CHB Christmas Party

1 The Camp's Christmas Party


Notas iniciais
Oi cupcakes! Não, eu não acordei cedo para postar esse capítulo, passei a madrugada tentando terminá-lo mesmo. Anyway, eu comecei a escrever isso a alguns dias atrás, mas como eu estava ocupada, e queria muito postar essa one no dia de natal, só consegui terminá-la agora. Ela está longe de ter ficado o que eu queria que tivesse ficado, mas espero que vocês gostem. Boa leitura!

Katie’s POV

Era época de natal. Fazia frio, nevava um pouco, e todos andavam mais despreocupados, alegres e generosos. O Sr. D. não agia como o Sr. D., entrando no espírito natalino e ficando mais bondoso e agradável. Todos os chalés eram enfeitados com luzes coloridas, e uma pequena árvore de natal era montada dentro de cada um deles.

– Katie, que roupa você vai usar na festa?

Era época de natal, e como em toda época de natal, tinha uma festa de natal.

Antes de qualquer coisa, eu sei; parece meio estranho que um acampamento de filhos de deuses gregos comemore uma festividade católica, mas muitos semideuses antes de vir para cá estavam acostumados a comemorar o natal, e como Quíron realmente se preocupava em fazer do Acampamento Meio-Sangue um verdadeiro lar, ele permitiu que continuássemos a comemorar o natal aqui.

Na verdade, não fazíamos nada grandioso – o que não significa que não era legal. Divertíamo-nos enfeitando os chalés, tínhamos um delicioso jantar, com direito a todos os pratos clássicos de natal, e ficávamos horas e horas na fogueira cantando, assando marshmallows e tomando chocolate quente.

E, claro, tinha a festa de natal.

A festa de natal nada mais era que o jantar de natal seguido de dança. Não era nada grandioso também, apenas vestíamo-nos com roupas mais elegantes que o normal, e depois de comer, íamos até o anfiteatro, onde haveria música e um belo cenário para uma dança.

Acho que a ideia era que isso parecesse um baile, mas não sei, nunca fui a um baile.

De qualquer jeito, desde que cheguei aqui, quatro anos atrás, essa tem sido a programação: enfeitar os chalés no fim de novembro; arrumar e — finalmente — usar uma roupa elegante na véspera de natal; comer a melhor comida de natal depois de se arrumar; ir ao Anfiteatro depois do jantar; e ir à fogueira depois do Anfiteatro.

A Parte 1: Enfeitar Os Chalés No Fim De Novembro aconteceu um mês atrás.

E a Parte 2: Se Arrumar e – finamente – Usar Uma Roupa Elegante Na Véspera De Natal estava acontecendo agora.

– Não sei Miranda, pedi pro meu pai comprar um vestido e sapatos novos pra mim, mas eles ainda não chegaram.

– E se –

“E se eles não chegarem?”, tenho certeza que é o que ela ia dizer, mas foi interrompida por alguém.

– Katie, chegou isso pra você.

Annabeth Chase entrou em nosso chalé e me deu uma caixa.

– Ah, obrigada Annabeth – sorri para ela em agradecimento.

– De nada – ela devolveu o sorriso e saiu.

– Ah, quero ver o que o seu pai comprou! – Miranda exclamou e correu para meu lado.

– É, eu também.

x

– Ah, deuses. Ah, deuses, ah, deuses, ah, deuses!

– Calma, Katie, não é tão ruim – O tom de voz de Miranda era convincente, mas seus olhos, nem tanto.

– Não é tão ruim?! É horrível! – exclamei ainda me olhando no espelho.

– O sapato até que é bonito – ela tentou ajudar.

– Mas esse vestido é horroroso.

O vestido que meu pai havia comprado para mim era verde escuro. Nada de errado com a cor. O problema era o modelo. A saia era rodada demais, o busto ficava largo em mim, e as mangas não eram nem curtas nem longas, completamente insatisfatórias. Para completar, o laço mais feio que eu já vi enfeitava a cintura.

– Bom...

Dessa vez, Miranda não tentou ajudar. Ela aceitou a monstruosidade do vestido e fez uma careta.

– O que eu faço?! – disse puxando os cabelos.

– Por que não vai até o chalé de Afrodite e pede ajuda? – minha irmã sugeriu.

Eu sabia que isso era uma coisa perigosa de se fazer. As filhas de Afrodite provavelmente brincariam de boneca comigo, me vestiriam com rosa-choque e me encheriam de brilho. Mas, sinceramente, era a única alternativa. Não dava para comprar outro vestido; eram 5h da tarde do dia 24. Nenhuma garota tinha muitos vestidos no Acampamento; não havia necessidade de usá-los, então era muito provável que as meninas do Chalé 10 fossem as únicas a ter um vestido para emprestar.

Com um aceno de cabeça derrotado, segui até a porta do chalé, com Miranda atrás.

xx

– Eu sabia que não devia ter deixado meu pai comprar meu vestido. O que me deu na cabeça?! – murmurei a caminho do Chalé 10.

Estava tão preocupada pensando na burrada que fiz em confiar em meu pai no quesito moda que levei um susto quando alguém disse:

– Belo vestido, Gardner.

Maravilha. Isso era tudo o que eu precisava agora.

– Cala a boca, Stoll – resmunguei.

Ele riu. Não, “rir” não era a palavra certa; ele gargalhou.

Parei de andar e me virei para ele, cruzando os braços.

– O que foi? – perguntei irritada.

– Esse... HAHAHAHA... Vestido... Haha... É horrível!

– Cala a boca Stoll! – gritei. – Para a sua informação, você também não está nada bem!

– Hey, eu posso estar sujo e suado, mas estou indo tomar um banho agora mesmo e vou ficar limpinho e cheiroso – ele disse se aproximando. – E você, Katie-Kat, o que vai fazer?

– O que você acha que eu vou fazer? – perguntei irônica. – Sair com esse vestido medonho por aí é que não vai ser. Então, se me der licença, vou tirar essa coisa.

Peguei o pulso de Miranda, que estava quieta, ainda atrás de mim, e voltei a andar até o chalé 10.

Travis riu.

– Boa sorte!

Sem que ninguém ouvisse, sussurrei:

– Eu vou precisar.

xxx

Chegando ao Chalé 10, bati na porta e fui recebida por Lacy.

– Katie! Oi! – ela disse sorridente. Depois de ver meu vestido, seu sorriso se transformou em uma careta. – Ah, uau, que vestido...

– Feio? – sugeri.

– Eu ia dizer “diferente”, mas... é – Lacy admitiu.

– Lacy, desculpa pedir assim, mas você tem que me emprestar um vestido. Eu não posso ir pra festa com esse. Por favor, me ajuda!

Fiz minha melhor cara de cachorrinho pidão e ela riu.

– Claro que eu te ajudo! Entra.

Ela deu espaço, e eu e Miranda entramos, logo seguindo Lacy até seu baú.

– Sorte sua que eu ganhei de natal um vestido grande demais dos meus tios – ela disse ajoelhando-se e abrindo o baú. Não demorou muito para que tirasse algo de lá. – Aqui está! – ela disse levantando-se e me dando um vestido perfeitamente dobrado. – Agora vai se trocar, quero ver como ele fica em você.

No segundo seguinte, fui empurrada para dentro de um banheiro.

xxxx

Depois de ter colocado o vestido, calçado um salto alto emprestado de alguém, porque o meu “além de não combinar com o vestido, é um crime da moda”, de ter minhas unhas pintadas, meu cabelo penteado e meu rosto maquiado por cinco garotas, eu finalmente estava pronta.

– Terminamos – disse uma das garotas.

– O que achou? – perguntou outra, me conduzindo até um dos enormes espelhos do chalé.

Tudo o que eu consegui dizer foi:

– Uau.

Apesar de simples, o vestido era maravilhoso. Sua cor vinho contrastava com o verde de meus olhos, deixando-os mais brilhantes e vivos. Ele era incrivelmente confortável, sendo feito de seda, e chegava até a metade das minhas coxas. Os saltos pretos eram fabulosos, e junto das mangas compridas, me protegeriam (um pouco) do frio.

Meu cabelo e minha maquiagem não ficavam atrás no quesito beleza. Meus cabelos estavam impecavelmente lisos, brilhantes e sedosos. Graças aos deuses, elas não exageram na maquiagem: só passaram rímel, delineador e uma sombra branca em meus olhos, e um batom vermelho escuro nos meus lábios. Também pintaram minhas unhas de preto, combinando com meus sapatos e o lindo cinto que marcava minha cintura.

– Vocês fizeram um ótimo trabalho – disse Miranda.

– Com certeza. Ela ficou linda! – respondeu Lacy.

Virei minhas costas para o espelho e abracei as garotas que me ajudaram.

– Muito obrigada, meninas. Mesmo. Fico devendo uma pra vocês!

– Imagina! – disse Lacy. – Ajudar pessoas com problemas de moda é nosso trabalho.

– Mesmo assim, muito obrigada.

– Katie, acho melhor irmos, já está quase na hora do jantar – Miranda interrompeu.

– Tudo bem. Obrigada de novo, meninas, vejo vocês daqui a pouco! – gritei já saindo do chalé.

Consegui ouvir alguns “Tchau, Katie!” lá de fora.

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Antes de ir para o Pavilhão, Miranda me arrastou de volta para o nosso chalé para terminar de se arrumar. (Sinceramente, não sei por que ela não fez isso no Chalé de Afrodite). Com toda a minha situação com o vestido, ela só teve tempo de colocar um vestido e um sapato. Ajudei-a com o cabelo, a maquiagem e as unhas. Mesmo não sendo muito boa nessas coisas, ela ficou linda. (Sério, por que ela não pediu para as filhas de Afrodite fazerem isso quando a gente estava lá? Teria sido tão mais rápido). Eu aproveitei, passei um perfume, e então saímos para comer.

O Pavilhão estava deslumbrante. Alguns campistas tinham enfeitado o lugar, o que significava que ele tinha luzes de natal por todo o canto e uma enorme árvore de natal ao lado da mesa do Sr. D e do Quíron.

Falando neles, eles estavam hilários. O Sr. D usava uma roupa completa de Papai Noel e Quíron usava uma tiara com chifres de rena na cabeça e tinta vermelha no nariz. Eu espero que alguém tenha tirado uma foto deles.

A comida estava deliciosa. Tinha peru, peixe, costeleta de porco, sopa, batata assada, salada, eggnog, torta de maçã, biscoitos de gengibre, e cookies de chocolate.

Além de tudo isso, a atmosfera do Acampamento era mágica. Todos estavam tão felizes, sorrindo uns para os outros, rindo de piadas de amigos. O clima era tão bom que dava até vontade de dançar...

...o que era exatamente o que faríamos agora.

Terminado o jantar, todos se encontraram com seus pares (uma das “tradições” da festa de natal era ir com pares, o que apoiava a minha teoria de que essa festa tem como modelo um baile) e foram até o Anfiteatro.

– Tem certeza de que vai ficar bem sozinha, Katie? – Miranda me perguntou pela quarta vez. Ela tinha arranjado um par; eu, não, e aparentemente ela estava preocupada comigo por causa disso. – Você pode ir comigo e com Pollux.

Pollux era um filho de Dioniso. Ele era muito legal, simpático e engraçado. Tinha a idade de Miranda e os dois eram bons amigos. Mesmo que eles não fossem um casal, não queria estragar a noite deles.

– Miranda, é claro que eu vou ficar bem. Não é como se eu fosse ser raptada ou algo assim.

– Mesmo assim-

– Eu não tenho problema algum em ficar sozinha, okay? Além do mais, só porque eu não tenho par não significa que eu vou ficar sozinha. Agora cala a boca e vai logo.

Ela riu, acenou com a cabeça e saiu conversando com Pollux em direção ao Pavilhão.

Eu fui depois, quando o Pavilhão já estava quase vazio, andando devagar e aproveitando a noite. Nevava pouco, mas o suficiente para cobrir o chão com uma fina camada branca.

Quando cheguei no Anfiteatro, fui surpreendida pela decoração: se você juntasse todas as luzes de natal que usamos para enfeitar os chalés e outras partes do Acampamento, ainda não chegaria perto da quantidade de luzes que tinham aqui. Havia uma árvore enorme em um dos cantos, com uma decoração mais colorida que a do Chalé de Íris. Havia também festão por toda parte, uma pista de dança de madeira, e, do lado da árvore de natal, uma grande mesa de DJ. Dois filhos de Apolo tocavam juntos, enquanto muita gente dançava.

Havia também mesas e cadeiras, nas quais fui sentar.

Não, eu não sou antissocial, só não estou muito no clima para dançar no momento.

Quando sentei, parei para observar as pessoas. Todas as meninas usavam vestidos, enquanto havia uma variação nos garotos: alguns usavam apenas calça e camiseta, outros adicionaram uma gravata ao look, e uns trocaram a gravata por um blazer. No geral, todos os presentes estavam muito elegantes, mas a coisa mais bonita que todos usavam era o sorriso. Era muito bom olhar em volta e encontrar todos sorrindentes.

Estava perdida nesses pensamentos quando fui interrompida por alguém me chamando.

– Gardner?

Olhei na direção da voz e quase tive um ataque cardíaco.

Eu nego até a morte se alguém me perguntar, mas Travis Stoll estava tão lindo que perdi o fôlego.

Ele usava uma calça jeans surrada, Vans pretos, uma camiseta xadrez preta e vermelha, e um suéter preto de lã grossa em cima.

Mesmo sem o que ele usava agora, eu achava Travis muito bonito (mesmo que não admitisse isso para ninguém). Seus cabelos castanhos enrolados, olhos azuis límpidos, pele levemente bronzeada e sorriso maroto me tiravam o ar de vem em quando. Seus braços fortes e o começo de um tanquinho também ajudavam.

Quando finalmente consegui me concentrar, percebi que ele também me encarava.

– Você... Uau, Katie, você tá... maravilhosa – ele disse meio hipnotizado.

Corei.

Ah, qual é, mesmo que fosse o meu (quase) arqui-inimigo me elogiando, não eram muitas as pessoas que me elogiavam, e seu olhar em mim era tão intenso que senti que ele seria capaz de ver minha alma.

– Obrigada... Você também até que não tá feio.

Ele abriu aquele sorriso maroto que fazia meu coração bater um pouco mais rápido me deixava muito irritada.

– Não tô? – ele perguntou debochado.

– É... Tá melhor que o você comum.

– Ora, muito obrigado pelo elogio, senhorita Gardner – ele disse fazendo uma reverência, sentando-se ao meu lado logo depois.

Eu revirei os olhos.

– O que foi, Stoll?

– O quê? – ele perguntou confuso.

– Por que você tá aqui? – esclareci.

– Ah. Tem que ter um motivo?

– Claro.

– Nada demais, ué. Eu te vi aqui sozinha e quis fazer companhia.

Levantei uma sobrancelha.

– O quê? – ele perguntou.

– Você, querendo ser legal? Isso não é muito sua cara.

– Na verdade, é sim.

– Então, aquele garoto que me atormenta o ano todo não é você? – perguntei arqueando as sobrancelhas.

Ele riu.

– Aquele garoto que te atormenta o ano todo é muito legal, sim, é só que você parece despertar o lado sombrio dele.

– O que isso significa? – perguntei incerta.

– Significa – ele disse se aproximando – que você, de alguma forma, mexe com ele.

Eu não encontrei palavras para respondê-lo.

Graças aos deuses não houve silêncio constrangedor, porque Travis se levantou me estendendo a mão.

– Quer dançar?

– Com você? – perguntei debochada.

– Vai, Gardner, dá uma chance pro garoto que te atormenta te mostrar que ele é legal.

Eu não sabia o que fazer; o meu (quase) arqui-inimigo me chamando para dançar? Tenho certeza que não existe um protocolo para isso. Mas eu não queria ir embora da festa de natal sem ter dançado pelo menos uma música, então acabei aceitando.

– Vê se não estraga as coisas, Stoll – disse segurando sua mão e me levantando.

– Pode deixar, Gardner – ele respondeu me guiando até a pista de dança.

Senti pequenos choques ao sentir as mãos de Travis na minha cintura.

– Não vamos fazer do jeito antigo, então – assumi envolvendo inseguramente seu pescoço.

– Tá frio – ele disse simplesmente.

Mexemo-nos ao ritmo da dança lenta que tocava, e tenho que admitir que estava gostando. Travis ainda não tinha feito papel de idiota, e seus braços me segurando definitivamente estavam me esquentando...

O que Hades está acontecendo?

– E então, você comemorava o natal com o seu pai? – Travis falou baixo, puxando conversa.

– Aham. A gente não tinha religião nenhuma, mas mesmo assim a gente reunia meus tios, meus primos e meus avós, comia e trocava presentes, e basicamente passava tempo junto.

– Eu e o Connor também. Mas éramos só nós dois, minha mãe e minha avó. Não tenho uma família grande.

– Tenho certeza que era legal do mesmo jeito – Você está sendo solidária com o Stoll? Katie Gardner, o que você está fazendo?

– Era, sim. A gente fazia biscoitos, jogava alguns jogos e assistia uns filmes. Era bem divertido. Sinto falta disso às vezes.

– Eu te entendo. Eu gostava muito de passar o natal com a minha família, mas gosto muito de passar o natal aqui também. Não tem tanta gente como no verão, mas esse lugar simplesmente brilha no natal.

Ele riu.

– Concordo.

Depois dessa breve conversa, ficamos em silêncio e continuamos a dançar quando outra música lenta começou a tocar. Eu me sentia bem, e de repente fiquei com vontade de deitar no ombro de Travis. Ignorando minha consciência, que me dizia que isso era errado, deitei em seu ombro.

Percebi que Travis se surpreendeu, porque ele ficou um pouco paralisado. Mas logo se recuperou e deitou a cabeça em cima da minha.

– Saí daí, folgado.

O quê? Velhos hábitos nunca mudam, mesmo em uma (aperentemente) noite de trégua.

Ele riu, mas não se mexeu.

Quando a música lenta acabou, uma mais agitada começou a tocar. Eu e Travis nos separamos e nos encaramos por alguns segundos, meio desorientados. O que estava acontecendo conosco essa noite? Mas Travis logo se recompôs e me ofereceu a mão de novo, e quando eu a aceitei, começou a fazer uns passos estranhos.

Eu ri, mas logo me juntei a ele.

xxxxxx

Várias músicas e risadas depois, todos os campistas foram para a fogueira para se acalmar e aquecer.

Caminhamos conversando e rindo, coisa que fizemos o resto da noite, enquanto comíamos marshmallows e tomávamos chocolate quente.

Perto da meia noite, Quíron veio acabar com a festa.

– Poxa, os filhos de Apolo estavam tocando tão bem... – Travis lamentou.

– Estavam mesmo – concordei vendo-os pegar seus violões e guardando-os em seus estojos.

Quando me virei novamente para Travis, vi que ele me estendia o braço.

– Me daria a honra de levá-la até seu chalé? – ele perguntou fazendo uma voz grossa.

Eu ri, e, estranhamente, não hesitei em segurar seu braço.

– Mas é claro.

Não demorou e chegamos à porta do meu chalé.

– Bom, acho que é isso – Travis comentou.

– É... Obrigada pela noite, Travis.

– Ora, não há de quê – ele disse com uma voz forçada, tentando imitar um nobre, eu acho. Eu ri. – Mas, falando sério Katie, obrigado por me dar a oportunidade de provar que eu não sou tão idiota quanto você pensa.

Seus olhos eram capazes de, de novo, quase ver minha alma.

Relaxa Katie, acalma esse coração e não deixa ele te abalar.

– Eu realmente acho que você é um idiota...

Pode ter sido só impressão, mas vi os olhos de Travis perderem o brilho.

– ...ou, achava.

Juro que o sorriso que ele deu seria capaz de iluminar a noite.

– Deuses, quem somos nós e o que fizemos com os antigos Travis Stoll e Katie Garder? – perguntei nervosa percebendo de repente o quão perto estávamos.

Ainda sorrindo, ele respondeu:

– Se você quer saber, eu prefiro os novos Travis e Katie...

Eu ri nervosa e coloquei uma mexa do cabelo para trás.

– Bom, hum, boa noite Travis.

Abracei-o, e fiz a burrada de me afastar devagar. Além de o fazer devagar, ainda parei com o rosto a centímetros do dele.

SUA BURRA, KATIE!

Eu não pude evitar ficar hipnotizada por seus olhos azuis... Ou por sua boca de repente tão convidativa.

Não sei quanto tempo ficamos grudados, olhando um para o outro, só sei que fui distraída por alguma coisa tocando meu cabelo. Olhei para cima e Travis seguiu meu exemplo.

Acima de nós, havia aparecido um visco.

UM.

VISCO.

Katie Gardner, me diz que não foi você que fez isso aparecer. Me diz que não foi você que fez isso aparecer!

Olhei de novo para Travis e percebi que ele tinha se aproximado mais. Estávamos tão perto que podia sentir sua respiração em minhas bochechas.

Com incrível sincronização, olhamos um no olho do outro por um tempo, e depois olhamos um para a boca do outro.

Ele não vai me beijar não?

Olhei de novo em seus olhos, agora um pouco mais escuros que o típico azul-piscina, esperando que ele me beijasse.

Nada.

– Eu te odeio, Stoll – murmurei puxando o colarinho de sua camiseta xadrez e juntando seus lábios aos meus.

Eu não tinha beijado muitos garotos antes, mas podia afirmar que esse com certeza foi o melhor beijo da minha vida.

Travis logo me abraçou forte pela cintura, e eu, abracei-o pelo pescoço. Não tive que ficar na ponta dos pés, mas tenho certeza que se não estivesse usando salto, eu teria. No começo o beijo foi intenso, mas ele só começou a ficar quente mesmo quando ele pediu passagem com a língua e eu permiti. Logo ele estava me empurrando contra a porta do chalé, correndo as mãos pelas minhas costas enquanto eu bagunçava furiosamente seu cabelo.

O beijo só foi acabar quando nós estávamos literalmente quase morrendo de falta de ar.

Eu não pude fazer nada pelos próximos segundos enquanto tentava recuperar o fôlego, ou então eu morria, mas pude ouvir Travis arfar um:

– Uau.

Olhei para ele, nossos rostos ainda muito próximos, e vi nada mais que os mais lindos olhos azuis do mundo me encarando com pureza.

Assim que retomei um pouco de fôlego, dei um rápido selinho nele e disse:

– Feliz natal, Travis.

Imediatamente, virei um furacão e entrei no meu chalé o mais rápido que pude.

Encostada na porta e ainda tentando tentar respirar normalmente, ouvi um:

– Feliz natal, Katie.

Notas finais
E aí, o que acharam? Sei que não está lá essas coisas, mas realmente espero que vocês tenham gostado. Qualquer comentário, sugestão, crítica ou whatever, deixa um review que eu vou ficar feliz em responder. Bom, é isso cupcakes. Até a próxima!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!