Caçadora de Asas

28 Pistas sobre os Eshys


Notas iniciais
Olá, tudo bem? Os últimos capítulos estão escritos e prontos para serem postados ^^ Obs: optei por chamar os akumas pelo termo certo sugerido pelo guia, Eshy. leitura on~

Gust havia passado o resto do ano pesquisando e em junho do próximo voltaria para passar as férias e me contar pessoalmente as suas descobertas. Dan estava crescendo bem, mas seu guia não modificara, as mesmas páginas em branco. As pesquisas de Gustavo poderiam me ajudar a entender melhor o guia que vinha conosco.

Na data estipulada Gust chegou, como seus pais haviam se mudado e Gabe, seu meio irmão, ganhado bolsa para lutar fora do país, não tinha com quem ele ficar. Depois de insistir muito ele aceitou ficar na minha casa, Theo ficou com seus pais e visitava Gust todo dia. Marco não gostou muito da ideia dele ficar em casa, mas logo aceitou, eu passava mais tempo na faculdade e com ele do que em casa.

O pouco tempo que tinha livre entre os estudos, analisava minuciosamente a pesquisa que Gust fizera, era realmente impressionante, como que ter alguém em campo facilita as coisas. Haviam detalhes sobre a lenda de akumas, algumas nada relacionadas comigo, mas outras que se encaixavam perfeitamente no padrão. Uma delas me chamou mais atenção, que coincidentemente foi a que Gust se apronfundou mais.

" Seres alados sobrevoavam nossas vilas, alguns nos ajudavam, outros nos ignoravam, mas nenhum nos feriam. Ao passar dos anos alguns dele sumiam e os outro estavam com suas asas brancas manchadas de sangue, perto de suas costas. Tempos se passaram e cada geração que se passava mais asas escuras apareciam, eram poucos de asas brancas. Eles eram os deuses (kami) que nos guiavam, mas depois com suas asas negras ou vermelhas sangue se parecem mais com os demônios (akuma) que nos cercam, veem nossas dificuldades e não ajudam. Essa é a sina de quem quer ser kami, se tornar akuma."

Perguntei-lhe se havia mais coisas sobre aquela lenda, a única que expressava melhor o que pode ter acontecido. Seguindo a lógica do meu guia atual a lenda não estava errada, sendo então que existia somente Eshys brancos e ao passar do tempo a sede de poder ou outra qualquer causa fizeram com que uns matassem outros gerando os ditos akumas. Ele me entregou o trabalho dele, tudo relacionado àquela lenda, ao todo eram nove paginas, sete escritas a mão e duas de arquivos originais.

Resumidamente dizia que os Eshy, a raça de pessoas aladas com asas brancas, apareceu do mesmo jeito que sumiu, de repente. As pessoas próximas aos Eshys dizem tê-los vistos como humanos, mas nada de concreto. A conclusão formada por e pelo Gust foi a de que os Eshys que ajudavam humanos foram utilizados como experimentos para conseguir formar os protetores, o sacrifício para a evolução da espécie.

– Por que fariam isso? — questionou John, ele não se satisfez somente com resultado — Não faz sentido.

– Faz sim — respondeu pacientemente Gust — Neste trecho "Houveram relatos de asas fossilizadas junto a prata na região próxima ao local indicado nas lendas, os corpos que a perteceram não foram encontrados. Em outro local pouco distante do anterior haviam esqueletos com semi-asas e prata no local.". Isso pode indicar os experimentos que fizeram para se consiguir ter o protetor, agora falta saber como ele funciona e por que que tem que ser prata.

– E por que falam tanto de prata, e o que o protetor tem a ver com isso?

–Simples — respondi no lugar de Gust — meu protetor é feito de prata, como todos os outro que tenho comigo, inclusive o do Dan também é. Nos levando a acreditar que estes objetos de prata tem relação com os Eshys ou Akumas.

– Mas assim só teriam akumas e não Eshys brancos.

– Por que diz isso? — perguntou Gust, ele era o segundo mais interessado nas descobertas, dentre os três eu era a mais.

– A cor das asas é definida pela carga de sangue que os akumas ancestrais acumularam, ou seja, não importa se mataram ou não os brancos não se culparam por matar então continuaram brancos, já os vermelhos se culparam perdendo o sangue e o passando até as atuais gerações.

– Em base do que você está falando? — perguntei, mas já tinha uma preve noção.

– Do guia — respondeu ele retirando o celular do bolso — eu o digitalizei, assim se modificar posso anotar e facilita levá-lo no celular. O techo é este "O sangue irá para suas asas e manchará as de seus descendentes, tornando-as escuras como seu próprio sangue." o primeiro que mudou com suas descobertas.

– Mas minhas asas clarearam quando me uni com o protetor de Eliot.

– O que? — no momento Gust não sabia que eu tinha feito isso, pelo menos John já — Você fez o que?

– Então, quando Ana cortou o relógio de Eliot e o colocou debaixo do meu dedo que sangrava e vi meu sangue ir ep se misturar com o dele. Deste então minhas asas se tornaram menos negras.

– Pode ser, um jeito de se redimir pelos antepassados, perdendo sangue pelos que morreram.

– Mas isso funciona para todos? — perguntei soltando o lápis da mão — Digo, não importa quem matou ?

– Não sei — respondeu Jonathan com um tom grave e pensativo — poderiamos testar. Tipo, é só você trazer um protetor e a gente experimenta.

– Ok, mas existe um problema — falei pensando em uma solução — eu não tenho protetores.

– Como não? E o bracelete e presilha????

– O bracelete entreguei para o Adriano a dois anos... e a presilha ta com Dan, uma lembrança da família dele.

– Mas e dos outros que você ma-mat-tou — ele não queria dizer aquelas palavras, nada além da verdade.

– Não peguei nada deles — falei sem alterações na voz, não me abalava mais este fato, foi necessário — eu não terminei o serviço em nenhum dos últimos dois casos e no caso de Lucien estava com Dan no colo. Sem protetores.

– Voc-vo-você... — não deixei Gust completar.

– Sim comecei a matar eles, mas não matei realmente Nick, quem o matou foi Thiago e ele eu só o deixei sozinho enquanto tinha hemorragia em um lugar deserto. Eles matavam só por poder, não sabiam direito o que faziam também e havia uma coleção de sangue.

– Sangue!?!? — perguntou espantado.

– Sim sangue, por que essa cara?

– Não curto ver sangue, na verdade sai daqui por causa disso.

– Por que você me ajudou a forçar Adriano a falar?

– Fingi ser durão, não ia conseguir sequer cortar o dedo dele, por que acha que tirei a espada de perto?

– Faz mais sentido, voltando aos protetores. Não temos nada a fazer, não posso fazer nada.

Nasceu mais uma dúvida, mas o mais importante era descobrir a essência da história dos Eshys e depois os detalhes. Nossa conclusão foi a que no sangue dos Eshys, optamos assim chamar minha espécie, por parecer o mais abrangente, possui substâncias que influenciam diretamente no comportamento das asas. Essa substância deve reagir com a prata gerando um produto que anula por alguns momentos o crescimento das asas e o invertendo.

Segundo várias fotos, pinturas, das lendas e fósseis encontrados indicam que as asas diminuem de tamanho e retornam ao corpo, por isso seria desconfortável a primeira vez que se faz o processo. Depois deste procedimento as asas ficavam sobre os ossos da costela, mas nada aparente aos outros olhos.

Fiquei com as pesquisa de Gust, já ele voltaria para o Japão e procuraria mais, mas desta vez procuraria como engenheiro bioquímico. Como ele fazia este curso lá e tinha acesso livre no laboratório seria mais fácil se ele descobrisse para gente, tirando o fato de não gostar de sangue. Contudo ele aceitou fazer o trabalho, levando consigo na viagem de volta, amostras do meu sangue com anticoagulante e penas, segundo ele isso bastaria. No dia de volta dele com Theo Marco estava um pouco feliz com isso, a ideia de Gust ficar em casa nunca o agradou, mas não falou nada diretamente a respeito. Gust prometeu voltar e trazer mais resultados, ele estava muito empolgado tanto que levou uma cópia de umas páginas do meu guia, as partes mais superficiais. Mas logo tudo mudaria, a pesquisa seria ignorada e também esquecida por mim.

Notas finais
Só passei para falar que eu agradeço muito, muito mesmo que está lendo. Me sinto obrigada a agradecer, e peço desculpas por qualquer coisa que tenha feito (principalmente os erros, escrevo pelo celular e o tempo tava curto), mas prometo tentar concertar tudo, dentro do possível. Agradeço muito, mais uma coisa, alguém sabe como que vai acabar? Tipo o cara que ela procurava, achou, todos bem e felizes. Só digo uma coisa O fim está próximo. Beijos Mei ^-^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.