Essa é uma das menores partes que vou
contar, mas creio que a mais surreal. Estava eu adentrando a mata, parecia com a Amazônia , conseguia sentir o vento em minha pele, ouvir os pássaros, tocar as folhas, banhar nos rios, visualizar a fauna e flora, era a conexão com a natureza que eu estava fazendo ou ela que se conectava a mim enfim.., percebi que estava elevando meu espirito de alguma forma, então avistei uma árvore tão grande, bonita e verde, frente a ela tinha um tronco cortado, parecia com uma mesinha de sala de estar, e tinha algo em cima dela, quando dei o primeiro passo rumo a árvore, meu corpo adormeceu, e senti a presença de alguém ao meu lado, então consegui ver quem era. Era um homem de pele natural dele, quase um vermelho, estava vestido com uma saia de penas, e uma pequena pena pintada como se fosse pontinhos brancos pigmentando a folha vermelha que carregava em sua testa, como se estivesse com um cordão amarrado ao redor de sua cabeça, então ele me acompanhou até a árvore.

Ao chegar lá, lembra da mesinha da sala de estar?
pois é, tinha uma outra pena em cima, era verde,
e ele disse:
— Pegue filho é sua!
Eu sem entender peguei a folha e coloquei
exatamente onde estava a dele, em minha testa,
em seguida ele me de seu arco e flecha e disse:
— você não pode levar, mais o simples toque, vai
te proteger, eu vou te proteger.
Então comecei a me arrepiar, e estava perdendo
meus sentidos, meu corpo tremia e era como se
ele estivesse em mim, e antes que apagasse
perguntei:
— Qual seu nome?
Ele diz:
...
Já não conseguia ouvir e caí em um sono,
e não sabia quem era ele, mas sabia que estava
protegido, era um ser de luz? Era alucinação? Era um homem? Um índio? Uma entidade que viera a tomar meu corpo? Estas respostas eu não sabia e talvez nunca iria saber, o que restava era voltar!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.