Caçadora - Reflexo da Morte
5 Capitulo IV
Notas iniciais
Dean sentia um terrível aperto no coração, ele sabia que teria que a achar. Talvez fosse apenas sentimento de culpa, ou não. Sabia que era culpa dele, além do mais estava meio que curioso para ouvir as teorias dela.
Não foi muito difícil achar uma garota de cabelo rosa chiclete e roupas pretas naquela cidade, ela havia acabado de sair do estúdio de modelos. Tinha um sorriso alegre nos lábios enquanto falava com as garotas da equipe.
O moreno achou melhor esperar ela se separar das outras, quando ela já estava longe ele chegou por trás e a pegou pelo pulso. Isso de longe evitaria que ela saísse correndo dali.
Aleesa se assustou com alguém a ter pego pelo pulso, não era algo exatamente comum. Estava em alerta maximo desde que tivera certeza que o caso não havia acabado e que estava sozinha.
Não relaxou ao saber que era Dean, não confiava mais nela. Não, não poderia depois do que ele lhe fez. Ele viu a raiva nos olhos dela, mas agora ele teria que ser duro para poder cuidar dela.
- Saia daqui Wincheter – diz ela com ódio.
- Não vejo motivos para isso – fala ele com um sorriso brincalhão no rosto – afinal temos que resolver um caso.
Aleesa realmente se surpreendeu, mas a face de surpresa não durou mais do cinco segundos. No lugar dela logo teve uma cara seria, ela não daria o braço a torcer era muito cabeça dura quanto a isso.
A Demônio de cabelos rosa chiclete soltou rapidamente o pulso que Dean segurava, ela era de longe uma caçadora formidável. Ela pensou em sair andando, mas não adiantaria muito ser seguida por ele.
- Vamos deixar uma coisa clara aqui – diz ela apontando o dedo para o peito dele – nós não nos suportamos, você é um chato que não perde uma oportunidade de me irritar e não acredita em mim. Não vejo um único motivo para você continuar em um caso que não vai levar a serio.
Ta aquela de longe havia sido chocante, mas o que fazer quando se estava lidando com uma demônio adolescente problemática? Ela era totalmente imprevisível, não dava para saber o que se passava naquela cabeça.
Dean teve que pensar rápido em uma resposta, mas é obvio que não podia perder a pose e dar aquele gostinho para ela. Não, ele era bem melhor do que ela um dia sonharia em ser.
- O motivo é que você não vai selecionar o caso sem mim, admita você precisa de um parceiro – fala Dean a encarando.
Aleesa nunca admitiria isso, odiava trabalhar em grupo. Odiava ter que ficar dependendo de alguém para terminar seu trabalho. Principalmente se esse alguém era aquele caçador prepotente.
- Você está muito enganado quando a isso, admita Wincheter eu sou uma das melhores caçadoras que você já viu – fala ela chegando ameaçadoramente perto – eu faço o que outras não fazem, noto o que ninguém nota, sou melhor do que todas que você já viu.
- Isso não é verdade – diz ele – você não é nada, você é uma péssima caçadora que se acha a dona do mundo.
Não importava mais, Aleesa não se importava mais com Dean e era disso que ela queria se convencer. As palavras dele podiam a alfinetar, mas ela não mudaria. Não mostraria que era fraca para ninguém.
Dean já havia passado dos limites estipulados por ela, ele era de longe o caçador mais irritante que ela já teve o desprazer de ver. Não, ela nunca daria esse gosto a qualquer garoto.
- Pois essa péssima caçadora estava certa,nós não terminamos o caso – a demônio empina o nariz – ouve outra morte, Giovana foi encontrada morta hoje.
A cara que Dean fez era de puro choque, ele achara mais do que obvio que tivesse terminado o caso. Alguémtinha morrido, um erro que ele nunca achou que ia cometer e o pior era que ela havia notado.
Seria insuportável ver o quanto ela se acharia depois disso, principalmente porque ele a esnobou. Teria que agüentar o sorriso sarcástico dela por um bom tempo, é isso seria horrível.
- Admita a sua novinha é melhor do que você imaginava – fala Aleesa rindo e saindo dali.
Ela tinha bem mais o que fazer do que perder tempo com ele, ela não entregaria os pontos tão fácil. Agora que ele estava paralisado era o momento perfeito. Ela logo estava com fome, foi para uma lanchonete e pediu uma porção de macarrão.
Já havia comido metade do prato quando alguém se sentou na sua frente, olhou no relógio. Quinze minutos, ele levara todo esse tempo para a achar ou para se recuperar do choque?
Nem a própria Aleesa sabia o que ela preferia, não sabia nem se estava ou não feliz por ele estar ali. Então ela lembrou de tudo o que ele a disse, e notou que era ridículo pensar qualquer coisa que não fosse ódio sobre ele.
- Ta você ganhou agora deixa eu ajudar – fala Dean se sentando na minha frente.
- Porque deveria – arqueia uma sobrancelha.
- Bobby está louco para saber onde você está – essa era a ultima carde de Dean.
Aquilo foi como um choque para Aleesa, não queria Bobby ali. Ele a tratava como uma criança e ela já era bem grandinha para isso. Está certo que Dean também a tratava como uma.
Agora ela tinha que escolher a sua babá, isso não era muito emocionante em nenhum momento. Um a odiava, mas era bom e não ficava muito em cima. O outro era super protetor e bancava o pai preocupado.
Ta, Dean podia ser melhor que Bobby. Além de mais fácil de fugir, ia ficar com a babá que a odiava. Muito melhor, uma babá que a odiava e que quis dar uns pegas nela. É, ia ter que ser ele mesmo.
- Vai você mesmo – revira os olhos.
Dean começa a comer, ta os dois se davam bem porque comiam muito. Aleesa comeu dois pratos de macarrão e um pedaço enorme de bolo de chocolate. Dean comeu 3 hambúrgueres grandes e um enorme pedaço de pudim.
Depois de já terem comido muito eles vão começar no que fazer para resolver o caso, tinham que primeiro descobrir o que poderia ser a criatura e uma ligação real com as vitimas.
Dean estava com as fichas de cada uma, foi quando finalmente a ficha caiu. Todas as garotas eram as prováveis vencedoras do concurso de dança, todas foram encontradas mortas no mesmo camarim fechado.
Eles teriam que ir até lá para ver se descobriam algo, algo realmente bom sobre as mortes as garotas. Como já era a tarde e naquele dia as aulas tinham sido pela manhã, eles teriam que arrombar.
Aleesa sabia como era todo lugar por dentro, estava lá a apenas dois dias. Mas sabia de tudo que estava acontecendo lá e onde ficava tudo. Em alguns segundos, o sistema de segurança estava desligado.
Entraram pelos fundos, com um grampo conseguiram arrombar a porta. Dean não sabia como eram as coisas lá dentro e ficou seguindo a demônio, o camarim onde as garotas eram achadas mortas estava interditado.
- Dean, Toda segunda-feira uma garota diferente é achada morta aqui, qual a ligação principal delas? – fala Aleesa olhando tudo.
Dean olha o camarim, era absolutamente normal. Só tinham um copo de vidro e uma madeira com um desenho estranho. Quando Aleesa vê aquilo ela sente uma enorme vontade de dar um grito.
- Que foi – pergunto o caçador.
- Isso é o jogo do copo, as garotas mortas provavelmente foram as jogadoras – diz Aleesa – no fim todas as garotas morrem e um espírito fica no lugar com a forma humana.
A demônio estava em choque, tinha que descobrir as participantes do jogo e como acabar com aquilo, se o espírito matasse todas e eles não acabassem logo com eles não poderia fazer nada.
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