CSI- A História continua...
5 Porque é Natal
Um beco. Uma noite. Uma vítima.
Morgan analisava a fibra que encontrara na mulher, enquanto Sara e Jaqui analisavam o que estava à volta dela. Greg estava a vasculhar o caixote à procura de identificação.
— Expliquem-me lá outra vez porque é que eu é que tenho que vasculhar o lixo malcheiroso? — disse ele, visivelmente chateado.
— Porque — disse Morgan — esta manicura de vinte e cinco dólares é demasiado bonita para esse lixo.
As três raparigas estenderam a mão, mostrando as belas unhas vermelhas com decorações natalícias.
— Mulheres... — suspirou Greg.
As raparigas riram-se
— Concentra-te Greg — disse Sara — és uma das poucas hipóteses que temos de identificar a vítima aqui e agora.
— Sim, sim — resmungou ele — Não faz assim tanta diferença...
Jaqui levantou-se.
— Oh, Greggy — disse ela num tom teatral e pousando a sua mão na cara dele — Eu ficar-te-ia eternamente grata se o fizesses. Talvez te pagasse um jantar...
E, dito isto, fez a cara mais doce e inocente que conseguia.
— Está bem. — disse ele, por fim — Só pelo jantar.
Então, a morena fez o sorriso mais aberto que conseguira e voltou para o trabalho.
— Estiveste bem — sussurou Morgan — Como conseguiste?
— Tive aulas de teatro para concursos de beleza quando era mais nova...
— Então — perguntou Sara — Foi tudo uma atuação?
— Talvez sim — disse, misteriosamente — Talvez não...
As três riram, chamando a atenção de Greg.
— Estão a rir-se de quê?
— Nada — disseram, em coro.
— Vejam é se trabalham — disse ele, tentando parecer chateado.
— Claro, senhor — disse Sara, a rir-se.
E, mais uma vez, todos riram, enchendo o beco escuro de risos e gargalhadas.
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