não conseguiu concluir a tarefa de pegar o garoto. Como nossa legião sabe, quando um anjo não cumpre o seu dever, ele deve ser punido.
O mestre olhou para o primeiro anjo que estava em pé na ponta do palco e fechou os olhos. Em questão de segundos o anjo passou a se contorcer de dor. Bolhas foram surgindo em seu corpo; Sua garganta se rasgava e ele gritava de dor. Suas asas caíram no chão e logo se transformaram em pólvora. Ele começou a flutuar e uma fumaça negra tomou conta de seu corpo fazendo ele sumir no ar. O eco de seu grito ainda soou durante alguns segundos.
O mestre olhou para Hazazel que estava de cabeça abaixada.
– Vá – Ordenou.
Hazazel fez um sinal com sua mão que parecia um triangulo e logo desapareceu.
Ainda imóvel, Will pensava em achar uma saída. O mestre o observava e soprava em seu rosto, retornando os seus movimentos.
– Me diga o seu nome – Ordenou para o mestre.
– Meu nome é Eragoum. Sou um dos anjos caídos de Fideliuns – Respondeu.
"Fideliuns" esse nome fazia as pernas de Will perderem todas as forças. Seu coração batia mais rápido que o normal. Ele se lembra de ouvir esse nome há pouco tempo, quando uma criança o havia mencionado.
– O que você quer de mim ? – Indagou tentando manter firmeza em sua voz.
Eragoum riu.
– Eu não quero nada, Ele quer – Respondeu se aproximando do menino.
Eragoum levantou sua camisa e arranhou a barriga de Will, que bufou de dor mas não reagiu. Ele sabe que o melhor a se fazer é colaborar.
– Ele quem? – Indaga por fim.
– Acalme-se, logo você terá todas as suas respostas. – Respondeu – Quer dizer, se você estiver vivo até lá.
Eragoum colheu um pouco de sangue que jorrava da barriga de Will e guardou e então segura em seu braço, juntando seus corpos.
– Teleporteum Figarden – Gritou.
Os dois desaparecem do teatro
Fale com o autor