Notas iniciais
Tem gravidez masculina, então se não gosta não leia
Pode ser GATILHO a pessoas sensíveis
Se passa depois da guerra, no oitavo ano deles

DRACO

Expresso de Hogwarts

— Olha, se não é o testa rachada! – falo quando acabo entrando no compartimento do trio de ouro ''acidentalmente'' tentando achar uma cabine vazia.

— Olha! – Potter repete – se não é o Loiro Oxigenado! – faço uma careta pelo apelido.

— O que você está fazendo aqui Malfoy? – Granger pergunta sem a mínima paciência. Solto um suspiro dramático antes de dizer:

— Isso vai custar minha dignidade, mas... eu-posso-me-sentar-com-vocês? – falo tudo em uma respiração só, abaixando a cabeça envergonhado – Ninguém me quer por perto e bem... todas as cabines estão cheias – coloco a mão atrás da nunca, um pouco desconcertado, e levanto a cabeça vendo um sorriso presunçoso no rosto do moreno.

— E por que você acha que a gente aceitaria você aqui? – Ronald fala, desvio meu olhar para ele que tinha uma expressão de desgosto no rosto.

— Porque vocês são grifinórios! – falo como se fosse óbvio – e o Santo Potter nunca vai perder seu complexo de herói – aponto para o mesmo que bufa em resposta.

— É para me confortar saber que você está certo?! – abro um sorriso convencido – mas – olho para ele desconfiado, desmanchando meu sorriso quando vejo o moreno me retribuir com um sorriso maroto – você tem que falar a palavra mágica – levanto as sombrancelhas e cruzo os braços.

— Quer dizer um crucius? – ele revira os olhos parecendo divertido – ok, ok – descruzo os braços – por favor? – falo baixinho.

— Eu não consegui escutar – provoca.

Por favor – acentuo a palavra – me deixe ficar na cabine – cubro o rosto com as mãos de forma dramática.

— Eu vivi para ouvir Malfoy dizendo isso – Weasley comenta rindo.

— Agora pode se sentar – Potter fala em tom de riso enquanto eu tirava as mãos do rosto e me sentava ao seu lado de frente para Ronaldi e Hermione.

— Vocês são tão maduros! – Granger fala debochadamente.

— Agora falta o obrigado – Harry cutuca de novo, fazendo os outros dois rirem enquanto eu fazia uma falsa cara de indignado.

— Infelizmente para você Cicatriz – dou um tequinho com o dedo em seu nariz – a minha cota de humildade acabou – ele ri mais, parecendo estar se divertindo com as provocações, não o julgo essa forma de o importunar era bem melhor.

—- Quebra de tempo de seis meses

Minhas mãos tremiam enquanto eu me aproximava mais de seus lábios, pelo meu corpo se passava correntes elétricas de ansiedade. Eu estava fora do meu alcance agora com os olhos verdes me olhando, me fazendo ficar hipnotizado.

Nossas bocas a milímetros de distancia, com o ar de sua respiração batendo contra o meu rosto e seu hálito de menta inebriante a minha volta.

Se eu pudesse arriscar, eu deixaria minhas paredes desmoronarem a nossa volta, me deixar tão vulnerável a essa paixão que se ela se partisse, ela iria doer.

Se ele apenas soubesse o quanto eu gosto dele, do quanto eu ficava encantado toda vez que via seus olhos e sentia a textura do seu cabelo sobre os meus dedos...

Se ele soubesse o quanto o seu sorriso me derretia por dentro, fazendo borboletas voarem pelo meu estomago...

Ele me deixaria voar de paraquedas pela sua imensidão de verde?

Mas... se eu nunca deixasse isso acontecer... como eu saberia se iria doer ou não?

Nossas respirações finalmente se misturaram e eu decidi... Mesmo que eu me afogasse, que seja naquele mar verde.

Então quando nossos lábios se tocaram eu relaxei, sentindo toda a eletricidade passar do meu corpo para cada canto daqueles lábios macios... e cada chama de incerteza se dissipando quando a minha paixão foi retribuída tão ardentemente por Harry.

—- Quebra de tempo de um ano e seis meses

— Draco – Harry me chama aparecendo no quarto com aquelas câmeras trouxas – olha pra cá – fala animado.

— Não me filma, eu saiu horrível nesses negócios trouxas – falo fazendo bico – elas não capitam a minha beleza – ele ri divertido.

— É para guardar de recordação – dá de ombros.

— Não precisa, eu vou estar sempre aqui – falo sorrindo bobo.

— Mas é que você fica adorável fazendo bico, é irresistível – sinto meu rosto esquentando – viu, quem melhor do que uma câmera para gravar Draco Malfoy corando? – ele ri mais, pego o seu travesseiro ao lado da cama e jogo nele.

— Só não mostre para o Ron, ele iria me zoar para o resto da vida – ele joga o travesseio de volta.

— Vai mesmo.

—- Quebra de tempo seis meses

— Draco – Harry me cutuca com o dedo – amor acorda – sobe em cima de mim, colocando as pernas ao meu redor sobre a cama.

— O que você quer Cicatriz – gemo colocando um braço sobre os meus olhos – hoje é domingo – resmungo.

— É que eu tive uma ideia – tira o braço do meu rosto, prensando no colchão e ficando na altura dos meu rosto, me obrigando a olhar pra ele.

— E que ideia é essa? – me forço a abrir os olhos, com a voz ainda embargada pelo sono.

— A gente já está casado a um ano e... – morde os lábios parecendo incerto.

— E... – incentivo.

— E eu queria ter um filho – ele cora desviando os olhos dos meus – claro, se você quiser, porque o filho também vai ser seu e tals, e você é o amor da minha vida, então eu não quereria ter um filho com outra pessoa e sabe eu fiquei sabendo que no mundo bruxo tem como, aí eu fiquei interessado, bom... sabe né?! – tagarela me fazendo rir – Ei! – protesta finalmente olhando para mim completamente vermelho – não ri de mim, eu estou tentando te convencer aqui – faz um biquinho, levanto a cabeça e dou um selinho nele – isso é um sim? – me olha em expectativa – fala alguma coisa – diz ansioso.

— Se você me deixasse falar Harry – brinco ainda com um sorriso no rosto – é claro que eu quero ter um filho, afinal você também é o amor da minha vida – recebo um selinho animado do mesmo – mas quem vai carregar o bebê na barriga é você – falo.

— Claro – solta meu braço, ficando sentando sobre meu quadril, logo vindo para a frente novamente e me agarrando em um abraço, fazendo meu coração saltar enquanto ele se virava com tudo me colando em cima de si – eu te amo.

— Eu também te amo Hazz – falo rindo.

—- Quebra de tempo de sete meses depois

Eu disse e paguei com as palavras, imaginem quem estava carregando a criança? Isso mesmo, eu.

Não que eu esteja chateado com isso, sentir um ser vivo crescendo dentro da gente é encantador.

Me sento no sofá com um sorriso bobo no rosto, eu estava com seis meses de gestação, daqui a dois dias seria o chá de bebê, sinceramente eu não queria um, mas Harry insistiu tanto – pedindo até a ajuda da Hermione – que eu cedi.

Depois da queda de Voldemort, eu e Harry voltamos para nosso oitavo ano em Hogwarts e sem mais desavenças e ódio implícito entre os dois, nós começamos a conversar e se aproximar, de alguma forma ele acreditou que eu não queria participar dessa guerra tanto quanto ele, ele acreditou quando eu lhe disse isso, ele viu em meus olhos – e eu nos seus – que a guerra trouxe feridas para todos.

Ele viu que eu mudei, que minhas crenças mudaram.

Quando anunciamos nosso namoro, todos as capas de jornais e revistas estava com os nossos rostos, alguns acreditavam que eu o tinha enfeitiçado, uma dessas pessoas era Ronald, ri horrores quando Hermione pegou uma dessas revistas e bateu em Rony – sem realmente causar dor – dizendo para ele parar de ser um idiota.

Granger via que eu estava apaixonado pelo moreno tanto quando ele demonstrava estar por mim.

As pessoas pararam de indagar e mandar cartas que nem loucas quando saiu uma foto no profeta do ''Salvador do mundo bruxo e o comensal da morte'' os dois abraçando folgadamente a cintura um do outro — com as testas encostadas de olhos fechados e sorrindo como dois bobos – antes de dar um selinho.

Tantas lembranças...

Depois da desgraça da guerra eu aprendi a ser feliz.

E eu sou mais feliz do que nunca agora, meu coração se explodia de felicidade a cada chute que o meu filho dava, quando fomos fazer a ultrassom e escutamos o seu coração bater os olhos de Harry se encheram d'água e eu ri de pura felicidade... desse menino que crescia dentro de mim.

Ouço a porta da frente se abrindo e vejo Harry entrar com as decorações da festa que eu o tinha mandado buscar.

Meu sorriso se aumenta quando vejo ele quase derrubar um dos objetos, as vezes Harry se esquecia que tinha uma varinha, reprimo uma risada quando me levanto indo o ajudar.

—- Três meses depois

— Harry – sussurro tentando chama-lo quando sinto a dor piorar – Amor acorda – cutuco suas costas ao lado da cama, devia ser umas duas da manhã – Harry Potter – quase grito quando começo a me desesperar.

— Oi – responde ainda sonolento, mas sinto a dor se intensificar e me curvo, soltando um gemido de dor – Draco? – se vira e sinto ele despertar completamente quando me vê curvado sobre a barriga – Amor o que tá acontecendo? – senta e sinto suas mãos tocarem gentilmente meu ombro.

— St. Mungos – falo antes de me curvar mais ainda sobre mim mesmo, torcendo para essa dor passar logo.

— Eu... ok, você consegue se levantar? – sinto ele se levantando, provavelmente indo colocar uma calça, já que dormia só de camisa.

— Eu... – aperto as mãos sobre a barriga mais uma vez, sentindo outra pontada – tenho cara que consegue levantar?

— Não, não tem – sinto o desespero em sua voz – eu vou chamar a Mione, ela deve saber o que fazer – sai do quarto afoito, provavelmente indo chamar Granger pelo flu.

Depois de longos dez minutos ouço o som de passos, o pior era que eu não conseguia mais reprimir os gemidos de dor que escapavam pela minha boca, mas eu me sentia começando a suar frio, junto com uma sensação gelada que percorria minhas veias me fazendo tremer.

— Ele está pálido – ouço Hermione dizer e sinto mãos sobre a minha cabeça – parece que a pressão dele está caindo, nós temos que levar ele para o hospital agora! – fala parecendo Molly Weasley – Draco você tem que tentar levantar, infelizmente eu não posso usar um feitiço de levitação – fala gentilmente.

— Amor – sinto um dos braços de Harry passando pelos meus ombros e outro pelas pernas – Vamos, vai ficar tudo bem – ele me levanta e solto um grunhido – vai ficar tudo bem – fala baixinho para si mesmo.

— Ou você pega ele no colo – ouço Hermione comentar.

Escoro a cabeça no ombro de Harry, trincando os dentes pela dor.

—- Quebra de tempo de dois anos

Observo Harry rir enquanto abraçava Scorpius e dava um beijo em sua testa.

— Vocês vão ficar bem enquanto eu estiver fora? – pergunta olhando para o menino de cabelos platinados.

— Papai nós já falamos que sim mais um montão de vezes – estende os braços para os dois lados, tentando mostrar algo gigante.

— Eu já falei que você pegou o drama do seu pai? – dou risada.

— Eu nem sou dramático amor – me defendo fazendo os dois rirem.

— Não fui eu que falei que iria morrer quando cresceu uma espinha na cara – faço uma falsa careta.

— Você não tinha que pegar o avião Potter? Eu não sei porque você gosta tanto dessas coisas trouxas – brinco.

— É legal estar no ar – faz bico. Me aproximo e lhe roubo um selinho.

— Eca – Scorp tampa os olhos.

— É a minha vez de me despedir do papai – aperto o nariz da criança que fazia uma careta.

— Então deixa eu descer – fala – por favor – Harry desce a criança do seu colo, rindo.

— Então, Sr Potter-Malfoy – começo quando ele está na minha altura novamente – volte rápido – coloco o braço sobre seus ombros.

— Vou ficar só três dias foras Dray, não vai ser um ano – fala envolvendo minha cintura.

— Não me impede de ter saudade Testa Rachada – falo passando a mão por seus cabelos.

— Você sabe que eu sempre vou voltar pra você Dray – se aproxima mais depositando um beijo em minha testa.

— E você sabe que eu vou sempre estar aqui te esperando Hazz – beijo seus lábios, logo me afastando mas ainda sentindo a imensidão daquele verde me envolver.

— Até mais Doninha – se vira para pegar a mala.

— Até mais Cicatriz – falo vendo ele atravessar a porta da casa.

—- 30 min depois

Escuto o meu celular vibrar dentro do bolso, pego ele vendo na tela o nome de Harry. Franzindo a testa em preocupação atendo o celular.

— Harry? – pergunto.

— Alo? – fala uma voz desconhecida e sinto meu coração acelerar – esse número estava na agenda de emergência do celular desse homem, eu só queria avisar que ele sofreu um acidente e esta aqui no hospital, aqui quem fala é o médico Kaio – minha mente começa a acelerar em desespero.

— Ele está bem? – pergunto com a voz fina.

— Ele está em estado grave, parece que não vai resistir por muito tempo – fala em sua voz profissional.

— Eu já estou indo para aí, qual hospital ele está? – o homem do outro lado da linha responde e logo desligo.

Começo a discar com os dedos trêmulos para Hermione, falo apressadamente o que está acontecendo, indo atras de Scorp e aparatando rapidamente para a sala de estar de Molly, onde o casal Weasley estava sentado no sofá

— Eu já volto filho, fique aqui com a vovó – falo rápido.

— Espere, o que está acontecendo Draco? – Arthur pergunta.

— Não dá tempo, pergunte para Hermione – aparato direto para um beco perto do hospital em específico.

Entro no prédio correndo, indo direto na recepção trouxa.

— O meu marido – falo afoito para uma das recepcionistas – o que apareceu aqui agora e sofreu um acidente, moreno, cabelo preto e olhos verdes – falo em uma rompente de palavras, vendo a mulher mas não identificando seu rosto realmente.

— Eu preciso que o senhor se acalme – ela fala.

— Eu não posso me acalmar, cadê ele? – falo quase pulando no lugar de tanta apreensão e ansiedade.

— Ele está neste andar, na primeira porta depois desse corredor – aponta e quase saiu voando pra lá.

Empurro a porta e o que eu vi ao atravessa-la esfaqueou meu coração de diversas formas diferentes sem precisar alguém realmente pegar uma faca pra faze-lo.

Me aproximo da maca sentindo meu corpo todo tremer.

— Hazz – sussurro estendendo a mão.

Ele se vira para mim com o rosto todo ensanguentado e mesmo em toda aquela dor ele sorri e estende o braço fracamente, pegando minha mão, parecendo sentir dor ao fazer o movimento.

— V-vai ficar tudo bem – fala fracamente com a voz rouca.

Lá no fundo do âmago, nesse momento, eu senti a minha ligação com ele se romper, não sei o que aconteceu mas quando ele suspirou a única coisa que eu ouvi foi o silencio da minha própria mente enquanto meu coração parava de bater.

Não, ele não parou, eu ainda escuto o som de um coração...

Tum, tum

O som dos meus sinais vitais...

Tum, tum

O mundo por um instante para de funcionar a minha volta...

Tum, tum

Por que eu não sinto mais o chão?

Tum, tum

Por que meus ouvidos estão zunindo e minha boca está aberta?

Tum, tum

Por que a mão de Harry se afrouxou? Porque aqueles brilhantes olhos verdes que sempre me olhavam tão intensamente, tão parecidos com as esmeraldas, estavam opacos?

Tum, tum

Por que estou sentindo meu coração sendo levado para além desse mundo?

Por que estou sentindo só um batimento cardíaco contra os meus ouvidos?

Minha consciência começa a voltar quando escuto vozes me chamando.

Tum, tum – escuto mais uma vez.

Harry Potter eu ainda preciso de você, suplico em pensamentos, se eu pedir por favor, como da primeira vez, você fica?

A realidade caia como gelo pelas minhas costas quando eu percebi... Harry Potter... o meu Hazz... tinha ido embora.

Me levanto com as pernas bambas do chão e sinto mãos tocarem as minhas costas, me viro vendo Hermione com lagrimas nos olhos, desvio minha atenção novamente para Harry...

Nesse momento eu percebi... que eu daria tudo para me apaixonar mais uma vez por esse rosto, viver novamente... tão intensamente quanto da primeira vez.

Falar mais mil eu te amos sem medo de se machucar.

Escutar para sempre que ele iria voltar para mim, enquanto eu repetia incessantemente que eu sempre estaria esperando por ele.

Falar desculpa, depois dos momentos de raiva, só para poder ficar mais perto dele.

Ficar para sempre em seus braços, porque eu não queria que nenhum deles fosse o ultimo...

— Por favor Hazz – me aproximo do seu rosto – volta... você prometeu – vejo as lagrimas que caiam pelo meu rosto se misturar com o sangue em seu rosto – olha hazz, se não é o Testa Rachada – falo tristemente lembrando da primeira conversa civilizada que tivemos – o meu Testa Rachada – as lagrimas caiam enquanto soluços saiam pela minha boca.

Será que se eu pedir por favor de novo, ele volta?

Notas finais
Oii

Desculpem os erros de português

Eu peguei inspiração pra fazer essa one de várias músicas, elas são:

Arcade - Luncan Laurence

Heather - Conan Gray

Traitor - Olivia Rodrigo

Heather X Traitor (Remix)

Nine - Sleeping At Last

Heart - Sleeping At Last

E mais um vídeo, se eu achar ele eu coloco o link aqui.

Espero que tenham gostado, aceito críticas, eu ainda sou nova em escrever fics então pode estar horrível a fic e eu não percebi.

Bjs pra quem leu até aqui. ♥

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!