Caçadora - Reflexo da Morte
3 Capitulo II
Notas iniciais
Eles chegaram aos quartos, não eram nada grandes, mas davam para o gasto. Eram todos perto o suficiente para ninguém estranhar nada de um ir no quarto do outro, até porque isso seria necessário.
Dean jogou as malas de Aleesa com tudo no chão, Bobby sentou em um cadeira, Sam encostou em uma parede e Aleesa ficou ao lado do mesmo. Somente Dean continuava do mesmo jeito que chegou.
- Você é a garota mais irritante que eu tive o desprazer de conhecer – fala Dean irritado.
- Assim eu magoou, amor – diz a demônio rindo.
Todos a acompanharam nas risadas, Sam já havia se soltado um pouco por estar perto dela coisa que Dean não aprovava. Mesmo assim ambos os irmãos queriam saber o porque dela estar lá e porque confiar nela.
Aleesa olhava para cada um dos dois atentamente querendo saber qual deles iria perguntar, ela sabia que ambos estavam curiosos e desconfiados quanto a ela e sua amizade com Bobby.
Dean estava estressado com aquilo, queria logo saber o porque de confiar naquela demônio chata e irritante. Na verdade ele queria poder duvidar de sua inocência a ponto de a matar de cara.
- O que estavam fazendo lá – diz Dean.
- Chegamos na cidade curiosos quanto ao caso, vimos algumas fotos e decidimos averiguar – fala Bobby serio – não pretendíamos entrar e os enfrentar de frente, não sabíamos muito sobre o que estávamos enfrentando.
- Infelizmente, uma pessoa que nós suspeitávamos ser a próxima vitima sumiu e conseguimos seguir as rodas de sua bicicleta – diz Aleesa fechando os olhos – ela ia direto para a Mansão Black, tínhamos que tentar salvar o garoto. Sabíamos que não teríamos muitas chances, Bobby decidiu chamar vocês para ajudar. Acabamos nos separando.
Aleesa estava concentrada, os olhos fechados e se esforçava ao maximo para lembrar de tudo que acontecera a algumas horas. A memória ainda estava fresca, tinha que aproveitar o momento para dar o maximo de informações possíveis.
Ela sabia bem mais que Bobby, reparou mais e chegou a ver um dos demônios inimigos por alguns milésimos de segundos antes de fechar os olhos e sair dali rapidamente.
Sua voz era baixa e ela relatava rapidamente tudo o que havia acontecido, nos mínimos detalhes possíveis. Os irmãos sentiam como se tivessem vivido a cena igual a ele, sentido o que ela sentiu e isso era assustador.
Sam tentava acompanhar a sua voz digitando tudo, o suor escorria por sua face de tão nervoso e determinado. O que foram apenas o Tempo de duas horas, parecia ser um relatoria praticamente igual o da ultima caçada de ambos.
Então a demônio de cabelos Pink ficou quieta e abriu os olhos de repente, ela havia terminado de contar a sua historia. Olhou Bobby se perguntando se ele queria complementar algo com o que vira, mas ambos sabiam que não. Uma narração feita por ela valia muito mais do que um filme daquilo.
Aleesa se separou a parede e começou a procurar papel e caneta, ela havia visto um dos demônios e tinha que aproveitar a memória fresca para o desenhar. Pegou um papel e começou a desenhar perfeitamente.
Era um homem, de traços duros que devia ter por volta dos 35 anos, usava roupas normais e estaca com as mãos no bolso. Dava para ver cada detalhe dele, cada músculo com aquele desenho e principalmente um colar estranho que ele tinha.
Depois disso a demônio se jogou na cama de casal, fazendo todos olharem para ela. De longe ela estava ali para deixar a sua marca. A garota fechou os olhos,já havia dado o depoimento mais perfeito que eles poderia querer e isso significava que não precisava ficar relembrando aquilo.
- Você está, ham.. bem? – pergunta Sam.
- Quero apagar isso da minha memória ao maximo – diz ela – momentos que não quero guardar e não preciso, não com o meu super depoimento.
Dean não podia deixar aquilo quieto, não podia deixar passar qualquer coisa para provocá-la. Ele teria que fazer um comentário e seria agora.
- Achei que seu relatório deixou a desejar – disse com um sorriso maroto.
Aleesa lhe lançou um olhar de puro ódio, se levantou da cama e o encarou com o olhar mais irritada e demoníaco que já haviam visto. Se olhar matasse, Dean já estaria definitivamente morto.
- EU estou morta de sono, não durmo a 120 horas e acho que o chazinho da madrugada das vovós pode ser em outro lugar – diz ela abrindo a porta – então meu cunhado, meu pai e meu noivinho amado vão me deixar dormir.
Bobby e Sam arrastaram Dean para fora. Ambos passaram boa parte da noite pensando no que procurar. Ficaram um bom tempo pesquisando, mas ocansaço os venceu e todos tiveram que ir dormir.
Dean estava curioso para ver como a sua noivinha estaria vestida para dormir. Um pijama ou uma camisola curta? Ele tinha que admitir que o corpo adolescente que ela utilizava não era nada mal.
Ela estava ali, tão serena e calma em um sono profundo. Vestia uma calça de moletom e uma blusa larga masculina fazendo Dean imaginar de quem seria a mesma, um namorado? Difícil, demônios não ama, certo?
Ele colocou a parte de baixo do pijama e foi dormir, sem camisa mesmo. Mas teve que abrir a janela, o quarto estava empesteado com o perfume dela. Não que o perfume fosse daqueles baratos e ruins, mas ele TINHA que abrir a janela.
Já era por volta do meio dia quando Aleesa finalmente acordou, todos já estavam almoçando no restaurante do hotel quando ela apareceu. Desta vez estava usando um vestido preto tomara que caia e uma sandália rasteira. Ela entrou sorrindo e logo os avistou.
- Oi papai, Sam, Oi amor – diz ela se sentando do lado dele.
Logo que as pessoas pararam de olhar ela soltou a mão dele, não gostava nada daquela situação. Nenhum dos dois gostava nada daquele teatro.
A demônio pediu um bife com batatas fritas e refrigerante, quando o pedido chegou e todos no restaurante do hotel voltaram a falar seria o momento mais seguro para voltarem as normalidades.
Aleesa e Dean soltaram as mãos, Sam voltou a teclar em seu laptop procurando mais informações sobre o caso e Bobby tomou mais um gole de cerveja. A única que não bebia algo alcoólico era Aleesa.
- Descobriram algo? – diz ela por fim.
Aleesa estava beliscando suas batatas fritas, Sam pegou uma enquanto pesquisava porem a mesma não ligou. Estava mais interessada naquele caso que estava realmente mexendo com ela.
Bobby virou o que restava da cerveja, Aleesa esperava que ele realmente não ficasse bêbado. Logo a porção de batata frita da demônio de cabelos Pink já era dividida por ela e por Sam.
Dean resolveu que se Sam podia ele também podia, resolveu que ele também podia pegar batata frita. Porem quando ele tentou pegar uma, ela deu um tapa na mão dele.
- Mas porque ele pode e eu não – diz Dean indignada e com um pouco de ciúmes.
- Porque eu te odeio – diz ela com um meio sorriso – Sam descobriu algo?
- Eu gostaria de saber como você sabe que a alma foi arrancada das vitimas, quer dizer a pessoa pode ter morrido – diz Sam ainda com os olhos grudados no laptop.
Aleesa mordeu o lábio inferior antes de começar a contar. Ela sabia que quando alguém morre a alma saia flutuando pela cabeça, mas no caso das vitimas ela entrou em seus corpos e notou algo interessantes.
As almas não gostam de deixar seus corpos, elas havia sido arrancadas pelos olhos, os das próprias vitimas haviam sido perfurados de algum modo. Ela também conseguira ver as marcas das almas tentando se segurar.
Ela odiava aquelas lembranças, mas não podai se mostrar fraca na frente de ninguém. Uma coisa que ela aprendera era que não se deve mostrar a fraqueza para ninguém, principalmente se você não confia na pessoa.
Sua voz estava imparcial, para Sam e principalmente para Dean parecia que ela não se importava realmente com aquelas vitimas. O que era engraçado se fosse para contar sua historia, que de longe não era bonita.
- Teremos que pesquisar, sabem algo sobre as vitimas – diz Dean olhando apenas para Bobby.
- Todas são garotas de 15 anos – começa Bobby – mas só investigamos uma das garotas mortas Juliana, ela havia sido violentada a alguns dias.
- Essas portes acontecem todo fim de semana, ontem eu falei que entrou um rapaz naquela casa, lembram – diz a demônio, mas não espera resposta – ele e a namorada entraram, achávamos que a sua namorada seria a próxima vitima.
- Quantas garotas? – pergunta Sam.
- Varias, mas acho que podemos nos focar nas ultimas onde a memória está mais fresta – diz Bobby – cada um de nós vai para a casa de uma vê o que consegue descobrir.
Sam não demorou mais do que 20 minutos para pegar quatro endereços. Sam iria falar com as amigas e família de uma garota chamada Amanda, Dean o de uma chamadaDiana, Bobby ficaria com Mariana e Aleesa com a Cristiana.
Por algum motivo, todas terminavam com Ana. Sam foi falar com a família da garota. Eles moravam em uma casa não muito grandes, dois dentistas que não estavam a muito tempo na cidade.
Amanda havia sido violentada pelo namorado Jason cerca de dois dias antes de ter sido achada morta em um camarim do estúdio de jovens modelos Nanda, ela estava com o namorado havia apenas um mês.
Amanda era muito simpática com todos, porem ao mesmo tempo era muito vaidosa e queria virar uma das modelos do estúdio Nanda. Eles escolheriam apenas uma, e a mesma estava nas finais.
Sam havia se passado pelo agente do FBI Seth, ninguém se importou em lhe dar depoimentos. Todos da família queriam saber o que ouve com a garota. Olhou umas fotos, havia uma em particular que o chamou a atenção.
Era Amanda e uma outra garota loira, mais nova e ao mesmo tempo bonita. Os pais disseram que elas eram muito amigas, mas nunca haviam conhecido a garota. Sam pediu para ficar com a foto, mas por um mero acaso. Queria mesmo era a foto da vitima.
Dean se passou pelo agente Chuck, a mesma historia de Amanda só que seu namorado se chamava Daniel. Era bonito, forte e tinham um mês de namoro. A garota foi achada morta dois dias depois de ter sido violentada.
Diana era uma das pré selecionadas para a firma de modelos Nanda, não tinha inimigos e gostava muito de fazer compras. Uma adolescente normal, Dean chegou a pedir uma foto da garota e deram uma dela com uma garota loira que eles não conheciam.
Com os outros dois foi a mesma historia, só que o tempo de namoro estada diminuindo e a diferença pelo tempo em que foram violentadas. Mas todas faziam partes das pré selecionadas para a agencia de Modelos Nanda e a família de todas deu a foto com a garota loira.
Aleesa estava voltando para o hotel quando viu um anuncio que a companhia de modelos Nanda, precisava de mais uma modelo. Então ela decide tentar, viu que a garota loira da sua foto estava ali e se chamava Ana.
Logo Aleesa se tornou uma das favoritas para ser vencedora, Ana logo se aproximou dela e quis ser sua amiga. A mesma dizia estar muito abalada com a morte das amigas e com medo de ser a próxima.
Aleesa ficou muito comovida com a garota e decidiu que iria a ajudar, afinal não seria uma má idéia e ela realmente não queria que mais nenhuma garota morre-se. Estava voltando para o hotel quando um garoto vai falar com ela.
- Blair – diz ele.
- Sim – diz a demônio com um meio sorriso.
- Sou Gabriel, não quer ir jantar comigo amanhã? – pergunta ele.
- Adoraria – diz ela e depois vai para o hotel com calma.
Quando contou que virou modelo, eles concordaram que seria um bom jeito de se aproximar das próximas possíveis vitimas. Mas Dean ficou carrancudo quando ela disse de seu encontro.
Ele achava ela ridícula e totalmente amadora por participar daquele encontro. Afinal o que ela estava pensando? Ir em um encontro com aquele idiota no meio da missão, ela não podia fazer isso.
Dean usava a justificativa do seu ódio e seu desagrado quanto aquele encontro. Na opinião dele era ridículo ela ficar saindo, ainda mais quando ela fingia estar noiva. Aquilo foi como um choque para ela, não havia pensado naquilo.
Logo cada um foi dormir, mas Dean não parava de falar no quanto ela era imatura e péssima caçadora. Então ele fez a pior coisa que poderia fazer, ele disse que ela devia estar do lado daqueles demônio.
Aleesa o empurrou até a parede e chegou bem perto dele a ponto de que um podia sentir a respiração do outro, as narinas de Dean estavam cheias com o doce aroma que vinha do perfume dela. Mas a expressão dela era fria e gelada.
- Eu estou do lado de vocês, não ganho nada do lado do inimigo – ela o pressionava contra a parede.
- Não tenho tanta certeza – diz Dean serio.
- Porque é tão difícil pra você entender o obvio – diz ela bem perto dele, seus lábios estavam terrivelmente pertos – não quero ser um monstro, eu quero matar eles.
Dean estava desarmado, mesmo Aleesa estando em um corpo de uma adolescente de 15 anos era difícil continuar serio com a sua aproximação. Porque ela tinha que escolher um corpo tão desejável?
- Porque o corpo de uma adolescente – foi a única coisa que ele conseguiu dizer.
- Pois é isso que eu sou – diz Aleesa se distanciando – eu tenho 16 anos Dean. Fui transformada em demônio ano passado, eu era uma caloura.
Aquilo foi chocante, ele esperava que ela fosse tão velho quanto Ruby que era da idade media. Mas não, no final ela realmente era uma adolescente. Por isso eles nunca ficariam juntos, ela era só uma adolescente e ele um cara de 25 anos. (N/A: sim na minha fic vai ser Dean com 25, Sam com 22).
- Como você... – começa Dean.
- Não quero falar sobre isso – diz ela fria, depois ela se jogou na cama para dormir.
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