Notas iniciais
Olá caçadores!! Como estão? Espero que bem... Bom aproveitem o capítulo. Boa Leitura

“Você só conhece uma pessoa depois de uma briga. Só, então, é possível julgar o seu caráter.”

Por Emily Brooke:

– Não se mexam – falei a fim de intimidá-los

Os dois se viraram lentamente com os braços levantados na altura da cabeça.

– Calma linda – falou o loiro.

Aproximei-me dele que sorria maliciosamente e dei um chute onde mais dói, ele ajoelhou-se e urrou de dor.

– Não me chame de linda! – falei sorrindo de canto, vitoriosa.

– Quem são vocês? – ouvi Katherine perguntar.

– O que te faz pensar que nós iremos dizer? – perguntou o loiro levantando-se.

Que cara atrevido, ele quer levar outro chute só pode!

– Calma, não queremos problemas – disse o moreno alto – eu sou o Nick e esse é meu irmão George.

– Okay grandão, agora os seus nomes verdadeiros! – falei e ele espremeu os olhos, desconfiado. Eles se entreolharam sérios.

– O que fazem aqui? – o loiro perguntou.

– O que vocês fazem aqui? – Katherine, que agora vinha para o meu lado esquerdo perguntou.

– Perguntamos primeiro – o loiro falou.

– Lembrando loirinho, que somos nós que estamos com a arma – falei rindo, ele me olhou e abriu um sorriso sacana.

– Somos da polícia, estamos fazendo uma patrulha noturna por aqui. Coisa de rotina – falou o moreno.

– É melhor revistar os patrulheiros aí – eu falei pra Katherine e logo ela entendeu.

Ela se aproximou do moreno, de frente para ele, e começou a passar as mãos pelo corpo dele. Hum, aquela safada estava aproveitando, bem melhor do que eu aqui. Os caras tem corpo. Isso é impossível de negar. Ela achou duas armas e uma faca. Depois ela revistou o loiro e achou duas armas, uma faca e um...

– EMF! – disse Katherine – eles têm um EMF.

Olhei-os. Eles se entreolharam.

– Sabem o que é um EMF? Como... – perguntou o moreno.

Não respondi.

– As facas são de prata e as armas estão cheias de sal grosso – ela disse trazendo as armas consigo, parando ao meu lado.

– São caçadores! – Acusei-os.

Eles se olharam assustados.

– Se sabem de tudo isso – o loiro olhou para faca em minha cintura, que por sinal era de prata — e estão aqui depois do que aconteceu nessa cabana... Vocês também são caçadoras!

Por Dean Winchester:

– Já que sabemos que vocês são caçadores, e que vocês sabem que nós somos também, porque não dizem os seus nomes verdadeiros e acabamos logo com isso – falou a garota com a arma.

– Já dissemos – falei – George e Nick Simpson.

– Não me obrigue a fazer isso – a garota com a arma desceu os braços até a arma ficar apontada para aquele lugar.

– Você não faria isso – desafiei. Sam ao meu lado, ficou tenso. Eu estou a ponto de perder o meu bem precioso e é ele que fica tenso? WHAT?!

– Sou uma caçadora. Você sabe que eu faria! – ela disse sorrindo de canto.

– Fala logo seu nome – Sam mandou.

– Dean – me dei por vencido. E não me julguem, eu não queria perder o meu...

– Eu sou o Sam – falou o moreno.

– Sobrenomes? – perguntou a outra garota.

– Ah, agora é a vez de vocês – falei e olhei a garota da arma – começando pela lindinha aí – provoquei. Ela me olhou com fúria nos olhos, dei um sorriso sacana para completar a cena.

– Emily, meu nome é Emily. E da próxima vez que me chamar de linda ou lindinha. Eu não penso duas vezes antes de estourá-lo.

– Katherine – falou à garota que revistou o Sam e eu.

– Agora os seus sobrenomes! – Falou a que se chamava Katherine.

– Winchester – Sam disse e elas deram um passo para trás e se entreolharam com espanto.

– Vocês são os Winchester? Os filhos do John? – Emily perguntou baixando a arma.

– Como sabe do nosso pai? – eu perguntei.

– Nossos tios conheciam o John, eles também eram caçadores, como nós – falou Katherine.

Por Sam Winchester:

Espera!

– Uma vez eu ouvi que o papai estava caçando com uma dupla de amigos... Qual o sobrenome de vocês? – perguntei

– Brooke – falou Katherine. Nesse momento abri um sorriso por ter lembrado — por quê? Quer o sobrenome pra você? – ela insinuou com um sorriso malicioso, meu rosto foi ficando quente, aposto que eu estava vermelho. Merda!

– Okay Katherine, viemos pra cá para investigar, mas se você quiser ficar com o seu novo namorado, eu vou pro que interessa – falou Emily já passando por nós e indo em direção ao outro cômodo da cabana.

– O que vocês sabem sobre o caso? – Dean perguntou a elas.

– O que te faz pensar que nós iremos dizer? – Emily retrucou com sarcasmo, fazendo menção ao o que o meu irmão havia falado antes.

– Se estamos aqui, no mesmo caso, porque não trabalhamos juntos como os seus tios e o nosso pai fizeram há anos atrás? – perguntei tentando formar algum tipo de aliança.

– Não somos eles e não toquem nesse assunto – Katherine falou e olhou pra mim. Um olhar com uma pontada de tristeza. Deve ser um assunto delicado.

– Mas, vai ser mais fácil se trabalharmos juntos, queremos ajudar – falei.

– Esquece grandão! – disse Emily.

Por Katherine Brooke:

– Agora que resolvemos, vazem daqui – falou minha mana mais nova. Engraçado como uma garota tão pequena (que tem vinte anos) pudesse ter uma marra e uma força tão enorme.

– Porque raios faríamos isso? – respondeu Dean – não vamos sair.

– Ou aceitam nossa ajuda ou aceitam – falou Sam convencido.

– Nunca – desafiou Emily. Puxei-a para um canto longe deles, que cruzaram os braços esperando.

– Emy, porque não aceitamos? – perguntei – parecem ser gente boa.

– Nós trabalhamos sozinha Katy, você sabe disso! Sempre foi assim, homens atrapalham – ela falou.

– Eles são filhos do John. Do John. Por favor, mana, vamos pensar no assunto.

– Sem chance! – meu Deus, que garota teimosa.

– Emy, você é louca mesmo. Eles estão oferecendo ajuda, do mesmo jeito que nossos pais aceitaram a do John – vi relutância no seu olhar. Ela sabe que vai ceder, ela só não quer ceder fácil demais. Nada incluindo Emily Brooke é fácil demais. Ela não é fácil demais, aliás é bem difícil.

– Não compare essa situação com a deles. Você sabe que foi uma coisa bem diferente.

– Por favor, vamos tentar. Não podemos fugir das pessoas para sempre Emy – apelei para uma carinha pidona.

– Você, mais do que ninguém, sabe que essas carinhas não funcionam comigo – ela disse e olhou para os homens que esperavam pacientemente. Quer dizer, o Sam, porque o Dean só faltava perder o oxigênio todo de tanto bufar.

Olhei-a novamente e ela baixou a cabeça pensando por um momento.

– Tudo bem – ela concordou.

Isso! Comemorei internamente. Viramos para eles.

– E ai, gatas, sim ou não? – Dean perguntou e Sam soltou uma risada ao ver Emily bufar.

– Okay garotos, nós aceitamos – Emily disse e Sam abriu um sorriso fofo – Mas com uma condição!

– Qual? – perguntou Dean com a sobrancelha arqueada.

– Não pensem que aceitamos por que precisamos – disse Emily – eu não aturo essa parada de “homens no comando”. Nada de regras. Nada de liderança. E nós iremos fazer o que bem entendermos – ela finalizou em um tom tão firme que eles estremeceram. Mas, mesmo assim concordaram.

– Tudo bem, podemos começar? – perguntei – perdemos tempo demais.

– Acharam algo? Alguma pista? – perguntou Sam olhando ao redor. Estávamos na cozinha.

– O que vocês acham que é? — Perguntou Dean

– Ainda não sabemos. Passamos o EMF pelo local mais ele nem deu sinal de vida – falei.

– Vasculhamos o local. Nada de diferente – falou Emily – precisamos pesquisar sobre lendas locais, talvez?

– Okay, então vamos embora? – Sam perguntou.

– Por quê? O grandão aí está com medo – provoquei.

– Não! Mas, não irá adiantar de nada se não soubermos com o quê estamos lidando – ele me respondeu vermelho.

Ele fica mais vermelho do que Emily ao ser cantada.

– Seja lá o que for não quer aparecer hoje – disse Dean.

– Então vamos embora – falou Emily – estou com sono.

Vi Dean dar um sorriso malicioso. Aquele garoto só pensa nisso?!

– Onde estão hospedadas? – perguntou Sam ao sairmos da cabana.

– No único motel da cidade – falou Emily com tom de obviedade.

– Espera, só tem um motel? – Dean perguntou – então estamos no mesmo.

– Qual o quarto de vocês? – perguntou Sam timidamente.

– No dezoito, por quê? Quer me visitar de madrugada? – perguntei e o vi vermelho mais uma vez. Ri com isso.

– Aí meu Deus, Katherine, quando chegarmos lá, eu peço outro quarto e você fica no nosso com o grandão aí – falou Emily se dirigindo ao Chevelle ss 1970.

– Nem precisa. Você vai para o meu – Dean falou rindo e Emily revirou os olhos abaixando o rosto, com certeza ela está vermelha – espera! Esse carro... Eram vocês nesse carro hoje à tarde?

– Como assim? – perguntei.

Dean andou para longe de onde nós estávamos saindo de vista. Segundos depois ele voltou dirigindo o Impala que Emily estava reparando.

– Você é o dono do Impala? – ela perguntou e ele assentiu.

– E você é a dona do Chevelle? – ele perguntou e ela levantou uma sobrancelha.

– É sou, por quê? – Emily perguntou ainda com a sobrancelha arqueada.

– Por que você é tão linda quanto ele – ele falou malicioso.

Isso a irrita. E a deixa muito envergonhada. O que a irrita mais ainda. O pior é que ele não está fazendo isso (eu espero) para cantá-la, está fazendo isso para irritá-la. Isso não vai dar certo.

– Alô – falei fingindo que estava falando em um telefone imaginário – eu gostaria de pedir uma cama de casal aqui para o norte Lignis, no meio do mato, perto da cabana que acabou de acontecer um duplo homicídio, enquanto tempo vocês entregam? Porque já estão querendo usá-la.

Emily revirou os olhos e abriu a porta do Chevelle preto.

– Você vem ou não? – ela perguntou irritada, por causa da minha brincadeirinha.

– Calma mana, você está muito estressada – eu falei.

–Amanhã nós encontraremos onde? –perguntou Sam.

–Na lanchonete do motel ás onze da manhã? – perguntei.

–Pode ser – disse Dean.

Entrei no carro e quando fechei a porta ela arrancou com toda a velocidade.

– Não teve graça – ela falou e eu ri.

– Teve sim, acho que vou ter que chamar o loirinho pra te fazer uma visita, com certeza ele lhe tira esse mau humor – eu falei e ri maliciosa – e o teu fôlego também.

– Katherine! – ela gritou envergonhada.

Por Sam Winchester:

– E ai Dean o quê você achou? – perguntei a ele quando ele deu partida, acelerando a fim de acompanhar as meninas.

– Gatas! – Dean respondeu.

– Eu falei da parceria Dean – revirei os olhos – será possível que você só pensa nisso?

– Não, eu penso na minha preciosidade – falou se referindo ao Impala – eu não sei se são confiáveis, mas que são muito lindas são.

– Continua falando isso para aquela Emily que em pouco tempo você vai perder o... – comecei a rir da cara que ele fez – com os foras que ela te deu. Foi à única garota que não caiu no papo de Dean Winchester.

– Ah, ela só estava fingindo. Ela está caidinha por mim.

– Convencido!

Notas finais
E entãooooo? Comentem por favor! Bjão