Notas iniciais
Voltei! Há muito tempo que não escrevia...

Jaqui, Sara e Greg chegaram ao laboratório, depois de uma cena do crime. D.B. aproximou-se e disse:

— Jaqui, Greg, Sara, podem ir analisar aqueles suspeitos — D.B. apontou para as mulheres e homens em pouca roupa — Trabalham no bar que foram analisar.

— Okay — disse Sara, erguendo as sobrancelhas — Vamos lá, meninos.

Jaqueline e Greg riram-se: Sara chamava-lhes "meninos" sempre que podia, o que era engraçado. Greg aproximou-se de uma mulher loira, em lingerie vermelha.

— Minha senhora, vou precisar de analisar os seus sapatos. — disse ele, apontando para o banquinho de madeir — Ponha o pé aqui.

A mulher pôs a perna no banco, muito provocadora, e sorriu a Greg. Jaqui levantou a sobrancelha direita. Então viu-o a olhá-la de cima a baixo. Jaqui levantou ainda mais a sobrancelha. Ela sabia exatamente o joguinho que ele estava a fazer. Um jogo em que ela era profissional. Então, ela aproximou-se de um homem moreno e musculado, sorrindo-lhe e falando muito. Greg reparou e ficou cabisbaixo. Após a recolha de provas, foram para o balneário. Greg estava sentado no banco, e Jaqui aproximou-se.

— Não o devias ter feito.

Greg levantou o olhar.

— Feito o quê? — perguntou ele.

— Ter-me feito ciúmes. Nós não precisamos disso.

— Então aquilo...

— Foi só para tu veres que é que se sente quando alguém te faz ciúmes.

— Jaqui — ele olhou-a nos olhos — Diz-me uma coisa: tu amas-me?

Ela olhou-o, surpreendida.

— Claro que sim! Que raio de pergunta é essa, Sanders?

— Eu quero ter a certeza que não me vais trocar por um homem musculado...

— Greg! — exclamou ela, chocada — Porque é que eu haveria de fazer isso?

— Olha para mim! — disse ele — Eu sou um rato de laboratório. Tu mereces melhor.

— Tu és melhor — ela tinha uma expressão de ternura no rosto — Sim, tu és um rato de laboratório. O meu rato de laboratório. Eu amo-te, Greg. Muito mesmo.

Ele tinha os olhos postos nela. Então, ela deu-lhe um beijo repentino.

— Eu não te trocaria por nada. Nada mesmo.