Notas iniciais
Gente, esse é o resultado de uma doidera minha kakakakka não reparem
Aos que acompanham minhas outras fics não terminadas, terminarei-as assim que possível ksksksks essa oportunidade de animação eu não poderia deixar passar ksksks

Esse é meu debut em BNHA e não poderia ser melhor! Kiribaku é meu amorzinho e os plots que imagino com eles são de outro mundo ksksksksk A fic tá sem capa só por enquanto, logo mais colocarei uma decente ksksks

Frases em itálico são pensamentos.
Frases entre aspas são falas.

Sem mais delongas, boa leitura ^^

Tirar a carteira de motorista era uma necessidade que não poderia deixar para depois. Era extremamente urgente. Sem a habilitação, ele teria ainda menos possibilidades de arranjar um emprego melhor — não que o atual fosse ruim, só não era tão bom quanto o que queria e que, se tudo desse certo, conseguiria.

Universitário, semi-desempregado e impaciente.

Essas três palavras o definiam nesse exato momento de sua vida. Na verdade, sempre havia sido impaciente. Universitário era há alguns meses e semi-desempregado foi a única coisa que conseguiu com um currículo raso. Por causa desse último era que estava ali naquela sala de autoescola.

Impaciência, novamente, era uma de suas características que mais estava sendo posta para fora naquele momento.

“... são as providências tomadas no local do acidente...” disse o professor que estava ministrando aquela aula. Sua voz e o assunto não chamaram a atenção de Katsuki que, sem paciência para com a burrice de seus colegas, não aguentava mais aquele local. E pasme, ele estava ali há menos de meia hora!

Outra coisa que não o ajudava nem um pouco era o sono que o atormentava. Acordava cedo para assistir às enfadonhas aulas que se tornavam ainda piores com a péssima internet que tinha, depois ia de bicicleta para o subemprego de entregador e agora, à noite, tinha que perder seu precioso tempo disponível para dormir como uma pedra. Calma, Katsuki, calma, pensou consigo mesmo, Serão só 10 longas aulas com esses energúmenos, 20 com um instrutor ridículo e depois minha carteirinha maravilhosa estará aqui na minha mão.

“Quer que eu repita a pergunta?” despertou com a melodiosa voz do professor, finalmente prestando alguma atenção no homem — e que homem, meus senhores — que estava ali ministrando aquela provação chamada de aula. Numa analisada rápida no cara, Katsuki franziu o cenho. Era muito bonito e novo para ser um professor, com ênfase no bonito.

“Huh?” soltou sem pensar muito, vendo que aquela tal pergunta havia sido direcionada a si. Bosta, pensou. Além de ter que ir até aquele lugar medíocre, ainda tinha que interagir? O que mais iria descobrir que teria que fazer? Daqui a pouco teria que ser extremamente polido com cada um daqueles seres deploráveis que assim como ele estavam na busca pela habilitação.

“Eu avisei para vocês” disse o professor, dando um sorriso enorme e deixando à mostra seus dentes estranhamente pontiagudos. “Ignorem minha beleza estonteante e tentem não se sentir tão nervosos com minha presença avassaladora” o homem de cabelos vermelhos gesticulava de forma exagerada enquanto falava de forma brincalhona.

A sequência de risadas que se seguiu foi o suficiente para a carranca de Katsuki aumentar e o ruivo tomar uma postura menos descontraída.

“Galera, voltando” chamou a atenção de todos, colocando atrás da orelha alguns fios de cabelo que escapavam de seu rabo de cavalo mal feito. “Você está dirigindo seu carrinho, muito feliz da vida e se depara com um acidente horrível” disse, fazendo caretas enquanto tentava mostrar a gravidade do citado problema de trânsito, “Percebe que é o primeiro a chegar ao lugar... O que você faz, Bakugou?”

“Eu..” começou, se perdendo um pouco no quão apertada era aquela camisa no corpo másculo do professor. Céus, desde quando era um pervertido sem escrúpulos? Mas como agir diante daquele homem, um pouco distante de si — porém ainda perto demais para sua sanidade mental, que parecia exalar algo que o atraia de forma avassaladora? ”... tenho que manter a calma”, respondeu se perguntando se estaria respondendo ao ruivo ou a si mesmo.

“Gostei da sua resposta!” o professor falou sorridente, prosseguindo com as explicações.

Tentando prestar mais atenção, Katsuki ainda se perdia em seus pensamentos. Depois de mais algum tempo, chegou à conclusão de que aquele cara devia ser tão animado assim para compensar o desânimo total daqueles que assistiam a sua aula, só podia ser isso. O loiro não acreditava que alguém podia ser tão alto astral assim numa segunda à noite. Era humanamente impossível. Mas qualquer que fosse a resposta para esse comportamento tão oposto ao seu, só sabia dizer que se fosse para animar os estudantes tinha dado certo: todos pareciam compenetrados na explicação. É claro que ele parecia estar também muito atencioso no que era dito, mas a verdade é que só conseguia prestar atenção na movimentação daquela boca — seria ela tão macia quanto parecia ser? —, na forma com a qual os músculos dele flexionavam enquanto gesticulava exageradamente — parecia o resultado de muito tempo de academia—, no carmim daquelas madeixas que insistiam em cair no rosto que parecia ter sido esculpido.

“Eu disse para vocês não se apaixonarem por mim” ao ouvir o apaixonarem, Katsuki conseguiu focar mais no que o ruivo estava falando. “Estou vendo essas carinhas sonhadoras” era imaginação sua ou ele viu os olhos vermelhos brilharem mais quando passaram sobre si? Devia ser fruto de sua imaginação mesmo, mas ainda assim seu coração acelerou um pouco. “Estão imaginando meu corpinho nu ou só pensam em botar as mãos na CNH mesmo?” o professor questionou sem vergonha alguma, fazendo uma pose ridícula quando citou seu corpo.

Ao som de gargalhadas e algumas poucas respostas audíveis, o loiro não tirava da mente as imagens pecaminosas que o demônio à frente da turma tinha colocado em sua cabeça mirabolante. Mas que porra, xingou em pensamento, Tô voltando a ser a merda de um adolescente? Se remexeu inquieto tentando afastar o ruivo de sua cabeça.

“Bakugou, a próxima vai pra você, tão caladinho ai nesse canto” o professor — Kirishima Eijiro, ele tinha conseguido ouvir de algum outro fodido que estava na sala — disse risonho, chamando sua atenção. “Gente, só o loirinho que vai responder, hein?” mesmo estando agora fantasiando sobre aquela boquinha dizendo me fode loirinho no pé do seu ouvido enquanto socava com força nele, não deixou isso transparecer em sua expressão, nem se abalou com as risadas que soltaram após a fala do ruivo. Por fora estava impassível, por dentro estava explodindo, precisava urgentemente de um copo de água e um médico. “Então, 192 corresponde a qual serviço de socorro especializado?”

É desse que eu preciso mesmo, pensou.

“Serviço de Atendimento Móvel de Urgência”.

Somente médicos seriam capazes de explicar essa atração demoníaca que estava sentindo por esse cara com um cabelo num tom ridiculamente berrante vestindo uma roupa social. E o pior, calçando um par de crocs do mesmo tom gritante que os cabelos.

Era o cúmulo do ridículo ele estar atraído por uma pessoa tão peculiar — para não dizer brega. Crocs? Quem usava crocs com terno? Nem o diabo teria tanto mal gosto assim. Sua mente perturbada já criava cenários repletos de sêmen, chupões, mordidas e os malditos calçados horrorosos... Fazer o quê? Ele não conseguia dominar nem mesmo a própria mente.

“Ou SAMU, como é a sigla dele e como é mais conhecido” disse o dono das madeixas fulvas, piscando para Katsuki. “Nosso colega é todo metido, não pode dizer só SAMU”, continuou ele, arrancando gargalhadas de todos — menos do loiro, que permanecia com sua cara de cu.

Desde que a pergunta tinha sido feita, eles estavam se encarando. Somente com o último comentário do ruivo é que o contato ocular foi desfeito, fazendo com que as borboletas do estômago de Katsuki ficassem menos afoitas.

Virei mesmo a porra de um adolescente, pensou contrariado.

Suspirando, manteve seu olhar sobre o professor, observando ele virar-se para o quadro e começar a escrever. Tinha como aquele cara ser ainda mais atraente? O loiro pensava que não até ver o rebolado dele ao escrever algumas palavras... Aquela bunda malhada parecia tão receptiva a uns tapas fortes, seria muito pedir permissão para dar umas mordidas ali?

Disperso em suas divagações que assustariam até mesmo um profissional do sexo, Katsuki não percebeu o tempo passar. Aceitando que não tinha como expulsar sua malícia, ele se deixou levar por ela enquanto anotava as instruções dadas pelo demônio vermelho — como já o havia apelidado internamente —, percebendo que ele realmente sabia dar uma aula. Suas observações repentinas e engraçadas espantavam o sono e traziam mais conforto para o ambiente; sua dinâmica era boa.

Seu modus operandi na cama também seria tão gostoso?

E lá estava o Katsuki lascivo novamente, incitando-o a divagar sobre o questionamento. Se era burrice pensar nisso na frente do dito cujo? Óbvio que era. O pior era que toda vez em que os olhos rubros do cão eram depositados sobre si, de forma fugaz ou um pouco mais demorada, ele sentia um arrepio da ponta do pé ao último fio de cabelo da cabeça que o fazia sentir que aquele ser demoníaco podia ler todos os seus pensamentos. Essa ideia, apesar de absurda, o assustava, mas não impedia sua mente de continuar a imaginar aquelas cenas picantes. Na verdade, parecia que ela aumentava a produção de safadezas.

Eu sou uma vergonha para minha própria moral, pensou derrotado.

“Agora vou precisar de um voluntário para uma simples demonstração” disse o endiabrado, mirando todos com olhos ansiosos e repletos de um brilho maléfico digno de uma criança pequena e atrevida.

Nenhum braço levantado.

Katsuki já sentiu seu estômago revirar, ele sentia.

Nenhuma voz se pronunciou

Em sua mente, ele pedia para que qualquer um dissesse qualquer coisa e fosse escolhido.

Qualquer um.

Fechou os olhos numa prece silenciosa.

Desde quando sou covarde desse jeito? Questionou-se, quebrando seu lamento interno, abrindo os olhos e logo depois se arrependendo ao se deparar com o olhar do ruivo queimando sobre si. Cu, caralho, buceta, cão, porra, desgraça... Os xingamentos em sua mente aumentavam na mesma medida que o sorriso diabólico — e estranhamente convidativo e lindo e interessante e legal e...— do demônio vermelho.

“Bakugou, você pode vir aqui à frente por um instante? Juro que não vai doer” ele disse, ainda com o sorriso carregado de perversidade no rosto. “É rápido, em menos de 5 minutos você poderá voltar pro seu lugar” continuou, tentando convencer o loiro.

Katsuki não viu quando suas pernas o obrigaram a levantar, só percebeu quando estava na frente do ruivo, sentindo seu aroma inebriante. Aquilo era o cheiro de amêndoas? Sua mente não processava nada muito bem.

“Certo, fique de costas para mim” o professor falou ainda sorrindo. Aquela merda de sorriso parecia ser a única expressão que ele podia fazer, e era, na visão do loiro, irritante. Aquele cara só podia estar brincando com os únicos dois neurônios que haviam restado em seu cérebro ao dizer aquelas palavras.

Com a cara nada amigável do universitário, o ruivo soltou uma risadinha fraca.

“Fica tranquilo, só vou te pegar aqui por trás, mas não vai doer nada”

Sua mente poderia estar lhe pregando mais uma peça, mas antes que se virasse, Katsuki tinha certeza de que tinha visto o diabo lhe dar uma piscadela. Mas com a algazarra após a fala do professor, ele deixou aquilo de lado. Também não entendia aquele estardalhaço todo numa turma de adultos só por uma menção ao sexo, mais especificamente ao sexo entre dois homens. Na verdade entendia, mas não queria se demorar nisso pois estava ocupado demais sentindo os braços do cão o circundando.

Se o que ele tinha dito já lhe havia deixado extremamente afoito — os Katsuki’s de sua mente deviam estar em alvoroço, quase todos morrendo do coração —, sentir os braços musculosos dele envolta de si fazia seu coração querer sair pelo cu.

“A manobra de Heimlich se faz a partir de um abraço...” o loiro não conseguia ouvir muito bem o que o professor falava, tamanho era seu constrangimento em estar sendo abraçado por trás daquela maneira. “... a compressão é feita entre o osso esterno e a cicatriz umbilical” sentiu as mãos grandes dele tocarem no local que tinha mencionado.

Seu coração parecia estar bombeando uma caixa d’água de sangue, seu som retumbava em seu corpo e ele estava alheio a tudo o mais, menos o toque quente e o cheiro do professor. Outra coisa que de nada ajudava em sua situação era a respiração do outro perto o suficiente de si para senti-la em sua nuca.

Eu vou morrer, pensou no momento em que o demônio simulou a manobra de desobstrução em seu corpo, o fazendo ficar um pouco zonzo.

Apesar de anestesiado em seus sentidos, ele pode sentir muito bem o peitoral do outro pressionando em suas costas. Aquilo o tinha deixado mais atordoado que a manobra em si, mas o que lhe chamou a atenção foi o quão rápidos estavam os batimentos cardíacos do demônio vermelho.

Estaria ele tão nervoso quanto Katsuki estava?

Com alguns questionamentos desse tipo, ele voltou ao seu lugar, notando que a face do cão estava levemente avermelhada — o sorriso ainda estava lá. Assim que se sentou e voltou a prestar atenção na aula, percebeu que aquele ser endiabrado parecia evitar olhar para ele.

Teria ele ficado envergonhado? Mas ele tinha aparentado estar tão sem pudor há alguns momentos... Aquilo não era algo que o loiro deveria levar em consideração.

Ou era?

Mais observador, Katsuki notou que o professor sentou-se e continuou a aula em sua cadeira. Aquilo poderia ter algum sentido? E mais, aquele olhar diabólico poderia ser um olhar malicioso?

Caramba, eu tô ficando louco, pensou mantendo seus olhos sobre a criatura carmim e passando sua mão por entre seus cabelos.

Naquele momento, os orbes se encontraram e tão rapidamente quanto tinham entrado em contato, esse contato se desfez sendo quebrado pelo professor. Katsuki estava louco mesmo ou aquele tom rosado nas bochechas do ruivo era um rubor causado pelo que acabou de acontecer?

Certo, talvez ele não estivesse tão biruta assim.

E, bem, talvez esse lugar não fosse tão decrépito o quanto havia pensado.

Aliás, talvez essas 10 aulas não fossem o suficiente.

Algo em seu interior o dizia para tentar pegar umas aulinhas particulares, extras e totalmente privadas. De preferência, em sua casa, no seu quarto, em cima da sua cama, sem roupas e com os corpos colados num abraço muito mais ferrenho que o de agora a pouco. Essa mesma voz em seu interior lhe fazia acreditar que essa proposta seria muito bem aceita pelo homem de cabelos extravagantes e crocs ridículos.

Iria tentar a sorte, afinal sua intuição nunca falhava — e sim, mesmo sendo cético não ousava duvidar dela, ainda mais quando ela lhe prometia coisas tão apetitosas como a possibilidade de comer o cu do diabo.

Um diabo que agora de diabólico só tinha o vermelho dos cabelos.

Notas finais
Eai? O que acharam?

Um amigo meu leu ksksks (o maluco n parava de rir) ele disse que faltava alguma coisa (sei bem o que faltava, aquele safado), comparou até Titanic: "você começa a assistir e o filme acaba antes de eles baterem no iceberg, falta alguma coisa"... Então, pensando a respeito, posso até fazer uma segunda ou terceira parte, mas isso vai depender da recepção da fic ksksksk

SE ELA FLOPAR EU FINJO QUE NUNCA ESCREVI NADA kakakakak
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!