Cabelos cor de lua
6 Capítulo 6: Os French
Notas iniciais
Era incrível estar sentada em um sofá fofinho, tomando chá com os Potter, eles eram gentis e eu me senti acolhida. Harry começou a contar o que sabia sobre meus pais.
— Anne, houve uma batalha em Hogwarts, muitos bruxos e bruxas morreram tentando combater os bruxos das trevas que invadiram o castelo. Eram liderados por Tom Riddle, mas ele se auto nomeou Voldemort. Nós conseguimos derrotá-lo, não foi algo fácil, foi muito dolorido. Perdemos amigos, familiares, professores... Riddle defendia que o mundo bruxo devia ser exclusivamente daqueles que tinham o que ele chama de "puro sangue".
— Puro sangue? — Perguntei confusa.
— Aqueles que possuem uma linhagem de bruxos completa. Ele não tolerava bruxos vindos de famílias trouxas e também não permitia o casamento entre bruxos e trouxas. Era bem absurdo. Eu não conheci muito seus pais, mas eles ficaram do nosso lado na batalha. Sua mãe era Carmela Willow e seu pai Antonie French. Carmela era da Corvinal, uma menina muito inteligente, pelo que me lembro, era reservada. Carmela vinha de uma linhagem trouxa e na época, Riddle caçava os trouxas. Antonie era da Sonserina e era muito quieto, acho que nunca o vi com amigos. Ele e sua mãe começaram a namorar no sexto ano em Hogwarts, eram muito apegados. Antes da batalha final, seus pais decidiram se casar, com medo de que Carmela fosse levada por Voldemort e seus seguidores. Os dois participaram da batalha, mas no meio dela, foram levados por um bruxo das trevas e ninguém nunca mais soube deles até sua avó receber você na porta de casa.
— M-minha avó? Eu tenho uma avó? Como fui parar no orfanato? Estou confusa.
— Ficamos confusos ao saber que os French tiveram uma filha, ainda mais quando ninguém sabia deles, muita gente achou que seus pais tinham escapado por terem se aliado a Voldemort, mas essa história não fazia sentido porque Voldemort foi derrotado por nós na batalha. Você ter aparecido anos depois da batalha, nos deu a esperança de que seus pais ainda estavam vivos, mas tudo ficou ainda mais nebuloso, não sabíamos o que tinha acontecido. Luna Lovegood era uma amiga muito querida de sua mãe, quando soube que você tinha aparecido na porta de Annelisee, sua avó, ela foi correndo para te conhecer, mas disseram à ela que Annelisee French tinha se mudado com a neta.
— Mas Harry, nunca estive com Annelisee, eu sempre morei no orfanato e os cuidadores disseram que eu fui deixada lá, com um bilhete escrito meu nome para registro.
— E é por isso que essa história fica cada vez mais nublada. Não sabemos o que aconteceu, todos acreditávamos que sua avó realmente tinha se mudado e levado você. Sinto muito por não saber mais... — Disse Harry.
— Harry, eu agradeço muito por me contar. Há algo de muito errado nessa história. Muitas questões estão dançando na minha cabeça. — Eu disse um pouco emocionada.
— Tudo bem, querida. — Disse ele dando uma risadinha.
— Eu preciso descobrir o que aconteceu! E se meus pais ainda estiverem vivos? Perdidos ou algo assim? — Eu disse cheia de esperança e medo.
— Ei, vá com calma, não pode carregar tudo isso nas costas. Estude, se forme em Hogwarts, prepare-se para as coisas que possam surgir, não se afobe, você vai conseguir informações. Procure saber sobre a família de sua mãe e do seu pai, pesquise na biblioteca da escola, mas tome cuidado com as coisas, não sabemos se alguém quer que saibamos o que aconteceu. Vou te dar o endereço de Luna, mande cartas à ela, pode usar a coruja do Alvo, ela pode lhe contar mais sobre as coisas, converse com ela.
— Obrigada, Harry. Definitivamente não sei como agradecer! E Gina, o chá estava delicioso e muito quentinho.
— Que bom que gostou, Anne. Vou pegar as tortinhas de abóbora! — Disse ela indo em direção a cozinha.
— Vamos comer as tortinhas e voltar para a escola. Minerva foi bem dura com o horário. — Disse Alvo.
— Sim, você tem razão. — Eu disse.
— Minerva sempre foi rígida com horários. — Disse Harry, parecendo lembrar de algo.
— Mãe, vou pegar alguns casacos, estou passando frio! — Disse Alvo, já subindo as escadas da casa.
— Tudo bem, querido! — Disse ela.
— Anne, sempre que precisar de alguma coisa, pode recorrer a nós, estaremos aqui para ajudá-la! Sinta-se acolhida e em casa. Sei como é não ter laços tão profundos, meus amigos me ajudaram muito nesse processo e eu não deixaria de ajudar uma amiga. — Disse Harry.
— Isso mesmo, meu bem. Sempre que precisar, estaremos com você. Pode enviar corujas, ficaremos felizes em recebê-las. Alvo ficou muito feliz por te ter como amiga, ele sempre a menciona nas cartas. Agora venha aqui, me dê um abraço. — Disse Gina
A abracei e Harry nos abraçou, eu nunca tinha recebido um abraço assim, eu conseguia sentir o calor emanando das pessoas a minha volta, os perfumes misturados harmonicamente e o mais importante, eu senti carinho. Quando nos separamos, Gina comentou:
— Seu cabelo fica uma gracinha nesse tom de rosa.
— Olhei meu cabelo no espelho encima da lareira da sala e vi que ele estava em um tom rosado muito claro, lembrei do tom que ele fica quando penso no Malfoy, aquele idiota. Quando a imagem do Malfoy veio a minha cabeça, percebi que ele saiu do rosa claro e foi para um tom acima, me fez ficar vermelha, pois talvez isso signifique que eu goste do Malfoy. Que ideia terrível. É INACEITÁVEL. Deve ser um erro na hora da troca de cores e meu cabelo deve ter entrado em pane.
— Anne, no próximo final de semana, vamos fazer um pequeno almoço na casa das conchas, o irmão de Gina está fazendo aniversário, quer vir conosco?
Nisso Alvo já estava de volta a sala, com muitos casacos nos braços.
— A-a eu nã...- Alvo não deixou eu terminar a frase.
— Claro que ela quer ir! Ela vai sim. — Disse ele animado. — Vamos, Anne. Você vai adorar a casa das conchas!
— Tudo bem, então. Alvo já disse que vou, então eu vou. — Disse eu sorrindo.
—--
Nós comemos muitas tortinhas de abóbora, nos despedimos e voltamos para a escola.
— Alvo, nunca vou esquecer o que você e sua família estão fazendo por mim! Nunca me senti tão acolhida.
— Anne, eles te adoraram. Agora vão te convidar para cada doideira que eles resolverem fazer com a família. — Disse Alvo.
— Fico feliz. Confesso que estou muito intrigada, o que será que aconteceu com a minha avó? E os meus pais? Definitivamente vou pesquisar sobre tudo que puder e quando eu me tornar uma bruxa poderosa, vou atrás de quem os separou de mim!
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