Caçando o Caçador
22 Voltando ao Normal
Notas iniciais
Na sala de aula, todos estavam lá, menos Jin, Holy, Amy e Azin. Todos se perguntavam, o que aconteceu com eles.
Em pouco tempo, Ronan entra na sala em silencio. Alguns alunos não tinham visto Ronan na entrada, então sussurravam coisas sobre ele. O azulado pôs suas coisas encima da mesa e olhou cada um de seus alunos com calma e disse.
Ronan – Alunos... Para alguns que não ficaram sabendo, eu fui preso injustamente. Por causa de uma blusa que provavelmente o dono do crime implantou, me prenderam por ser o único suspeito. Eu fiquei preso por alguns dias. Vocês não sabem como é ser trancado em um lugar muito pequeno... solitário... apenas com um projeto de cama e sem se alimentar ou beber... — A visão de Ronan estava vazia. Sua mente apenas lembrava daquele lugar.– Eu ainda tive sorte de primeiro terem me deixado na prisão vazia e não em uma com bandidos reais. Porém, com a ajuda de Jin Kaien, achando Rey, que explicou tudo e provou minha inocencia, então fui liberado. Enfim, o que quero dizer, sejam pessoas boas para não acabar naquele lugar horrível. Se acabar sendo acusado injustamente, digam a eles sempre a verdade. — Ronan se vira de costas para pegar seu material, mas uma garota levanta e pergunta.
Garota – Tudo isso que você passou, teve alguma coisa boa? Eles não podem te prender e simplesmente te soltar. — Ronan se vira com um sorriso.
Ronan – Digamos, que mesmo assim eu sai feliz de lá. — Logo ele pega um giz e um livro.– Peguem seus cadernos. — Ele começa a passar a lição no quadro negro.
O tempo se passou e já era intervalo. Lass e Arme saem primeiro da sala de aula juntos. Todos estranharam isso. Ryan olha para Sieghart com um sorriso idiota.
Ryan – Sieg... Acho que ganhei a aposta.
Sieghart – Que? Que aposta? — O moreno coça a cabeça com gota na cabeça.
Ryan – Não se finja de idiota.
Sieghart – Não estou fingindo. — Alguns alunos ficam com gota na cabeça.– Tá... Quem você quer?
Ryan – Eu vou escolher. — O grupo sai da sala todos juntos com Ryan sorrindo vitorioso. Lire olha para o irmão com uma expressão de negação.
Lire – Ainda é uma aposta idiota.
Nos corredores, Arme puxava Lass rápidamente que seguia sorrindo. Os dois sobem uma escadaria e acabam em uma porta com uma placa escrita, entrada proibida. Arme abre a porta e eles acabam saindo na cobertura da escola. Lass observa o lugar. Havia uma linda visão do céu iluminado pelo sol e repleto de nuvens que acabam encantando os dois. Arme se aproxima de Lass e se aconchega em seu braço suspirando.
Arme – Eu adoro este lugar... — Arme fica admirando o lugar.
Lass – Essa visão... Este horizonte... — Lass abaixa a cabeça. Arme olha para seu namorado.
Arme – Lass? — Lass olha para a garota e sorri gentilmente.
Lass – Não é nada. — Volta a olhar o horizonte.– Eu adorava fazer isso com minha mãe...
Em Hades, o castelo estava calmo. Lupus estava no topo do castelo olhando o céu roxo iluminado por um sol de brilho púrpuro. Sua expressão era de tédio.
Lupus – Como isso é chato... — De repente a expressão de Lupus muda rapidamente sentindo uma pontada rápida de dor de cabeça.– Lass... — Deixando esse pensamento de lado, Lupus abaixa a cabeça.– Lass... Hades... Serre... Ou eu. Um de nós quatro sairá morto.
Fora da escola, Jin estava sentado na calçada tentando esfriar a cabeça. Logo um rosto conhecido entra em sua frente.
Jin – Sherlockão? — O detetive observa o garoto atentamente.
Sherlockão – Não deveria estar na escola? — Jin olha para o lado disfarçando o olhar.
Jin – Eu perdi o horario da entrada. — Sherlockão analisa Jin de cima para baixo.
Sherlockão – De acordo com sua expressão e motivo pra ficar na calçada, suponho que está tendo problemas com a namorada, estou certo?
Jin – Como sabe disso? — Supreso o ruivo pergunta.
Sherlockão – Elementar, meu caro Jin. Sei porquê sou um detetive bom. Estou aqui para analisar o local mais uma vez, mas por quê não me diz o que está te afetando? — Ele se senta ao lado de Jin que explica a história inteira.– Entendi.
Jin – Você tem algum conselho? — Sherlockão se levanta e fica de costas para Jin.
Sherlockão – Jin, eu geralmente não dou conselhos, mas eu posso te dizer uma coisa. A bebida não faz você ficar totalmente fora de controle, mas sim um estimulo para fazer você liberar o que quer fazer. Ao beijar essa garota chamada Holy e ela corresponder o beijo, há uma grande possibilidade de vocês se gostarem.
Jin – Então isso significa... — Sherlockão volta seu olhar para o ruivo.
Sherlockão – Que você goste dela e dela de você. — Jin fica surpreso por um instante e começa a pensar.– Eu recomendo que vá para a casa dela agora e converse com ela. — Jin ficou alguns segundos parado, mas logo saiu correndo imediatamente pela rua.
Correndo sem parar pela rua e determinado, Jin ignora tudo e apenas pensa nos sentimentos de Holy. Nada poderia parar aquele jovem determinado à chegar ao seu destino. Ferozmente ele atravessa ruas, passa por pessoas e pula obstáculos com ajuda de seu porte físico.
Ao chegar na casa de Holy, o ruivo encara a porta como se fosse o momento decisivo de sua vida. Ele bate na porta e espera por Holy. O tempo parecia eterno, o suspense estava matando o ruivo. Quando ele ouve algo se aproximando do outro lado. Seu coração para por um momento... A porta se abre e vê Holy limpando seus olhos.
Holy – Jin? — Jin encarava Holy sem ao mesnos falar. Ele apenas olhava aqueles olhos azuis. Jin percebe que Holy estava chorando a pouco tempo.– Jin, e-eu estou bem... — Imediatamente o ruivo abraça a garota fazendo a mesma se surpreender e corar ao mesmo tempo. — Jin?! O-o que você está fazendo? — Jin olha nos olhos de Holy e rápidamente a beija.– (J-Jin?!) — Fica corada no início, mas acaba se deixando levar pelo beijo. Jin interrompe olhando a garota nos olhos.
Jin – Me desculpe... Eu deixei você mais confusa ,né? — Jin olha para o lado tentando disfarçar seu rosto levemente corado.
Holy – Sim... — Diz Holy abaixando a cabeça com as bochechas vermelhas. Logo ela levanta encarando o ruivo ainda com as bochechas vermelhas. – Mas acho que sei a resposta... — Timidamente ela se aproxima dos labios do ruivo e começa a beijá-lo novamente. Em pouco tempo eles param com Holy um pouco vermelha.– Me desculpa por te causar problemas.
Jin – Não, eu é que peço desculpas... — Holy abraça Jin timidamente sorrindo.
Holy – Nós dois pedimos desculpas então. Eu te perdoo se você me perdoar.
Jin – Feito. — O ruivo abraça a menor deixando a mesma confortável.
E então, Jin passou o dia na casa de Holy. Juntos eles estudaram para compensar o dia de aula perdido, se divertiram, conversaram bastante já que os dois são muito compatíveis e no fim, Jin pediu Holy em namoro, que aceitou com alegria.
Na escola, Ryan e Sieghart estavam andando por aí, seguido do resto de sua turma, por exceção de Lass e Arme. Ryan ainda estava na sua escolha, até que alguém aparece em sua visão.
Ryan – Dela. — Apontou exatamente para Mari, que estava lendo um livro.
Sieghart – Você só pode estar de brincadeira com a minha cara! — Exclamou o moreno.– Você quer que eu faça isso justo com ela?!
Ryan – Faz parte da aposta, lembra? Ou terei que revelar aquela coisa? — Sieghart fica assustado e todos ficam se perguntando “que coisa?”.
Sieghart – Você não vai faria isso.
Ryan – Sim, eu faria. — Sieghart olha para Mari que lia seu livro de modo inocente, olha Ryan que o ameaçava com um sorriso malvado e então abaixa a cabeça pensando seriamente com todos o encarando. Ele chega a uma conclusão.
Sieghart – Mostre... Mesmo que todos me zoem, não quero que ela se sinta mal. — Sieghart sai de perto de todos enquanto eles estranham o nobre comportamento de Sieghart. Ele vai até Mari e se senta no banco onde ela estava e começam a conversar.
Ryan – Ah, isso não tem graça. — Ryan fica emburrado e Lire se aproxima devagar colocando a mão no ombro do irmão.
Lire – Como eu disse, foi uma aposta idiota. — Ryan fica com uma expressão de negação.– Aliás, o que seria essa coisa que você iria revelar? — Ryan mostra uma foto para Lire e ela tenta segurar o riso. Todos se juntam para ver e começam a rir. Ryan olha novamente e ri também.
Ryan – Bons tempos...

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