Caídos

1 "Quando não se tem mais nada a perder, só se tem a ganhar."


Notas iniciais
Espero que gostem! Boa leitura (:

Em toda minha vida nunca tinha me sentido tão estressada como hoje, e olha que eu já passei por muita coisa nessa chata e patética vida. Mudar de escola todo mundo muda, eu mesma já mudei algumas vezes, mas o difícil é você aceitar a nova namorada idiota do pai mandando em tudo e em todos com uma voz irritante e fina. Ela vez meu pai mudar para outra cidade e eu, claro que tive de ir junto. Eu podia muito bem ficar com minha mãe, mas ela trabalha o dia inteiro então a melhor “opção”, melhor para ela e não para mim, era ir junto com o querido papai e sua namoradinha nojenta.

– John, vou me atrasar para a manicure! – Gritou Estella descendo as escadarias de mármore da nova casa – Anda, anda!

– Claro amor, mas antes tenho que deixar a Ems na escola!

– Sim, sim... Mas Emma poderia ir a pé, não é querida?

Sentada na poltrona da sala, continuei mexendo no celular fingindo que não ouvia nada do que se passava ali. Quando finalmente me irritei com o olhar de Estella em mim, me virei de maneira preguiçosa e a encarei.

– Oh, desculpe, você estava falando comigo. – Forcei um sorriso arrogante – Eu realmente adoraria, mas acordei com uma dor horrível no meu tornozelo. Não vai dar não.

Virei-me novamente na poltrona de couro preto e ri silenciosamente pela pura satisfação de conseguir irrita-la bem no começo da manhã.

– Uma graça de garota– rosnou Estella, alto o suficiente para que eu escutasse, indo em direção á porta.

No momento em que levantei fiz questão de soltar uma gargalhada alta e sarcástica enquanto ia andando até o outro lado da sala para pegar minha bolsa e livros. John já estava na porta me esperando para poder tranca-la. Passei por ele entrei no lindo Audi Q7 branco, que muito em breve seria meu, e eu tinha absoluta convicção disso. Estella que estava no banco da frente ligou o radio e começou a tagarelar seus planos para hoje. Coloquei o fone de ouvido e liguei a música no alto, apenas para não vomitar com a terrível voz dela.

A escola até que era bem bonita e grande, não era nada parecida com minha antiga escola que mais parecia com um presidio. Essa até que estava mais para um shopping center, mas não aqueles shoppings que se pareciam com um outdoor cheio de glitter, mas sim aqueles clássicos e rústicos.

Passando pelo portão principal, do lado esquerdo, me deparei com um gramado grande e verdinho, onde alguns alunos estavam sentados lendo livros ou apenas conversando, do lado direito existia uma arquibancada com uma quadra e um campo de futebol.

Comecei a caminhar pelos corredores, que pelo o que parecia eram muitos, a procura da secretaria ou qualquer lugar que me ajudasse a se orientar nessa escola, e também precisava dos meus novos horários e rápido, porque faltavam apenas 15 minutos para o primeiro sinal bater.

Um grupo de garotas e garotos estava na minha frente, pensei em todas as minhas opções para arranjar ajuda, mas infelizmente elas eram poucas. Cheguei um pouco mais perto deles e perguntei:

– An... Por acaso vocês podem me dizer onde eu pego meu novo horário, por favor?

Uma ruiva com olhos escuros e pele clara me olhou de cima abaixo e deu uma risadinha.

– Você dever ser nova – Sua voz tilintava enquanto falava, ela pegou uma mecha do meu cabelo e o enrolou no dedo – Caramba, você é tão bonita! Anna veja esse cabelo loiro lindo!

Me afastei um pouco e naquele momento eu meio que fiquei sem reação, eles podiam muito bem ser aquele grupinho odioso e louco que toda escola tem.

Uma garota baixinha com cabelos castanhos que estava ao lado da ruiva, provavelmente a tal de Anna, repetiu o mesmo gesto da ruiva e novamente eu me afastei enquanto ela falava alguma coisa.

– O que você faz para deixa-lo assim? Está perfeito! Combina com seus olhos claros – Ela deu um gritinho — Me diz gata, qual o seu nome?

– Será que você pode me dizer logo aonde é a secretaria, por favor?

– Nome estranho! – Falou um cara alto e loiro que agora estava abraçado com a ruiva esquisita. Lancei-o um sorriso sarcástico.

– Agradeço pela ajuda – Disse começando a andar na direção oposta quando a baixinha chamada Anna segurou meu braço.

– Primeiro andar, terceira porta perto da enfermaria. É bem fácil de ver, tem uma cruz vermelha enorme!

Antes que eu pudesse falar alguma coisa, a garota saiu saltitando para junto dos colegas que agora se apressavam para suas classes.

– Obrigada! – Gritei para ela que já estava meio longe. Desci as escadas correndo seguindo as instruções de Anna e finalmente achei a secretaria, realmente era uma grande cruz vermelha aquela.

Depois de quase 20 minutos de espera para receber apenas um minúsculo papelzinho, o sinal já havia tocado quando cheguei à porta da minha primeira aula, fui obrigada a bater na porta e cuidadosamente a abri.

– Meio atrasada não é senhorita? – Perguntou um homem magricela mestiço que me encarava furiosamente.

As conversinhas alheias cessaram quando eu entrei na sala. Ótimo, agora todo mundo quer prestar atenção no que o professor fala.

– Está esperando o que? Ande, arranje um lugar!

Fiz o que ele mandou e tentei me concentrar na matéria até que a aula foi interrompida novamente por um novo aluno, e meu deus como ele era perturbadoramente sexy!

Seu cabelo era incrivelmente preto, e se possível mais preto do que a escuridão, seus olhos eram daquela cor cinza que tornava todas as suas feições misteriosas, era um pouco alto, mas não era tão magro, seus músculos eram visíveis por debaixo da blusa branca.

– Desculpe, mas mudaram meu horário e não tinham onde me colocar – E foi nesse momento em que minha baba escorreu. Sua voz era tão sexy e hipnotizante.

– Tudo bem, tudo bem. Mas não tolero mais atrasos! — O professor lançou um olhar de canto para mim – Você teve sorte de ter mais um lugar, agora vá, eu ainda tenho que dar aula.

E é claro que ele tinha que sentar ao meu lado, porque não é sempre assim naquelas historias clichês do tipo Stephanie Mayer? Sim, ele ia e já estava caminhando para a carteira do meu lado direito.

Acho que eu devo tê-lo encarado um pouco, porque assim que ele se sentou percebeu que eu o olhava e me deu um sorrisinho.

– Perdeu alguma coisa, loirinha?

Notas finais
E então, o que acharam? Deixem um comentário, faz bem para o autor ♥