Cabadath
6 Derramamento de Sangue
– Historias e mais Historias, isso o que eu pensava, naquele maldito lugar, não devia ter saído da minha casa, devia ter ficado.
– Quantos morreram?
– Quase todos.
– Só você e aquela menina que fugiram?
– Sim, só nós.
– O que os matou?
– Um demônio.
– Ok, me conte o que ouve lá?
– Derramamento de sangue....
Seis dias antes ....
– Cabadth...
Cabadath entra na sala e as luzes se apagam. Gritos e mais gritos em seguida. Acham uma lanterna e ela é acesa, mais a pessoa que acende, morre.

A lanterna rola em minha direção, mas não me movo fico com medo. As luzes acendem e a única coisa que vejo é sangue e mais sangue, corpos e mais corpos. Mais algumas pessoas ainda estão vivas, estou aliviado.
Nota: A partir desse capitulo vocês estão vendo a mente de Edward, porque antes ele só estava contando a historia, mas agora ele esta vivendo ela. Agora voltando a historia.
– Ei Ed você esta bem ? – Elizabeth fala meio tremula.
– Sim e você. – Respondo com uma voz baixa e ofegante.
– Sim cadê os outros.
– Não ... – Alguém nos chama, era a Márcia ela estava atrás de uma porta. Fomos na direção dela ajoelhados, entramos nessa porta.
– Bom agora estamos quatro – Disse a Márcia tentando se acalmar. – Vamos ir para a cozinha do castelo, lá tem comida e logo depois temos o armazém, vai nos ajudar também. – Ela levanta e começa andar meio bamba.
Foi quando notei meu tio havia sumido olhei para a fresta da porta e vê o cadáver dele jogado como se não fosse nada, lagrimas saiam do meu rosto. Mas eu tinha que continuar me manter firme, eu tinha que sair e levar Elizabeth, então seguimos a mulher.
Enquanto andávamos pelo o grande corredor vimos uma criança chorando. Paramos ficamos observando, até que um dos turistas meio tremulo, foi pero da criança. Ela olhou para traz gritou e umas lâmpada estoura.

Ela ... ela tinha olhos negros ela gritou e sumiu, o turista se assustou e caiu no chão, ele ficou paralisado. Depois de um tempo nos fomos para a cozinha.
Lembrei de uma historia sobre crianças com olhos negros que vi uma vez e comecei a contar para Elizabeth:
As Crianças de Olhos Negros ou BEK (Black-Eyed Kids) são geralmente crianças ou jovens, com olhos totalmente negros, sem diferenciação entre esclerótica, pupila, ou íris, e ocasionalmente são relatados como tendo pele pálida como a de um cadáver. Aqueles que relatam encontros com elas muitas vezes sentem que as crianças eram, de alguma forma, sobrenaturais e extremamente perigosas, embora eles não saibam explicar o porquê.
Muitas vezes, elas podem ser vistas brincando e cantando canções de ninar, sozinhas ou perto de áreas desertas, por vezes, os relatos falam deles aparecendo na soleira das portas, geralmente sozinhas ou em par. Elas parecem ser crianças confiantes, porém tímidas, e evitam o contato visual olhando para baixo para esconder seus olhos. Elas falam com eloquência, mas muito além de sua idade aparente. Muitas vezes usando os maneirismos e padrões de fala de um adulto, ocasionalmente, elas possuem a voz de um adulto. Elas vão geralmente persuadir a vítima para permitir a sua entrada em sua casa para usar um telefone ou para se salvar de algum perigo indeterminado.
Quando são vistas do lado de fora da casa, elas vão parar de brincar imediatamente e olhar para você, e se possível se aproximar de você pedindo um lugar para ficar ou tentar convencê-lo em dar-lhes uma carona para casa. Muitas vezes, as pessoas começam a concordar com seus pedidos indo contra o juízo, mesmo que o pedido possa parecer vagamente inquietante, sem ter consciência do por que. Se a pessoa descobrir que os seus olhos são completamente negros, as crianças tornam-se muito irritadas e insistem para você cumpra as suas exigências. Algumas pessoas dizem ter se deparado com essas "crianças" sentiram como se as crianças pudessem estar usando alguma forma de controle mental de baixo nível para levá-las a cumprir seus pedidos.
As experiências que envolvem as BEK geralmente não explicam a causa da cor dos olhos das crianças ou as origens das próprias crianças. Teoriza-se que possam ser demônios ou espíritos de crianças perdidas ou assassinadas, e acredita-se também que as Crianças de Olhos Negrossejam precursores de malevolência e desgraça pessoal.
As pessoas que as viram enfatizam que as crianças devem ser voluntariamente admitidas ou convidadas para entrar na casa ou no carro em questão, e isso pode ser uma reminiscência de algumas lendas de vampiros. No entanto, não é especificado o que acontece se você cumprir com suas exigências, e como os relatos sobre os BEK não dizem nada sobre isso, é possível que isso signifique a morte daqueles que cumprem o pedido.
E depois contem um relato.
“Era de noite, eu tinha esquecido de pagar a conta da internet e, para evitar um corte, decidi ir ao centro comercial onde a empresa tinha uma caixa postal para pagamentos fora do horário comercial. Ao lado da antiga sede da Camalott Communications, em Abiline, havia um cinema, onde estava passando o filme ‘Mortal Kombat’. Eu estacionei na frente para aproveitar a luz e preencher o cheque, quando de repente alguém bateu na janela do lado do passageiro.
Virei a cabeça e vi dois meninos me observando. Era difícil determinar sua idade exata, mas tinham entre 10 e 14 anos. Pensei que iam pedir algumas moedas e, de repente, entrei em pânico. (…) Foi uma sensação indescritível, um pavor instintivo.
O menino mais alto sorriu, o que fez meu sangue gelar ainda mais. Eu percebi que havia alguma coisa errada, mas não sabia o que era. Mesmo assim, abri o vidro e perguntei o que eles queriam. O menino sorriu ainda mais e pude ver que seus dentes eram muito brancos.
‘Olá, senhor, temos um problema’, respondeu, enquanto o outro menino continuava me olhando fixamente, em silêncio. A voz era a de um jovem, mas o tom era calmo, talvez
seguro demais para sua idade. Senti vontade de fugir dali, mas não consegui resistir e continuei ouvindo. ‘Eu e meu irmão queríamos ver o filme, mas esquecemos o dinheiro. Precisamos voltar para casa para pegá-lo. Você pode nos levar?’
‘Ah, bem…’, foi só o que consegui dizer. Então a situação ficou ainda mais estranha, porque seu companheiro silencioso o olhou com um misto de confusão e culpa. Ele pareceu surpreso porque não abri a porta de imediato. O menino que falava comigo me olhou um pouco perturbado, como se percebesse minha apreensão. ‘Vamos, senhor…’, disse de novo, com uma voz suave como seda.
‘(…) Que filme vocês querem ver?’, finalmente perguntei. ‘Mortal Kombat, é claro’, respondeu. ‘Claro’, respondi, e olhei rapidamente para o cinema e para o relógio do meu carro. O filme tinha começado há uma hora e era a última sessão da noite. Ele me interrompeu dizendo: ‘Vamos, senhor, deixe a gente entrar. Não podemos entrar se você não deixar (…). Não vai demorar, só queremos ir para casa”.
Percebi que minha mão estava na maçaneta da porta, prestes a abri-la, quando a retirei violentamente, sem conseguir encarar as crianças. Mas quando os olhei de novo, caí em mim e vi pela primeira vez seus olhos. Eram negros como o carvão. Sem pupila. Sem íris. Só dois globos negros que refletiam a luz vermelha e branca da marquise do cinema.
O jovem silencioso tinha uma expressão de horror no rosto. O mais velho pareceu furioso e repetiu: ‘Vamos, senhor. Não vamos machucá-lo. Você precisa deixar a gente entrar. Não temos armas’. O tom dele me assustou ainda mais, como se ele dissesse ‘não precisamos de uma arma’. Ele elevou a voz e, com um tom entre irritado e assustado, voltou a gritar: ‘não podemos entrar se você não nos der permissão!’. Eu já estava com a mão sobre a alavanca do câmbio e engatei a ré, saindo em alta velocidade. Quando me virei para olhar, eles tinham desaparecido”.
Bethel nunca mais teve uma experiência semelhante e até hoje sustenta a história. O que houve naquela noite? O que teria acontecido se ele tivesse deixado os meninos entrarem em seu carro? Uma das coisas que mais assusta o jornalista é que existem muitos relatos de encontros com essas estranhas crianças de olhos negros.
A verdade é que ninguém sabe quem são esses seres arrepiantes nem a origem da cor de seus olhos. As múltiplas teorias se baseiam em explicações sobrenaturais e falam de fantasmas, demônios e vampiros. Alguns chegam a afirmar que são alienígenas. No entanto, todos os depoimentos coincidem em um fato: as crianças sempre tentam entrar em espaços privados – uma casa, um veículo-, e são incapazes de fazê-lo sem permissão.
– Nossa, será que foi isso que agente viu lá? – Elizabeth pergunta.
– Acho que sim.
Paramos e Márcia, abre a porta da cozinha e todos entram, e um dia se passa e nós ficamos na cozinha sem sair de lá.
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