Um beco. Uma noite. Uma vítima.

Morgan analisava a fibra que encontrara na mulher, enquanto Sara e Jaqui analisavam o que estava à volta dela. Greg estava a vasculhar o caixote à procura de identificação.

— Expliquem-me lá outra vez porque é que eu é que tenho que vasculhar o lixo malcheiroso? — disse ele, visivelmente chateado.

— Porque — disse Morgan — esta manicura de vinte e cinco dólares é demasiado bonita para esse lixo.

As três raparigas estenderam a mão, mostrando as belas unhas vermelhas com decorações natalícias.

— Mulheres... — suspirou Greg.

As raparigas riram-se

— Concentra-te Greg — disse Sara — és uma das poucas hipóteses que temos de identificar a vítima aqui e agora.

— Sim, sim — resmungou ele — Não faz assim tanta diferença...

Jaqui levantou-se.

— Oh, Greggy — disse ela num tom teatral e pousando a sua mão na cara dele — Eu ficar-te-ia eternamente grata se o fizesses. Talvez te pagasse um jantar...

E, dito isto, fez a cara mais doce e inocente que conseguia.

— Está bem. — disse ele, por fim — Só pelo jantar.

Então, a morena fez o sorriso mais aberto que conseguira e voltou para o trabalho.

— Estiveste bem — sussurou Morgan — Como conseguiste?

— Tive aulas de teatro para concursos de beleza quando era mais nova...

— Então — perguntou Sara — Foi tudo uma atuação?

— Talvez sim — disse, misteriosamente — Talvez não...

As três riram, chamando a atenção de Greg.

— Estão a rir-se de quê?

— Nada — disseram, em coro.

— Vejam é se trabalham — disse ele, tentando parecer chateado.

— Claro, senhor — disse Sara, a rir-se.

E, mais uma vez, todos riram, enchendo o beco escuro de risos e gargalhadas.