Caçadora de Asas

21 O novo mistério


Notas iniciais
Yo minna, olha eu aqui de novo. Me perguntaram o que era inspiração e como ela vinha. "Inspiração é uma coisa mágica que vem do nada e te da a graça de como prosseguir com o capítulo, e ela é tão gentil que vem como um soco, não dá para não sentir" espero que gostem deste soco que levei :)

Tivemos uma semana de luto na escola, por causa da morte de dois alunos "exemplares", um por suicídio platônico e outro por traumatismo craniano, depois de perder as asas ele se tornaram humanos. Nick, o suicida, teria um amor nada correspondido por Thiago que o recusou, prova disso seria escritos pelo corpo dele; "Eu te amo, Thi", "Eu te amo" e "Olhe para mim". Com certeza Thiago que havia feito, meio forçado, mas justificou a morte, o fato de estar na porta da minha casa foi mera coincidência.

Thiago morreu enquanto treinava no ginásio abandonado, segundo os jornais, bateu a cabeça em uma pedra e tentou pedir ajuda, mas morreu antes. A causa seria traumatismo craniano ou hemorragia. Eu fui ao hospital dizendo que cai de moto em busca de John e cortei minha perna, nenhuma suspeitas vieram sobre mim, principalmente que minha moto estava amassada devido a pressa em que quis socorrer Jonathan.

Depois da semana de luto todos estavam normais, ninguém tinha uma ligação forte aos FN's, mas havia muita coisa não explicada para mim sobre eles. Estavamos em tempo de paz, sem a morte de akumas e sem problemas. Marco já tinha melhorado e ia as aulas comigo, tudo continuou como antes, romântico e fofo. Ana estava um pouco estranha comigo, ela e Jonathan eram os únicos que sabiam da verdade, ninguém me julgava.

Eu me sentia mal, agira só Marco me animava, mas ele percebia que eu estava distante depois de perguntar três vezes o que aconteceu parou de insistir. Ana ainda brava por eu ter matado ou iniciado a morte dos FN's, não foi errado, foi minha única saída e não podia pensar que foi um erro se não meu sangue também me negaria. John se culpava por tudo que aconteceu, passei a semana de luto o convencendo que ele não era o culpado, na verdade nem deveria ter sido envolvido.

Fim de ano, a escola terminou e eu me formei, um desefio a menos para enfrentar, não liguei muito para a formatura. Para mim era só mais uma festa sem muita importância pessoas rindo, alefres por falsos motivos. Mas Marco estava animado, ele amava a organização que ele ajudou a fazer.

– Mei vamos a formatura juntos? — perguntou ao telefone.

– Claro, quer ir na minha moto? — respondi.

– Moto? — perguntou assustado, por mim era mais um dia com a escola — Como você vai de moto para formatura?

– É só um encontro para pegar meu diploma, não vamos a feata não é?

– Como não? Você vai na festa sim e amanhã eu te levo de carro.

– Mas eu não preparei nada para a formatura ia de calça jeans e uma camiseta, pegaria o diploma e iria embora.

– Lógico — disse Marco sarcástico do outro lado da linha — não se preocupe daqui a pouco chega um vestido que escolhi para você, cabeleireiro vai amanhã às 15 horas e depois o maquiador. Achou que a formatura ia ser em branco?

– Não precisava, eu ia ficar...

– Se eu não fizesse — me cortou — você também não faria, até amanhã às 19 horas.

Ele desligou o telefone sem esperar resposta, não queria ir a formatura, mas não conseguia recusar os pedidos de Marco. Ele era sempre tão carinhoso, atencioso e detalhista, a todo momento preocupado comigo sem invadir meu espaço. Chegado o dia todo ocorrera como indicado, o vestido, depois o cabeleireiro e o maquiador. Tudo estava pronto e no horário, sai me despidi de John que olhava pela janela distante, só me olhou, sorriu e me beijou a testa.

Eu usava um vestido preto com um decote bordado a frente e costas abetas, era longo e sem alças, estava também com luvas pretas. Acompanhando o conjunto um salto, meu colar, protetor, e brincos de prata.

Sai de casa e encontrei Marco, inimaginavelmente mais bonito, ele usava um blazer azul marinho fechado somente no meio, por baixo tinha uma camisa aberta até o segundo botão. Ele estava de calça jeans escuras e de sapatenis, sua posição o deixava mais lindo, uma perna estava dobrada apoiando no carro, a mão do lado contrário a perna estava no bolso e a outra segurando um buque de flores caído ao lado dele. E seus olhos sempre encarando o além, a imensidão verde azulada encarando o horizonte.

– Nossa — não me contive ao vê-lo assim — acho que vou me trocar, porque você está muito lindo.

– Só eu — respondeu ele sorrindo e me encarando — as flores que eu trouxe não são dignas de forrar o chão que você vai pisar.

– Além de gato está galanteador hoje — disse rindo dele.

– Tudo para tornar sua formatura a melhor de todas.

– Só falta uma coisa — disse usando um falso tom decepcionado.

– Sério? — perguntou olhando para si mesmo.

Eu selei a boca dele com a minha, ele me olhou profundamente quando nos separamos. Fomos a formatura e depois a tal esperada festa por Marco, ele tinha feito um belo trabalho, eu nem sabia que ele a organizara só soube na hora por causa de uma frase:

– Eu não poderia deixá-la perder a festa que fiz para você, — ele disse — então gostou?

– Está lindo — disse animada depois de um tempo, ele sorriu.

A festa foi normal, muitas danças, pessoas pulando, pessoas ficando e um rapaz nos encarando. Eu o conhecia de algum lugar, da escola obviamente, mas eu já havia me esbarrado nele antes. Só não sabia quando e porque. Me distanciei de Marco com a desculpa de retocar a maquiagem, nada a ver com minha cara, e achei as fotos dos formandos. Adriano era o nome dele, mas não me lembrava de onde havia o visto antes, somente vagas lembranças sem sentido.

Voltei para junto de Marco e curti a festa, em algumas ocasiões o garoto estava olhando para nós. Quando fui em direção a ele para perguntar o que o incomodava tanto ele se foi em mei o multidão, deixando somente um rastro de seus olhos azuis. Marco logo me seguiu.

– O que foi anjo? — peguntou tocando meu braço.

– Pensei ter visto um parente — menti rapidamente.

– Pena ninguém ter vindo — completou me abraçando — mas você também não deve ter avisado.

– É, mas já que aqui estou vamos dançar? Logo é a valsa.

Dançamos pouco tempo antes de anunciarem a valsa dos formandos, todos estavam em fila com seus respectivos pares. Marco e eu estavamos no meio, assim ninguém me notaria, de par em par começaram a dançar até todos os formandos estarem lá. Foi uma festa sem preconceitos e padrões de um colegial perfeito, quem namorava estava com o namorado mesmo que não estudasse na escola, Gust finalmente se assumiu com Theodore e dançava com ele. Eu havia perguntado sobre Annie e a reposta foi "Ela realmente é muito fofa, mas a vida não é feita de fofura", realmente Theo era melhor que ela.

A festa foi melhor que eu achei que seria, principalmente que quando Marco estava do meu lado era o melhor momento. Foi uma enorme dispedida, enorme e contente dispedida. Ana iria com Juan a um cruzeiro para a Europa e de lá fariam faculdade, eu e Marco ficaríamos mais um ano na cidade decidindo para onde ir, Gust iria para o Japão e Theo também, como tinha dinheiro ele iria onde Gustavo fosse.

– Durma bem meu anjo — disse Marco na porta da minha casa — se quiser podemos fazer algo amanhã...

– Claro, por que não? — respondi abraçando sua cintura — Não quer entrar em cas...a — eu vi pontos azuis, olhos nos observando, mas logo sumiram, minha imaginação? — em casa, não quer vir?

– Não posso — respondeu sem dar atenção ao tropeço entre palvras que tive.

– Não quer? — me fiz de coitada eu gostava das reações posteriores.

– Deixe me ver.

Ele me beijou calorosamente, deixando de lado o que o professor de biologia disse algum dia sobre como um beijo é nojento. Foi intenso, me deixou sem saber onde eu estava, até ele interromper no meio.

– Te responde a pergunta?

– Não — sorri para ele com o canto da boca — será que pode provar que quer?

– Com toda certeza que — o celular dele tocou e era a tia que estava tomando conta dele — sim, mas agora não. Te amo viu, tchau.

Ele saiu e me deixou na porta de casa sozinha, entrei e ainda sentia que alguém nos observava antes. Fiquei pensando onde eu havia o visto antes e nos detalhes marcantes dele, costas largas, um pouco mais alto que eu, olhos azuis e expressão triste.

Aquela marca em suas costas não sairia mais, o corte foi fundo. Apesar de ter visto a lágrima em seu rosto eu não pude vê-lo completamente e nem me lembrar à parte que tinha visto, só me vinha à mente olhos azuis com uma lágrima escorrendo. Eu me lembrei de onde poderia tê-lo visto, minhas lembranças daquele akuma branco que eu marquei, os parâmetros que eu tinha se encaixavam perfeitamente nele.

Adriano o akuma branco que matou aquela akuma, a redentora do meu bracelete. O motivo de tudo ter começado, mas desta vez não sentia raiva, somente curiosidade, os motivos dele ter matado, se ele a conhecia, os motivos de me observar e o principal como ele me descobriu.

Notas finais
Então o que acharam? Aceito críticas, pejorativas ou não. Mais uma coisinha, não curto o natal, mas se quiserem eu arrumo os próximos capítulos para que ele encaixe na história... Até os comentários ou o próximo capítulo. Beijos Mei