CINQUENTA TONS DE AMOR
15 Capitulo 16
Notas iniciais
A casa estava caindo! Sim Christian Grey era louco, talvez um ninfomaníaco da vida.
Estou na casa do Grey dormindo pesadamente depois de uma fodida transa que tivemos no quarto vermelho da dor. Foi intenso, foi prazeroso. Em alguns momentos pensei que ele fosse me bater pra doer forte, mas não! Ele foi paciente comigo.
As lembranças vinham como ondas.
— Quando você está aqui, você é completamente minha, — ele respira, cada palavra é lenta e medida. — Para fazer como eu achar melhor. Você entende? Seu olhar é tão intenso. Concordo com a cabeça, minha boca está seca, meu coração bate de tal forma que parece querer sair de meu peito.
Meu Deus o que faço? Ele já mexe comigo de um jeito tão profundo, eu sou dele. Não consigo ficar um segundo sem pensar em você Grey. Mia diz que se eu falar algo sobre meus sentimentos, vou acabar estragando com tudo e infelizmente isso iria acabar, mas ela tinha razão ele só me queria para seu prazer acho que La no fundo, bem no fundo mesmo ele gosta de mim so que não tanto quanto eu. E isso esta acabando comigo.
O roçar de lábios através de minha testa, deixando beijos ternos e doces em seu rastro, faz parte de mim girar e responder, mas principalmente eu quero ficar dormindo. Eu gemo e me refugio em meu travesseiro.
— Louise, acorde. — A voz de Christian é suave, bajulando.
— Não cara, — eu gemo.
— Nós temos que sair em meia hora para jantar com meus pais. — Ele está se divertindo.
Eu abro meus olhos relutantemente. É crepúsculo. Christian está debruçando sobre mim, olhando-me atentamente. Ai droga, vamos jantar com seus pais.
— Vamos dorminhoca. Levante-se. — Ele se inclina e me beija novamente.
— Eu comprei-lhe uma bebida. Eu estarei no andar de baixo. Não volte a dormir, ou você estará em apuros, — ele ameaça, mas seu tom é aprazível. Ele me beija brevemente e sai, deixando-me sonolenta, a piscar os meus olhos no quarto fresco.
Eu estou um pouco recuperada, mas de repente, nervosa. Caramba, eu não quero jantar com os Grey´s! Ele apenas me bateu com o chicote, me amarrou, usando uma algema, pelo amor de Deus, agora vou encontrar seus pais. Eu enrolo os meus ombros. Eles estão duros. Sua exigência por um instrutor particular de ginástica não parece tão estranha agora, de fato, parece obrigatório, se eu tiver qualquer pretensão de acompanhá-lo.
Saio lentamente da cama e noto que meu vestido está pendurado fora do guarda roupa e meu sutiã está na cadeira. Onde está a minha calcinha? Eu verifico embaixo da cadeira. Nada. Então, lembro-me, que ele colocou-a no bolso de sua calça jeans. Eu ruborizo com a lembrança, depois dele, eu não posso mesmo pensar sobre isso, ele é tão bárbaro. Eu franzo a testa. Por que ele não me devolveu a minha calcinha?
Eu vou para o banheiro, perplexa com a minha falta de roupa íntima. Enquanto me enxugo, depois de minha agradável, mas extremamente breve chuveirada, eu percebo ele fez isso de propósito. Ele quer que eu me sinta envergonhada e peça a minha calcinha de volta, e ele pode dizer sim ou não. Resolvendo não lhe perguntar por ela e não dar-lhe satisfação, eu decido encontrar seus pais sem calcinha. Louise Clark!
Meu subconsciente me repreenda, mas eu não quero escutar, quase abraço a mim mesma com alegria porque eu sei que isso o deixará louco.
Volto ao quarto, coloco meu sutiã, deslizo em meu vestido e calço os meus sapatos. Eu removo a trança e apressadamente escovo meu cabelo, eu então olho para a bebida que ele deixou.
É cor-de-rosa de pálido. O que é isto? Cranberry e água com gás. Hmm… O sabor é delicioso e extingue minha sede.
Voltando ao banheiro, eu me verifico no espelho, olhos brilhantes, bochechas ligeiramente coradas, o olhar um pouco presunçoso por causa de meu plano sobre a calcinha, e saio para o andar de baixo. Quinze minutos. Não é ruim.
Christian aguarda ao lado da janela panorâmica, vestindo as calças de flanela cinza que eu amo, aquelas que penduram dessa forma incrivelmente sensual fora de seus quadris, e, claro, uma camisa de linho branco. Ele não tem alguma outra cor? Frank Sinatra canta suavemente nos alto-falantes de som surround.
Christian se vira e sorri quando eu entro. Ele olha para mim com expectativa.
— E ae, — eu digo baixinho, e meu sorriso de esfinge encontra o seu.
— Oi, — ele diz. — Como você está sentindo? — Seus olhos estão iluminados com diversão.
— Bem, obrigada. Você?
— Eu me sinto bem poderoso Senhorita Clark! – Ai Deus eu tambem me sinto poderosa.
Ele está tão à espera que eu diga alguma coisa.
— Frank. Eu nunca imaginei que você fosse um fã de Sinatra.
Ele levanta suas sobrancelhas para mim, seu olhar é especulativo.
— Gosto eclético, Senhorita Clark, — ele murmura, e ele dá alguns passos em minha direção, como uma pantera, até chegar na minha frente, seu olhar tão intenso que me tira o fôlego. Frank começa a cantar… uma velha canção, uma das favoritas de Papai. “Witchcraft”.
Christian passa vagarosamente a ponta do dedo pela minha bochecha, e eu sinto todo o caminho até lá embaixo.
— Dance comigo, — ele murmura, com voz rouca.
— Ah não sou péssim... – Ele não me deixa terminar. Tomando o controle remoto fora de seu bolso, ele aumenta o volume e mantém a sua mão para mim, seu olhar cinza cheio de promessas, desejo e humor. Ele é totalmente sedutor, e eu estou encantada. Eu coloco minha mão na sua. Ele sorri preguiçosamente para mim e me puxa em seu abraço, seu braço enrolando ao redor minha cintura, e ele começa a balançar.
Eu ponho minha mão livre em seu ombro e sorrio para ele, pego em seu humor, brincalhão, infeccioso. E ele começa a mover. Rapaz, ele sabe dançar. Nós cobrimos o chão da janela até a cozinha e de volta novamente, girando e girando, no tempo da música. E ele faz isto tão fácil para mim.
Nós deslizamos em torno da mesa de jantar, para o piano, e de lá para cá na frente da parede de vidro, fora, Seattle piscava um mural escuro e mágico para nossa dança, e eu não posso evitar a minha risada despreocupada. Ele sorri para mim quando a música chega ao fim.
— Não existe nenhuma bruxa mais agradável que você, — ele murmura e então me beija docemente. — Bem, isso comprou um pouco de cor para suas bochechas, Senhorita Clark. Obrigado pela dança. Nós devemos ir e encontrar meus pais?
— De nada, e sim, eu não posso esperar para encontrar com eles, — eu respondo sem fôlego.
— Você tem tudo que você precisa?
— Oh, sim, — eu respondo docemente.
— Você tem certeza?
Concordo com a cabeça tão indiferente quanto eu posso administrar sob o seu escrutínio intenso, divertido. Seu rosto se divide em um sorriso enorme, ele balança a cabeça.
— Ok. Se esta é a maneira que você quer jogar, Senhorita Clark.
Ele agarra minha mão, recolhe a sua jaqueta que está pendurada em uma das banquetas, e me leva através da entrada para o elevador. Oh, as muitas faces de Christian Grey. Será que jamais serei capaz de compreender este homem volúvel?
Eu espio para ele no elevador. Ele está curtindo uma piada privada, um vestígio de um sorriso que flerta com sua boca bonita. Eu temo que seja a minha custa. O que eu estava pensando? Eu vou conhecer os seus pais e eu não estou vestindo qualquer roupa íntima. Meu subconsciente me dá um inútil aviso, eu te disse. Na segurança relativa de seu apartamento, parecia uma ideia divertida. Agora, eu estou quase fora de mim sem calcinha! Ele olha para mim, e está lá, a tensão aumentando entre nós. O olhar divertido desaparece de seu rosto e suas linhas de expressão, a escuridão de seus olhos… oh meu Deus.
As portas do elevador se abrem no andar térreo. Christian balança a cabeça ligeiramente como se para limpar seus pensamentos e gesticula para que eu saia antes dele, em gesto cavalheiresco.
Com quem ele está brincando? Ele não é nenhum cavalheiro. Ele tem minha calcinha.
Christian abra a porta traseira para mim, e eu entro, tão elegantemente quanto posso, considerando meu estado de nudez lasciva.
Seu humor é quase tangível e parece mudar. O humor está se dissipando lentamente enquanto nos dirigimos para o norte. Ele está pensativo, olhando para fora da janela, e eu posso senti-lo deslizar para longe de mim. O que ele está pensando? Eu não posso perguntar a ele.
— Onde você aprendeu a dançar? — Eu pergunto como tentativa. Ele gira olhar em mim, seus olhos ilegíveis sob a luz intermitentes das lâmpadas das ruas no percurso.
— Você realmente quer saber? — Ele responde em voz baixa.
Meu coração afunda, e agora eu não quero, porque eu posso imaginar.
— Sim, — eu murmuro, relutantemente.
— A Sra. Robinson gostava de dançar.
Oh, minhas piores suspeitas confirmadas. Sim essa mulher o estrupou aos 15 anos de idade filha da puta, ela o deixou assim. Frio, triste. Maldita seja. Ele diz que ela foi quem o salvou. Droga ela o ensinou bem, e o pensamento me deprime, não existe nada que eu possa lhe ensinar. Eu não tenho nenhuma habilidade especial.
— Ela deve ter sido uma boa professora.
— Ela era, — ele diz suavemente.
Meu couro cabeludo pinica. Será que ela teve o melhor dele? Antes dele se tornar tão fechado? Ou será que ela o trouxe para fora de si mesmo? Ele tem esse lado, divertido, brincalhão. Eu sorrio involuntariamente ao recordar de estar em seus braços enquanto ele girou comigo ao redor sua sala de estar, de forma inesperada, e ele tem minha calcinha, em algum lugar. E depois há o Quarto Vermelho da Dor. Eu esfrego meus pulsos reflexivamente, as tiras finas de plástico fizeram o mesmo com outra menina. Ela lhe ensinou tudo ou o arruinou, dependendo do ponto de vista. Ou talvez ele teria encontrado o seu caminho de qualquer maneira, apesar da R.
Eu percebo, naquele momento, que eu a odeio. Eu espero nunca conhecê-la, porque eu não serei responsável por minhas ações se o fizer. Eu não posso me lembrar de sentir esta raiva sobre qualquer pessoa, especialmente alguém que eu nunca conheci. Olhando para fora da janela, eu medito sobre a minha raiva e ciúme irracional.
Minha mente voa de volta à tarde. Dado o que eu entendo de suas preferências, penso que ele tem pegado leve comigo. Eu faria isso novamente? Eu não posso fingir ter algum argumento contra isto. Claro que eu faria, se ele me pedisse, contanto que ele não me machucasse e se for à única maneira para estar com ele.
— Não, — ele murmura.
Eu franzo a testa e viro para olhar para ele.
— Não o que? — Eu não o toquei.
— Não pense sobre as coisas, Louise. Eu tive uma tarde maravilhosa.Obrigado.
E ele está de volta comigo, novamente. Eu pisco para ele e sorrio timidamente. Ele está tão confuso. Posso fazer uma pergunta que está me incomodando.
— Por que você usou uma braçadeira?
Ele sorri para mim.
— É rápido, é fácil e é algo diferente para você sentir a experiência. Eu sei que elas são bastante brutais, como dispositivo de contenção. — Ele sorri ligeiramente para mim.
— Muito eficaz para mantê-lo em seu lugar.
Christian encolhe os ombros inocentemente.
— Tudo parte de meu mundo, Louise. — Ele aperta minha mão e lá estava, olhando para fora da janela novamente. Seu mundo realmente, e eu quero pertencer a ele, mas em suas condições? Eu simplesmente não sei. Ele não mencionou aquele maldito contrato. Minhas reflexões internas não fazem nada para me alegrar. Olho pela janela e a paisagem mudou. Nós estamos cruzando uma das pontes, cercados pela escuridão. A noite sombria reflete meu estado de espírito introspectivo, fechando, sufocante.
Olho brevemente para Christian, e ele está olhando para mim.
— Um centavo por seus pensamentos? — Ele pergunta.
Eu suspiro com tristeza.
— Tão ruim, hein?
— Eu gostaria de saber o que você estava pensando.
Ele sorri para mim.
É realmente muito cedo para mim. Como posso lidar com isso? Ele quer que eu seja submissa dele, mas, eu não quero. Eu quero uma relação normal onde um homem e uma mulher saem para um cinema e simplesmente vivem. Saio de meus pensamentos mudando de assunto.
Honestamente. Tenho que me concentrar muito em não fazer uma careta para ele.
— Eu quero desviar meu olhar de você. – Digo.
— Por todos os meios, faça, e você vai fazer o meu dia, — disse com firmeza.
Olho para o teto.
— Bem, uma surra me acordaria, eu suponho. — Pouso meus lábios em uma contemplação silenciosa.
A boca de Christian cai aberta.
Christian fecha a boca e se esforça muito para olhar indignado, mas não consegue totalmente.
Eu posso ver o humor escondido na parte de trás dos seus olhos.
— Está, como sempre, me desafiando, Senhorita Clark. Beba seu chá.
Eu observo o rótulo Twinings, e no interior, meu coração canta. Veja, ele se importa, com o meu paladar subconsciente. Eu sento e o enfrento, bebendo sua beleza. Será que vou ter o suficiente desse homem? Creio que não. Devo acabar com isso o mais rápido possível.
— Confie em mim. — Ele sorri, se inclina e me beija depressa nos lábios, em seguida, agarra minha mão e nos guia para fora.
Levanto uma sobrancelha para Christian, que sorri para mim.
— Você sabe, às vezes é ótimo ser eu, — ele diz com um sorriso cúmplice, mas presunçoso que eu simplesmente não sei imitar. Ele é tão adorável quando é brincalhão e despreocupado. Ele abre a porta do carro com uma reverência exagerada, e eu escalo. Ele está em um humor tão bom.
— Que bom! — Me divirto.
— O que é isso? — Eu pergunto, quando o doce, doce som de uma centena de cordas de um violino chegam até nós.
— É uma parte de La Traviata. Uma ópera de Verdi.
Oh, meu... é lindo.
— Ana ama óperas. Devo leva La ao teatro mês que vem.
— Ana. Ela é adorável. – Diz docemente.
— Sim ela é. – Me perco ao som. — La Traviata? Eu tenho lembrança disso. Só não posso me lembrar de onde. O que significa?
Christian olha para mim e sorri.
— Bem, literalmente, a mulher caída. É baseada no livro de Alexandre Dumas, A Dama das Camélias.
— Ah. Eu li isso.
— Eu achei que você poderia ter lido.
— A cortesã condenada. — Contorço-me desconfortavelmente no assento de couro. Ele está tentando me dizer alguma coisa? — Hmm, é uma história deprimente, — murmuro.
— Muito deprimente? Você quer escolher alguma música? Está no meu iPod. — Christian tem um sorriso secreto novamente.
Eu não posso ver o seu iPod em lugar nenhum. Ele bate na tela do console entre nós, e eis que, há uma lista de reprodução.
— Você escolhe. — Seus lábios se contorcem em um sorriso, e eu sei que é um desafio.
O iPod de Christian Grey, deve ser interessante. Eu percorro a tela sensível ao toque, e encontro a música perfeita. Pressiono tocar. Eu não teria imaginado que ele era um fã de Britney. O clube mix, com batidas Techno, e Christian abaixa o volume. Talvez seja cedo demais para isso: Britney é a suma mais sensual.
— Tóxic, hein? — Sorri Christian.
— Eu não sei o que você quer dizer. — Finjo inocência.
Ele abaixa um pouco mais a música, e por dentro eu estou me abraçando.
— Eu não coloquei essa música no meu iPod, — ele diz casualmente, e aperta o pé e acelera pela rodovia me jogando de volta para o meu acento.
O quê? Ele sabe o que está fazendo, o bastardo. Quem colocou? E tenho que escutar a Britney indo e indo. Quem... quem?
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