Notas iniciais
oie :)) posto essa história lá no s0c14l sp1r1t e resolvi postar aqui também, nao conheço nadinha do site ainda, mas espero que vcs curtam ♥

Diariamente eu tinha as mesmas visões, que me perturbavam, me deixavam com a guarda baixa e totalmente instável. Eu não sei o que poderia ser feito até então, eu nunca tinha visto aquela garota, eu nunca tinha sentido aquele cheiro tão forte da mesma forma que senti vendo aquela situação.

Já passei por muito nessa minha existência de quase 100 anos, mas nunca aquilo, tudo era trivial demais, impressionar um vampiro, principalmente a mim, na qual consigo perceber de pequenas a grandes decisões que ocorrerão no futuro, é muito difícil. Mas eu sempre me pegava intrigada por aquela cena, pois eu era desesperada por controle, e não conseguir entender o que se passava ali era o mesmo que me torturar fisicamente.

Eu estava correndo em uma campina, e a sensação predominante ali era felicidade, eu tinha meu coração rápido enquanto meus pés amassavam a grama embaixo de mim, ali eu me sentia livre, em um contato direto com a natureza. A sensação do vento em todo meu corpo, bagunçando meu cabelo e fazendo com que o vestido branco flutuasse no meu corpo. No final da visão, eu conseguia perceber que alguém vinha atrás de mim, alguém rápido tanto quanto eu, com um vestido de algodão parecido com o meu que dançava com o vento, e seu cabelo resplandecia para trás, fazendo com que houvesse um lindo rastro castanho.

O cheiro que havia naquele campo era uma das coisas mais prazerosas que já experimentei, o cheiro da grama era evidente, juntamente com o perfume das flores que soltavam-se quando meus pés as amassavam durante a corrida, e o mais hipnotizante, o cheiro que vinha na mesma direção que a mulher que corria atrás de mim. O seu cheiro era doce, ainda me confundia ela ser da mesma espécie que eu ou não, em vista que eu conseguia sentir o seu sangue limpo, mas ao mesmo tempo, ela corria na mesma velocidade que eu.

Tudo era confuso.

Até há dois anos eu conhece-la, não pela aparência, mas pelo cheiro, era o mesmo cheiro perturbador porém extremamente excitante que minha visão exalava, e também o cabelo castanho, que voava no vento. Ela era mais linda do que eu já tinha tentado adivinhar, sempre tentava focar em seu rosto durante as visões, mas era quase como uma mancha, mas quando a vi pessoalmente... As minhas expectativas foram mais que suprimidas.

Ela era linda, como uma deusa, o cabelo era igual o que eu já havia visto, longo, de uma cor marrom bem clara, que caia sempre como uma cascata pelas suas costas, ou de vez em quando estavam presos em um coque para que alguma touca encaixasse perfeitamente. Os seus olhos eram cor de chocolate, o que me fazia perder minutos observando cada encaixa de melanina que sua íris tinha, e admito que já tinha decorado cara variável dos seus olhos, e também as pequenas cicatrizes que ela tinha por todo seu corpo.

A que mais me doía era uma perto do seu pulso, onde James havia mordido, simplesmente por um deslize meu, por não ter tomado de conta dela o suficiente quando Edward me pediu. Inclusive, esse dia foi absurdo, eu vi uma chance perfeita de tê-la comigo, sozinha, mas também havia Jasper. Mesmo com a terceira presença, meu contato com ela foi forte, ficamos na pequena suíte durante tempos, e admito que foi isso que me deu lapsos de felicidade pelos últimos trinta anos.

Quando ela se aproximava, minha garganta ardia como nunca, parecia que eu estava há anos sem matar minha sede, quando ela estava perto, parecia que minha vida não tinha mais sentido, eu tinha que tê-la, a todo custo, mas não era possível.

Pois ela namorava o meu irmão, e eles tinham um futuro pela frente. Edward nunca havia estado tão louco por alguém, e admito que estava sentindo o mesmo. E pensar que eu iria magoá-lo, me doía demais, ao mesmo tempo que eu o amava como meu melhor amigo, eu queria mata-lo por estar com meu verdadeiro amor.

Meu relacionamento com Jasper tornou-se esquisito há algum tempo, mas intensificou-se quando ele tentou atacar Bella no ano passado, no dia do seu aniversário. Eu mal tive como prever suas ações, tudo foi muito rápido, mas felizmente Edward conseguiu suprimir a situação. E isso me deu outra pontada de dor. Eu tive que sair dali para não matar Bella, eu não conseguia lidar com o seu sangue escorregando pelos cacos de vidros, eu não conseguia lidar com a possibilidade de mata-la. E então, tive que deixar meu irmão tê-la mais uma vez, mesmo que isso tivesse custado irmos embora, deixando-a sozinha na cidade, também ano passado.

Mas obviamente eu não segui nada disso, eu não seria estúpida como Edward de abandoná-la dessa forma, eu estava lá, eu sempre estava lá, observando-a em todos os minutos da sua vida, e quando me afastei durante um tempo, achei que ela tinha morrido, e, portanto, Edward também.

Eu poderia ter sido egoísta o suficiente de deixa-lo se matar para eu ser a pessoa que iria acalentar Bella, eu seria a pessoa que iria amá-la mais do que qualquer coisa, que iria protege-la a todo custo e não iria embora no menor sinal de desestabilidade. Eu seria o melhor para ela. Mas eu sabia que mesmo que Edward tivesse morrido, ela obviamente teria afundado em mais tristeza, e o seu relacionamento com Jacob Black só se intensificaria, e eu não suportaria ela com o cachorro, mesmo que matar ele fosse mais fácil do que matar meu próprio irmão.

Batalhar pelos meus pensamentos quando Edward estava perto era perturbador, eu tinha que focar ao máximo por alguma coisa que estava além da minha obsessão por Isabella Swan quando ele estava por perto, eu me sentia extremamente exposta, nua, e eu agradecia por tudo quando Edward mal passava o dia em casa, onde eu poderia pensar livremente, sem invasões.

E como sempre, ficar preparada para os pequenos sinais que ele estava se aproximando. O motor do seu carro era facilmente reconhecível, e sua corrida também, então eu sempre costumava ficar atenta, mesmo que isso me custasse certa paz interior.

Naquele momento eu senti que ele estava se aproximando, pois junto com ele o cheiro impregnado em suas roupas eu poderia conhecer a milhões de quilômetros de distância. E eu estava animada por sua vinda, pois eu sabia exatamente o que ele iria pedir.

—Ei, Alice. – A persona de cabelo quase ruivo apareceu em minha frente, com o sorisso desconcertado. – Você vai estar ocupada esse fim de semana?

Olhei para ele, com os olhos apertados.

—Eu posso sim ficar com Bella sábado. – Eu respondi, indiferente.

Ele sorriu.

—Obrigado. – Ele sorriu, sincero. – Alguma novidade?

Ele sentou-se ao meu lado, esparramando-se no sofá. Eu respirei fundo, afastando um pouco para o lado.

—Nada. – Fui honesta. – Victoria apenas faz decisões pequenas, como qualquer vampiro, nada que justifique tudo que está rolando.

Ele assentiu, preocupado. Eu conseguir sentir sua tensão criando uma aura ao redor dele. O caos em Seattle ainda era confuso, e eu me sentia péssima por não conseguir entender quase nada do que estava acontecendo ali.

—Nós vamos conseguir. – Eu coloquei minhas mãos por cima das suas que estavam ansiosas.

—Você acha? – Ele perguntou, encarando-me com os olhos melancólicos. Ele estava sendo negativo. – Não, Alice, não estou, estou apenas entender toda a realidade.

Eu revirei os olhos.

—Ache o que quiser, Edward.

Eu levantei, preparada para passear em qualquer lugar que fosse, mas suas mãos agarraram meu pulso, puxando-me de volta para o sofá.

—Desculpe. – Ele murmurou, quase em um choro. – Só tome conta de Bella, sim? Já vou saindo com Emmett, planejo que a caçada seja proveitosa.

Eu apenas assenti, observando-o sair da sala rapidamente, indo até o térreo da casa, onde ele cochichou brevemente com Emmett, que já estava preparado, e a próxima coisa que vi foram seus vultos se afastando da casa.

Eu suspirei, cansada. Triste e angustiada por ter que fingir tanto.

Edward estando longe, e com o seu pedido, eu tinha total liberdade de vê-la. Só que apenas amanhã. E eu não poderia esperar.

Eu lutei comigo todo o caminho de volta a Forks, mas meu lado menos nobre ganhou a discussão, e eu segui adiante com meu plano indefensável. Eu sabia que manteria uma distância segura dela. Só queria saber como ela estava. Só queria ver seu rosto.

Passava da meia-noite e a casa de Bella estava escura e silenciosa. A picape dela estacionada no meio-fio e a viatura de seu pai na entrada de carros.

Olhei a casa por um momento, da escuridão da floresta me a cercava do lado leste. A porta da frente provavelmente estava trancada, não que isso fosse um problema, exceto que eu não queria deixar a porta quebrada como evidência para trás. Decidi tentar a janela de cima primeiro.

Não existiam muitas pessoas que se importavam em instalar uma fechadura ali.

Cruzei o jardim aberto e escalei a parede da casa em meio segundo.

Pendurada por uma mão na calha que ficava em cima da janela, olhei pelo vidro, e minha respiração parou.

Eu a conseguia ver, as cobertas no chão e os lençóis enrolados por suas pernas. Enquanto eu olhava, ela se virou inquieta e colocou um braço por cima da cabeça.

Ela não dormia profundamente, pelo menos não à noite. Ela sentiu o perigo próximo?

Fiquei com nojo de mim mesma quando a vi mexer de novo. O quanto eu era melhor que qualquer outro bisbilhoteiro? O quanto eu era melhor que Edward, que passava dias e noites olhando-a? Eu não era melhor. Era muito, muito pior.

Relaxei as pontas dos meus dedos, para me deixar cair. Mas primeiro me permiti um longo olhar para o rosto dela.

Não estava tranquilo. A pequena ruga estava entre suas sobrancelhas, os cantos de seus lábios para baixo. Seus lábios tremeram, e então se abriram.

—Está bem, mãe. – Ela resmungou.

Bella falava dormindo.

A curiosidade me invadiu, mais forte que o nojo que tinha por mim mesma.

Eu tentei abrir a janela, e não estava fechada, embora tenha travado por ter ficado tanto tempo sem ser aberta. Eu a empurrei lentamente para o lado, encolhendo a cada pequeno gemido que a moldura de metal fazia. Teria que achar algum óleo para a próxima vez...

Próxima vez? Eu balancei a cabeça, com nojo de novo.

Passei silenciosamente pela janela meio aberta.

O quarto dela era pequeno, desorganizado, mas não sujo. Havia livros empilhados no chão perto da sua cama, suas lombadas viradas para o outro lado, e CDs espalhados perto de seu disc-man barato, o que estava por cima era só uma caixa vazia. Papéis cercavam um computador que parecia mais pertencer a um museu dedicado a tecnologias obsoletas.

Sapatos estavam no chão de madeira.

Eu queria muito ler os títulos de seus livros e CDs, mas tinha prometido que iria manter a distância, em vez disso, fui sentar na velha cadeira de balanço no outro canto do quarto.

Alguma vez eu tinha realmente pensado que ela era comum? Pensei naquele primeiro dia, e meu nojo por Edward que ficou tão rapidamente intrigado por ela.

Mas quando eu me lembrei do rosto dela, da sensação das minhas visões, parecia uma coisa óbvia.

Nesse momento, com seu cabelo escuro embaraçado e selvagem envolta de seu rosto pálido, usando uma camiseta cheia de buracos e uma calça surrada, ela me deixou sem fôlego. Como sempre, eu amava a forma que ela se comportava.

Ela não falou. Talvez seu sonho tenha terminado.

Eu encarei seu rosto e tentei pensar em algum modo de deixar o futuro suportável.

Machucá-la não era suportável. Isso significava que minha única escolha era tentar ir embora, continuar na covardia.

Os outros não podiam discutir comigo agora. Minha ausência não iria colocar ninguém em perigo. Não teria nenhuma suspeita, nada para levar os pensamentos de alguém para a possibilidade de eu estar perdidamente apaixonada por Isabella Swan.

Como ela podia me ver de qualquer outro jeito? Se ela soubesse a verdade sobre mim, iria assustá-la e repulsá-la. Ela possivelmente teria nojo de mim se soubesse que eu estava atraída por ela.

Não era a mim que ela estava destinada a dizer sim. Era para alguma outra pessoa, que coincidentemente é o meu irmão. E eu nem podia, algum dia, quando ela dissesse sim para ele, me deixar caçá-lo e mata-lo, porque ela o merecia, quem quer que fosse que tivesse escolhido.

Eu devia a ela fazer a coisa certa agora, não podia mais fingir que estava só em perigo de amar essa garota.

E mesmo assim, não importava realmente se eu fosse embora, porque Bella jamais me veria do jeito que eu queria que ela visse. Ela nunca me veria como alguém que é além da sua melhor amiga.

Nunca.

Um coração morto, gelado, podia ser despedaçado? Parecia que o meu podia.

—Alice... — Bella disse.

Eu congelei, encarando seus olhos fechados.

Ela tinha acordado, me visto aqui? Ela parecia adormecida, mas sua voz tinha sido tão clara...

Ela suspirou calmamente, então se moveu inquieta outra vez, rolando de lado, ainda dormindo e sonhando.

—Alice. – Ela murmurou suavemente.

Ela estava sonhando comigo.

—Fique. – Ela suspirou. – Vamos resolver isso. Por favor... não vá.

Ela estava sonhando comigo, e nem era um pesadelo. Ela queria que eu ficasse com ela, lá em seu sonho.

Eu lutei para achar palavras para nomear os sentimentos que me invadiram, mas não existiam palavras fortes o suficiente para descrevê-los. Por um longo momento, me afoguei neles.

Quando eu emergi, não era a mesma mulher que havia sido.

No momento em que me tornei uma vampira, trocando minha alma e mortalidade por imortalidade na dor abrasadora da transformação, eu tinha realmente congelado. Meu corpo tinha se transformado em algo mais para pedra do que para carne, permanente e sem mudanças. Eu mesmo, também, tinha congelado como era, minha personalidade, meus gostos e desgostos, meus humores e meus desejos, todos fixados de um jeito.

Era a mesma coisa para o resto dele. Todos nós estávamos congelados.

Pedras vivas.

Quando uma mudança chegava para um de nós, era uma coisa rara e inalterável. Mais de oitenta anos haviam se passado desde que Carlisle achara Esme, e ele ainda a olhava com os olhos incrédulos de primeiro amor. Seria sempre assim para eles.

Seria sempre assim para mim também. Eu sempre amaria essa frágil garota humana, pelo resto da minha existência sem limites.

Olhei para seu rosto inconsciente, sentindo esse amor por ela se acomodar em cada célula do meu corpo de pedra.

Ela dormia com mais calma agora, um sorriso fraco em seus lábios.

Sem deixar de observá-la, comecei a planejar.

Eu a amava, então eu tentaria ser forte o suficiente para deixá-la. Eu sabia que não era forte assim agora. Teria que trabalhar nisso. M as talvez eu fosse forte o suficiente para moldar o futuro de outro jeito.

Eu só tinha visto dois futuros para Bella, e agora eu entendia os dois.

Amá-la não evitaria que eu a matasse, se eu cometesse erros. Mas eu não conseguia sentir o monstro agora, não conseguia achá-lo em nenhum lugar dentro de mim. Talvez o amor o tivesse silenciado para sempre. Se eu a matasse agora, não seria intencional, só um horrível acidente.

Eu teria que ser extraordinariamente cuidadosa, como Edward. Jamais, jamais seria capaz de baixar a guarda. Teria que controlar cada respiração. Teria sempre que manter uma distância segura.

Não cometeria erros.

Eu finalmente entendi o segundo futuro. Tinha estado aterrorizado por essa visão, o que poderia acontecer que resultaria em Bella se tornar uma prisioneira nessa meia-vida imortal?

Ela merecia coisa melhor.

Talvez ela merecesse Edward, meu irmão queria ela longe do nosso mundo. Ou até mesmo Jacob Black, a vida com ele seria a vida mais trivial, tediosa e normal que ela poderia ter.

Deliberadamente, inspirei fundo e depois outra vez, deixando que seu cheiro passasse por mim como fogo. O quarto estava cheio de seu perfume, a fragrância dela saía de cada superfície. Minha cabeça girou, mas lutei contra a tontura.

Respirei novamente, deixando o ar me queimar.

A observei dormindo até que o sol nascesse atrás das nuvens no leste, planejando e respirando.

Fui para casa quando os outros tinham ido embora para a escola. Troquei de roupa rapidamente, evitando os olhos cheios de perguntas de Esme. Ela viu a luz febril em meu rosto, e sentiu preocupação e alívio. Minha melancolia sem fim a magoava, e o mais torturante era que ninguém sabia o porque.

Eu corri para a escola, chegando poucos segundos depois que meus irmãos. Eles não viraram, embora Rosalie deva ter desconfiado que eu estava parada aqui nas grossas árvores que cercavam o asfalto. Eu esperei até que ninguém estivesse olhando, e então andei casualmente por entre as árvores até o estacionamento cheio de carros.

Eu ouvi a picape de Bella rugindo na esquina, e fui até ela, avisar do nosso fim de semana.

—Oi, Alice. – Ela sorriu, animada por me ver, mas ao mesmo tempo, um pouco envergonhada. Até onde eu sabia, eu era sua melhor amiga, a confidente de todos os seus segredos e amiga para todas as suas dores.

—Ei. Edward pediu para você ficar lá em casa.

Ela apertou os olhos.

—Bem... Porque? – Ela me olhou suspeita enquanto pegava sua mochila.

—Visitante e tudo mais, ele acredita que seja o mais seguro.

Ela assentiu.

—Eu te encontro depois da aula.

Eu queria rir para mim mesma, ou me chutar. Todo o meu esquema e planejamento eram totalmente inúteis se ela não se importasse comigo, não eram? O sonho dela pode ter sido sobre alguma outra coisa aleatória, eu ser apenas sua amiga. Eu era mesmo uma tola arrogante.

Andei silenciosamente, pensando qual seria a melhor forma de me aproximar dela.

—Você quer ir para Olympia? – Eu perguntei, animada com a possibilidade da sua companhia.

Seu semblante estava triste, e automaticamente isso me murchou.

—Eu preferiria ficar em casa, tudo bem? – Ela pediu, com um sorriso torto.

Eu respirei fundo, concordando com um aceno.

—Aconteceu alguma coisa? – Perguntei, cuidadosa.

Ela deixou fácil. A chave da picape escorregou por seus dedos enquanto caminhávamos, e caiu em uma poça funda.

Ela se inclinou, mas eu cheguei antes, a pegando antes que ela tivesse que colocar os dedos na água fria.

—Com certeza aconteceu alguma coisa. – Eu murmurei, entregando-a as chaves.

Eu vi ela corar, e ali mesmo tive vontade de beijá-la. Ela era linda.

—Edward... Jacob.

Com apenas aquelas duas palavras saindo da sua boca, eu senti meu estômago embrulhar.

—O que tem eles? – Forcei minha voz sair descontraída.

—Edward anda me proibindo de ver Jacob, Jacob odeia Edward.

E assim espero que eles se destruam, pensei.

—Você deixa Edward mandar ou desmandar em você? – Eu perguntei, com o proposito de acertá-la em cheio com a minha pergunta.

Ela pareceu confusa, e logo seu futuro estalou na minha frente. Ela não queria mais continuar aquela conversa. Ela se sentia desconfortável e triste por tocar abertamente na ferida.

—Eu te vejo mais tarde. – Sussurrei, antes de andar em passos medidos até a sala de aula.

Ela ficou para trás em silêncio, os dentes mordendo o lábio macio inferior. Essa visão me distraiu por um momento. Reações estranhas, desconhecidas agitaram fundo no meu interior humano. Tentei me livrar delas para que pudesse fazer meu papel.

Não matar qualquer um que chegasse perto dela.

Notas finais
valeu :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.