CLE 2 - A Furia do Inverno
5 O Inicio da Destruição
Notas iniciais
Alguns milênios antes
Avarosa havia ganhado, mas Lissandra não deixou muito barato.
Após jogar os Observadores no Vazio, no que os Glacinatas chamavam de Abismo, Avarosa perdoou Lissandra, mas não foi o mesmo para Lissandra, então, o melhor que ela poderia fazer, era uma vingança.
Era Lissandra versus os Glacinatas, ela não podia arriscar um confronto.
Serilda tentou me impedir, mas não tinha coragem de me machucar, ela era a mais poderosa de nós três, conseguia controlar o Gelo Verdadeiro com a mesma facilidade que eu criava gelo normal, mas mesmo assim, ela nunca encostou um dedo em nós, e acabou tentando impedir a guerra, mas acabou quase sucumbindo.
Ela agora estava mais fraca, tentou me impedir, implorou, falou que ajudaria a ter os Observadores de volta, mas ignorei, minha sede de vingança contra Avarosa era enorme, teria que fazer o necessário.
Mas, mesmo sem coragem, ela tentou, mas mesmo assim, com cuidado para não me machucar, ela tinha somente um quarto de seu poder, mas mesmo assim, me derrotaria.
Eu não quis lutar, mas ela não deixou opção, tive de retarda-la, e sai ferida da pequena luta.
Avarosa era a mais fraca de nós, não podia controlar nenhum tipo de gelo, então ela pediu aos Observadores Gélidos um arco de Gelo Verdadeiro, e de bom grado, os Observadores deram a ela.
Mas mesmo assim ela os traiu, e jogou eles no Vazio, e essa seria minha vingança.
Nós três éramos imortais, não podemos morrer, não podia matar Serilda para continuar, Serilda não podia me matar, eu não podia matar Avarosa, nem ela me matar, mas minha vingança não incluía mortes, e sim, alterações.
O inverno estava se acamando com a derrota dos Observadores, mas mesmo assim, minha mudança do gelo para Gelo Negro, assim, podendo infiltrar-se no acampamento de Avarosa facilmente.
Mergulhei no Gelo Negro e voltei a superfície atrás de Avarosa, ela estava com o arco em mãos, ela olhou para trás, mesmo sem eu ter emitido nenhum ruído.
Um sorriso se formou em sua boca, ela pegou uma flecha e apontou para meus pés escondidos sobre meu vestido branco, ela atirou, mas em um movimento rápido, desviei de sua flecha, que se fincou na parede atras de onde eu estava.
Ela pegou desta vez cinco flechas, para não ter como eu desviar, mesmo se eu mergulhar no gelo, a flecha me acertaria antes, então ela me forçou a deixar de ser Lissandra, e me tornar a Bruxa Gélida.
As flechas bateram no Gelo Negro que me sustentava, fazendo com que ele se quebre, mas o Gelo se recuperou rapidamente, Avarosa queria lutar, e eu minha vingança.
Ela havia um poder maior, mas seu jeito rebelde não permitia usar tudo, ela teria que me confrontar de pouco a pouco, mas já eu, mais poderosa, sedenta por vingança, não esperaria, eu usaria tudo, num único segundo.
Avarosa lançou uma flecha congelante, se aquilo me acertasse, seria o fim, mas não, nunca acertaria, uma barreira de Gelo Verdadeiro ergueu-se entre eu e a flecha, fogo contra fogo.
A palavra “congele” foi gritada, Avarosa enrijeceu e foi tomada pelo Gelo Verdadeiro, o arco caiu de sua mão e ficou no chão, Avarosa tinha um olhar de medo, fui até o arco, peguei-o e analisei, ele era bom, obra de Observadores, os quais ela havia mandado para o Vazio, mas ela, seria mandada para um lugar pior.
Seu arco, seu ultimo legado, a não ser a sua enorme traição, Lissandra o mergulhou no Gelo Negro e deixou-o bem escondido, somente um pessoa determinada em encontrar Avarosa encontraria o arco.
Mergulhei Avarosa no Gelo e eu fiz o mesmo, estávamos no local mais frio de Freljord, a testemunha de Anivia, a ave presa, no intermediários do abismo, no local aonde Avarosa nunca seria encontrada, no local aonde uma era acabava, e onde uma nova começava.
Anivia iria morrer, e depois renascer, com somente ela sabendo onde Avarosa estava, já ela, iria ficar presa, até por algum milagre, alguém fizer as lembranças de Anivia voltarem, mas isso só acontecerá milênios depois.
Era o momento certo, Avarosa se juntando as paredes, Anivia fechando os olhos, virando a chave para o renascer de Avarosa, ela quebrou-se, virando um ovo, não adiantaria jogar o ovo no Vazio ou esconde-lo, ela sempre voltaria, então peguei o ovo, mergulhei no Gelo e o deixei no acampamento de Avarosa, onde ela havia estado horas antes, a vingança perfeita, mas antes de qualquer coisa, Serilda fez o maior erro.
POV Ezreal
– Eu estava andando na neve — Lux começou a contar seu sonho — um ovo de gelo estava em minhas mãos, a tempestade era forte, e tudo era como campos cobertos de neve, eu estava com um casaco de peles negro, uma mulher, com cabelos negros e encaracolados, ela usava casacos de pele brancos, ela me olhava com seu olhar frio e penetrante, coloquei o ovo no chão e enterrei, e de onde estava o ovo, uma rosa com uma coloração roxa saiu no meio da neve, e então, ao olhar para a mulher, ela disse: Isso é só o começo.
– Estranho — falou LeBlanc — principalmente essa rosa, é como se fosse a Rosa Negra.
– Isso é só uma historia boba — afirmei — e isso foi só um sonho, certo?
– Sim — disse uma voz atras de nós — hora do treinamento.
Yasuo já estava com sua armadura, e todos nós nos levantamos da mesa do refeitório, LeBlanc foi para os quartos, eu Garen e Lux nos dirigimos para onde se guardavam as armaduras, vestimos elas e nos dirigimos a sala de treino.
Lá, Shyvana começava a treinar, ela parecia bem, estava praticando com fogo, e sua armadura agora era de ferro e cobria seu corpo todo.
Lux e Garen treinaram corpo-a-corpo, enquanto eu aprimorava meus feitiços, eles já estavam destruidores, quebrando pedaços de ferro colocados para o treino.
Lux havia derrubado Garen quando um dos meus feitiços destruíram uma placa inteira de ferro como se fosse feita de papel, um estrondo foi ouvido e todos viraram para ver, quando perceberam, eles aplaudiram.
Lux veio até mim e me deu um abraço, Shyvana estava com um sorriso, Garen, que estava no chão, olhava admirado, Yasuo e Jayce olhavam como se tivessem feito um bom trabalho.
Mas antes de qualquer coisa, um alarme soou, Yasuo, Jayce e Shyvana saíram correndo, eu, Lux e Garen seguimos eles, eles corriam em alta velocidade, até chegarem em uma sala com com vários computadores, eles olharam, me espremi entre eles para ver, e vi o caos em pessoa.
Uma parte da cidade de Piltover estava em chamas e quebrada, a noite pairando sobre as pessoas correndo desesperadamente, varias maquinas destruíam tudo o que vissem pela frente, inclusive o exercito de Piltover, que era ineficaz contra as Maquinas de Combate de Viktor.
Jayce e Yasuo se olharam, depois para nós e assentiram, mesmo sem dizerem uma palavra, eu já sabia, era a hora.
Todos nós corremos para a sala de combate para pegarmos o restante das armas, Yasuo pegou sua espada, Jayce seu martelo, Lux seu cajado e Garen sua espada.
Yasuo começou a correr em uma direção, mas Jayce gritou:
– Não há tempo!
– Não podemos deter Viktor sem eles! — Disse Yasuo.
– É claro que podemos! — Gritou Shyvana — nós temos um dragão e cinco treinados guerreiros, podemos matar suas cinco maquinas e ele próprio! Uma luta justa!
– Mas nós os construímos para isso! — Suplicou Yasuo.
– Vamos logo! — Disse Jayce ja correndo para a entrada.
Todos nós saímos correndo para a entrada, eu e Garen hesitamos um pouco, se eu morrer, LeBlanc saberá por terceiros, e pior, nem poderia falar comigo uma ultima vez, mas mesmo assim, não podíamos esperar, a guerra nos chamava.
Lux começou a puxar Garen, eu não resisti e andei por conta própria, Shyvana tinha um fogo no olhar, mas não de fúria, de desprezo, como se amasse e odiasse Viktor ao mesmo tempo, balancei minha cabeça, não gostava de ler o olhar das pessoas, mas conviver muito tempo com LeBlanc acaba virando costume.
A fumaça estava começando a contaminar a cidade, ela começava na parte oeste da cidade, onde de acordo com Jayce, a parte mais desprotegida da cidade, o local perfeito para um ataque.
Quando chegamos ao cume do caos, a minha primeira visão foi de Viktor sobre uma pedra maior, uma parte de um prédio, seu cajado levantado ao ar, ele estava com uma armadura preta com detalhes vermelhos e varias Maquinas de Combate destruíam tudo ao seu redor.
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